domingo, maio 09, 2004

Nossa! De repente tudo mudou por aqui no blogger. Que susto! Quase me perdi e custei a me lembrar da senha. Antes entrava tudo automaticamente. Agora, preciso passar por umas 3 janelas até chegar aqui! Dá uma preguiça...

Dia das Mães. Todos os anos, penso em escrever uma coisa legal. Falar da minha mãe ou da minha filha. Ou de mim, como mãe. Difícil, muito difícil. Somos três pessoinhas complicadas. Claro que tudo começou com minha mãe...

Meu Dia das Mães foi típico de mãe: lavar, costurar, passar e cozinhar! Telefonei pra minha mãe e poupei-a de uma visita estressante, correrias e presentinho ímprovisado de última hora. O papo foi bom. Consegui também ficar sem brigar com minha filha.Finalmente consegui botar todas as fardas em ordem, preguei os velcros no lugar certo, refiz vincos e bainhas. Quase toda indumentária pronta pro grande dia, daqui a duas semanas!

sexta-feira, maio 07, 2004

Tinha certeza que isso ia acontecer: O Budista me ligou hoje! Voz um pouco menos macia, mas inconfundível. Deu endereço do ap. onde diz morar, no Bexiga, e tb o telefone de lá. Liguei uma vez de volta, ele atendeu.
Entre juras de amor eterno, contou que agora dá aulas num certo colégio público no centro de SP. História e Geografia, todas as tardes. Liguei pra secretaria da tal escola. Era mentira, como tudo que ele disse. Que coisa mais impressionante! Ele falou com tanta convicção que cheguei a pensar que ele tivesse mesmo encontrado nova ocupaçao.

A certa altura, ele se atrapalhou e pensou ter me dito anteriormente que era coronel. Acho que nem se lembra de ter me mostrado o documento onde estava escrito: "1 ten. res". Aquele documento que achei meio estranho, com o brasão de SP tortinho. Agora que sei mais ou menos, estou quase certa de que aquilo era fajuto.

Não resisti e contei da minha filha. Ele caiu numa risada histérica. Fui mais longe, convidei-o pra solenidade de ingresso. Disse que vai botar a farda e aparecer. Do jeito que é doido, é capaz de ir todo estrelado, de coronel. Pior que isso é possível. Eles pedem o documento para se adquirir o traje, mas creio que nao conferem a patente. Tirando esse detalhe, os modelitos são os mesmos para todos. Depois, é só grudar os adesivos pra compor a fantasia. Minha nossa!

quinta-feira, maio 06, 2004

Tantas coisas que planejei postar aqui... Umas se perderam, outras ficram sem sentido. Tô devagar, eu sei. Ando sem motivação e meio sem assunto. Acho que ainda são restos da gripe e dos remedinhos que tomo pra me manter em pé.
Anteontem, tomei aquela chuva de pouco após o almoço. A água caiu gelada e chegou juntamente com a mudança de tempo. Atchim!

quinta-feira, abril 29, 2004

Pois é... Estamos no final de abril e conheci o segundo amigo virtual deste ano. O papo foi bom, mas bem formal. Fino, simpático, culto, mas... acho que ele não gostou de mim! Paciência, às vezes acontece com a gente! Não foi a primeira vez, nem será a última. Chato é deparar com o cara no dia seguinte e ele dizer: "agora não, estou ocupado"!

Podia ficar sem essa, se eu não fosse tão besta e educadinha de cumprimentar as pessoas quando chego depois.

Mas o dia não foi perdido. Bati pernas a tarde toda com meu querido Eduardo. Fomos a um bufê judeu, no Bom Retiro e ficamos olhando as vitrines ali. Ele comprou um presente pra sobrinha e eu, só umas tranqueirinhas. Andamos sem parar durante seis horas. Minhas pernas tão um caco!
Ah... e comemos nhoque de banana! Isso mesmo: nhoque de banana com molho barbecue e gengibre. Eu comi só sete pelotas, como pede a simpatia. Meu amigo comeu por umas sete pessoas! Eu me empaturrei com 3 deliciosos filés de salmão grelhado na hora, mais banana, abacaxi e manga assados com karo. Teve também pão de pistache com torresmo e saladinha de acelga com tomates secos, milho verde e bacon (tsc, tsc.. .esses judeus não são os mesmos...)


