quarta-feira, junho 12, 2002

Fui à festinha de Dia dos Namorados no dia 10, do site Parperfeito. Fui com um fã que conheci lá, o João. Ganhei o "prêmio" da noite: um pingente de ouro com coraçãozinho. Será que acho algum comprador?
AI, AI, AI...

Para não perder o costume, vou deixar registrado o e-mail de anteontem.

Muito bom, bom mesmo
saber de você, do teu cheiro,
teu jeito maneiro,
suave, reticente...

Muito bom poder sonhar
e lembrar tudo que já fizemos,
e desejar fazer mais, melhor,
de novo, intensamente,
repetidas vezes:
impregnar minha alma com a tua essência...

Que café da manhã delicioso... quero mais,
quero ceias noturnas,
almoços escancarados,
jantares despudorados,
sorrisos incontidos,
gemidos preciosos,
voce inteira, receptiva, sorridente,
e os pequenos gemidos, que delicia....

domingo, junho 09, 2002

Quinta-feira. Cinco da manhã. Fui tomar café da manhã com Julius.
"É amelhor coisa do mundo!" - disse ele.
Acredito. Para mim também foi.

Entretanto, a cena me fez lembrar de outra... De quando o Carioca me disse: "Foi o dia mais feliz da minha vida!" Também acreditei.

terça-feira, junho 04, 2002


Não tenho mais paciência pra lero-lero...
Não tenho saco pra conversar com velhas amigas.
Que será?
Deve ser idade... rsrsr

domingo, junho 02, 2002

Nunca houve nenhuma “jura”, nenhuma promessa... Nada referente a “amor”. Nem eu, nem ele...

“Lembrei muito de você.. saudades.. saudades...saudades.. saudades...”

Frases simples como esta dizem tudo... ou nada?

Bom não pensar muito...

Também sinto saudades. Mas, desta vez, não é dolorida. É bom, pois sei que quanto maior, mais intenso o reencontro.

Esta semana tem futebol, muito trabalho... Mas.. quem sabe?


sexta-feira, maio 31, 2002

Tive uns dias meio tristes, apesar de ter sido aniversário da Paulinha ontem. Fomos comemorar num restaurante legal, apenas nós três. Pelo menos agora fazemos isso sem estresse. Só essa situação é motivo de muita alegria para mim, principalmente quando me recordo de outras datas semelhantes em que eu ia buscar alguma alegria nem sei onde.

Fora isso, ontem também fez um ano que faleceu um dos meus irmãos. Por esse motivo, fui ao templo budista, na Liberdade para tomar umas providências de homenagem póstuma. Nós não somos religiosos, mas há aquelas coisas de tradição. Quando ele faleceu, não fizemos nada pois minha cunhada é evangélica. Ficamos observando os pastores, quietinhos no nosso canto. Porém, agora bateu uma saudade e senti um lugar vazio no oratório que minha mãe tem na casa dela, em Bragança. É que, segundo a tradição budista, as pessoas recebem um "nome póstumo", chamado "kaimyo", que vem transcrito numa tabuinha, e que é atribuído pela pessoa responsável pelo "bispo" do templo.

Eu, sinceramente, não acredito em nada pós-morte, porém gosto de sempre acender pelo menos um incenso diante do oratório, quando vou à casa de minha mãe. Aliás, é uma coisa que todos visitantes da família fazem em primeiro lugar, depois de cumprimentar os vivos.
Para mim é um jeito de acentuar a lembrança, amenizar a ausência. E eu não achei justo ele ficar assim esquecido só porque minha cunhada é evangélica. Afinal de contas, antes de ele se casar com ela, era filho de meus pais e nosso irmão.
Como eu sou a pessoa mais desocupada desta família e a que melhor consegue se comunicar em japonês, na segunda-feira liguei para o templo e me informei sobre as providências. Reuni os dados necessários e na quarta fui lá buscar o tal "ihai", que é o nome da tabuinha com o "kaimyo. Fui com uma amiga que mora perto de casa e que trabalhou comigo na Folha. Além de jornalista, ela se formou em Letras e Cultura Japonesa. Assim, ela me explicou algumas coisas que eu não conheço sobre facções do budismo, além de me fazer companhia para o almoço, em uma casa de "lámen", na Galvão Bueno. Depois, fizemos compras e botamos papos em dia também.

quinta-feira, maio 23, 2002


Namorar é bom... Com quem sabe escrever é uma coisa do outro mundo. Ai, ai, ai.

