quarta-feira, agosto 25, 2004

Depois do comentário do Professor de Literatura, resolvi mudar o template. Até achava que ele nem lia mais este blog. Anda muito quietinho o moço. Mas acho que anda lendo mais do que supunha. Disse que está escrevendo um conto: "A d a m a da I n t e r n e t" (espaços propositais). E prometeu dividir a grana comigo... Minha nossa! Até que pode ser interessante... Fiquei muito curiosa.

terça-feira, agosto 24, 2004

Trechos de e-mail que enviei no final desta manhã a Liam:

"Está cada vez mais difícil ter um papo com mínimo de conteúdo e sincronia, seja pela internet, seja na vida real. Atribuo parte disso à minha impaciência que está se agravando. Fico muito irritada quando as pessoas não me entendem... até digo que isso me frustra um bocado como profissional de comunicação. Mas essas fases oscilam um pouco, talvez conforme a Lua...
Hoje está tudo dando errado, saindo de sincronia. Começou que o desenhista, lá da Praia Grande, ficou sem energia. Então, só consegui falar com ele, por telefone, por volta das 10h. O material que precisava imprimir antes do meio-dia, pra mandar revisar, só chegou agora...

Enquanto falava pelo msn com vc, uma amiga que mora em Sto Amaro ligou dizendo que "está vindo". Taí um contratempo de se trabalhar em casa. Como nao tenho condições de oferecer almoço, assim de última hora, me programei de almoçarmos juntas aqui perto. Ela vinha ao Mackenzie, onde a filha tem uma apresentação de teatro... só que.. até agora, nada! E nem sei se ela pegou metrô ou veio de carro. Ela é uma daquelas pessoinhas que se recusam a ter um celular. Pior é que eu estava doida pra conversar com ela, adoraria passar um dia de conversa fiada e tinha planos de levá-la a um restaurante coreano ou judeu, no Bom Retiro. Mas não vai dar pra fazer nada disso. Tô furiosa!"


A amiga não apareceu, não ligou... são 12h30. Tô mais furiosa ainda!
Sei que ela não fez por mal. Mas, por que diabos me ligou? Só me tirou do eixo. Detesto esse tipo de coisa!
Eu estava correndo na parte da manhã pra ver os jogos.

Outra coisa que me desequilibrou: mais um daqueles telefonemas sem continuidade da minha filha!

Resumindo: nem almocei e estou com baita dor de cabeça. Nem tenho nada interessante pra almoçar. Só uma maçã. Hoje, pretendia ir ao sacolão.

Outra coisa que me irritou: a amiga perguntadeira de sempre, que sempre está ocupada com alguma coisa quando sou eu quem puxa a conversa. Por que diabos aparece on pra mim, então?

E o "Benevides"? Acho que esse despirocou de vez. Deve estar cobrindo as Olimpíadas..rsrsrs

Pronto... bloqueei 80% dos meus contatos. Não tem por que me irritar mais! Cheeeeega!

Pelo menos parece que minha mãe está entrando nos eixos...


Mudando de assunto...
Dá pra levar a sério alguém que diz que tem "boa estampa"?


sábado, agosto 21, 2004

Vou postar aqui mais um sonho doido, enquanto ele está nítido na minha mente.

Sonhei com Lucila, minha doce amiga que mora em Mogi. Estávamos na Paulista, esquina com a Augusta, por onde escorria muita água, apesar de não estar chovendo no dia. Era uma dificuldade atravessarmos no meio daquele aguaceiro. Andamos perto do Cj Nac, conversamos. Mas dávamos uma volta e logo estávamos em minha casa. Só que eu queria lhe oferecer um café e resolvi fazer no meio da calçada, em uma espiriteira. Mas quando peguei minha velha panelinha de ágata vermelha (a mesma que uso em casa pra esquentar água), tinha um sujeito enorme sentado num banco de cimento, impedindo-me de fazer o café. O traseiro dele ocupava todo o espaço e ainda saía fora, perto de onde eu deveria acender o fogo. Ele olhou pra mim e nós saímos xingando. Fomos pra casa e minha amiga queria procurar uma palavra em um dicionário que me emprestara há algum tempo. Só que eu nao tinha mais o dicionário em casa. Havia emprestado a alguém, mas nao me lembrava pra quem. Eu disfarçava pra que ela não descobrisse que eu não tinha mais o livro. Sugeria que olhasse outros. Lucila contou que o marido (cujo nome nao me lembrava no sonho, mas agora eu sei que é Zé) havia se formado em Economia e procurava emprego. Falei pra ela procurar um velho colega nosso que trabalha na Ordem (acho que ainda tá lá). Mas tentava citar a assessoria e não conseguia me lembrar do nome (agora me lembrei).