Tô tristinha pois não vi mais o meu amor. Chato é estarmos completamente sem grana para o "supérfluo". Consegui falar com ele ontem. Peito doendo de saudades. Baita nó na garganta. Mas foi só escutar aquela voz que parece que o dia ficou mais quente. Mas não poderei atravessar a cidade em plena sexta, último dia do mês, bem quando minha filha vem pra casa. Chato, mas não posso fazer besteiras. Ele disse que mal tem grana pro pedágio e combustível. Sei como é. Acredito que a coisa esteja assim preta mesmo. Não vi mais nada nos blogs dos filhos dele. Deve ter cancelado o speedy. A maré anda ruim e eu sei que ele só levanta o astral com grana no bolso. Acontece com todos os homens. Por isso que a gente não acha mais ninguém!


Aí, fiquei pensando no que um simples telefonema pode fazer por alguém. Lembrei que há umas duas semanas recebi um cartãozinho gentil de um fã. Liguei pra ele. Senti que ele ficou feliz. É muito bom sentir que de vez em quando um gesto tão simples possa fazer esse bem. Como disse a esse rapaz: eu estou de bem com a vida, estou feliz, quero pensar positivo, só em coisas boas!

sábado, abril 24, 2004

Instruções:

1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.


"Dona Joaquina conta, toda orgulhosa, que arrumou uma empregada sensacional."


Não sei se é um livro. Mas pretende ser. É pequeno mas consegue parar em pé. E fui eu mesma quem fez! (o livro de piadas). Ficou pronto ontem.

A dica da brincadeira é do blog da Cora

terça-feira, abril 20, 2004

Ontem, acabou o calvário de dona Ana, mãe da minha querida amiga Alice. Elas e foi durante o horário de visitas à UTI. Toda despedida é triste... e eu a considerava até mais do que muitas parentas. Afinal, são vinte anos de amizade!

quarta-feira, abril 14, 2004

Tenho batido pernas demais e o seviço anda rendendo pouco. Ontem, fiquei na maior curiosidade, mas resisti à tentaçao de ir à noite de autógrafos daquele famoso jurista, na Livraria Atlas. Ele mandou o convite há 2 semanas e reiterou ontem. Mas acabei apelando pra desculpa esfarrapada de reunião de condomínio. De fato, houve assembléia pra eleição do novo síndico. Também não fui. A desculpa? O lançamento do livro. Acabei vendo tv, a volta da programação global.

À tarde fui ver minha amiga que pretende retornar à Itália ainda esta semana. Ganhei um lindo calendário e uns tubinhos de delicioso açafrão. Tomamos uma tigela de açaí no Café Girondino. Isso me fez lembar de quem me apresentou esse lugar: o Budista! Por onde andará ele? Sabe que tenho saudades?


Por falar em saudades, recebi outro cartão daquele moço. Muito gentil. Mas não tenho como cavocar mais uma janela na minha agenda, já embolada e atrasada por conta desses eventos sociais. Fica aqui o recado pra Barão, já que ele me avisou que está proibido de abrir e-mails no trabalho dele.

Estou na fase de matar saudades sim. Aproveitando a estada da amiga que nos apresentou, ontem liguei para "Benevides". Ele ficou muito feliz. E eu também! Ficamos de tomar chá no Pátio. Pretendo revê-lo sim! Apesar de meio embolorado e mitômano, pelo menos ele é um cavalheiro. E muito culto! Sem falar que é parente de falecidas celebridades no campo literário.


segunda-feira, abril 12, 2004


A Páscoa surgiu na minha vida por volta dos 8 anos, quando minha prima Yasuko (com quem morei aqui em SP) foi trabalhar na fábcica de chocolates Falchi. Lembrança que tenho do catolicismo se apresentando na minha vida são um pouco aterrorizantes. Conheci na escola, nas aulas de religião. Aprendi a rezar Ave-Maria e Pai-Nosso. Minhas professoras tentaram me catequisar. Quase me convenceram, devido ao medo de ficar vagando no limbo por ser pagã. Um dia cheguei em casa com as novidades que ouvi na escola, juntamente com formulário para dizer "sim" ou "não" às aulas de religião. Sábio como era, meu pai deixou a escolha para mim. Não fui a algumas. Eram dadas todas sextas-feiras. Mas não gostei da idéia de ficar no pátio sem fazer nada. Ficávamos eu e uma coleguinha evangélica (minoria na época). Aí, retomei as aulas, ouvi mais sobre céu, inferno, pecados. Pelo sim, pelo não, resolvi frequentar missas, sem contar que eu era pagã. Um dia, quase fui comungar.. Mas aí, achei que seria um pecado imperdoável e o fogo do inferno poderia arder muito mais. Fui me preparando para o batismo, enquanto morria de pena dos meus pais, que ficariam no limbo. Pensava se nao seria melhor fazer companhia a eles. Não conseguia compreender como o céu seria reservado apenas aos católicos. Nessa época, meu pai era ateu. Venerava apenas os antepassados. Tínhamos oratório em casa, onde sempre fazia oferendas e prestava culto. (Depois dos 60 anos, ele acabou assumindo o budismo, depois de uma cerimônia em homenagem a 50 anos de morte do bisavô dele).

