Entreguei os pontos. Acabei fuçando o Orkut. Vi minha filha bisbilhotando a vida dos primos e não resisti.
É realmente curioso descobrir quem fala com quem. Mas também é perigoso. Novamente, xeretei a vida de Julius. Fiquei com o coração mais apertado ao ver novas fotos dos "meninos". Imagens de cortar a alma. Ainda bem que estou distante... Porém, foi interessante constatar o que acontece.
Encontrei também o Carioca. Fiquei arrepiada com algumas revelações. Por um instante, tive impulso de colocá-lo na minha rede. Mas a sensatez baixou rápido.
Limitei meus contatos a pessoas que considero de verdade, cujas amizades não teria razão para ocultar. Ao pensar nisso, parei pra refletir sobre Julius, a maneira como ele age em relação a pessoas a quem o apresentei. Não está certo. Vou tirar isso a limpo. Com classe. Acho que farei isso na quarta, quando for almoçar com o Fiscal.
Para quem nao sabe, BLOG é um diario online. Vida secreta de uma quarentona sem ataque de nervos. PS: Era quarentona, quando comecei. Agora, sou cinquentinha. * * * * Pomba Enamorada, é personagem-titulo de´conto/livro de Ligia Fagundes Telles, que dança uma vez com um sujeito em quem fica pensando durante 25 anos. ******* amanary@gmail.com
segunda-feira, outubro 04, 2004
domingo, outubro 03, 2004
Me esqueci de uma pessoa que conheci no início de julho: J o e. Moço distinto, com cara de Sidney Poitier. Fiquei na minha, pouco falei de mim. Preferi não conferir quem é ele. Depois de umas semanas de silêncio, ele retomou o ataque. É muito galante, mas não tive coragem da falar a verdade, bloqueei-o. Sei que estou sendo covarde. Talvez, um dia, supere esse "problema"... Eu, hein?
Teve meia dúzia pra quem eu falei na cara dura: "não vou pra cama com você". Há um ditado que diz: "quem pergunta quer resposta". Pois é... Se nao tivessem sido tão bestas, as coisas poderiam ter sido diferentes.
Teve meia dúzia pra quem eu falei na cara dura: "não vou pra cama com você". Há um ditado que diz: "quem pergunta quer resposta". Pois é... Se nao tivessem sido tão bestas, as coisas poderiam ter sido diferentes.
sexta-feira, outubro 01, 2004
A respeito de ontem...
Encontrei o meu amigo no mercado municipal. Tínhamos planos de almoçar em um dos tais "restaurantes internacionais" do mezanino. Mas, antes de chegar lá, já haviam me avisado que não estavam prontos. Ele provou um pastel de bacalhau e eu, um bolinho. Acabamos almoçando naquela mercearia árabe, na Afonso Kerlakian.
Esperava mais do mercado. Da última vez que lá estive, tinha a lembrança de frutas maravilhosas e muitas outras coisas. Agora, tá tudo renovado e limpo, mas a impressão é de que perdeu um pouco do seu charme. Também os preços parecem ter espantado os fregueses habituais, dando lugar a "turistas" como nós.
Não obstante (essa é de lascar, hein?) o comentário do post de ontem, cheguei em casa depois das 16 horas. Teria morrido de frio, se o amigo não me emprestasse o agasalho. Um gesto simples, óbvio. Detalhezinho que faz o diferencial de um ser humano. Impressionante, mas raramente alguém oferece um casaco.
Antes que pensem mal: zanzamos pela 25 e Santa Efigênia. O passeio todo foi muito relaxante e natural. Me senti muito à vontade, sem constrangimentos, do mesmo jeito que me sinto quando saio com Eduardo, meu grande companheiro de andadas pela cidade há tantos anos.
Foi o quarto amigo virtual que conheci este ano.
O primeiro foi o G la dia dor, com quem fui tomar um café na Liberdade. Foi um festival de mentiras. Ele começou com perguntinhas chatas e eu disse pra ele que era professora. Ele fez pouco caso, então chutei Semiologia. Daí pra frente, desfilei monte de conceitos de Roland Barthes, Saussure... tudo que consegui assimilar sobre o tema, na faculdade. Confesso que criei uma personagem muito chata. Mas acho que até colou. Problema foi que brigamos quando eu fui espiar uns CDs piratas no camelô. Eu queria comprar um filminho e ele veio com papo de que estragaria meu player. Aí, não agüentei. Perdi até o controle da voz e exigi que me desse uma explicação técnica convincente. Ele pareceu apavorado. Nos despedimos secamente, no metrô. Nunca mais nos falamos. Ele apareceu umas vezes no msn. Não me cumprimentou, e eu nem fiz questão. Após duas semanas, o detonei. Depois, no mesmo lugar, encontrei o Professor. Pensei que esse também fosse sumir. Achei que o espantei. Só depois de duas semanas, retomamos a conversa. Mesmo assim, foi meio timidamente. Hoje, penso que somos amigos.