Nos encontramos tarde e não pudemos demorar muito. Mas foi uma delícia. Tínhamos planejado para segunda. Não deu. E eu escrevi:

"Hoje acordei sentido você tão pertinho de mim... aumenta a saudade e o meu querer!"

E ele:
"Ontem dormi com você do meu lado.. aliás fiquei acordado com você ao meu lado durante um tempão.. foi excitante e frustrante... mas muito gostoso..."

E depois de nos vermos na terça à noite, eu escrevi:

"Quer você que lhe diga o que me dá mais prazer?
É sentir sua pele, seu abraço, suas mãos...
É ver você dizer: "que delícia!"
É simplesmente sentir você...
É saber que tenho você...
É abraçar você...
É tudo e é nada...
É você...
Não importa a forma..."

E ele, logo em seguida:
"Amanheci com um sorriso no rosto, ágil, relaxado.
Ainda tinha um resto do teu perfume na cama...
Alguns cabelos e outros pêlos...
E pelos meus poros tua essência transbordava...

O dia nebuloso para os outros começou brilhante..
Como é mágico os instantes em que te possuo (ou é você quem me possui?)
Como é intenso quando estou dentro de você.. com a lingua, com os olhos, com os dedos, com a pele, com o sexo...
Como é excitante quando você geme de prazer.. aumenta tanto o meu prazer... que o gozo parece que não tem fim...

Mas mesmo assim você tem que ir.
Fica o gosto de quero-mais...
a vontade que vai aumentando..
Por isto já estava suspirando: pelo desejo que já nascia de te ver outra vez, penetrar de novo e mantê-la junta a minha pele...
Uma delícia o teu cheiro..."

terça-feira, maio 21, 2002

Fabiane se casou no dia 11. Não tive pique para escrever a respeito. Mas fiquei feliz. Eu me lembro nitidamente do casamento dos pais dela e de quando ela nasceu. Minha cunhada não tinha experiência com crianças e, muito menos, eu! Tenho mais de vinte sobrinhos, mas preservo um carinho especial por ela. Talvez por ser impulsiva e geniosa como eu. Ela nasceu dois dias antes de eu completar 17 anos. Lembro-me de que naquela época houve também a moda de sandálais altíssimas, do tipo anabella. E eu ganhei uma de presente do meu irmão, pai dela. Tempos realmente felizes!
Espalhei algumas fotos do casamento pelos amigos. Estranhos os comentários... Eu achei que saí bem na foto. Usei um vestido simples e barato, improvisado devido ao calor. Completei com um chale carmosíssimo que peguei em troca por uma blusa que minha filha não quis. Tinha o mesmo tom e parecia conjunto de verdade. Os tons eram roxo, preto, azul-marinho e dourado. Ficou muito diferente. Minha amiga Rita achou um luxo. Márcia também elogiou muito. Penso que esses comentários foram justamente porque elas são de Escorpião.
Eduardo e Lúcia foram muito secos. Falaram da foto mas nada falaram de mim. Minto. Eduardo me achou triste, cabisbaixa. Lúcia elogiou uma de minhas sobrinhas, que ela conhece. Até hoje tenho dúvidas se esses dois velhos amigos espiam meu blog vez ou outra. Penso que estejam ressentidos comigo. Uma pena.
"Saudades, saudades, saudades. Lembrei muito de você" – foi tudo que ele escreveu. Mandou pro meu e-mail oficial. Certamente para que eu visse imediatamente o recado. O aviso chegou pelo icq, inesperadamente. Iluminou completamente o meu dia. Mas me segurei para não nos vermos ontem. Era um dia muito perigoso. Conversamos um pouco pelo telefone e preferi não explicar as minhas razões. Dei uma desculpa qualquer.
Ontem também foi o dia de receber um e-mail saudoso do meu querido Fábio. Está nas obras, a 500km da cidade dele e sem internet. Mesmo assim, deu um jeito. Ai, ai, ai... que saudades! Vou fazer uma simpatia para que ele tenha de vir a SP.

segunda-feira, maio 13, 2002

Desta vez está sendo pra valer: encheu o saco, deleto e/ou mando pro ignore! Pra que agüentar chatos aqui na Internet, não é mesmo? Ah, se na vida real também fosse assim...
Eita segundona... Mas tá tudo certo!

sexta-feira, maio 10, 2002

Estou feliz.
Anteontem, finalmente, depois de 3 semanas, vi Julius. Não existe ninguém que chegue aos pés dele... ai, ai, ai...
Pena que é tão difícil...
Mas é sempre cada vez melhor!