Meus irmãos, menos rebeldes do que eu, foram batizados. Alguns, devido à perseguiçao aos japoneses pós-guera. Outros, apenas para se casarem na igreja. Assim, eles ganharam nomes cristãos de Rosa, Luis Roberto, Aldo, etc. Por ironia, eu que sou única a ter nome em português registrado, continuei pagã. Quando chegava a Semana Santa, meu pai dizia: "agora é hora de vocês católicos jejuarem e chorarem pela morte de Cristo. Eu vou comer do bom e do melhor!" . Acho que esse ponto pesou bastante na minha decisão. Preferi continuar pecadora, pois o limbo parecia uma coisa muito distante. Hoje, 40 anos depois desses conflitos, "comemoro socialmente" o Natal e a Páscoa, apenas para não ser do contra. Retribuo os cartões (que começaram a pipocar pela net, pois antes nao me lembro de ter recebido cartões de páscoa). Quando tivemos crianças pequenas na família, claro que as presenteávamos com muitos ovos. Agora, só tem os netos da minha irmã (3) e a Kelly, a caçulinha do meu falecido irmão. Mandei coelhinhos de pelúcia para as meninas e um livro que fala da Páscoa pro Paulo Otávio (mais velho do Júnior), que tem 10 anos e gosta muito de ler.

Escrevi isso tudo pra explicar que não é nenhuma data especial para nós, aqui em casa. Tem mais: estou enjoada de chocolates há 15 anos. Mesmo assim, retribuí educadamente os cumprimentos pela data.




terça-feira, abril 06, 2004

Comecei a ler "Há quem prefira urtigas", de Junichiro Tanizaki. Tem tudo a ver comigo. A traduçao parece bem feitinha, apeser de ter identificado uns termos um pouco estranhos...

Há muito tempo que não me embalo numa boa leitura.

Sinto muita falta de conversar com pessoas inteligentes.

Hoje fiquei muito feliz com o comentário de uma amiga, de Olinda. Ela disse que o marido vem semana que vem a SP. Eu comentei que iria cobrar dele a ida a um badalado restaurante árabe que ele comentou certa vez. E ela: "Ele terá muita sorte em ter sua compahia". Senti sinceridade profunda. Essa mulher tem uma luz incrível. Todas as vezes que falo com ela, me sinto muito bem. Tem pessoas que têm esse poder: botam a gente pra cima com frases gentis que transbordam espontaneidade. Pelo menos eu sinto isso.

Não postei pra não ser rabugenta, pra não reclamar novamente das pessoas que falam comigo. Não gosto de fazer isso, mas colo aqui um texto que recebi, que eu assinaria embaixo:

"Mau Humor
Lula Vieira (publicitário)




Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa a expressão "agregar valor".
Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.
Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.
Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.
Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.
Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me irrita profundamente.
Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a vagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva".
Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.
Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me
lembra putaria. E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?

Sócio e diretor de criação da VS"



Ontem fui a um lançamento de um amigo que virou celebridade. Fiquei exatamente 1h15 na fila de autógrafos, lá no Saraiva Megastore. Um espanto o sucesso.

Na fila, encontrei 2 pessoas que não via há seguramente 19 anos, desde antes da minha filha nascer.
Fiquei feliz que nos reconhecemos! Chato é que eles (uns 15 anos a mais do que eu) mudaram menos. Mas foi muito legal revê-los! Foram colegas meus na Nova Cultural.



quarta-feira, março 31, 2004

Não escrevi por falta de coisas interessantes pra contar.

Julius só na sexta... Mas talvez ele volte a vir com mais frequência, como em 2002. Tomara!

Alice está com a mae no hospital. Tenho ido levar marmitinha pra ela e tembém um pouco de força. Não têm previsao de alta. Estão lá desde o dia 8... A cirurgia precisou ser refeita uma semana depois.

