quarta-feira, outubro 26, 2005

O mundo é uma ervilha!


Esta semana, minha amiga Rita me perguntou:

- Conhece Eduardo Valério que foi do Banrisul? ( como sempre, os nomes fictícios, preservando a primeira letra, para bons entendedores captarem).

Eu: - Não me lembro, acho que não...

Ela: - Acho que ele te conhece... trabalha numa empresa que é minha cliente

Eu: - O nome não é estranho... Mas não consigo lembrar quem é

Ela: - Eu estava lá com a Beth, na sexta, esperando outras pessoas pra uma reunião...

Daí, a Beth e eu começamos a conversar e não lembro por que eu disse: ?A Sylvia, aquela minha amiga japonesa, já fez isso?... Eu continuei: ?Você conhece ela, né, a Sylvia Fukumoto"... Daí o Eduardo: ?Sylvia? Como ela está, o que anda fazendo? "E eu: ?você conhece a Sylvia Fukumoto, jornalista??

Eu: - Vixe!!!

Ela : - Ele respondeu: ?sim, conheço!?...

Eu : - Puxa... realmente o nome parece conhecido, mas não sei de onde.

Ela: - Ele não disse de onde (hihi)....e não deu pra perguntar pois chegaram as outras pessoas e a reunião começou.

Eu: - É um baixinho grisalho?
Ela: - Baixinho não, estatura mediana... moreno, levemente grisalho, usa óculos.. É bonitinho, muito simpático, .bem modelito executivo

Eu: - Me lembro de um de mais ou menos 1,70, da área de tecnologia E era Eduardo... Não me disse que se chamava Valério, esse nome teria gravado. Vai ver que eu tava de salto alto... rsrsrs..

Ela: - É a área dele!

Eu: - Sei quem é... da net mesmo. É o Centurião!!!
Ela: - ahahahahahahahahahahah!


terça-feira, outubro 25, 2005

de volta a causos virtuais

Parei de escrever certas coisas aqui, inibida por pessoas que possam ler. Gente conhecida para quem passei o endereço num momento de fraqueza. Tem uma delas que de vez em quando diz: "passei por acaso no seu blog e fiquei sabendo que..." (pra quem será que vai servir a carapuça?). Mas acho que desde que comecei com as censuras, isto aqui ficou tão desinteressante que ninguém mais aguenta ler.

Pra retomar o ritmo, vou começar a contar um "causo". Não é com aquela mineirice do "seu" Ismael, nem com o jeito profissional de Mauro, do Taxitramas (em breve colocarei o link pro blog dele aqui).

Há uns dois anos, depois de um único dia de conversa pelo msn fui conhecer uma pessoa. Antes, trocarmos fotos e nos acharmos aceitáveis. Quando cheguei ao metrô, lá estava ele: charmoso, elegante e sorridente, me estendendo o braço feito cavalheiro à moda antiga. Perdi um ponto na chegada pois ele estava lá antes de mim. Geralmente chego antes pra poder fugir se necessário... eheheh. Pelo menos ele não fugiu de mim.

Fomos tomar um café e aí começou aquela bateria de perguntas. Vocês sabem, no estilo entrevista para emprego: "Onde você nasceu? Trabalha em quê? Estudou onde?"

Inicialmente fui reticente. Mas aí, aquele bichinho maroto e raivoso que mora dentro de mim foi tomando conta. Resolvi destravar a língua. Disse que sou professora, já pressupondo que não se enquadraria dentro da profissional de sucesso que o tipo buscava. E ele, com aquela cara de "Ah, coitada", mandou: "E você dá aulas no estado ou na prefeitura?" E eu: "no estado..." E ele: "que matéria?" E eu: "Semiologia" (lembrei-me da professora que era alvo de gozação da turma, a quem chamávamos Mary Help). E ele: "desculpe, mas você pode explicar o que é?" Aí, desembestei falar de Saussure, Rolam Barthes, Humberto Eco tudo que consegui lembrar de Lingüística e quejandos. E o tipo erguendo as sobrancelhas admirado. Aí falei que nem dava mais aulas em classe, só atendia meia dúzia de alunos do doutorado, orientando umas pesquisas, etc e tal. Onde eu me formei? Na Unicamp, com mestrado e doutorado em Coimbra. E atualmente tocava umas pesquisas sobre "comunicação não verbal pela internet" (pode? ahahah claro que pode, com a webam!. Só olhando sites de fotografias, né?)

