quinta-feira, março 03, 2005

Depois de experimentar outros templates, acabei ficando com este, igual da Kell. (Desculpa, menina, mas é que você tem bom gosto, viu?).
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Eu queria saber se o autor do blog pode gerenciar os comentários. Então, saí perguntando pra quem parecia que entendia do assunto. Claro, logo a gente pensa em "profissionais" da área, vocês sabem, essa gente que se diz expecialista em internet, consultor, informático, etc..
Aí, tive o diálogo a seguir, no MSN:
  • - Vc tem/entende de blogs, João? Falo do blogspot. Sabe se o autor pode gerenciar comments?
  • - Não tenho, comecei um no Kit Net mas ele fechou para os gratuitos. Alguns tem um bom script de gerenciamento de comentários, outros nem tanto
  • - Quero só saber se as coisas mudam de um template para outro.. mas já que vc nao tem exp. prática, deixa pra lá...
  • - É verdade, que mudam, mudam, mas não tenho experiência prática mesmo.
  • - Os scripts são diferentes em todos eles.
  • - Em todos templates do blogger? Ou vc se refere a diferenças de um servidor pra outro?
  • - As diferenças estão normalmente além de como o servidor trata o script, na construção do próprio. Uns são em CGI outros em outra linguagem outros em PHP, depende muito. Há quem os misture com Visual Script. Por isso uns são melhores que outros.
  • - EU SÓ QUERIA SABER SE NO BLOGGER SAO TODOS IGUAIS. Responde "sim" OU "nao".. ou "NAO SEI".
  • - Bom no Blogger sim , normalmente cada servidor usa o seu próprio, o que deve mudar deve ser alguma implementação de configuração ou alguma personalização se ele permiutir. Uns deixam você personalizar outros não.
  • - DEVE, mas vc nunca viu?
  • - Mas o que sei do Blogger está atrasado, pois desde de 2003 que não vou lá ver nada. Se mudou, não sei.
  • - Ah, tá... 2003...
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Fiquei tão apavorada com o fato de ter apenas 28 dias em fevereiro, que corri além do necessário. Consegui fechar o mês no dia 25 e me dei ao luxo de passar alguns dias sem pensar no trabalho. Aí, acho que foi pior. "Mente desocupada, oficina do diabo!"
Foi entao que baixou a crise de tristeza... Deixei-me contaminar por outras pessoas em situação semelhante a minha. Mas tudo tem razão de ser! Também sou humana, tenho direito a crises. Pelo menos uma vez ou duas por ano, me dou ao luxo de chorar. Outro dia comentei com Eduardo que havia chorado. Ele ficou muito surpreso. De fato, foram poucas vezes que ele me viu deixar cair algumas gotas... Nesse ponto, minha formação oriental dificilmente me permite chorar em público. Até quando adolescente, só chorava trancada no meu quarto. Bom... e aqui estou eu, já com 3 dias de atraso. Estou tc, tc, tc desde as 6 da manhã. Ótimo, né?


O Professor começou o post de ontem perguntando se eu gosto de chocolate. Minha menção ali nada tinha a ver com o restante do texto.

Sei que ele fez isso só porque viu o quanto estou triste. E ele acertou. Foi um gesto singelo que me fez sorrir, sim! Então, aproveito pra falar de chocolate.

Nunca fui fissurada em chocolates. Mas, certa vez, conheci uma pessoa que fazia ovos, bonbons e coelhas grávidas. Me animei e fui fazer um curso, desses de um dia, antecedendo a páscoa. Pouco depois, veio o aniversário de minha filha, de quatro anos. Resolvemos festejar e ganhamos o show da Monica de presente. Para compor o tema, inventei de fazer pirulitos com a carinha dela. Ainda não existiam forminhas próprias, licenciadas. Mas inventei um jeito, untando vac-form com óleo de amêndoas. Com chocolate branco, anilina vermelha e um pouco de chocolate preto, consegui o tom exato da pele, com bochecha rosada e tudo. Os cabelos, fiz depois, manualmente, com tirinhas de chocolate amargo, hidrogenado, com palito de dentes. Minha filha contou pra escola toda sobre o show e os convidados foram se multiplicando mais do que coelhos. Resumindo: em uma semana fiz mais de 500 pirulitos! Por isso, não suporto cheiro de chocolate até hoje, quase 16 anos depois! Ah! também não consigo comer bolachas com cheiro de baunilha, depois que trabalhei ao lado da Petybom. Acho que preciso trabalhar ao lado da Visconti, pra me afastar dos panetones! eh, eh, eh!

PS

Recadinho para o Professor: Entendi a pergunta. Eu não como chocolate, mas procuro manter o gasto de calorias em dia, sim!

Ninguém quer saber de pessoas tristes e lamurientas. Ninguém quer escutar reclamações. Ninguém quer papo com alguém que responda: "mais ou menos" a um "como vai". Nem eu. Temos de pensar nas coisas boas. Temos de ser polianas.

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Esta noite sonhei com meu irmão número dois. No sonho, eu era adolescente e ele era meu pai. Ele chegava em casa com o olho inchado e machucado. Fora agredido por uma mulher que acumulava lixo no quintal. Ele havia ganhado alguma licitação para cuidar da remoção do entulho. No entanto, a família ficou sabendo do ocorrido pelos jornais apenas. Quando comentamos, ele mostrou uma lesão na altura do pescoço, além do olho inchado. Meu pai e minha mãe também figuraram no sonho, mas não participaram diretamente. Só estavam no cenário. Minha mãe mexendo nas coisas da cozinha e meu pai, lendo jornal numa poltrona.

Agora cedo, soube que meus irmaos estiveram conversando com o depto juridico dos liquidantes daquele grupo, pra tentar um acordo sobre o lance da hipoteca... Tá meio complicado mas acho que vão dar um jeito, sem movimentação real de grana. Evidente que o sonho foi motivado porque eu estava com essa preocupação na cabeça. Nessas horas, confesso que acabo rezando. Acho que já deixei de ser atéia, agnóstica ou incrédula faz tempo... apesar de não saber exatamente em que acreditar. Como disse o Dr. Schamb, é o único jeito de não enlouquecer diante da falta de explicações para certos "fenômenos". Até mesmo para coisas que nossa mente provoca.