O terceiro encontro foi com o Escorpiano, que vocês já sabem. Ensaiamos, mas não tornamos a nos ver. Ainda não tenho muita certeza do que pensar a respeito. Posso estar sendo muito boba, mas eu acredito nele. Temos planos para a semana que vem... Confesso que dá pra suspirar ao pensar nisso. eh, eh, eh!
Encontrei o meu amigo no mercado municipal. Tínhamos planos de almoçar em um dos tais "restaurantes internacionais" do mezanino. Mas, antes de chegar lá, já haviam me avisado que não estavam prontos. Ele provou um pastel de bacalhau e eu, um bolinho. Acabamos almoçando naquela mercearia árabe, na Afonso Kerlakian.
Esperava mais do mercado. Da última vez que lá estive, tinha a lembrança de frutas maravilhosas e muitas outras coisas. Agora, tá tudo renovado e limpo, mas a impressão é de que perdeu um pouco do seu charme. Também os preços parecem ter espantado os fregueses habituais, dando lugar a "turistas" como nós.
Não obstante (essa é de lascar, hein?) o comentário do post de ontem, cheguei em casa depois das 16 horas. Teria morrido de frio, se o amigo não me emprestasse o agasalho. Um gesto simples, óbvio. Detalhezinho que faz o diferencial de um ser humano. Impressionante, mas raramente alguém oferece um casaco.
Antes que pensem mal: zanzamos pela 25 e Santa Efigênia. O passeio todo foi muito relaxante e natural. Me senti muito à vontade, sem constrangimentos, do mesmo jeito que me sinto quando saio com Eduardo, meu grande companheiro de andadas pela cidade há tantos anos.
Foi o quarto amigo virtual que conheci este ano.
O primeiro foi o G la dia dor, com quem fui tomar um café na Liberdade. Foi um festival de mentiras. Ele começou com perguntinhas chatas e eu disse pra ele que era professora. Ele fez pouco caso, então chutei Semiologia. Daí pra frente, desfilei monte de conceitos de Roland Barthes, Saussure... tudo que consegui assimilar sobre o tema, na faculdade. Confesso que criei uma personagem muito chata. Mas acho que até colou. Problema foi que brigamos quando eu fui espiar uns CDs piratas no camelô. Eu queria comprar um filminho e ele veio com papo de que estragaria meu player. Aí, não agüentei. Perdi até o controle da voz e exigi que me desse uma explicação técnica convincente. Ele pareceu apavorado. Nos despedimos secamente, no metrô. Nunca mais nos falamos. Ele apareceu umas vezes no msn. Não me cumprimentou, e eu nem fiz questão. Após duas semanas, o detonei. Depois, no mesmo lugar, encontrei o Professor. Pensei que esse também fosse sumir. Achei que o espantei. Só depois de duas semanas, retomamos a conversa. Mesmo assim, foi meio timidamente. Hoje, penso que somos amigos.
O terceiro encontro foi com o Escorpiano, que vocês já sabem. Ensaiamos, mas não tornamos a nos ver. Ainda não tenho muita certeza do que pensar a respeito. Posso estar sendo muito boba, mas eu acredito nele. Temos planos para a semana que vem... Confesso que dá pra suspirar ao pensar nisso. eh, eh, eh!
quinta-feira, setembro 30, 2004
Ôôô preguiça! Também pudera... madruguei e às seis da manhã já comecei a ralar. Tudo pra poder terminar o trabalho cedinho e estar livre pra ir conhecer um novo amigo, o Li. Pena que não possa falar muito dele aqui. Num repente, a certa altura do nosso papo, passei este endereço pra ele. Então, se eu escrever, ele vai ler. E se eu falar bem, certamente ele vai achar que é porque eu sei que ele vai ler. E falar mal não posso, pelo mesmo motivo. Bom, se fiz bem em uma coisa e/ou outra, só o tempo dirá. Dirá?
segunda-feira, setembro 27, 2004
Como vêem, estou me divertindo com esse lance de postar fotos. Pra quem nunca conseguiu, é uma novidade entusiasmante! Até experimentei uma onde eu aparecia, mas a cautela me mandou removê-la.