Lucila e eu trabalhamos juntas apenas dois meses, há mais de vinte anos, mas nos tornamos amigas para sempre desde então. Ainda me lembro dela vindo me dar boas-vindas no meio daquele ambiente hostil, em que todos me fitavam como uma ameaçadora inimiga. Na ocasião eu havia sido contratada para uma vaga temporária enquanto a equipe toda estava sob ameaça. Ameaça essa que acabou se cumprindo, com a extinção do departamento de revisão de um grande jornal, dos primeiros a ser informatizado. Posso dizer que desempenhei um papel histórico no processo: fui a última contratada pra função.
Minha situação na época não se compara em nada a de hoje. Apesar de muitos anos de experiência em uma grande editora de revistas, meus conhecimentos eram extremamente limitados. Ao examinar meu currículo, o editor da primeira página fez um "tsc, tsc" e disse que eu iria me "queimar para sempre" se tentasse acompanhar o ritmo de um jornal diário. Sugeriu então, que recomeçasse na revisão. Pois é... foi por ali, já na porta da saída, que recomecei. Não sei como, passei à frente daquele pessoal todo e abocanhei um segundo lugar no concurso que fizeram pra área mais nobre.
Nossa... Falando daqueles tempos, sinto-me matusalém.

sexta-feira, agosto 20, 2004

O sedex 10 não funcionou e só entregaram a encomenda prometida às 18h30. Que raiva. Em outros tempos, teria feito um escândalo, aparecido na Globo, etc... Mas estava ocupada e preocupada demais com outros assuntos para tomar essa providência. O importante é que Eduardo (e a mãe dele) ficaram imensamente felizes. Deu pra sentir que ele adorou mesmo o presentinho que eu preparei com tanto carinho. Acho que valeu por tantos outros com os quais ele me contemplou ao longo destes... xiii.. acho que 27 anos!

Estou com o coração apertado. Mas minha caixa de lágrimas está meio travada. Nem consigo chorar. E também nem ouso fazer diagnósticos. Mas estou muito preocupada com minha mãe. Em todas pausas do trabalho, só tenho pensado em qual seria a melhor solução para ela. Eu estou quase certa de que não sou a melhor companhia pra minha mãe. Mas eu até já pensei em me mudar...

Neste final de semana, refletirei melhor...

quarta-feira, agosto 18, 2004

Por que existem pessoas que nos fazem sentir bem quando nos chamam de "amiga"... e outras que nos provocam mal-estar?

Ontem reencontrei Impiedosa. Não me lembro como nos conhecemos. Acho que foi pelo ICQ. Já faz um bocado de tempo. Ela estava pensando em fazer vestibular. Cursou um ano de Direito, desistiu e já está no 6º período (lá chamam assim) de Turismo, em Niterói. Deve estar hoje com uns 23 anos. Linda garota... Fiquei feliz em revê-la. Não me sinto como mãe, nem como tia... penso que somos amigas mesmo!
Isso me fez lembrar de outra amiguinha, de Barra do Piraí. Vou escrever pra ela. Depois, tentarei contar a história dela.

Ontem fui até a 25, na esperança de encontrar minhas lãs. Fazia tempo que não via tanta gente feia e descontente. Incluindo os guardas metropolitanos. Muita gente xingando a prefeita. Eu, que antes a defendia, ressaltando seus pontos positivos, já não os encontro mais. Os desmandos do governo federal e o descaso com o povo nunca me deixaram tão desolada. Achei as obras da 25 completamente inoportunas. Fiquei com pena dos camelôs, dos lojistas, de todo mundo que batalha por ali. Só os chineses dos shoppings estão num oásis de prosperidade e vendas, intocáveis, no mundinho deles.. Mas não gosto de ficar falando disso. Parece que criticar demais torna as coisas piores. Inclusive para os coleguinhas.

Da 25, dei um pinote e fui até Sta. Efigênia. Desisti da compra do fone de ouvido sem fio quando me dei conta de que o modelo indicado pelo sobrino nao custava 79 e sim 249,00! Mandei fazer um fiozão de 5 metros, por 10 reais. Me divirto sempre que vou por lá, de tanto ouvir asneiras. Principalmente daqueles sujeitos metidos, que levam namoradas ou filhos adolescentes. Blefam em voz alta, exibindo seus conhecimentos. Na ânsia de vender, alguns camelôs soltam outra bobagem, e assim vai. Naquele pedaço, ao contrário da 25, as pessoas pareciam muito felizes.