quarta-feira, maio 08, 2002

Desde que comecei este blog, acho que nunca fiquei tanto tempo sem postar. Andei desmotivada devido à falta de novidades.
Ontem fui conhecer um novo amigo. Uma pessoa de Salvador, que me escreveu há umas três semanas. De cara, ele avisou que estaria esta semana em SP, em uma feira no Anhembi. Passei pelo e-mail dele na semana passada e resolvi responder. Afinal era uma oportunidade rara de ver o cara pessoalmente...
Até agora, não sei o que me deu na cabeça.
Pelo e-mail, não havia nada especial. Nada mesmo.
Nada atraente, nada que chamasse a atenção...
Só na hora de ir ao encontro, resolvi perguntar como ele era.
E ele me disse que se parecia com José Mayer. Até me descontrolei e falei: “Nossa, e só agora você me conta isso?”.
Só pode ter sido gozação.
O pior é que fui ao hotel errado.
Entrei no bar errado e olhei pro cara errado.
Em cinco minutos, pressenti que algo estava errado.
Olhei pro número em frente e achei diferente daquele que ele mencionou. Resolvi perguntar ao porteiro. Dito e feito! O hotel certo era 50m adiante. Devia ter ficado ali, topando a paquera que o cara equivocado já estava começando. Até que aquele era “bem apessoado”. Eh, eh,eh!
Jantamos.
Na volta, não resisti a ligar para Rita e contar. Que mico!
Dei risada e o motorista do táxi e falou:
“Desculpa, mas aquela coisa disse que parecia com José Mayer”?
Acabei desabafando com o taxista.
Ainda tive de escutar:
“E a senhora se produziu toda pra ver aquele homem? E ele não avançou o sinal? Por que geralmente...”

Foram os 70kg mais mal distribuídos que já vi:
pernas finas
braços roliços e curtos
barrigudo.
Mexia no gelo do uísque com os dedos.
Credo!

Que óooodio!

No início da semana, fiz uma farta distribuição de revistas. Toda orgulhosa, mandei o “livro de nomes” pra minha irmã. Várias vezes havia comentado o conteúdo dele. E ela:
“Quem fez esse livro? Tá cheio de erros nos nomes japoneses!”
Que falta de tato. Fiquei magoada sim. Muito. Nem mencionou a capa, os efeitos, a nova diagramação. Detalhes que estudei com tanto cuidado e que me deram tanto trabalho. Sem falar na apresentação no qual me esmerei!
Ontem não foi um bom dia.

Mas nem tudo foi perdido...

Pouco depois do meio-dia, Julius mandou recado pelo Torpedo. Só de ver o “nome” dele, me alegrei. Sinto às vezes uma falta sem tamanho, saudade dolorida... Mas me concentro nos momentos bons, maravilhosos. Nos que tivemos e ainda espero ter. Mas prometi a ele e a mim mesma que não mais lamentaria a ausência. Penso apenas em como será bom quando nos vermos.

Ontem, jantando sob candelabros, me lembrei da noite em que conheci o meu “poeta barroco”. Não há como deixar de comparar. Me lembro ainda da cena. Da primeira vez em que ele segurou minha mão, de quando enlaçou minha cintura ao subirmos a escada rolante do restaurante. De quando o vi de costas, caminhando... O porte me assustou. Mas, naquela hora, analisei e achei que 120 quilos não eram tantos assim... rsrsr...

Outro alozinho, em que senti toda e exaustão, foi do Fábio. Fiquei feliz. Senti o carinho...
Senti também o carinho e alegria recíproca ao falar com AG. Contratempos...

sábado, abril 27, 2002

Foi absoluta falta de tempo por causa do trabalho...

Nada aconteceu de extraordinário.