Um sujeito me escreveu pela quarta vez, com o mesmo texto. Um dos trechos é :
"Estou atualmente em um flat aconchegante no bairro de Cerqueira César/Jardins. A foto que lhe mando é bem recente, apenas tirei o bigode e o cavanhaque. Me deixam muito sério. Caso não receba a foto, mande seu email que eu envio imediatamente. "
Vem a foto de um homem de terno fora de medida, cabelo sebento, assinando um livro, colocado em cima de uma mesa ou balcão de imitando madeira (parece fórmica ou contact padrão madeira/cerejeira). Ele usa um brochinho na lapela (esqueci como se chama isso). Acho que fui malvada, mas nao resisti a escrever:
"Vc está perto da Consolação? Curiosidade: de onde é essa foto? do Velório do Araçá?"
Certamente, ele vai falar um monte... Azar. Quem manda ser besta? E daí que ele mora em um confortável flat? E desde quando Cerqueira César tem a ver com Jardins? E pra que mencionar Jardins?
Um sujeito me escreveu pela quarta vez, com o mesmo texto. Um dos trechos é :
"Estou atualmente em um flat aconchegante no bairro de Cerqueira César/Jardins. A foto que lhe mando é bem recente, apenas tirei o bigode e o cavanhaque. Me deixam muito sério. Caso não receba a foto, mande seu email que eu envio imediatamente. "
Vem a foto de um homem de terno fora de medida, cabelo sebento, assinando um livro, colocado em cima de uma mesa ou balcão de imitando madeira (parece fórmica ou contact padrão madeira/cerejeira). Ele usa um brochinho na lapela (esqueci como se chama isso). Acho que fui malvada, mas nao resisti a escrever:
"Vc está perto da Consolação? Curiosidade: de onde é essa foto? do Velório do Araçá?"
Certamente, ele vai falar um monte... Azar. Quem manda ser besta? E daí que ele mora em um confortável flat? E desde quando Cerqueira César tem a ver com Jardins? E pra que mencionar Jardins?
sábado, setembro 25, 2004
sexta-feira, setembro 24, 2004
quinta-feira, setembro 23, 2004
O Professor perdeu 20 páginas de "A Dama da Internet". Que pena!
Mais uma conversa "pitoresca" no Parperfeito. Grizalho46 diz que quer falar por telefone pois está travando. Fala que pode me ligar. Eu pergunto se ele tem celular Vivo (afinal, fiquei com saldo de 500 minutos no mês passado). Ele diz que me liga. Dou o número. Aparece um provável número de pabx. Atendo mas a ligação cai. Na telinha ele diz que deu caixa postal. Aviso que eu nem tenho esse serviço habilitado. Nos cumprimentamos. A voz é de velho e eu pergunto se ele tem speedy. Ele diz: "é Ajato". E eu: "ah... via antena?" (nao sei se é). Silêncio... Ele pergunta o que eu faço. Digo a verdade. Silêncio. Eu digo: "vc é engenheiro... trabalha com AutoCad?" E ele: "não, com prédios". Silêncio. E eu: "Dá licença, vou almoçar". Pena. Na foto que o "moço" colocou, era a cara do Richard Gere. Eh, eh, eh!
Mais uma conversa "pitoresca" no Parperfeito. Grizalho46 diz que quer falar por telefone pois está travando. Fala que pode me ligar. Eu pergunto se ele tem celular Vivo (afinal, fiquei com saldo de 500 minutos no mês passado). Ele diz que me liga. Dou o número. Aparece um provável número de pabx. Atendo mas a ligação cai. Na telinha ele diz que deu caixa postal. Aviso que eu nem tenho esse serviço habilitado. Nos cumprimentamos. A voz é de velho e eu pergunto se ele tem speedy. Ele diz: "é Ajato". E eu: "ah... via antena?" (nao sei se é). Silêncio... Ele pergunta o que eu faço. Digo a verdade. Silêncio. Eu digo: "vc é engenheiro... trabalha com AutoCad?" E ele: "não, com prédios". Silêncio. E eu: "Dá licença, vou almoçar". Pena. Na foto que o "moço" colocou, era a cara do Richard Gere. Eh, eh, eh!
quinta-feira, setembro 16, 2004
Sonho lésbico?