terça-feira, agosto 17, 2004

Hoje aconteceu uma coisa impressionante. Tanto andei pensando que o Carioca apareceu no MSN. Isso aconteceu porque eles estão "meio de greve" por lá. É claro que pensei nele também porque eles e o Poderoso Chefão deles estão ocupando espaço na mídia.
Mas, o impressionante não foi a apariçao e sim o fato de eu resolver pedir a ele uma dica para preparar couve-flor. Antes que ele respondesse, comentei que pretendia fazer ao forno com creme de leite. E ele, na mesma hora, disse: "eu gosto ao forno com queijo e creme de leite". A mensagem dele chegou antes de eu enviar a minha... Taí: até que a gente tem alguma coisa em comum.. .ou talvez muitas. Pena que fizemos tudo errado. Mas pelo menos minha raiva passou e agora posso falar com ele numa boa, sem maiores emoções. Acho que ele não é mesmo má pessoa. Só folgado demais... Porém, reconheço que fiz mal em falar mal dele e da família, aqui no blog. Principalmente sabendo que eles leriam. Foi de propósito sim. Mas foi feio...

É... o fato de saber que as pessoas citadas estejam lendo me inibe, é claro. ..
Por exemplo... "Conheci" recentemente uma pessoa que parece legal, inteligente... Mas se eu falar bem dele, de repente ele vai achar que estou fazendo média aqui. E se eu não falar, ele pode achar que estou desprezando. Bom.. o cara tem um nome muito diferente, por isso não consegui encontrar um pseudônimo equivalente que comece com a mesma letra. Não posso chamá-lo de Engenheiro, nem de Professor ou tampouco Politécnico. Preciso encontrar uma boa saída...


Coloquei no correio o presente do Eduardo. Antes, liguei pra casa dele e confirmei que a mãe dele estaria lá... Foi em cima da hora! Eles sairão por volta de meio-dia. Eu enviei por sedex 10.


segunda-feira, agosto 16, 2004

Tô terminando o presentinho do Eduardo, brincando com os gatos e vendo tevê. Nas horas vagas, trabalho!


Devo cair na real. O fogo daquele escorpiano era de palha! Odeio ser "enganada" assim. Antes a sinceridade como a do Baixinho de Taubaté! Mas, fazer o que... Sou simplesmente uma mulher! E pior: que se acha esperta.

Snif, snif!

sexta-feira, agosto 13, 2004

Sexta 13 é meu grande dia de sorte. Algo de muito bom há de acontecer! Já acordei com melhor astral hoje, apesar de dormir gostoso e ter um sonho muito estranho.
Sonhei que meu avô havia morrido. O fato estava acontecendo na época atual. Mas, na realidade, meu avô morreu quando eu tinha apenas dez meses.
Que será que isso significa?

Sexta também é o dia em que todos ficam felizes antecipando o final de semana. Eu fico atarantada, pensando na cozinha. Antes, nao era assim. Mas desde que minha filha foi pro quartel, minha vidinha virou de ponta-cabeça.
Nos finais de semana me lembro do período em que voltava carente pra casa, com maior vontade de comer a comidinha da mamãe, que nem era lá essas coisas. Me lembro também de como eu ficava aliviada quando ela desencardia minhas roupas e passava impecavelmente. Ah, isso ela sabia fazer muito bem! Recordo-me de como ficava triste quando isso não acontecia. Da barriga no tanque de cimento, lá no Jardim Bela Vista. Das roupas estendidas naquela área cheia de fuligens, na senador Queirós, da confusão na república da Cardeal. Aí, me veio a cena do almoço na Antônio Paes, onde morava uma colega do cursinho. Nossa, como a mãe dela cozinhava bem! Pobre dona Wanda...
Agora vou procurar lãs.. espero não voltar tosquiada. São 10h12!

* * * *

Chegou mais um "relatório" da minha amiga mais antiga, aquela que por isso se acha no direito de ser também minha principal confidente. Isso mesmo, a que se recusa a ler o blog por ser uma coisa assim "tão pública".
Estou aborrecida pois terei de fazer um esforço fora do normal para responder sem ser ferina. Vai ser uma tortura, mas não quero que ela fique triste...
Ela conta dos concertos populares na Cidade Maravilhosa, do maravilhoso namorado e do Dia dos Pais. Todos temas que não têm nada a ver comigo!
Desta vez, não darei o troco falando da minha filha, da nova digital, dos novos amigos. Não sou tão vingativa assim...

Acho que farei um maravilhoso cachecol para Eduardo. Estou estudando as cores... Fiquei com vergonha de ver outro dia o que dei pra ele há mais de 20 anos. Nossa, eu tinha um gosto muito duvidoso... Ou seria a moda?




quarta-feira, agosto 11, 2004

Tô que não me agüento. Não é tpm.
Pra pessoas que torcem o nariz pros meus gatinhos, ó!