Só teclando, teclando, teclando, apertando e arrastando o mouse...

sábado, abril 20, 2002

Ontem conheci uma amiga virtual, uma mulher. Vejam vocês: meus contatos internéticos com estranhos nem sempre têm em vista sexo e romance. Eh, eh, eh..
Coincidentemente ou não, tal qual outras grandes amigas (Rita e Márcia), Aurora também é de Escorpião. Ela veio ontem de Curitiba passar o final de semana em SP e buscar a filha. Entre um suco e jantar no chinês, falamos um bocado de nossas vidas, durante mais de quatro horas. Foi muito legal. Tive a certeza de ter amarrado uma amizade verdadeira. Há coisas que só outra mulher entende.
Quem me apresentou à Aurora foi Haiaeiel. Ele achou que eu poderia ajudá-la, mostrando meu modo de viver e de encarar o mundo. Que nada! Acho que aconteceu o contrário. Eu é que parei, um tanto pensativa, diante de uma mulher que durante a vida toda teve um único homem, e terminou em flagrante um casamento de 25 anos. Parei pra pensar, sim. Mas não me fez sentir culpada não. Continuo convicta na minha idéia de que “ninguém é de ninguém”.
Claro que isso tudo que estou comentando aqui tem a ver com Julius. Digo que não, que não importa, mas é claro que às vezes sinto muita vontade de amanhecer ao lado dele. Aliás, na quinta-feira comentei isso quando estivemos juntos. Muito sutilmente ele deixou a entender que seria bastante arriscado ficarmos para o café da manhã no flat. Ele está certo.

Falando de Julius... Quando penso que nunca tivemos uma noite como aquela, a próxima sempre supera a anterior. Aquela sensação de infinito, de eternidade, de que palavras são completamente desnecessárias. Com ele, todo meu conceito sobre “declarações de amor” foi por água abaixo. Toda minha vida, antes dele, achei superimportante dizer “eu te amo”. E percebo que nunca pronunciamos tal frase. Na verdade, tenho muito medo de fazer isso. Tenho medo de ouvir...

Na quarta-feira conheci um gato de raça. (Quatrocentão, desfilou toda árvore genealógica, desde o séc. 16) Tem olhos azuis e é muito meigo. Pena que seja um tanto miudinho e um tiquinho diferente da foto. Mas o e-mail na mesma noite, os telefonemas, as sutilezas... ai, ai, ai... Estão mexendo comigo sim!

segunda-feira, abril 15, 2002

Esta frase salvou meu dia:
“Parabéns pelo novo livrinho ! E a introdução está muito boa !!!Você tem um estilo ótimo de escrever, eu diria íntimo... como se estivéssemos conversando.”
O e-mail do Fábio chegou novamente num dia em que comentei em casa que faz um bocado de tempo que não mando umas revistas para ele. Revirei os repartes e não encontrei muitas coisas que me motivassem a ir ao correio.
O que tem de especial nessa simples frase?
É que mandei o texto para um bocado de gente. E só ele leu pensando em mim, como se estivesse me vendo dissertar um assunto. Eu acredito, sinceramente, que o que existe entre nós é algo muito especial. Ultimamente temos “conversado” pouco. Mas raramente passamos uma semana sem pelo menos um recadinho. Ai, que saudades! Hoje chorei com tantas lembranças... Visitei a página da empreiteira e achei umas fotos dele. Fiquei orgulhosa!

quinta-feira, abril 11, 2002

Quase uma semana sem postar. Gostaria de contar umas coisinhas, mas a censura não permite muitos detalhes... rsrsrsr...
Semana passada, fiquei ouriçadíssima e decidi conhecer umas caras novas pra me acalmar. De repente, topei um almoço com um sujeito de quem recebi um único e-mail. Tinha 1,90m, era loiro de olhos azuis, 85 quilos, executivo de um banco estrangeiro. Falou que colecionava carros antigos e fumava charuto. Tava na cara que era esnobação. Fazia um calor danado e escolhi um restaurante com bom ar condicionado, como o moço exigiu. Fomos a um japonês perto da João Mendes.
A estampa inicial era boa. Quando se sentou ao meu lado, a quentura do corpo dele me incomodou. O contato das mãos não causou uma sensação muito boa. Ele fazia caras e bocas. Pronunciou umas frases feitas, me mediu dos pés á cabeça, avaliando coxas, traseiro e cintura. Os comentários foram elogiosos mas não me sensibilizaram.
Fiz como sempre faço quando me dá raiva. Pedi um prato caro e me concentrei na comida. Chato foi desfilar com aquele manequim de cabeça oca e deslumbrado. Ainda bem que pelo menos ele não insistiu. Ufa!
Esse foi o mico da semana passada.