Recentemente, comecei a conversar (pelo msn) com mais uma pessoinha interessante: um eng. civil identificado como D a n i l o. Estamos há uma semana em tratativas para nos vermos, mas eu fui me esquivando... Há uns 3 dias, surgiu o velho papo sobre ménage, swing, etc... Na tarde de ontem, ele havia colocado uma foto de mulher. Garantiu que era a irmã caçula. Não acreditei muito. À noite, um sonho preocupante: Fui visitá-lo em uma das casas que ele construiu. Tinha uma piscinha transparente, de água morna. Nadei nela pelada. De repente, surgiu uma garota, também pelada e com as pernas bem abertas, escancaradas. Ela tinha um jeito de sereia e o sonho era mudo. De repente, ela apontou pra "lá", disse - com mímicas - pra eu botar meu dedinho ali. Só que quando eu botei meu dedo, comecei a ser sulgada pra dentro dela... Aí, acordei!
Será esse sonho um aviso?
Será que o cara tá aprontando alguma?
Será que eu penso que ele está?
Será?
Nos últimos dias, andei retomando contato com mais pessoas de outros carnavais. Ontem, fui almoçar com Alfredo e a esposa. Eles tinham vido ao médico, no Hosp. do Servidor. Fui por um dever humanitário. Só porque ele vive dizendo que eu sou o único elo que ele mantém com a civilização. Não tinha vontade alguma de vê-los.
Marcamos no McDonald´s da av. Ipiranga. Só que o cara se atrapalhou e foi maior confusão até nos acharmos. Isto porque o celular dele (Claro pré) estava sem créditos e ele não conseguia me ligar a cobrar. Tá cheio de gente assim: que compra um celular de 1.500 reais e depois nao tem grana pra botar créditos. Perguntei se eles tinham almoçado. Disseram que não, constrangidos. Eram umas 14h. Deduzi que estavam sem grana. Entramos no primeiro "quilo" que achamos na 24 de maio. Era dia de feijoada e eu comi muito mal. Fiquei com maior dor de cabeça e me despedi rapidinho deles, depois de entregar a máq. fotográfica (yashika tradicional com zoom) que havia lhes cedido. Sorte que o astral horrível foi quebrado com um telefonema de Eduardo, me convidando pra ver Guga no Ibirapuera. Voltei pra casa, ajeitei as coisas e pequei o metrô, rumo Ana Rosa. Resumo: não trabalhei quase nada ontem. De manhã, foi aquela correria confabulando com minha irmã. Isto porque minha mãe levou um tombo anteontem. Meu irmão estava por conta da visita do p rimeiro-m inistro.
Recentemente, comecei a conversar (pelo msn) com mais uma pessoinha interessante: um eng. civil identificado como D a n i l o. Estamos há uma semana em tratativas para nos vermos, mas eu fui me esquivando... Há uns 3 dias, surgiu o velho papo sobre ménage, swing, etc... Na tarde de ontem, ele havia colocado uma foto de mulher. Garantiu que era a irmã caçula. Não acreditei muito. À noite, um sonho preocupante: Fui visitá-lo em uma das casas que ele construiu. Tinha uma piscinha transparente, de água morna. Nadei nela pelada. De repente, surgiu uma garota, também pelada e com as pernas bem abertas, escancaradas. Ela tinha um jeito de sereia e o sonho era mudo. De repente, ela apontou pra "lá", disse - com mímicas - pra eu botar meu dedinho ali. Só que quando eu botei meu dedo, comecei a ser sulgada pra dentro dela... Aí, acordei!
Será esse sonho um aviso?
Será que o cara tá aprontando alguma?
Será que eu penso que ele está?
Será?
Nos últimos dias, andei retomando contato com mais pessoas de outros carnavais. Ontem, fui almoçar com Alfredo e a esposa. Eles tinham vido ao médico, no Hosp. do Servidor. Fui por um dever humanitário. Só porque ele vive dizendo que eu sou o único elo que ele mantém com a civilização. Não tinha vontade alguma de vê-los.