Nise da Silveira: "Cultivo muito a independência. Por isso gosto do gato. Muita gente não gosta pela liberdade de que ele precisa para viver. No circo você vê tigre e urso, mas não vê um gato. O gato é altivo, e o ser humano não gosta de quem é altivo."

terça-feira, agosto 10, 2004

Foi aniversário do meu amigo mais velho, o síndico. Isso me faz lembrar que este blog acaba de completar três anos. Pena que não consegui escrever dirariamente, como pretendia. Mas, pra compensar, houve dias - como hoje - em que escrevi por muitos dias.

Mas não gosto de mim nesta "fase luiz". Nem tô me reconhecendo!

Deve ser porque meus leitores em tempo real não apareceram hoje. Até o Professor do interior que gosta de gatos me abandonou... É o frio!

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Pela segunda vez em poucos dias, dei "bolo" em Julius.

Também não tô me reconhecendo!

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De novo a velha discussão que uns tanto gostam e outros abominam. Mas que deve passar pela cabeça de todo macho pelo menos uma vez por dia.

O será que leva um homem a falar nas suas medidas? E como será que eles medem o dito cujo? Onde será o ponto de partida? Pelo diâmetro? Pelo raio? Pelo perímetro? Vai saber...

Um velho amigo, que volta e meia bate na mesma tecla, me perguntou se é verdade que a grossura é mais importante que o comprimento.

Pra quem tem alguma dúvida: Claro que tamanho é documento! E nem me venham com comparações com peitos e bundas! Também não adianta dizer que "tanto faz"!

Nesta hora, os caras contam aquela velha piada sobre o tamanho do carro e da garagem!

E também alguns se vingam perguntando se eu tenho aquilo de atravessado.

Bom... Ninguém precisa ficar ofendido. Mas a verdade é que quem estiver fora do padrão tem de se esmerar na performance!

Acho que o recado tá dado... Bunitinho, ne? Falei com jeito. Ninguém pode me criticar. Eh, eh, eh!

É... foi pra chocar, sim!
Mas falei o que penso sobre o tema.
Uma vez por ano, tenho direito de fazer isso!

* * *

Os arquivos deste blog estão embaralhados. Mas eu tenho medo de mexer e piorar a situação. Ou pior: perder tudo. Socorro!
Luiz, gostaria de ser disciplinada e cuidadosa feito você. Sim, claro que você pode ser um adjetivo! Pode até ser sinônimo ou ícone!
Te falei que vi seu retrato naquela sua fase "xicória" (ou seria chicória?). Por falar em "x"... Chale tem tudo pra ser com "ch". Outra palavra que tem cara de "ch" é cocha. Principalmente cochinha! Vamos perdoar o coleguinha!

Recadinho:

"Barão... Seu cartão chegou. Confesso que fico sensibilizada e dá até vontade de vê-lo. Mas não quero criar falsas expectativas. Só se fosse um café e uma conversa pra jogar fora. Ainda não entendo essa sua história de não ter acesso a nenhum e-mail e só poder ler este blog. Bom... Pelo menos eu sei que tenho um leitor. Eh, eh, eh."

Claro que isso tudo mexe comigo... Fico pensando no que pode ter acontecido nestes dois anos e meio... Isso não é normal!

Voltei a conversar com "Ti". Agora ele está trabalhando e fica pendurado no ICQ o dia todo. Às vezes dou um oi pra ele. Foi morar com uma garota que tem um gato e uma filhinha de três anos. Parecem felizes. Tomara que sim.

Outro dia quase telefonei pro Carioca. Tive vontade de pedir de volta a mala que "emprestei" pra ele. Até hoje não entendo como alguém pode ser tão displicente. E também não entendo como eu fui tão desprendida com esse cara. A velha história: "o amor nos deixa surda, cega e burra!"

Não teria nada demais o cara se esquecer de devolver a mala. Mas usá-la?

Bom pra eu aprender: nunca mais terei uma mala de couro feito aquela. Acho que nem na Argentina fazem mais.

Lembrei disto agora porque tudo aconteceu num mês de agosto... Sempre que passo em frente a aquele hotel, me lembro dos dias. Foram bons, sim. Agora, parecem cenas dum filme surrealista.

Outra coisa que me ocorreu: Não posso acreditar que aquele "menino" tenha virado a bandeira. Vai ver que foi tudo mentira. Ainda não sei se do pai ou do filho. Eu sou mesmo idiota. Desconfio de tantos e acredito em cada um... Que raiva!



***
Viram? Só agora reparei que posso mudar as cores.

segunda-feira, agosto 09, 2004

Parece que arrumei um novo leitor. Só não sei se ele acredita muito em mim. Também, com tanta gente maluca que tem neste mundo, não o condeno se me tomar por mais uma. Mas estou em fase de sinceridade quase que total.