Ando mergulhada neste casulo de melancolia e lágrimas. Por isto nem me animei a falar de uma coisa tão boa. Quero dizer, até uma coisa boa acaba nos parecendo um problemão quando a gente não está bem... Minha gata Donatella nos presenteou com 5 filhotes. São 3 siamesinhos e 2 frajolinhas. Parece que só tem uma menina. O olhar de Donatella, antes arisco e desconfiado, agora é meigo, doce, maternal. Uma ternura só. No entanto, este é um segredo que ainda não revelei a quase ninguém. Medo de ser criticada... Só contei para Eduardo, que me escreveu:

"Fico fascinado com o nascimento. É algo milagroso e, apesar de tudo, a coisa mais natural da vida! E os filhores, então. Parece que de propósito, assim é a Natureza, eles são tão fofinhos e inspiram carinho imediato. Mas aí crescem, se desenvolvem, criam corpo e personalidade, comem e sua ação fisiológica complementar...Mas e daí, nós os amamos do mesmo jeito porque representam o milagre da vida, de estarmos aqui depois de milhões e milhões de anos desde que aquela amebazinha se dividiu nos tempestuosos mares ou na poça de argila. Estão aí para nos lembrar que a vida prossegue e temos que ficar atentos: seja para vivê-la, seja para apartar os gêneros enquanto há tempo! De qualquer forma, uma casa com filhos, filhotes, é abençoada."

Esse é um amigo que apóia tudo que eu faço. Mesmo as coisas insanas...

Ah, sim.. falo de pessoas do meu mundo real. Falei dos felinos com Jose Luis, de Porto e também com Glória. A concessão foi só porque eles têm parentes veterinários e, por tabela, adoram bichos!

quarta-feira, março 02, 2005

Depois de umas 4 tentativas, consegui chegar a um template aceitável, embora não muito diferente de alguns que já usei.

Este fundo não ajuda muito na visualização. Vou tentar clarear.


A tristeza não passou.

Lavei os olhos muitas vezes hoje. Correu muita água. Estou em intensa campanha para encarar alguns problemas de frente. Assumir situações, aceitar. Primeiro passo que é admitir um "fim de caso", eu já fiz.

Morreu mesmo. Mas tá difícil enterrar. E o primeiro grande passo que darei é amanhã, aniversário dele. Vai ser a grande prova, a do silêncio.
Lágrimas correm quando me lembro das vezes em que telefonei para ele, quando eu estava feito barata tonta. Com medo, muito medo. Eram pensamentos que não podia dividir com quem estava perto de mim, a minha própria família. Precisava falar. Liguei para algumas pessoas. Eduardo me escutou horas, na noite em que minha mãe disse que iria partir em breve ("amanhã ou depois"). Ele não.

Mas, por que falo disso agora? Porque só agora acordei e tomei consciência do que aconteceu.
Cada vez que vejo um amigo me perguntar, com sinceridade, se eu estou bem - querendo saber como realmente eu estou - o jeito despreocupado dele me machuca lá no fundo da alma... É isso!
Mas nem é primeira vez que passo por isso. Vou sair dessa, mais fortalecida!

terça-feira, março 01, 2005

Fiz uma cópia de tudo que postei até agora (quase 3 anos!) com o Teleport Pro. Agora mudei o template. Tava monótono demais.

Repararam que ando escrevendo sem parar nos últimos dias? Pois é... sabe o que isso significa? Que meu coraçãozinho está novamente acendendo! Ai, ai, ai. A gente sofre, mas não existe coisa mais deliciosa! É quando ficamos com aquele olhar distante, pensando naquela pessoa...

  • Será que ele quer?
  • Será que estou me iludindo?
  • Amizade ou amor?
  • Pêra, uva ou maçã?
  • Será banana?
  • Bom... eu adoro banana!
  • E se for abacaxi?
  • Tentação perigosa!

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Merece ser guardado parte do e-mail de Alice: "Ah, gosto de me lembrar dos poucos passeios que fizemos juntas com o seu amigo Eduardo. Ele tem uma cara legal e é bem espirituoso, mas não me atreveria a falar com ele (nem com ninguém) sobre política nem entrar em qualquer tipo de polêmica. Não é receio de discussão ou briga, é porque acho ele muito inteligente, assim como você. Seria covardia, ignorância ou uma nova estratégia de viver zen? Não sei se conseguirei manter esse truque para não pular no pescoço de alguém, "tipo" no do meu irmão, das minhas primas, do maridão (só família, que coisa). Até que esse truque não está me reprimindo, pelo que observo acho que, sabendo aplicar o truque, o resultado é saudável. Quanto às discussõezinhas com seus amigos, a esta altura, já passaram. Sim porque sempre estou em atraso com você. Ah, por que Burilamento é o tema da mensagem? Já ia me esquecendo. Explico: ontem à noite, ao fuçar livros que deveria levar para abater no ingresso da peça, encontrei um que se chama "Assim vencerás" (Fco. Cândido Xavier). Hoje de manhã li a seguinte mensagem: Burilamento - "Se a provação te busca, não desanimes. Segue. Ninguém te estrague o dom de renovar a vida. Todos vivem na Terra com lições e problemas. Pelas próprias tendências, saberás por que sofres. Nossa luta maior será sempre em nós mesmos. Segue e confia em Deus. Deus te orientará." Este livro ainda estava na outra casa. Gostei, depois passo para você. E aí como está seu dedinho? Nos cortes que fiz no nariz e na testa espirrei o spray anti-séptico da Band-aid. Foi bom. Infelizmente, fiquei com uma lombadinha no nariz. De frente, não dá para perceber tanto, mas de lado... Droga, tudo bem. Sabe, ontem comecei a escrever... nem sei bem o que vai sair, pois pensei em registrar alguns dados bíblicos, mas, depois, ao começar escrever misturei minhas idéias com histórias vivenciadas com meus pais. Espero que consiga dar continuidade. Dependendo da minha perseverança, talvez faça um blog."

Roubei esses versos de uma pessoa que escreveu para um amigo meu:

Nem prosa, nem poesia.
Nada traduz o que se sente.
Nem as palavras se traduzem em outras línguas.
Língua é questão de sentimento.
E sentimento não se traduz.
Por medo. (Flávio Aguillar, in "Faxina Geral" - 1993)

Meus pensamentos estão confusos. Meus sentimentos, idem. Talvez por isso, não consiga escrever direito. Claro, escrever é simples questão de ordenar as idéias.
Com isso, confesso que ainda me fazem faltas os poemas de Julius. Entretanto, não há como cobrar versos. Nem sentimentos.