Marcamos no McDonald´s da av. Ipiranga. Só que o cara se atrapalhou e foi maior confusão até nos acharmos. Isto porque o celular dele (Claro pré) estava sem créditos e ele não conseguia me ligar a cobrar. Tá cheio de gente assim: que compra um celular de 1.500 reais e depois nao tem grana pra botar créditos. Perguntei se eles tinham almoçado. Disseram que não, constrangidos. Eram umas 14h. Deduzi que estavam sem grana. Entramos no primeiro "quilo" que achamos na 24 de maio. Era dia de feijoada e eu comi muito mal. Fiquei com maior dor de cabeça e me despedi rapidinho deles, depois de entregar a máq. fotográfica (yashika tradicional com zoom) que havia lhes cedido. Sorte que o astral horrível foi quebrado com um telefonema de Eduardo, me convidando pra ver Guga no Ibirapuera. Voltei pra casa, ajeitei as coisas e pequei o metrô, rumo Ana Rosa. Resumo: não trabalhei quase nada ontem. De manhã, foi aquela correria confabulando com minha irmã. Isto porque minha mãe levou um tombo anteontem. Meu irmão estava por conta da visita do p rimeiro-m inistro.
terça-feira, setembro 14, 2004
Ontem, acho que a Lua estava a meu favor. Consegui trabalhar bastante na parte da manhã e quando foi na hora do almoço, Julius ligou.Não preciso dizer que fiquei superfeliiiiiiz. Apesar de não estar nada em em termos de aspecto físico, botei uma roupinha alegre, óculos escuros, e fui vê-lo. Não consegui nem conversar muito, mas me fez um bem danado!
Senti que a minha pele melhorou bastante. Eh, eh, eh!
À tarde, um e-mail de Eduardo, com o seguinte trecho:
"Não pense que o silêncio destas semanas indica um esquecimento. Muito pelo contrário. Penso todo dia em você. Principalmente nos momentos de desespero. Fico pensando: "Como minha amiga, com toda sua fleuma oriental trataria a questão?". Quer trocar a presença meio sábia e distante de seus gatos pela companhia dos "coleguinhas"?
Chegou bem no instante em que pensava no tempão que não nos comunicamos.Telefonei na mesma hora e marcamos de jantar. Comemos num restaurante japonês caseiro, na Galvão Bueno. O bom de jantar com ele é que ele quase não come proteínas. Adivinha... Fiquei com todo o sashimi, camarões e peixe assado! Aproveitei para mandar imprimir fotos de 7 de setembro. Ficaram ótimas!
Na tarde de hoje, o amigo escreveu:
" Obrigado por me proporcionar uma segunda-feira com cara de sexta. Foi muito bom! Serviu para aliviar muito a tensão. Adorei o passeio pela Liberdade e as compras. E, pode acreditar, sonhei que você havia editado um livro sobre sua vida ilustrado por centenas de fotos. Os capítulos classificados por épocas de sua vida que, no sonho, acabavam se confundindo um pouco com a minha. Talvez pela amizade de mais de 20 anos. As fotos eram muito estranhas. O enfoque eram objetos, em primeiro plano, e que pareciam mais arte minimalista. Interessante que ao folhear o livro e ver aquelas fotos quase abstratas, podia identificar muito bem seus significados, a época em que foram tiradas e sua relação com o contexto de nossas vidas. Acordei e eram 1h15 da madrugada. O livro se desfez em névoa mas fiquei com uma agradável sensação."
E eu paro pra pensar que algumas amizades só sobreviveram esse tempo todo graças à Internet. Quanta gente pensamos em contatar e desistimos de telefonar, ne? É o caso daquela amiga de Mogi, pra quem estou pra ligar desde que a cidade saiu a lista de DDD regional. Se ela tivesse e-mail seria muito diferente...
---------------
Parte chata do dia de ontem foi referente à amiga de Brasília. Ao contrário do que imaginei, a conversa na delegacia não foi das piores. Mas fiquei p... da vida. Liguei pra ela com mil preocupações, na hora do almoço. E adivinha? Ela vem me perguntar dos preços de hotéis, para a semana do "saco cheio". Tá certo que poderá ser a última chance de ela viajar com os filhos. Mas... tenha dó! Eu pretendia até mandar uma carta com algumas fotos. Desisti porque ela nem perguntou da minha família.
Egoísmo e desprendimento são características inatas. Felizmente eu tenho mais duas amigas homônimas que são completamente diferentes. Mas a gente não se torna amiga das pessoas só porque elas sao boazinhas, maravilhosas. E as relações longas prevalecem por razões misteriosas...
Senti que a minha pele melhorou bastante. Eh, eh, eh!
À tarde, um e-mail de Eduardo, com o seguinte trecho:
"Não pense que o silêncio destas semanas indica um esquecimento. Muito pelo contrário. Penso todo dia em você. Principalmente nos momentos de desespero. Fico pensando: "Como minha amiga, com toda sua fleuma oriental trataria a questão?". Quer trocar a presença meio sábia e distante de seus gatos pela companhia dos "coleguinhas"?