Novidade: Temos um novo membro na família. Não sabemos se é menino ou menina. Por isso chamamos de Darcy. Tem o focinho ponta de foca mas as patinhas sao pretas. Tem 50 dias e cabe na palma da mão. A fome é de leão. Brinca feito macaquinho. Dalila e Donatella estão furiosas mas já começam a baixar a guarda.



quinta-feira, março 18, 2004

Os homens "bem-sucedidos" não se conformam quando são rejeitados. Nunca entendem. Ficam se cercando de explicações. E teve um que escreveu: "deuses poderosos...eu realmente acho que causei uma impressão esquisita em vc... rs...eu sou a última pessoa no mundo a quem vc deve alguma espécie de explicação, minha querida..."

Odeio quem diz "minha querida", "amiga"... GRRR!

E também aquela que me chama de "cara colega".

Sei que parece besteira... mas que posso fazer, se quando encontro essas expressões sinto calafrios? É mais ou menos como a aflição que sinto quando alguém fica mastigando um palito ou deixa comprida a unha do dedo mindinho. Ou então usa anelzinho no dedinho. Credo!

quarta-feira, março 17, 2004

domingo, março 14, 2004

Sabem duma coisa? Hoje tô por aqui de gente metida a ser "de nível"
Um sujeito escreveu: "Eu abomino n o v e l a s...o melhor investimento que fiz nos últimos tempos foi comprar(sic) TV a cabo"
Tem graça?
E depois me diz que adorou "M u n d o de S o f i a", escrevendo o nome do autor errado! Bom, eu respondi que nunca ouvi falar! eh, eh, eh!
Definitivamente, os homens de origem oriental adoram arrasar com semelhante fêmea. Conheço bem o estilo!
Espero resistir e jamais passar o endereço do blog pra tal figura! Ou melhor, espero cortar o papo rapidinho!

Droga... por que diabos estou perdendo meu tempo com esse sujeito? É verdade que ele me cutucou bem!

Nossa! Eu escrevi "xicória"... Que coisa feia... Já corrigi pra "chicória". Ato falho. Deve ser porque a planta não tem nada de chique, tem mais cara de ser com "x", de provável origem exótica. Recebi um e-mail fazendo menção, sutilmente com a grafia correta. Fui checar no Aurélio, já que o autor nunca comete erros ortográficos. Tirei o chapéu!


quinta-feira, março 11, 2004

Comprei dois kokeshis lindinhos pra filhinha do meu amigo. Sempre que vejo kokeshis, me lembro da história de "Oshin", o maior sucesso na teledramaturgia japonesa. A personagem principal conservou ao longo da vida um kokeshi que ganhou de seu amigo comunista, nas montanhas, quando ela tinha uns 5 anos. Do mesmo modo, eu também tenho um par de kokeshis, únicos brinquedos que guardei de minha infância. Foram presentes de minha avó materna. Estão encardidos, manchados, mas me acompanharam pra todo lado.

Eu penso que aniversário de um ano deve ser algo muito especial, como foi o de minha filha. Daquela data, conservei muitas lembranças, presenteadas por amigos queridos, muitos dos quais já se foram... outros que eu acho que nunca mais verei... Um coelhinho rosa de tranças e franja, por exemplo, foi presente de "Paul River", como se denominava um velho amigo letrista. Ele se dizia o "vovô preto" de minha filha. Que saudades... do tempo e do velho Paul, aquele embaralhador de letras. Um grande artista.

Naquele dia, às voltas com o italiano, marido da minha amiga, também me bateu uma saudade imensa do grande Óvio... Ri sozinha ao me lembrar da cena em que ele jogou uma melancia pro alto e ela esborrachou no teto de nossa sala de trabalho. Hoje até encomendei uma revista Capricho do final da Década de 60, para ver as letras dele...
Muitas e muitas vezes pensei em buscar por Danilo, o filhinho dele... Quem sabe?



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O desânimo e a moleza quase me derrubam...
Tava distraída quando Julius chegou no MSN. Ainda não sei o que ele tem de tão especial... ou sei? Mesmo com poucas palavras, tudo muda quando o vejo, seja lá de que forma for!

Não se trata de cegueira de paixão. É algo mágico, sim!

O que sei é que bastou a presença dele, ali no cantinho do monitor, pra fazer todo o trabalho que fiquei enrolando há dois dias! Em poucas horas, consegui concluir!
Acho que é isso: vibrações energéticas! E ele só me procura quando são positivas!
É o que acontece também quando chega um e-mail do Fábio. Não importa o que. Pode ser uma piada, um pps...

Porém, há pessoas que nos sugam... Devem ser os tais "vampiros emocionais", aquele tipo de reação que seca uma planta, dá quebranto numa criança... Eu preciso tratar de fugir disso!