Esta semana, em plena segunda-feira, Julius mandou notícias. Eram umas 15 horas e disse-me que estaria livre dentro de uma hora. Só consegui dizer: “Ai, minha nossa!” Ele riu e disse para ligar se eu pudesse vê-lo. Às 18h, entreguei os pontos. O trabalho estava atrasadíssimo e eu estourei um cartucho de tinta. As mãos estavam todas pintadas e as unhas horríveis. Não tive coragem de vê-lo daquele jeito. Além das mãos, meus pés também estavam meio pintados por causa de um tamanquinho vagabundo que comprei no sábado. A tinta marrom impregnou meu calcanhar, que parecia sujo. E eu não achava uma lixa! Quando disse para ele que “estava enrolada”, senti um ar de decepção. Mas, como sempre, não reclamou, não lamentou. Perguntei do dia seguinte e ele falou que teria de viajar para resolver um problema no cyber. Fiquei triste e mandei um e-mail contando do meu dia cheio de trapalhadas.

Terça à tarde, ele me liga dizendo que estava vindo para perto de casa. Larguei tudo e corri pra manicure. As unhas não ficaram ótimas mas deu pra disfarçar. Fui como estava, de calça de brim e camiseta. Mantivemos a discrição, mas senti a cada toque o quanto nos queríamos. A caminho do estacionamento, entramos no primeiro hotel. Reprovado. Tentamos mais três. Também reprovados. Saímos voando e conseguimos escapar do trânsito, para chegar à Marginal. Entramos no primeiro lugar convidativo. Ufa! Foi mais uma noite de silêncios muito significativos. Apenas gemidos e suspiros. Completa sintonia. Estou ainda escangalhada. Mas muito feliz. Ainda bem que ele está recuperado! Ufa!

sexta-feira, abril 05, 2002

Gente... Juro que tentei escrever algo lindo, único para ele. Mas não consegui. Saíram apenas cinco míseras linhas. Minha falta de inspiração se completou com o poema de Bilac. A resposta dele, novamente me pôs no chão. Caída entre suspiros. Ai, ai, ai.

Sexta-feira

Dia de tentar colocar o trabalho em dia.

Dia de fazer pausa para respirar..

Noite de talvez ouvir estrelas!

Entre elas, a minha e a sua...

Lindo final de semana!


OUVIR ESTRELAS

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto ...

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via-Láctea, como um pálio aberto
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direís agora: "Tresloucado amigo!
Que conversa com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas."

Olavo Bilac
(Poesias , Via-Láctea - 1888)

E o meu poeta escreveu:

No meu céu brilha uma supernova
que comprova a importância da escuridão
para ressaltar o brilho
e evidenciar a necessidade
de ouvir os sons inaudíveis
a quem não tem paixão...

No teu céu colocarei algumas estrelas
que explodiram no céu da minha boca
quando refletiram o brilho do teu olhar...

Olho através dos teus olhos e me enxergo
brilhando no teu coração
isto me aquece, enternece e permanece
como um balsamo na solidão de um céu cinzento...
e ilumina meu dia e minha alma...


Minha incrível amiga

Seawoman foi ao Aconcágua. A revista Cláudia deste mês traz um relato emocionante sobre a escalada realizada na passagem do ano por esta fantástica mulher de quem tenho o privilégio de ser amiga há mais de duas décadas. Marina é exemplo de vida. De mudança de vida. De eternas descobertas, de perseverança, talentos multifacetados. Em seu traje de montanhista, Marina continua linda, fantástica aos 63 anos, do alto de seus 1,54m e 5.400 metros!
Quando conheci Marina, eu saía da adolescência e ela já era mãe de quatro filhos. Voltou à faculdade quando o caçula fez oito anos. Foi aluna dedicada, radiante e iluminada. Fomos colegas na FSP e não nos víamos há mais de dez anos quando deparei com a foto dela na capa da Vejinha, escalando um prédio. Mandei um e-mail para a revista e depois atualizamos as fofocas online, numa manhãzinha de domingo, pelo ICQ. Nesse hiato havia nascido a Seawoman, a mulher cibernética, divorciada depois de 30 anos e às voltas com um namorado americano que arrumou pela Internet! Vi fotos dos dois esquiando no Colorado. Naquele instante, achei minhas maluquices muito singelas... rsrsrs.