Chegou bem no instante em que pensava no tempão que não nos comunicamos.Telefonei na mesma hora e marcamos de jantar. Comemos num restaurante japonês caseiro, na Galvão Bueno. O bom de jantar com ele é que ele quase não come proteínas. Adivinha... Fiquei com todo o sashimi, camarões e peixe assado! Aproveitei para mandar imprimir fotos de 7 de setembro. Ficaram ótimas!
Na tarde de hoje, o amigo escreveu:
" Obrigado por me proporcionar uma segunda-feira com cara de sexta. Foi muito bom! Serviu para aliviar muito a tensão. Adorei o passeio pela Liberdade e as compras. E, pode acreditar, sonhei que você havia editado um livro sobre sua vida ilustrado por centenas de fotos. Os capítulos classificados por épocas de sua vida que, no sonho, acabavam se confundindo um pouco com a minha. Talvez pela amizade de mais de 20 anos. As fotos eram muito estranhas. O enfoque eram objetos, em primeiro plano, e que pareciam mais arte minimalista. Interessante que ao folhear o livro e ver aquelas fotos quase abstratas, podia identificar muito bem seus significados, a época em que foram tiradas e sua relação com o contexto de nossas vidas. Acordei e eram 1h15 da madrugada. O livro se desfez em névoa mas fiquei com uma agradável sensação."
E eu paro pra pensar que algumas amizades só sobreviveram esse tempo todo graças à Internet. Quanta gente pensamos em contatar e desistimos de telefonar, ne? É o caso daquela amiga de Mogi, pra quem estou pra ligar desde que a cidade saiu a lista de DDD regional. Se ela tivesse e-mail seria muito diferente...
---------------
Parte chata do dia de ontem foi referente à amiga de Brasília. Ao contrário do que imaginei, a conversa na delegacia não foi das piores. Mas fiquei p... da vida. Liguei pra ela com mil preocupações, na hora do almoço. E adivinha? Ela vem me perguntar dos preços de hotéis, para a semana do "saco cheio". Tá certo que poderá ser a última chance de ela viajar com os filhos. Mas... tenha dó! Eu pretendia até mandar uma carta com algumas fotos. Desisti porque ela nem perguntou da minha família.
Egoísmo e desprendimento são características inatas. Felizmente eu tenho mais duas amigas homônimas que são completamente diferentes. Mas a gente não se torna amiga das pessoas só porque elas sao boazinhas, maravilhosas. E as relações longas prevalecem por razões misteriosas...
segunda-feira, setembro 13, 2004
Ontem, recebi um telefonema de minha amiga Alice, de Brasília. Coitada... Ela queria desabafar. Gostaria de ter tido algo de bom para dizer a ela, mas nao encontrei nada. Há 15 anos ela se casou com o primeiro que topou a parada. Estava chegando na virada dos 40 e o que ela mais queria era ser mãe. Conseguiu. Tem 2 meninos de 13 e 12 anos. Há uns 3 anos confirmou que o marido é bi. Eu desconfiei disso desde a primeira vez que o vi. Desde então, decidiram se separar, mas nada definiram pois disputam a guarda das crianças.
Hoje ela foi intimada a comparecer na Delegacia da Criança e do Adolescente pois borrifou inseticida pela janela do banheiro quando os filhos se trancaram lá. No dia seguinte, o marido deu queixa-crime.
Triste, né? Mas dizer o quê? Ela fez uma tremenda burrada. Burrada no casamento e na maneira de educar os filhos. Deu a eles o melhor que podia, em termos materiais, vestindo-os impecavelmente e cuidou de deixar a casa um brinco. Faltou ser amiga. É o que penso... Infelizmente, não sei o que dizer. Eles querem ficar com o pai. Acho que tem de deixar...
Hoje ela foi intimada a comparecer na Delegacia da Criança e do Adolescente pois borrifou inseticida pela janela do banheiro quando os filhos se trancaram lá. No dia seguinte, o marido deu queixa-crime.
Triste, né? Mas dizer o quê? Ela fez uma tremenda burrada. Burrada no casamento e na maneira de educar os filhos. Deu a eles o melhor que podia, em termos materiais, vestindo-os impecavelmente e cuidou de deixar a casa um brinco. Faltou ser amiga. É o que penso... Infelizmente, não sei o que dizer. Eles querem ficar com o pai. Acho que tem de deixar...