O jurista enviou a obra dele pra minha filha. Ela ficou feliz. A dedicatória foi o máximo: "Para a futura guardiã de nossa segurança, sincera homenagem do autor..." Lindo, né? Eu até fiquei emocionada!
Acho que não posso reclamar de falta de sorte com amigos virtuais! Até um autor famoso de livros jurídicos eu conheci!




quarta-feira, março 10, 2004

Esqueci de retificar uma coisa: o lance do "Tiquinho", o moço que me procurou depois dum tempão após um assunto mal resolvido. Só agora é que caiu a ficha: foi há dois anos! Bem que eu achava estranho... Claro que são dois anos! Afinal, em novembro fez um ano que rompi o papo com aquela uma de BH! Nossa.. entao, o lance foi mais estranho ainda! Ginko Biroba?

Nossa... Tantas coisas acontecendo... Nem tive tempo de contar das minhas desventuras de ontem com minha amiga que se casou com italiano que conheceu pela internet! Passsei boa parte do dia com o casal! Foi hilariante! Fiqueim muito feliz em revê-la. E mais ainda ao constatar que ele é um sujeito bacana! Italiano de legítimo: muito teimoso, escandaloso... autêntico! Fazia tempo que não tinha um dia tão legal, mesmo passando em filas de repartições. Fomos à Justiça Federal, ali na praça Roosevelt, e tb ao consulado. O mais engraçado foi no shopping Higienópolis (reduto dos judeus). O local tava meio às moscas, mas quem passava olhava. Pudera! A gritaria que chamava atenção. Imagina ali no meio dos sóbrios judeus...eheheeh.

Acho que hoje não foi meu dia de sorte... Peguei maior chuva, perdi uma grana, fazendo papel de trouxa... perdi montão de coisas, até mesmo o próprio São Lonquinho! Pode uma coisa dessas? Vou lá pedir socorro, olho pro lugarzinho onde deixei o santo e... cadê? Sumiu! Não faço idéia de quando isso aconteceu!

Mas pelo menos não perdi contato com Luiz. Fiquei feliz que ele leu aqui e me mandou um alô! Tenho plena certeza de que voltará com o blog sim!
Quer uma dica, Luiz? Não faça tantas revelações que o identifiquem. E quando o fizer, dá um espaço entre as letras, pra nao ser dedurado pelo G o o g l e (assim, entendeu?) No mais: negue tudo! Mas.. cuidado pra nao ser reconhecido por aquele pé de chicória! Era uma hortaliça com características muito especiais!

Bom... Ainda não sei o que dizer sobre meu encontro com o Professor... Só que é bem diferente do que eu imaginei... áté a voz!
Vai ver que ele achou o mesmo de mim!
Ele chegou antes da hora marcada e eu saí de casa sem nem secar o cabelo. Depois, me assustei com minha silhueta refletida numa vitrine. Deve ser aquela coisa de "aura" que o Brain falou. A luminosidade que ele viu em uma de minhas fotos e que só ´alguns identificam. Hoje, defitivamente, estava com energias baixas!

Tomamos café da manhã naquela casa de pães da Liberdade... Depois, cada um seguiu seu caminho. Sem constrangimentos ou surpresas. De surpreendente, só uma camisa amarelo-gema-de-ovo (de granja). Ihhh.. a concordância de novo... Seria amarela gema-de-ovo? Deve ser.. mas soa mal... Claro que, se é camisa, deve ser amarela. Não pode ser amarelo!


Esse papo de energias... Só Julius entende... Coisa de físico (em todos os sentidos), eu acho!




segunda-feira, março 08, 2004

<strong>Por favor, Luiz... Não faz suspense... Conta pra mim onde você se escondeu! Eu já estava mais do que viciada no seu blog... Afinal, vinha acompanhando há dois anos e meio, com todas as mudanças! Não acredito que você tenha desistido! Isso não acontece! Quem começa a blogar não desiste!
Foi só eu falar... O Professor leu o blog justo hoje! E agora já fico atrapalhada. Não sei se tá certo dizer "justo hoje". Seria melhor "justamente? Bah! Tinha certeza de que ele não faria mais isso... rsrsrsr... Bom.. agora já foi... E o pior: foi depois que praticamente acertamos que vamos nos ver na quarta. É... acho que vou encarar. O Alberto que espere, tadinho... Minha curiosidade vai vencer... a nao ser que dê alguma zebra! Mas tudo dependerá da Lua...


Felicidade é...
conectar cedinho e encontrar um recadinho assim:

"Um abraço quente num dia frio,
um beijo carinhoso quando nos sentimos sozinhos,
uma caricia mais ousada para nos sertirmos mais vivos...
nunca é pedir muito..."


ai, ai, ai...