Estou em fase hipersensível. Eu me vejo na minha filha, na minha mãe, na minha irmã. Eu me vejo em todos os defeitos delas e me indentifico com elas nas variadas fases da minha vida! Às vezes esses espelhos me chocam!

Como não sei mais fazer link, reproduzo, a seguir, um texto lindo de Cora Rónai, que saiu na revista "Cláudia" deste mês. Eu assinaria embaixo, com a diferença de que "só" tenho 3 quadrúpedes e "apenas" meia dúzia de livros sobre gatos. E eu adoro presentear as pessoas com manekinekos.


Pequenas felicidades quadrúpedes

Minha casa é uma casa temática. Há fotos de gatos em porta retratos, esculturinhas de gatos dos mais variados tamanhos feitas em todos os materiais imagináveis, uma coleção de maneki nekos, gatos diversos pintados em louças, enfeites e no colo de cada uma das matrioskas que eu trouxe de Moscou. Há naturalmente um gato de porcelana, como no tango, e um gato de bronze, placidamente deitado sobre uns livros, para prender a porta. Há também uma prateleira inteira numa das estantes, exclusivamente dedicada a livros sobre gatos. Da última vez que contei, eram mais de cem.É lógico que não decidi que a minha casa ia ser assim. Todos esses gatos decorativos e imaginários foram se juntando aos poucos ao meu redor, mais ou menos como se juntaram os sete gatos de pelo e osso que hoje me dão o prazer da sua companhia. Muitos chegaram como presentes de Natal ou de aniversário, outros vieram de lembrança na bagagem dos amigos, alguns me conquistaram em viagens ou na lojinha da esquina. Gatos têm disso, mesmo quando não são de verdade.De todas essas coisas felinas, grandes ou pequenas, poesia ou prosa, a que mais gosto, disparado, é um verso do Neruda:?Tudo é imundo para o imaculado pé do gato.?Nesta frase está, para mim, a essência da sua elegância. Nada está, jamais, à altura dos seus pés delicados, das patas que tudo testam antes de pousar, cheias de cuidados ? da grama do jardim ao mármore da mesa, do tapete oriental de 600 nós por centímetro quadrado ao capacho da entrada, passando pelo sofá (bege), pelas almofadas (brancas) e, lógico, pela cama recém-arrumada que se dignam a dividir com a gente. Às vezes, porque nem eles conseguem ser perfeitos, toda esta precisão acaba numa cena cômica. Poucas criaturas têm tanto senso do ridículo quanto os gatos, e é muito engraçado ver como tentam se convencer ? e nos convencer ? de que nada demais aconteceu. Conviver com eles é uma constante lição de observação e um encanto permanente; é, também, um aprendizado de bem querer, em que o grande segredo é o respeito às diferenças individuais. Ao contrário do que imaginam as pessoas que não os conhecem, os gatos são extremamente amorosos e dedicados. Apenas não são subservientes -- no que, aliás, estão cobertos de razão. Subserviência não é uma boa base para nenhuma relação.Adoro a sua companhia, e me sinto honrada por me distinguirem com seu carinho, sua amizade e sua fenomenal intuição: estou convencida de que aqueles bigodes todos são antenas para captar vibrações. Quando percebem que estou triste, juntam-se ao meu redor e fazem o que podem para me alegrar; quando acham que já dei atenção demais ao computador, plantam-se em frente à tela ou dão pequenos puxões na minha roupa, para que eu me lembre de que há coisas mais importantes para se olhar na casa. E há mesmo. O melhor é que, apesar de lindos (e vaidosos), eles sabem que beleza não é fundamental; fundamental mesmo é delicadeza, essa qualidade tão em falta na vida humana.(Revista Cláudia, agosto de 2004)
Comentário do meu amigo:
"Não resisti a te escrever depois de ler sua mensagem sobre suas peripécias no ônibus. Como me identifiquei! Passo a maior parte da minha vida indo da casa para o trabalho e vice-versa. Não seria nada se não cortasse a cidade de lado a lado, percorrendo bairros e cruzando o centro antigo todos os dias. E como há histórias para contar, como existe gente diferente, personagens misteriosos, conhecidos até, que se cruzam por pequenos minutos nos ônibus, vans e metro. Apesar de nunca se cumprimentarem, nem mesmo se olharem, noto diariamente pessoas que se encontram e se separam no metro pela madrugada e à noite. O sr. idoso que desde a van e do ônibus corre para descer a frente dos demais, a senhora baixa e obesa que fica com os olhos fechados até chegar à estação Sé do Metro, a moça ruiva e pálida que vem dormindo no banco reservado para idosos, o rapaz alto que entra sempre no primeiro vagão com agasalho e carregando um cabide. Estará levando um terno, um uniforme? Nunca saberei. E aquele senhor manco lendo um livro entretido? Qual livro será? Tento ler mas não consigo. O metro pára e ele salta. No ponto, madrugada ainda, todos os dias, como um relógio, vejo passar a senhora magra que vai comprar pão, o rapaz de casaco pesado e escuro mas que revela um par de de sapatos de verniz bicolor e com salto alto a cada passo. De onde estará vindo às 5h40? As "meninas alegres" no lado errado da Augusta tentando seduzir os últimos homens da madrugada. O oriental que pedala solitário da academia que anuncia com sua iluminação fria o início da manhã.Eu de olhos fechados, sei que no próximo ponto, meu amigo e pesquisador peruano vai subir no ônibus dando bom dia a todos e fazendo comentários sobre o tempo.E por aí vai... atendentes de hospitais, técnicos de laboratório, seguranças, estudantes, pedreiros, pessoal de limpeza, cada um vai saindo de casa e se diringindo ao trabalho como um exército silencioso ( e neste horário da manhã é bom que o seja ) a ocupar suas posições. Muitas vezes sinto um enorme carinho por essas pessoas anônimas. Peço a Deus para abençoá-las na imensa, vasta mediocridade de vida que levamos, abandonados quase que a própria sorte pelos poderosos, sem educação, sem saúde, limitados a procurar sobreviver silenciando muitos desejos. Mas sei que se tentasse abraçá-los seria taxado como louco ou perturbado.Também acho que escrivi demais para quem está tão atrapalhado tentando fechar um evento para daqui a 20 dias!"
Devido à preguiça, vou postar aqui um e-mail que enviei na manhã desta segunda para "Eduardo". Só eliminei uns nomes citados, por motivos óbvios.