Ontem, uma leitora deste blog me escreveu. Disse que lê há mais de um ano. Foi uma surpresa muito boa. É o terceiro leitor desconhecido com quem me comunico. Primeiro foi Marcos, lá de SC. Depois, Kate, que de Porto Alegre foi para Salvador.
A esta altura, não sei se ainda tenho outros leitores. Conhecidos ou não. Alguns amigos reais afirmam que têm medo de me descobrir aqui. Ou melhor, de se descobrirem. Estranho isso, né? Algumas pessoas para quem mostro a URL se animam por uns dias. Depois, acho que acabam se entediando. Às vezes me intriga que nem curiosidade têm. Eu, se descubrisse que um amigo meu tem blog, leria direto. Pelo menos espiaria, pra ver se ele não falou de mim. Eh, eh, eh!

Por falar em "amigos" que lêem... Queria dar um recadinho pra uma pessoa, o Barão.
Olha, Fe... Não sei por onde você anda... Queria lhe dizer que me lembro de você com muita ternura. Quando quiser, me telefona. Meu nome e número estão na lista. Eu acho que ainda você se lembra do meu sobrenome. Durante muito tempo mantive seu nome no meu msn, mas acho que vc nunca pode entrar, assim como nao acessa sua caixa postal. Pelo menos foi a explicação pelos cartões que me enviou. Confesso que eles mexeram muito comigo. Foram muito singelos. Só não lhe retribuí igualmente ou lhe dei esperanças vãs porque não daria certo. Mesmo assim, tenho saudades... sobretudo em momentos de grande sensibilidade... Sei que o magoei. Espero ter sido perdoada. Espero que você esteja feliz, lindinho (aprendi com Alice a chamar pessoas queridas de "lindinho"... e pra mim você é assim).

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

A revista Veja da semana trata novamente do velho tema: diferenças entre homens e mulheres... Conclusões óbvias que recusamos a aceitar. A gente sempre querendo que eles pensem como nós, que nos entendam... Impossível!
E quando o tema é amor... mais complicado ainda! Afinal, o que é amor? O que não é? Mais velho que falar da roda... Mesmo assim, hoje o Professor fez umas considerações que roubei lá do blog dele:

"A um certo homem, numa época dura como as pedras que rolam da montanha, foi solicitado que falasse de amor... e ele falou. Tanto disse que precisou exemplificar, e nos deixou a certeza na própria pele, para constatar que ?prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão?. Amar é isso. É a entrega suprema de si para o outro, porque só pode haver felicidade quando ela é mútua, quando ela não se subjuga à posse, quando ela não se submete ao egoismo."

O maior problema é esse: o egoísmo.

E enquanto o outro é importante, conseguimos alimentar o tal amor incondicional. Mas... chega uma hora que enche o saco, ne?
Para que meus pensamentos não se percam em mais um windwos detonado, posto aqui um e-mail que enviei esta manhã à minha querida amiga Alice:

Já se passaram quatro meses desde que minha mãe se foi. E logo fará um ano que vc se despediu da sua... Dizem que o tempo pra "cair a ficha" de que nunca mais veremos alguém é de dois anos. Deve ser pelo menos isso. Muitas vezes me surpreendo pensando em telefonar pra ela.. e também pra outras pessoas que não podem mais atender a ligação. Entre essas pessoas, dona Júlia. Às vezes, quando me doía o fundo dos olhos, eu ligava pra ela... assim, do nada... Felizmente ainda me restam muitas pessoas queridas neste mundo. Entre elas, você. Eu continuo lavando meus olhos várias vezes por dia. É aquela sensação de impotência... tristeza sem explicação. Não propriamente de saudades, porque nem era tão ligada a minha mãe assim... Mas, no dia 8 fez 26 anos que perdi meu pai... No dia 7 de março serão 7 anos do meu irmão mais velho.. Logo depois, no aniversário da minha filha, 4 anos do outro irmão. As datas me levam a pensar em todos... Juntamente com meus parentes, me recordo também de seus pais, de sua tia, seu primo Manuel... e, é claro, de Judite e dona Júlia... Tem ainda a dona Rute, minha vizinha querida... e sr. Hans, meu vizinho da porta em frente. E meus tios e tias... Acho que só você pode entender estas minhas divagações. De repente, paro e me lembro da conversa que tive com Zita pouco depois que a Ju se foi. Ele, ainda ateu, fazendo troça do "mundo espiritual" em que a mãe e irmã acreditavam. Ele achava engraçado que "do outro lado" tudo fosse que nem aqui. Ainda comentou: "será que lá também tem computador e internet"? Muitas vezes, me perco em devaneios, imaginando que todo esse pessoal está em algum lugar, num lindo jardim, conversando. Falam de mim, que sou o elo de ligação deles. Minha mãe supera as barreiras de língua, os bloqueios todos e bate um papo animado com dona Júlia e dona Maria, sua mãe. Até a Wanda, que não mencionei ali em cima, aparece para dar aquela risada gostosa... Meu pai está numa rodinha à parte, em paz com meus irmãos. (foi justamente com aqueles dois que ele teve as maiores desavenças)... Afinal de contas, o que é o "mundo espiritual"? Deve ser um campo energético formado por nossas lembranças, talvez... E quando temos boas lembranças, as pessoas "vivem" agora no paraíso. Será?

domingo, fevereiro 27, 2005

Comentários de meu analista virtual número 2, o S c h a m b o u r c i:

Acabar na cama nada tem que acabar. Amizade é amizade. Quando a cama acontece ja nao se trata de amizade e sim o inicio de uma relacao que frequentemente so se complica com o passar do tempo. Vira cobranca, imposicao e quando um nao quer... Acaba se rompendo exigencia. É muito dificil hoje vc se relacionar com alguem. Tudo se confunde. Quando vc acha que esta numa relacao de amizade o outro ja esta numa relacao de cobranca
Entrando em outra...

Sabe quando a gente cai na real? Quando começa a se curar de uma paixão cega.
E sabe quando isso acontece?
Quando você começa a ver que existem outras pessoas muito mais interessantes! Quando você percebe que pensa muito mais em outra pessoa do que naquela...

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Meu amigo Professor (de camisa amarela) ficou doente. Inicialmente, pareceu muito grave. Me deu um nó na garganta. Baixou peso na consciência por tê-lo desprezado, não dando a devida atenção, ridicularizando-o até. A idéia de que pudesse perdê-lo me fez perceber o quanto ele é importante para mim. Pensei, pensei, pensei. Chorei até. Fiquei muitas tardes esperando notícias dele.

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Esta noite tive outro sonho esquisito.