Vejam só o e-mail que ela me mandou no dia 27/nov/2001:

Amanhã cedinho, estarei decolando do Rio rumo à maior aventura da
minha vida: subir o Aconcágua!! A expectativa, como vocês podem
imaginar, é enoooorme!!!
Estou indo com três amigos -- Aníbal, Emanuel e Gustavo -- todos
montanhistas experientes, e decidimos esticar a nossa expedição. Na
descida, vamos fazer um longo trekking para o outro lado da
montanha. Para o Aníbal (que é fotógrafo depois fará uma exposição)
e prá mim, como reporter, será uma chance muito interessante de
mostrar outras faces do Aconcágua que pouca gente conhece.
Com isso, só vamos voltar em janeiro. Vou passar o Natal e o Ano
Novo nas alturas. Imaginem que mágicas serão essas noites, no meio
da montanha, rodeada de neve e com uma lua prateando tudo ... :-))

quinta-feira, abril 04, 2002



Não agüentei. Hoje mandei um e-mail pra ele:

Imensa saudade, muito cansaço, desânimo... mil afazeres.
Esperando sempre o momento oportuno para nós.



A resposta veio logo:


As vezes fecho os olhos
para ver os teus brilhando na minha escuridão
descanso o corpo em um canto qualquer
desejando ter o teu calor para me reanimar..

As vezes abro o e-mail
ansioso por uma letrinha tua
e lembro da minha displicência
em nunca retornar na mesma frequência..

As vezes ouço tua voz difusa
no meio da reunião de trabalho
disfarçada na voz de outra pessoa
e um sorriso estampa minha face...

Toda vez eu penso no teu corpo
perfeito, excitante, aconchegante
e lembro daqueles segundos eternos
em que somos um, em que somos infinitos,
que gozamos simultaneamente
o prazer de gozar, o prazer de permitir,
o prazer de compartilhar e a oportunidade de sentir
algo tão profundo
tão imenso
que nos perdemos em nós mesmos...

segunda-feira, abril 01, 2002

Tivemos noites de Lua Cheia. Isso mexe com muita gente...

Eu escrevi:

Com a poluição mais leve devido ao feriado, a Lua ontem estava muito linda.
Pensei muito em você ontem à noite ao olhar para ela...


E ele respondeu:

Incrível coincidência

Estive debaixo deste luar com vontade de uivar feito lobo solitário para extravasar as vertentes mais selvagens, animais que repousam em minha alma... Lembrei de voce, no entanto, com tua suavidade habitual, o modo constrito de sorrir e gemer enquanto nos amamos nos lençois do prazer e tive a certeza que voce é o contraponto ideal para estes arroubos lunares, lupanares.

quarta-feira, março 27, 2002

Nossa. Que sonho mais doido eu tive ontem!

Estava em uma sala de redação, onde as pessoas ficavam em uma espécie de carteira, como em uma sala de aula. A gente deixava recados um para outro em uma lousinha. Perto de mim se sentava Sandra (única amiga dos velhos tempos da Abril, com quem mantive amizade nos mesmos padrões da época). De repente, ela me disse que iria fazer vestibular, para um novo curso da USP, algo como Histografia. Justamente por ser novidade, o exame seria agora, na Semana Santa. Como diz o nome, era uma espécie de “mapeamento iconográfico” da História. Logo me interessei, mas sem muita segurança de passar. Fui comprar o formulário na Caixa Econômica Estadual, que no meu sonho ficava na Al. Glete, ali ao lado de onde tem um chalé do jóquei clube.

Ao chegar no local, encontrei um colega nissei do colegial, chamado Milton. O garoto era mirradinho e tinha a mesma expressão da última vez em que nos vimos, aos 18 anos (outro dia achei uma foto 3x4 dele, onde parece ter uns 12 anos). Apenas os cabelos dele estavam bem compridos e desgrenhados, escorrendo pelos ombros. Não sei qual era a minha aparência no sonho, mas ele me reconheceu. Contou que se formou em engenharia, na Mauá (a última notícia que tive era de que ele ingressara na FEI) e que o campo estava difícil, então tava dando aulas (igual a irmã dele, que foi minha professora de Biologia). Daí o interesse em fazer esse novo curso.

Reparei que o cara tinha uma pilha de boletos para inscrição e monte de fotos. Então, ele explicou que iria se inscrever 10 vezes, usando várias fotos antigas e o mesmo nome. Desse modo, ele teria maiores chances de acerto. Isso porque o exame seria em forma de teste e ele sabia que só seriam computados os acertos, descartando os erros. O cadastro seria por profissão que a pessoa exerce, então ele preencheria com 10 profissões diferentes e um único nome. Garantiu que daria certo pois conhecia o esquema de computação dos exames, entendia de estatística, etc.