Não telefonei pra você no último final de semana, como costumo fazer porque estava congelada e numa crise de muito mau humor. Mas até que o Dia dos Pais foi bom. Fomos almoçar na Liberdade, pra variar. Mas as perguntinhas de sempre das amigas chatas me aborreceram. Existem pessoas que estragam seu dia só de mostrar a cara pra você. Reparou? Na quinta-feira decidi ir de ônibus até a casa da minha irmã, que mora no Aeroporto, e fiquei três horas no trânsito! Não, não foi só culpa da Marta. Eu que não me dei ao trabalho de checar o novo itinerário do ônibus Jardim Miriam. Perdi a vontade de perguntar depois que cheguei ao ponto e dei com uma mocinha encostada na pilastra. Como não sabia se ali era o ponto certo, pedi a ela para desencostar para que eu pudesse ler. Ela deu uma giradinha, voltou ao mesmo lugar e ficou rindo, enquanto proseava com uma amiguinha. Deviam ambas ter menos de vinte anos. Subi, me acomodei num banco ensolarado e me limitei a escutar conversa alheira. Dei sorte de me sentar à frente de uma negona que contou historinhas interessantes. Acho que ela trabalha na Secretaria da Ciência e Tecnologia pois disse que é funcionária estadual. Percebi que o ônibus esvaziou quando chegamos em frente ao Hospitala do Servidor, mas eu continuei, esperando contornar o Ibirapuera e retomar a 23, onde deveria descer. Quando dei por mim, estava na Vereador José Diniz. Dali a pouco, av. Santo Amaro... Pensei em descer logo e pegar um táxi, mas como não tinha pressa de chegar ao destino, fiquei ali até avistar um ponto na direção oposta. Resumindo: voltei pela Brigadeiro até a Paulista, onde peguei o velho ônibus Aeroporto, agora pintado de azul. Cheguei por volta de 16h na minha irmã. Minha mãe estava tirando um cochilo. Minha irmã me recebeu bem, mas não consegui me sentir à vontade com minha mãe. Fiquei espremida entre as duas. Ou melhor, entre as três, pois tinha também minha sobrinha. Na sexta, minha filha chegou gripadíssima. Pra variar, trouxe uma pasta cheia de códigos e outros livros pesadíssimos, mas não estudou nada. Precisava também fazer um trabalho de Filosofia. Fiquei com tanta pena, que eu acabei dando uns tapas no texto. Acho que fiz isso porque eu tive sempre muita inveja de quem tinha pais que ajudavam nas tarefas escolares. Aí, me lembrei de uma vez em que meu irmão fez rapidamente um parecer sobre um acórdao, para um trabalho do Costela (acho que você não o conheceu pois lecionava legislação apenas para turma de Jornalismo). Nossa, eu fiquei tão aliviada naquele dia. Se não fosse ele, acho que eu teria ficado em mais uma disciplina! Bom... até que consegui enganar bem no texto sobre Descartes. Mas quando eu tinha menos de vinte anos, acho que nem consegui ler!

sexta-feira, agosto 06, 2004

Terceira tentativa de hoje para postar. Não sei se tentarei novamente...
Perdi o último post. Deve ser o Santo Antônio do Vale dos Silícios agindo novamente. Ou talvez Santo Isidoro de Sevilha...