Ele falou que trabalhava em uma empresa que desenvolvia softwares para mainframes (Aí eu é que nem sei se existe ou se tem esse nome. Sei de programadores, analistas para implantar sistemas, etc. Mas ele disse softwares mesmo. ). Até aí, estávamos zero a zero. Ele não se aproximou de mim, não deu passo pra nenhuma intimidade. Nem eu.

Parei numa barraca pra ver uns filminhos piratas. E ele falou que podia estragar o dvd. Que era o que acontecia com cds piratas. E eu: "Hã? como? o aparelho? Pode, quando muito, trazer um virus, danar o sistema. Me explica como... por reflexo nos feixes de laser? Você deve entender mais de detalhes técnicos... é engenheiro? Vai, me fala.. eu quero saber. No caso de fitas, pode haver dano físico nos cabeçotes, mas cd? Só se estiver quebrado na borda. Máximo que pode acontecer é travar com um cd queimado por erro de gravaçao. E vai estragar como? Explica!". Minha paciência foi se esgotando conforme aumentava o calor naquela tarde de inverno. O tempo esquentando, até que fechou completamente, cheio de nuvens escuras.

Depois dessa, saímos pisando duro. De volta à internet, detonei o sujeito. Apaguei e bloqueei. Amanhã conto a segunda parte dessa historinha!

segunda-feira, outubro 24, 2005

ainda o computador

Depois de uma semana com o computador meia-boca, usando um hd de reserva, cá estou eu, novamente, recocomeçando do zero. Escrevo aos soquinhos, enquanto faço speedysk no outro hd onde pretendo começar tudo do zero, como se deve. Ai, ai (suspiro de cansaço)

Sei que fiz tudo errado. Mas precisava adiantar um trabalho e também deixar o computador livre pra minha filha, já que o outro tá desligado da rede. Não aprendo nunca, né? Mas todos leigos que se metem a fazer arrumações por contta sabem que as coisas são assim mesmo.

Esta será a minha terapia laborial de hoje... eh, eh, eh!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Falta gente pra conversar

Ai que saudades dos áureos primórdios da Internet quando estávamos no Jardim de Infância virtual!
Tudo era novidade, tão poético...
Ainda me lembro da primeira vez que conversei com um ser do exterior, no velho e bom Freetel.
O nome dele era Juan. Fiquei emocionada. Era um eletricista autônomo, de Madri, e tinha uma namorada no México.
E Juan me percuntou:
"Tienes micro"?
Eu pensei que fosse microcomputador e respondi:
"Evidente que si!"
E ele:
"Tienes un rato"?
E eu, achando que se referia ao mouse:
"Mas é claro... por que me fazes essas perguntas?"
Parece piadinha. Mas juro que rolou esse papo mesmo.

Faz um bocado de tempo que não conheço alguém pela internet. Ontem fui a um daqueles sites de amigos virtuais e achei mais de 100 mensagens. Espiei uns 50 e perdi a paciência.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Sem crises?

Infelizmente não tenho casos pitorescos para relatar. Não significa que eles parem de ocorrer. Acho que tudo é uma questão de senso de humor. O meu não anda lá essas coisas. Estou cansada de "ouvir" pessoas com soluções tiradas da manga do colete. Todo mundo tem sua receita para crises, sejam pessoais ou não.