Aí, decidi fazer a mesma coisa que o Milton, ou seja, 10 inscrições, para me garantir, já que cada inscrição custava só 0,40. Como não tinha 10 fotos 3x4 diferentes, fui pedir para minha irmã e minha sobrinha. No caminho, encontrei o Tico, colega meu na Noval Cultural. Ele dirigia um carro antigo, daqueles da década de 20. Contou que também iria fazer vestibular pro tal curso. Subi no carro e o estofamento estava todo puído. Nos bancos, tinha alguns exemplares de “Nosso Século”, ou melhor, aquele da capa verde. O cara falou que estava estudando, já como parte do currículo do curso para o qual se dava como aprovado. Detalhe: Não vejo Tico há uns 20 anos e ele estava com a mesma cara e mesmos óculos, sendo que deve ser uns 15 anos mais velho do que eu.

Quando acordei, a realidade se misturava com o sonho. Na cama, fiquei pensando em convidar Eduardo e Julius a tentarem o curso também. Tinha tudo a ver com eles. (De fato, teria).

O gozado é que, não sei onde, eu soube que as aulas seriam dadas no prédio da Fundação Japão, naquela primeira subida da Usp, perto do relógio. Em seguida, vi cenas de todos nós chegando por lá: a Sandra, o Edvaldo e também a Ana. Detalhe: Ana estudou História na USP e só apareceu nessa última cena. Usava uma camiseta de cor salmão, igual a da Sandra, quando veio me falar do tal vestibular. Eduardo estava de paletó e gravata, destoando de todo mundo com sua barba grisalha.



Vá entender...



rssrrs

Vejam que coisa linda...


Estar sem você é lembrar
continuamente,
intensamente,
sonhar de olhos abertos.

é antecipar
o próximo momento
a confluência das estrelas
que autorizarão
o encontro das nossas luas.

é ser marinheiro
esperando a maré oportuna
para lançar-se ao mar
à tua procura..

é saber que vale a pena
todos os instantes
toda sofreguidão
toda volupia
que tua presença me preenche...

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Estar com você é ter a paz,
O branco mais puro, como você diz.
Minha felicidade acontece:
No encontro de peles,
No ficar com o gosto da boca e do cheiro...
Na compreensão antecipada, na adivinhação...
No presente de valor interior,
Na emoção vivida em conjunto,
Nos discursos silenciosos da percepção,
No prazer do equilíbrio de carne e de espírito,
No gozo eletrizante, instantâneo e único,
Na prolongada alquimia de fórmula exclusiva.
Basta-me o todo do pouco.
Não preciso e nem quero nada do muito.
Sensação boa, profunda, infinita, eterna.

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EU: *19:46 oi.. te contei do MICO de terça?



EU: *19:46 quer RIR?