Estava em minha cidade natal e reencontrei ZL, o último namorado que tive por lá. Eu estava fazendo curso de Economia ou Direito, na universidade local. Brigava contra o tempo para concluir e entregar um trabalho. Usava uma máquina de escrever eletrônica (do tipo Praxis) em sala de aula. De repente, me dei conta de que viera embora esquecendo-me da entrega, embora o trabalho estivesse pronto. Percebi isso quase chegando em casa, de ônibus urbano. Desci pra pegar um táxi e dar meia-volta. De repente, estava ao telefone com ZL. E ele não era mais ele. Era o Carioca. E começou a me consolar, dar conselhos mil. Sei que chorei muito, mas me senti aliviada.
Esquisito, né?
Mas a mistura dessas duas personagens tem sentido. É porque ambos trabalham no B B. E esse banco foi-me lembrado na quinta-feira por Li. Ele comentou que o pai cuidava da carteira agrícola, no interior de SP, em uma cidade com muitos japoneses. Naquele momento, veio-me à lembrança a figura de ZL, pois era justamente isso que ele fazia quando a gente namorava...
Todas as vezes em que sonho, fico matutando sobre as causas. Sempre tem um motivo. Fantástica a nossa mente, ne?

É observando as outras mulheres, o ridículo pela qual elas passam, que consigo me ver com um pouco de transparência. O que mais a gente quer é se iludir, pensar que as desculpas que eles apresentam possam ser verdadeiras.

"Tadinho, ele trabalha tanto!"
"A mulher dele é uma megera!"
"Os filhos estão em idade difícil!"
"E ganha tão pouco..."

E por aí afora...

sábado, fevereiro 26, 2005

Tá bom... Eu admito e lamento que andei meio mal sim! Só nao quis ficar aqui chorando as pitangas (gíria idosa? rsrsr... é, né?).
Mas, isso vai passar, na marra!
Causa? Se fosse algo lógico, aceitável, nao recearia postar aqui. Mas foi por uma típica bobeira feminina. Fazer o quê? Também acontece comigo, sim!
Na quinta, Julius ficou de retornar minha ligação "assim que acabar a reunião".... e tô esperando até agora!
Que mais? Mandei torpedo, e-mail.... e nada!
Preciso criar vergonha e enxergar! Ver, conscientizar, me mancar!
E é isso que vou fazer!
Como dizia o meu primeiro "amigo" virtual: "a pior luta é conosco mesmo"!
E vencer este meu lado teimoso, cego e emotivo não é fácil!
A verdade é única: "ele está sendo tremendamente canalha!"
E eu não devo, nao posso ficar inerte diante disso. Não importam as justificativas que ele apresente. O principal motivo é evidente: eu não tenho mais nenhuma importância para ele!
É uma verdade muito, muito dolorida: eu perdi a batalha!

Droooooooooooga!

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Ontem foi um dia de muitos acontecimentos, apesar do calor.
Estava mais do que desanimada, quando tive um convite do tipo ultimatum, da parte do Li. Foi bom, poi se não fosse assim, teria me enrolado em desculpas e nem iria. Andava meio borocoxô... O papo foi legal, como sempre. Mas acho que falei demais e não dei vez pra ele, pra variar. Preciso mudar este meu jeito espaçoso de ser. Depois do almoço, na Liberdade, fui cortar cabelo, na escolinha do Ijima-san. Ficou muito bom o corte, bem mais leve. Pena que nao passei lá antes do almoço, como havia planejado. Teria me apresentado com aspecto bem melhor.
Mas quando cheguei em casa, tive uma crise de mal-estar. Comecei a suar frio e depois, foi aquela vida de rainha, como dizem... Tempo todo no trono. Até tentei saber se o mesmo ocorreu com Li...

À noite, enquanto rolava na cama, tentando dormir com este calorão, o telefone tocou. Levei um susto daqueles. Era meu amigo Eduardo. Pensei que tinha acotecido algo. Com ele ou com a mãe... Mas, que nada... Ele estava me pedindo telefone do rádio-táxi. Nem por isso perdi o humor. Hoje, ele escreveu:

"O telefone clama na calada da noite......e minha querida amigaatende do outro lado e salva a noite! Beijos e desculpas pelo telefonema tão tarde ontem à noite. É que queria saber que era o novo líder na casa do BBB-5 e não consegui melhor desculpas do que aquela baboseira de táxi! :) Mentirinha...Nunca imaginei que seria tão complicado conseguir um táxi na Vila Madalena! Recapitulando: minha amiga Marlene foi homenagea da pela família em uma festa surpresa ontem à noite. Não poderia faltar e abraçá-la. A família da dela é um raro exemplo de comunhão, tolerância, amor e generosidade. Impossível não se comover com aquela casa cheia de gente feliz, alegre, com crianças, adolescentes, cachorros (sim, 2 poodles e nenhum gato), mães e tias, agregados, empregadas, amigos e gente muito paranóica e exótica como eu! Depois da semana que passei, repleta de pressão e nuvens escuras, a festa surgiu como um daqueles momentos de alívio e alegria que antecedem as grandes crises...(Cruz credo!). A valsa, o charleston, o rock... Quando tiver um tempinho te explico sobre os problemas mais prosaicos relacionados ao trabalho...E falando nesse afã de preencher as horas e a conta bancária, lá vou eu coletar fatos e divulgá-los, gerenciar os processos imprescindíveis de comunicação!"

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Ultimamente tô cheia de segredinhos e segredões (como diz minha amiga Alice). Acho que vou abrir outro blog, secretamente secreto, onde falarei das pessoas a quem entreguei este endereço. eh, eh, eh!


Nhãã... Esqueci de dizer, devido à verdadeira desimportância. Hoje aquela figura do RJ mostrou a cara algumas vezes no MSN. Tentou fazer gracinhas, nao disse o que queria. Não tem mais nenhuma importância há muito tempo. Mas me fez parar pra pensar sim.

Pois é... ex-namorado e vestido fora de moda, a gente pensa: "como tive coragem de usar isso"?

É... nem sou de ligar tanto pra moda... Mas acho que tá na hora de me atualizar novamente. Faz tempo que nao mudo de modelito. É a vida... Mas eu me apego a coisinhas bobas. Fazer o quê?