Tô de bode!
Estou com 6 dias de atraso...
Não, não é "naquilo". É só no trabalho!
Estou com uma semana de atraso no trabalho. E pior: não consigo começar as novas edições. Minha cabeça tá a mil. Às vezes penso que herdei o problema de minha mãe. Será?

No fundo, acho que todos nós somos bipolares. Diferença está no ciclo, na intensidade, no autocontrole, na conscientização do problema.

Hoje estou lavando meus olhos. Tudo me entristece... Tento concentrar minhas forças nas alegrias, nas coisas boas, nos amigos queridos que tenho. De nada adianta pensar nos que não consegui, nas pessoas egoístas, naqueles que têm problemas demais para se lembrarem de mim. A maior parte está nesta última situação. E depois... Se eu não contar, quem vai saber? E eu não estou com vontade de contar. Se começar com divagações, vou ficar igual o Luiz. (Não leve a mal, não estou criticando você. Ao contrário. Sou sua fã e leitora mais assídua!)

Está decidido. Vou correr atrás do trem. Bem disse minha amiga Rita: "O trem não passa duas vezes!" Se ele quer... por que não? Foi bom, não foi? Criei coragem e liguei pra ele. A voz foi doce e confortante. Espero não estar embarcando em outro sonho vão. Se estiver... paciência! O jeito é curtir enquanto o sonho acontece!

quinta-feira, agosto 05, 2004

Tenho saudades do tempo em que tinha muitos amigos pra conversar pela internet... Todo mundo anda muito ocupado. Cada um com seus problemas, principalmente correndo atrás de grana.
Outro dia, soube que o Professor do interior tentou me ligar. Era pra falar de gatos. Mas minha filha atendeu e ele ficou mudo. Foi uma pena. Mesmo assim, fiquei feliz em saber que tivesse querido dividir comigo um momento singelo. Raro as pessoas fazerem isso. Também é raro elas se lembrarem das coisas importantes que a gente conta...

Tenho saudades da Dina. Todas as vezes que chego em casa, vem aquela sensação de vê-la sentada naquele canto do sofá, na portaria do prédio. E como ela ficava feliz em me ver! Não consigo me esquecer da carinha dela, beijando minha mão, no hospital. Acho que vou ligar pra irmã dela. Ela gostaria que eu fizesse isso...

Novamente essas lembranças me atormentam. Tanta gente que partiu... Tenho a voz de dona Joana nítida na minha cabeça. E os telefonemas da Ju.


* * *

Por que a gente se apega mais a essas pessoas?
Titi me falou em algo como "nível" de encarnação. Será? E qual será o meu? Será que estou em escala "evoluída"? Ou ainda terei de voltar muitas vezes para me aperfeiçoar? Será que isso tudo existe? A dúvida eterna. Quem foi nunca voltou pra contar.

* * *

Anteontem, minha mãe disse que sonhou com meu irmão falecido. Disse que o viu na porta do quarto. Fiquei muito impressionada.


* * *

Eu merecia ter um blog formatado. Mas a velha preguiça não me deixa aprender certas coisinhas que já deveria saber há muito tempo.


* * *

Ontem, o escorpiano finalmente resolveu conversar sobre "aquele assunto". Fiquei incomodada. Ele falou que a gente merece "outra chance". Disse que fantasiou sobre nosso primeiro encontro. Deu a sensação de que ele esperava mais. Preciso pensar. Será que fiz mal em dizer a ele que achei bom? Se fiz mal, que se dane! Agora estou consultando meus botões: devo ter peso na consciência? Devo vê-lo? Até que ponto devemos contar as coisas? Até o ponto de não aborrecer o próximo, né?

Fiz aquilo que sei que não se deve fazer: entrei com outro nick e bisbilhotei. Ele não contou o que rolou. Disse apenas que "conheceu" duas pessoas. Então, concluo que se houve algo mais com a segunda pessoa, também não me contaria. Normal. Eu também não contei nada de Julius. Não contei também porque não perguntou. Pra quê, né?

Isso tudo tá errado? Se estiver, que se dane! Fui certinha demais, durante quase 40 anos. Fui leal, dedicada. E também nos últimos anos, chorei bastante â ausência de Julius. Preciso retomar a minha meta de curtir mais as oportunidades que surgem!