SPAWN *19:46 conta
EU: *19:47 contei do cara que fui conhecer, do Tribunal?
SPAWN *19:47 naum
EU: *19:47 pois é.. para esquecer a tristeza do gaucho..
resolvi dar bola pra outro..
EU: *19:48 outro que me escreveu pelo Parperfeito
SPAWN *19:48 e...
EU: *19:48 o cara falou que trabalhava com informatica... o
papo rolou bem e legal pelo icq
SPAWN *19:49 ja to imaginando
EU: *19:49 se bem que minha exp. me deixou desconfiada pois
nao quis trocar fotos, alegando motivos fúteis
EU: *19:49 dizia que o scaner quebrou e que assim que
pudesse mandaria uma da camera... mas nao mandou
EU: *19:49 por outro lado, acho que fotos enganam...
EU: *19:49 conversamos por telefone... ele me ligou ate no
final de semana, de Santos..
SPAWN *19:49 ja to vendo
EU: *19:50 sacumé.. andei supercarente...
EU: *19:50 entao, terça fui tomar cafe da manha, na Paulista
EU: *19:50 gozado eh que o predio do Tribunal Federal é
pertinho do BC, do gaúcho..
SPAWN *19:50 Hhuahuahuahua
EU: *19:51 penso que o Parperfeito andou fazendo propaganda
nesse pessoal todo..
EU: *19:51 pessoal de empresas públicas, executivos..
EU: *19:51 bom.. o sujeito falou em 1,80 e uns 100 quilos.
EU: *19:51 Nao é nada demais, ,é?
EU: *19:51 Quanto vc pesa?
SPAWN *19:52 100 e 1.88
EU: *19:52 Olha.. tava marcado 7h30.. peguei um táxi..
quando tava chegando, tocou o celular, dizendo
que me esperava em frente ao Conj Nacional
EU: *19:52 E na vespera, no icq, ele falou: Quando um
gordinho simpático te cumprimentar, sou eu.
EU: *19:52 Quando vi a figura.. se pudesse, teria passado
reto!
EU: *19:53 O cara era uma BOLA!
EU: *19:53 Pior que Jô...
SPAWN *19:53 Hhuahuahuahuahuahua
EU: *19:53 Um ovo.. uma pêra.. um abacate... uma melancia
deformada!
SPAWN *19:53 hehehehehehehe.......rs
SPAWN *19:53 meu Deus
EU: *19:54 Vc é gordinho...
mas, de fato é simpático..
e nao é deformado.
EU: *19:54 E tinha no máximo, 1,75
EU: *19:54 Mãos quentes, pegajosas e pequenas..
EU: *19:54 Quase sem ombro..
EU: *19:54 Respirava com dificuldades e transpirava muito.
EU: *19:54 Calça jeans e camisa xadrês
EU: *19:55 Ainda perguntou se eu queria café completo..
EU: *19:55 Pensou que fui até ali pra tomar café no
balcao...
SPAWN *19:55 hehehehehehe
EU: *19:55 Foram minutos agonizantes..
EU: *19:55 Daqueles que mal se sentam direito na cadeira..
Tem de abrir as pernas.
EU: *19:55 Creeeeeeedo
EU: *19:56 Por favor, nunca fica gordo assim, viu?
SPAWN *19:56 nem, eu malho agora
EU: *19:56 E fez um prato que era uma montanha.. ainda
dizendo que eu o estava fazendo quebrar a
dieta...
EU: *19:57 E depois insistia em perguntar o que achei.
EU: *19:57 Respondi que era cedo pra julgar...
SPAWN *19:57 cruel
EU: *19:57 Segurava minha mao, eu puxava...
EU: *19:57 Ainda queria me pegar pra atravessar a rua...
EU: *19:57 Ele chiava, arfava...
E na despedida, falou que na quarta que vem nao
vai trabalhar.. se eu nao podia passar a tarde
com ele..
SPAWN *19:58 só vc mesma, meu...
EU: *19:58 Minha nossa!!!
EU: *19:58 Quando cheguei em casa, ja tinha um email
meloso...
EU: *19:58 Dizendo que me adorou...
EU: *19:58 Creeeeeedo
EU: *19:59 Ai, fiz uma coisa muito CRUEL
EU: *19:59 Liguei pra ele e falei: Escutaqui, nao vai dar!
SPAWN *19:59 vc agora é do CVV ??
EU: *19:59 Achei melhor cortar o mal pela raiz!
EU: *19:59 Só de pensar na figura, dava enjôo!
SPAWN *19:59 crrrrreeeeedddoooo
EU: *19:59 Daquele jeito, nem que fosse desembargador!
EU: *20:00 E ainda por cima, era só técnico judiciário e nao
entendia direito de informática, embora seja
especialdiade dele. Só sabe daquela porcaria de
intranet do tribunal
EU: *20:01 E fazia pose, se gabava, dava uma de entender de
tudo.. até de jornais!
EU: *20:01 que coisa horrorosa!
EU: *20:01 Tava de uruca mesmo!
SPAWN *20:01 noosa, como vc é má
EU: *20:01 Agora acho engraçado... rsrsr
EU: *20:01 Mas... fui vítima!
EU: *20:01 Isso devia ser CRIME!
EU: *20:01 Um sujeito horrivel daquele paquerar alguem pela
net, sem ser visto.
SPAWN *20:02 hehehehehehe
EU: *20:03 ainda por cima, falava, aqui pelo icq, que a
maioria das mulheres soh queria sexo casual...
EU: *20:04 que ele conheceu muitas... que só queriam sexo
com ele.. rsrsrsr...
EU: *20:04 Deviam ser cegas...
SPAWN *20:04 heheheheehhee, deve ser bem dotado

EU: *20:05 mas no meio daquela banha, nem dá pra achar...

kkkkkkkkkkkkkkkkk!
SPAWN *20:05 hehehehehehe

EU: *20:05 só se for pau de 30cm
SPAWN *20:05 acha que naum
EU: *20:06 Fiquei imaginando como seria possivel.. Uma bola
na barriga...

EU: *20:06 Acho que um cara daquele nem consegue transar
normal..

SPAWN *20:06 nooosa
SPAWN *20:10 essa foi a boa da noite
EU: *20:10 ihihihi