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Encaixo aqui trecho de e-mail que enviei a Eduardo no dia em que acabou o horário de verão. Acho que foi 19/20 de fev 2005:

Eu tive a sensação de que o dia foi mesmo muuuuuito longo. Fui despertadamuito cedo, pela minha filha, que foi pra academia no sábado à noite. Elaesteve "de serviço" ontem, pois houve um concurso para soldados. E, pravariar, havia esquecido de fazer e levar uma coisa. Eram "horários" de aulas que ela ficara de preparar pro novo comandante. Na quarta à noite houve um incidente no trote para os calouros. Um dos alunos sofreu queimaduras no ombro. Ela não chegou a presenciar o que aconteceu. Segundo os relatos, um dos oficiais jogou a b o m b a de e f e i t o moral, enquanto outro apitou para que os calouros fizessem fle xoes. Apitou fora de hora e o menino se abaixou bem no momento em que o artefato explodiu. O trote deste ano foi muito mais puxado. Difícil entender o que faz um grupo agir conjuntamente de um modo, o que faz grupos serem tão distintos de um ano para outro. Isso também ocorreu no nosso tempo de ECA. Eu sei bem porque eu convivi com 3 turmas, sendo que só consegui levar o curso adiante quando encontrei a turma noturna do básico a qual você pertencia. Sorte minha. A primeira turma com a qual ingressei um ano antes, no vestibular, era completamente diferente: um bando de filhinhos-de-papai e monte de marinas, em meio a uma dúzia de lungaretes e meia díuzia de marios. Depois, passei algumas semanas com a turma do noturno, da mesma leva. Esses me foram tão hostis, que não consegui registrar ninguém na memória.Mas, voltando à minha filha... Ela me contou que a turma ´feminina deste ano só tem "paisano". As meninas estão muito assustadas e ela está cuidando de seis calouras, que estão no outro c a m p u s. Ela estava irada com a maneira como algumas alunas do segundo ano massacraram as novas colegas, humilhando-as. Disse que uma delas foi trancada no armário e outra estava cabisbaixa, embaixo da cama, proibida de encarar as "veteranas". Com isso, ela acabou se desentendendo com quem viajou nas férias. Parece que a leva de 2004 não sofreu nenhum trote porque os atuais a s p irantes nao deixaram. As pessoas reagem em resposta à recepção que tiveram. Algumas são gratas aos gestos de carinho e solidariedades. Outras se lembram apenas dos momentos ruins. Sendo que umas se vingam e outras procuram oferecer o mesmo carinho para futura safra de colegas. Acho que isso tem a ver com índole mesmo. No caso da minha filha, acho que ela exagera. Ela se lembrou que o menino de Araraquara, recomendado pelo Anthony (o da Jeannie, lembra? rsrsrs) lhe comprou biscoitos e gatorade. Então, ela fez o mesmo para novas colegas. Também se lembrou que uma veterana lhe ensinou a passar roupas e engraxar sapatos e fez o mesmo para as calouras, tendo recomendado a elas para repetirem o gesto no ano que vem. Bom, apesar das preocupações, posso dizer que estou orgulhosa da minha filhinha.... Eu e o pai nos reconhecemos nela. Como dizia uma ex-vizinha minha: "O fruto nunca cai longe da árvore". Só se houver uma vendaval!

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Com algumas adaptações, e-mail trocado com Li:

Quinta passada, fui ver a exposição dos "Pergaminhos do M a r Morto", na Estação P i n a c o t e c a. Pensei algumas vezes em chamá-lo pra me acompanhar, mas imaginei que seria difícil e pouco provável que você topasse. Uma pena. Aliás, foi complicado conseguir alguém que topasse um programinha tupiniquim em plena quinta-feira. E mais: se contentar com farto almoço à base de rúculas, agrião e tomate seco e um estranho "pão" cujo nome esqueci (Aqui estou eu, novamente falando em comida!). Andar por aquele prédio dá calafrios... Mas o ambiente repaginado e o contraste de adolescentes barulhentos, velhinhas judias e estudantes de História me permitiram pensar que as paredes não falam mesmo. Principalmente quando recebem novas mãos de tinta. É impresionante ver pedacinhos de couro, com uma letrinha minúscula e perceber que, naqueles pequenos espaços carcomidos pelo tempo haja tanto conteúdo. Verificar, depois, o local onde foram escritos, as cerâmicas onde eram guardados, enfim, como a escrita, seu conteúdo, determinavam a vida daquela comunidade de essênios, é intrigante. Conferir ao vivo a amostra dessa descoberta, ocorrida em 1947, é bastante interessante. Tanto quanto os "Guerreiros de Terracota" que vi no ano passado, no Ibirapuera.
Ah, como é uma exposição politicamente correta, o nome Deus é grafado D' us e a datação das peças não é indicada por A. C. (antes de Cristo) ou D .C. (depois de Cristo), mas A E C (antes da Era Comum) e DEC (depois da Era Comum). Xiii... Acho que estou sendo redundante. Muito provavelmente vc já viu essa mostra em outros lugares do mundo! Se não essa, coisas incomparáveis! Bom, tenho que voltar a escrever aos meus "pergaminhos". Fico imaginando uma exposição de achados arqueológicos digitais daqui a 10 mil anos. Que coisa mais sem romantismo!


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Trecho da resposta dele:

Que pena que vc não me ligou! Com certeza teriaencontrado um tempo para ir. Tua descrição do ambientesó me faz lembrar de uma coisa... cadê o teu livro? Vcrealmente escreve legal, e é uma pena que não sedivirta escrevendo um...Não, eu não tinha visto essa exposição antes. Jávisitei muitos museus, é verdade, mas nunca me recusoa visitar outros, pois sempre se vê coisas diferentes,de ângulos diferentes, mesmo que seja da mesma coisa.Portanto, vê se na próxima vez deixa eu decidir, e não decida por mim. Sempre tenho curiosidade para essas coisas. O que pode ser é que não tenha tempo, mas issovc deixa eu decidir, certo?

sábado, janeiro 29, 2005

Novo sonho com mamãe.
Estávamos num estádio, com arquibancadas de cimento, onde ocorria uma gincana poli-esportiva, em minha cidade. Mamãe e outros idosos da colônia estavam por ali. De repente, ela sumiu e então me dei conta de que ela havia morrido. Fiquei andando por ali. Aí, de repente, ela voltou. Disse que havia ido tirar um cochilo. A cena nao era atual e sim de há uns 12 anos pois minha filha ainda era bem pequena e brincava com outras crianças por perto. Mamãe estava de cabelos bem cortados, rente ao pescoço e parte dos cabelos parecia mais escuro do que da última vez em que a vi. Depois, fomos à casa dela, que ficava no meio do mato, com jardim em volta. Entramos pela cozinha. Almoçamos. Ela elogiou meu bife à milanesa, disse ficava feliz em ver que eu aprendera a temperar tão bem. De repente, minha gata Dalila entrou na cozinha dela e foi tomar água na pia. Eu disse a ela que tinha 3 gatos. Ela perguntou quando eles consumiam. Calculei que deviam ser uns dois quilos de ração por semana. (Pensando bem seria um quilo, ou seja, dois pacotes de meio quilo). Ela ricou preocupada com as despesas que os bichanos me dão. De repente, a casa dela estava bem ao lado do estádio e as crianças brincavam ao lado. Entre elas, mamãe tentava identificar quem era filha de quem.Mencionou algumas de minhas conterrâneas. Fiquei tentanto identificar algumas delas nas faces daquelas garotas. Acho que foi um sonho bom. Fiquei com sensação de que ela vive essas situações, de pensar no futuro das pessoas. Talvez não tenha consciência exata do que foi feito das vidas de seus filhos. Mistérios da alma humana? Certamente da minha alma. Ou será espírito?