Não sei se hoje fiz outra besteira. Mostrei o blog a um novo amigo. Do que mais vou ter medo? Se isso me fizer perder algo... azar!

sábado, julho 31, 2004

Tá tudo tão leeeeeeento na Internet e em especial para postar aqui. E eu estou em mais uma crise de falta de paciência e tolerância menos um milhão.
Quinta-feira vi Julius. Foi bom e foi meio chato. Foi um pouco ruim. E foi ótimo. Eu até pensei em mandá-lo catar coquinho. Mas encontramos-nos no pedaço de sempre e acabamos numa espelunca de quinta. Apesar do aspecto sombrio e decadente, com cama de pinus e chão encerado, o lugar era limpo e chuveiro elétrico esquentava. Ah! O nome do "estabelecimento": Las Vegas. Não sei por que, a certa altura me lembrei de "Último Tango em Paris". Não, não foi aquela cena. Foi tudo muito corrido, ainda na parte da manhã, ambos correndo para compromissos. Mas o final foi ótimo. Quase não conversamos. Eu não quis falar de coisas ruins, coisas tristes. Ele também não...

Minhã mãe não tá nada legal. Tento espantar maus pensamentos. Ela há de ter pelo menos mais dez anos de vida saudável. E eu hei de bater o recorde que ela baterá, superando a mãe dela!

Ontem, aquele mocinho escorpiano voltou de férias. Entrei com outro nick para conversa paralela. Ele retirou o perfil daquela página. Disse que teve problemas com pagamento e que não tem tido tempo. As conversas foram bem lacônicas, não disse nada de especial para mim. Mas pareceu sincero. Disse pra "outra" que conheceu alguém especial. Cheguei a acreditar que possa ser eu. Tenho a sensação de que tudo é recíproco. Estamos nos sondando... Semana que vem, vou perguntar na lata se haverá reply. Se responder que não... paciência!

Conheci também um coroa baixinho que escreve bem. A prosa tava boa. Aí, fiquei de bode quando disse que é contador. Não sei por que, tenho essa atividade como a coisa mais medíocre que possa existir. Sensação de que limita a mente das pessoas. A partir daí, o papo degringolou. No segundo dia, ele me mandou um questionário, perguntando se o tinha aprovado. Claro.. o homem pensou que eu iria responder "aprovado com louvor". Respondi "com restrições", ele quis saber quais eram e eu mandei na lata: "não irei pra cama com você!" Como diz minha filha: "quem pergunta quer resposta!" O cara ficou muito chateado. Fiquei com pena. Mas nem de olhos fechados daria pra encarar aquele tipo. Sabe o marido chato da dona Flor? Pois é.. era o próprio! Mas nada a ver com Mauro Mendonça. Tinha ombros estreitos e braços curtos. Se na foto era feio, imagina só ao vivo! Todo mundo bota na net uma visão boa de si mesmo...

Na segunda fui, finalmente, buscar o prêmio daquele concurso. Não tive tempo de falar muito dele. Deu tudo certo. Sei que algumas pessoas não acreditaram na seriedade do julgamento. Senti nas entrelinhas. Muita gente acha que foi marmelada. Chato isso. Mas eu não tenho tanto conhecimento nem poder de influenciar assim as pessoas. Não foi nenhum sorteio e acho que mereci. Dei a dica pra muita gente e a maioria nem se deu ao trabalho de tentar escrever.

Doeu no fundo dos olhos saber da morte de Fervil. Li o blog dele e tive aquelas sensação de que ele era uma pessoa predestinada. Muitos dizem que as pessoas passam por esta vida para uma missão e que ao concluir partem. Deu essa sensação apesar de tanto que ele fez em poucos anos de vida.

Fiquei feliz e fiquei chateada com a volta da Pipoca, a gata do prédio da Cora. Muito injustamente suspeitei do porteiro. Foi um "crime" muito estranho. Parece até ficção. Imagina só uma velhinha maluca sequestradora de gatos com uma nora estrangeira que lhe emprestou um carro de outra capital para praticar o crime. Muito esquisito! E ainda por cima ela está hospitalizada.





quarta-feira, julho 21, 2004

Ando ocupada com brinquedinho novo. Finalmente, comprei uma digital decente. Não botei fé nas informações de um amigo expert, mas ele tinha toda a razão: Sta. Efigênia já era! Acabei comprando em outro shopping alternativo, em área mais nobre da cidade. Hoje, retornei ao centro, procurando memória e acessórios. Comparei os preços. Sem dúvida, pelo menos 20% mais caro. Dizem que nessa área que atende o público dos jardins, consumidor de produtos de ponta, os boxes pertencem ao próprio Lao. Sim ou não, senti firmeza nos papos das chinesas que me atenderam!