Não tenho tido paciência para escrever muito. Mas houve alguns bons acontecimentos este ano sim. No dia 20, quinta-feira, fui jantar com Li. O papo foi mais curto do que o esperado. E a comida, não era tao saborosa. Acho que estávamos ambos um tanto enfastiados e cansados. Mas a sensação foi boa... Pena que ele seja tão ocupado!
No dia seguinte, fui almoçar com outro amigo, no tal restaurante da Aurora. Comi uma salada de rúcula, alface, queijo à milanesa e morango, temperado com mel. Achei bem interessante.
No decorrer da semana, telefonema de Julius e uma aparição relâmpago no MSN. Fiquei sem saber o que acontece com ele. Disse que ficou tempos sem internet. Deve ser verdade... Penso que sejam problemas mais graves de grana, falta de perspectivas. Ele só aparece para falar dos sonhos ou quando tem algo de bom. Mas, que posso eu fazer? Nada... Só fingir que acredito e torcer para que ele acerte o mínimo... Fico de coração apertado.

domingo, janeiro 23, 2005

Já fazia algum tempo que meu hd dava sinais de pouca saúde. Porém, por preguiça e economia, vim contando com a sorte. O processador também deu um susto quando o cooler começou a patinar. Dei um um susto no processador, tirando e ajeitando juntamente com o novo cooler. Mas o tempo esquentou e, um dia, o hd nao quis mais trabalhar. Passou uma noite de castigo na geladeira, depois umas horas no freezer. Deu leitura. Porém, no recycled, tem um arquivo que insiste em aparecer com 15gb! Três dias brigando. Agora, desisti. O leite nao foi entornado completamente, acho que ainda recupero algumas coisas de lá. Porém o último trabalho... O jeito é arregaçar as mangas!

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Na quinta, fui jantar com Li. Novamente, às vesperas de uma viagem. Esquisita essa coisa de sermos levados a tomar atitudes porque ele ficará ausente algum tempo. É como a gente começar a sentir saudades de pessoas que vão morar em outro país, mesmo que nem nos falássemos enquanto somos vizinhos. A sensação de distância e possível dificuldade de comunicação leva a essa necessidade de vermos, despedirmo-nos de quem gostamos. Gostamos? Acho que é esse o termo correto. Há muitos amigos de quem gostamos, criamos um laço de afetividade, aquela situação que descrevemos dizendo: "de repente, viramos amigos de infância". É assim que me sinto em relação a Li... Acho que é recíproco. A idéia de que não adinta mandar um e-mail pra ele pois não virá resposta, me deixa já com saudades....

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Nao escrevi mais por falta de estímulo.

Antes, tinha pelo menos uns três leitores que eventualmente comentavam algo. (Nao por aqui, que nao sei como se ativa a postagem). Meu leitor mais crítico, o Professor de Literatura, andou sumido depois do sonho doido que ele relatou no blog dele.
Atribuí o sumiço do homem à minha aparente indiferença diante do sonho e das razões do sonho... e também ao fato de ter falado em passarinhos.

Hoje, finalmente, ele apareceu. Apesar do pensamento maldoso inicial, confesso que estava com preocupação extra, como que com alguma coisa estranha pairando no ar. Aquele meu velho sexto sentido. Dito e feito: meu amigo não tá bem de saúde. Tivemos uma boa meia hora de papo. Foi muito legal. A melhor coisa desta vida é ainda poder levar algum alívio, conforto, bem-estar a alguém, mesmo virtualmente. É muito boa a sensação de uma amizade conquistada.
Aí, faço uma réplica a algo que ele comentou lá no blog dele:

É verdade... sexo entre amigos nem sempre dá certo. Mas a amizade está muito acima de sexo! E muitas vezes o sexo pode ser até ótimo mas inviabilizar uma amizade sincera... E amizades só podem ser sinceras! Se não, não é amizade!

Tô triste... Tô aterrisando...

Mas não gosto de lamentar, de falar de coisas tristes. Tento fazer deste blog uma leitura no minimamente positiva. Esperançosa. Por isso, nem consegui falar nada da tragédia do tsunami, fato tão cansativamente noticiado.

Porém, tem outra tragédia mais próxima... a do dentista-alpinista, no Aconcágua. As ligeiras pinceladas não deixaram de me remeter à amiga escaladora. Preocupações intrigantes.

Tem algo muito, muito mais próximo: as enchentes no Aricanduva, na rua de meu amigo Eduardo... A vida dele anda de ponta-cabeça com esses acontecimentos incontornáveis...

E eu tento ainda ser positiva! Vou tentar correr pra conseguir jantar com Li antes da viagem dele. É isso! Pelo menos alguém sem crises! Aparentemente. Ou que pelo menos nao se abate com essas coisas prosaicas.

Uma frase pra pensar: "Poeta é quem inspira. Não aquele que é inspirado." ( Paul Eluard, escritor francês, 1895 - 1942). Li na Flash...





segunda-feira, janeiro 03, 2005

Meu primeiro post de 2005. Não sei por que, nem me lembrei de fazer isso nos dois primeiros dias do ano. Talvez tenha sido porque consegui começar bem. Bastante ocupada. Com amigos. Foi bom.
Passamos o reveillon na casa de nossa amiga Ge or gia. Na tarde do dia 1, vistamos outra familia amiga, que em breve se m ud ar á temporariamente para C h i n a.
Minha filha foi pro Litoral dia 28, para a O p e r a ç a o V e r a o. Volta hoje.
Sem querer, fiquei fazendo um balanço de 2004. Foi, sem dúvida um dos anos de mais fortes acontecimentos dos últimos 20 anos. Como comentei com uma amiga, senti como se eu mudasse de status na escala familiar. Com a perda de minha mae, eu deixei definitivamente de ser filha. Agora sou mãe. Ainda me sinto, muitas vezes, despreparada. Sinto-me imatura, fraca. Mas, hoje recebi um s c r ap de uma amiga de minha filha que me emocionou. Ela escreveu: "Obrigada por tudo!!! pelos bifes a milanesa, pela rabanada, pelos inumeros quitutes e cuidados que vc tem com sua filhota e por tabela com todas nós!!! Amo muito sua filha e admiro a senhora por tudo o que ela fala... admiro pessoas inteligentissimas, de bem com a vida e bem humoradas, como a pau lin ha e como vc!!!Feliz 2005 e muita paz sempre!!!obrigada por td...

Antes que me esqueça, tive mais dois sonhos que merecem registro.

Na noite do dia 30, sonhei novamente com minha mae. Estávamos na nossa casa da cidade. Novamente, final da Década de 70. Mesa de fórmica coberta com toalha xadrezinha de azul e branco (nossa, como me lembro desse padrão!), com quadradinhos de mais ou menos 1cm. Usando uma "máquina" a manivela, estendíamos uma massa, do tipo para pastel. De repente, no meio do processo, resolvemos cortar em tiras finas e fazer macarrão. Tinha mais gente em volta, mas as figuras nítidas eram de meu irmao de MG, mamãe e eu. Cozinhamos um pouco de macarrão na hora e comemos com molho de tomate.

Na noite de ontem, sonhei que havia ido ao RJ visitar aquela amiga e aquele amigo. Só que minha filha tb foi junto. Nem vi o tal amigo, mas fomos à casa da amiga. Lá, ficamos admirando a paisagem, da sacada. Parecia que estávamos em Copacabana, ou pelo menos na idéia que eu tenho do que seja o lugar, com base no que mostram as novelas globais. De repente, a amiga pegou uma caixa grande de papelão, repleta de caixinhas menores, de lembrancinhas. Eram caixinhas também de papelão amarelado do tipo em que se vendiam anéis e brincos, há uns 40 anos. A amiga começou a abrir as caixinhas e mostrar o conteúdo. Frases e mimos de adolescentes, na maior parte mulheres. Percebi que maior parte daquelas coisas haviam sido ofertadas por minha sobrinha para minha amiga.
Dali a pouco, emendando neste último sonho, eu estava grávida e tricotava um casaquinho cor de laranja. Em poucos minutos concluía o trabalho. Estava feliz e explicava a todos que não iria comprar quase nada, eu mesma faria a maior parte do enxoval. Minha filha era um pouco mais nova e observava tudo, animada. Me programava para pintar as paredes do quarto dela, para que ficasse para o menino.

Dois e-mails que merecem ser guardados:

De Alice:
"Acabei de limpar o arquivo. Alias, hoje lavei muita roupa suja. Pena que de apenas de uma pessoa, a Ra quel. Fui dura com ela, mas, apesar de constatar que nao tem jeito, a roupa esta mais clara. Nao sei o que me aguarda nesta tarde e nesta noite, mas espero que eu fique mais calma e ninguem me aborreca mais. Nao fosse o meu saco, que ainda tinha espaco, eu teria mandado a minha prima Alicia tomar no uc. Depois lhe conto. Agora, tenho de esquecer. Estou mais aliviada porque tive o apoio da minha filha e da Aline, que nos falamos logo depois da rasteira da Alicia. Fiquei melhor ainda quando, finalmente, fui ler suas mensagens. Ja lhe falei uma vez que suas mensagens sao atemporais e, embora lidas com certo atraso, vem sempre como um balsamo. Elas passam um ar de esperanca, como se devessemos continuar a manter o alto astral (como sua mensagem natalina), apesar dos pesares. Valeu, amiga. Valeram todos (poucos, mas de grande valia) nossos programas de indio feitos neste ano, profundamente dolorido, mas que ja esta indo embora. De cabeca erguida, vamos acreditar no amanha melhor. Acredito na sua amizade e, humildemente, confesso que preciso e adoro voce. Obrigada por tudo. Figuinha bem apertadinha na hora da virada para que tudo de melhor aconteca com voces e os bichinhos. Miau. Abracao, lindinha."

De Eduardo:
"A despedida de 2004 e a recepção a 2005 foram muito tranqüilas. Atédemais. Resolvemos antecipar nosso passeio à praia para os devidos"pulinhos" das ondas e, hoje, voltamos para brindar com água de coco.O tempo, perfeito. Sol, calor, céu azul. Mar com mais de uma centenade tons de verde e gente bonita com mais de uma centena de tons depele. No meio de tanta beleza era inivitável não se lembrar dostristes fatos ocorridos na Ásia. A força e a beleza das ondas e ohorizonte conduziam nossos pensamentos para a surpresa e o terrordaqueles que se viram perante um pesadelo em uma manhã clara logo apóso Natal.Mas a vida continua e novos turistas desembarcam na Tailândiadiariamente, pelo que leio nos jornais.Ano novo. Resoluções antigas com esperanças novas.O eterno retorno. Acho que temos ainda que acreditar em festas. Pelomenos a vida fica mais alegre. Mesmo que a alegria seja um brinde comespumante nacional de cidra ouvindo Bruno &Marrone...brincadeirinha...a trilha aqui é Zeca Pagodinho ou DuduNobre. No máximo Alcione, a Marrom.Desejo que tudo tenha ocorrido bem com vocês na passagem de ano.Já tenho algumas fotos (gosto mais das "experimentais") mas por aquinão há o Photoshop para melhor editá-las. Assim, as imagens donababesco festim de mudança de ano deverá esperar mais alguns dias."






quinta-feira, dezembro 30, 2004

Li o relato do Professor sobre o sonho. Achei poético e um tanto passarinheiro. Penso que a imaginação tenha estendido um curto sonho. Do mesmo modo, percebo que muitas vezes eu mesma acabo incorporando detalhes a um sonho que nao sei se estavam na versão original.


Hoje recebi o que minha sobrinha chamou de "sua parte na herança". Abri o pacote receosa. Veio a manta que eu crochetei no final de minha adolescência e também a agulha de tricô que pedi pra reservarem para mim. Fora isso, apenas um pijama que acho que minha mãe nunca usou e que eu tomei emprestado na última noite que passei naquela casa. Minha irmã me devolveu também o roupão que emprestei a minha mãe a uma toalha de praia com desenho do Snoopy, que havia levado ao hospital. Nada mais. Não que quisesse mais. Mas ainda choro a cada vez que me lembro das atitudes de minha irmã. Todos os gestos me machucam. Até mesmo os presentes que ela me envia.


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Mas na parte da tarde, dei uma guinada no clima de baixo astral.

Fui ao mercadao com a Angela. Comprei uma romã média a 5,00.Depois, na porta de saída lateral, achamos mais bonitas por 2,00.Comprei outra. Almoçamos nhoque e bruscheta (é assim mesmo?)vegetariana (com antepasto de beringela+abobrinha, tomates secos,passas, salsão, pimentoes e ricota). Tudo muito gostoso e preçodecente (gastamos 30,oo as duas). O povo todo estava nas imensasfilas, aguardando seu sanduíche de mortadela. Ninguém parecia selembrar que era dia do Nhoque da Fortuna. Sorte nossa. Das mesas aolado, olhares estranhos sobre nosso gesto de colocarmos cédulas (dereal) embaixo do prato.
Depois, caminhamos a tarde toda, atravessando o Anhangabaú para irmosao Palácio do Tricô (pegar barbantes pra mais um trabalhinho). Istoporque todos os "armarinhos" da 25 (menos o Fernando) estavam complacas de que estavam em balanço. Coisa estranha. Só os que vendemlinhas e lãs estavam em balanço. As que comercializam miçangas elantejoulas, nao. Comprei uma bolona de barbante mesclado em tons deazul e seguimos pra República. Na av. Ipiranga, nos recusamos adesembolsar 2,90 num suco "grande" do McDonald´s e optamos por um matecom limão, na S Joao. Dali, segui pela Vieira de Carvalho, Arouche,Julio Mesquita e voltei pra casa. Tudo a pé. Meu rosto ficou ardendo. Muito sol. O FSP 30 nao foi suficiente pra essa jornada ensolarada sem ozônio.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Novo sonho com minha mãe. Foi exatamente com a morte dela, só que de modo bem pior ao que eu praticamente presenciei. Ela estava bem magrinha, quase esquelética e sofreu muito, com convulsões. Depois, desfaleceu em cima de mim. Estranhamente, essa situaçao nao me deixou mal. Acordei bem. Talvez aliviada porque a realidade nao foi assim.
Mais esquisito é que meu gatinho Édipo insistia em ficar em cima de mim nesse momento. Não sei se foi a presença dele que causou o sonho ou o contrário. Muitas vezes tenho a sensação de que ele vê certas coisas. Muitas vezes tenho a impressão de que essa coisa de encosto possa existir.


terça-feira, dezembro 28, 2004

Preciso postar montao de coisas antes de concluir o ano. Tá difícil botar as idéias em ordem. Mas ontem, conversei com o Professor, pelo MSN e me animei. Ele falou que teve um sonho erótico com euzinha aqui! E me disse que contava em primeira mão, antes de postar, pra que eu nao o espinafre aqui neste blog!
Como prometi, nao vou espinafrar!
Consultei o Houaiss... mas ele me deu uma definição melhor do que aquele mestre. "Espinafre no c... dos outros é cebolinha!" Ahahaha.. Gostei!
Mas não vou espinafrar ninguém! Estou de bem com a vida!


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Anteontem, tive outro sonho com mamãe. Estávamos na nossa casa, no interior, e a gente fazia macarrão caseiro, usando uma maquininha a manivela. Estendemos a massa, cortamos com faca, cozinhamos e comemos na hora.
Impressionante. Mas, mais uma vez, a estampa da blusa dela surgiu fotograficamente no sonho. Era um estampadinho ocre, de folhas, sobre fundo branco.
O sonho foi só isso, bem curto e mudo. Não me lembro de ter escutado a voz dela.
Ao acordar, ficou em minha mente a sensação de ter visto essa blusa no armário dela, da última vez em que abri aquelas portas antes de ser esvaziada.

Acho que ainda não contei sobre esse lance do esvaziamento do guarda-roupa de minha mãe. Meu choque e minha dor foram tão grandes que não tive coragem de escrever a respeito. Na verdade, fico aborrecida comigo mesma por esse fato me incomodar tanto. O que aconteceu é que exatamente uma semana depois da morte de mamãe, minha única irmã foi lá e despachou tudo que estava nos cabides. Inclusive os cabides. O gesto me chocou. Talvez porque eu fui a última a partir da casa dela, há 25 anos. Talvez porque aquele guarda-roupa (da Laffer) fui eu que cedi a ela. Talvez porque muitos dos cabides ali dependurados tenham me pertencido. Lembro-me de dois forrados com "sutache", trabalhinhos manuais que fiz na escola. Em uma das caixas ali guardadas devia estar também um caderno de amostras do curso de corte e costura que eu fiz com muito capricho. Doeu bastante... Hoje, quase dois meses depois, tento superar as mágoas e tento acreditar na eternidade. Tento pensar positivo, para o bem dela, para todos... principalmente atendendo ao pedido que ela me fez quatro dias antes de ir embora.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Faltam poucos dias para o Natal. (Até parece que o mundo todo não sabe disso!) Como sempre, é uma época muito difícil para mim. Até o final da semana, espero contar, aqui, uma historinha do Natal de 1978, o da grande guinada em minha vida. Pois é... Me aguardem!

No sábado, dia 18, fizemos a cerimônia b u dista dos 4 9 dias de minha mãe. Compareceu o "s o o k a n" do z e n - budismo e tudo transcorreu com maior pompa, em consideraçao aos 300 anos de tradiçao familiar, ao longo de 19 gerações. Tudo isso é da parte de meu pai. Como tudo que ocorre em socieades orientais (creio que não apenas japonesa), a esposa apenas acompanha o marido. Neste caso, minha mãe recebeu o grau máximo do "no me b ú d i c o" fazendo par com meu pai, que tem esse direito por herança, sendo ele o sucessor da família em linha direta.
Diante dessas circunstâncias, eu, que sou mulher, caçula e ainda por cima se casou com não-japonês, nao sou nada nessa estrutura. Apenas uma curiosa espectadora (com "s" mesmo) desses rituais.

Nesses 52 dias sem minha mãe, a ficha já caiu muitas vezes. E todos os dias, me apoio em vários alicerces para me escorar. Como disse hoje, por e-mail a Liam, nessas horas, procuro me concentrar numa máxima que minha mãe proferia sempre: "Dashita kotoba wa hirowarenai" ou seja: "Palavras lançadas não podem mais ser recolhidas". Martelando isso em minha mente e nas suas últimas recomendações (dadas 4 dias antes da partida) para que vivamos todos em harmonia, tenho fugido exaustivamente de todos os contatos que pareçam provocações ou motivo de raiva e/ou tristeza.

Meus olhos ardem. Coçam e ardem. Acho que eles precisavam ser lavados. Com lágrimas.