Acho que, apesar de tudo, estou contornando bem minhas crises. Gerenciando-as melhor sem remédios químicos. Meu nível de tolerância baixa a cada dia. Mesmo assim, continuo eterna Pollyana. Otimista sim. Alguma coisa boa há de acontecer. Os contratempos do mês são por conta da minha quarentena astral. Tudo há de melhorar. E há de ser em breve!

Minha filha foi assaltada na quinta após o feriado. Confesso que fiquei um tanto abalada. Não nos conscientizamos do perigo, dos riscos, até que aconteça com alguém próximo da gente. Em quase 30 anos de Sampa nunca fui vítima de assaltos. Só duas vezes fui atacada por trombadinhas que tentaram surrupiar a mesma bijuteria. A correntinha vagabunda rebentou e o ladrão não levou nada. Estar cara a cara com alguém nos ameaçando é assustador. Mesmo quando se trata de uma criança de não mais de doze anos. Foi uma pivete franzina quem abordou minha filha pouco antes das seis da manhã. Felizmente a vítima manteve a calma e se saiu bem. Entregou apenas o dinheiro.

Procurei tranquilizar minha filha, mas temi que o acontecimento desse maior nó na cabecinha dela. Felizmente isso não aconteceu. Só embaralhou a minha cabeça. De repente fui tomada por uma paranóia que nunca tive. Só mesmo o tempo pra me resgatar a tranqüilidade.

Situação irônica, né? Pois é... Policiais são vítimas de assaltos do mesmo modo que médicos ficam doentes.

Sonhos com gente desconhecida

Sustentar um blog durante mais de quatro anos não é fácil. Tem muitos dias em que não dá vontade de falar nada. Ou os assuntos parecem não interessar a ninguém...

Ruth (nome fictício, como sempre), que só me conhece pela Internet, sonhou comigo. No sonho, a gente se encontrou num lugar semelhante ao Centro Cultural Banco do Brasil e eu dei a ela minha senha para que fizesse alterações no meu blog. Eu também já sonhei com pessoas que nunca vi ao vivo. E já acertei na minha construção da personagem. Acho isso muito legal, embora minha crença em sonhos fuja às convenções.

terça-feira, outubro 18, 2005

Contratempos

Desde o feriado, perdi o pique para escrever aqui.
Depois de levar um susto, na quinta-feira cedo, fui à tarde ver uma minissérie japonesa. Saí da sala de exibição e detonei uma baita enxaqueca que me deixou zonza. Quando voltei e liguei o computador, ele começou a aprontar. Tentei arrumar um sistema com a cabeça latejando. Imaginem o que aconteceu, né? Danou tudo! Resultado: fiquei sexta o dia todo reconfigurando tudo. Terminei à noite e... nada de acertar a maldita placa de rede! Entrei com outro computador, mas não tive saco de blogar.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Bruxas

Na madrugada de sexta para sábado, me surpreendi com minha filha ao meu lado, na cama. Disse que teve pesadelos e não conseguia dormir no quarto dela. Muito estranho... Também os gatos não querem mais ficar lá. Não creio que seja algo ruim, mas me faz pensar se não tem algo a ver com o Dia das Bruxas... Meio sério, meio brincando, disse a ela que eram as bruxas em seus vôos, porque nesta época do ano elas passeiam pra todos os lados. Meu gato Édipo também voltou a dar aqueles botes no meu ombro. Tento não me assustar e conviver numa boa com esses seres. Eh, eh, eh.

Final de semana fiquei por conta de Antonio, aquele meu amigo que fez cirurgia complicada da coluna há três meses. Desta vez, deram uma geral na vista. Estava com catarata, em consequência dos remédios que tomou muitos anos pra controlar a artrite. Ele fez o implante do cristalino no sábado cedo e teve um retorno na tarde de ontem. Foi tudo supertranquilo, no Hospital do Servidor Estadual. Assim como da outra vez, achei o tratamento vip. Nem parecia hospital público, a não ser pela ausência de recepcionistas sorridentes e exigência de identificação. É... essa parte do trânsito livre pelos corredores e até mesmo quartos, achei estranho e preocupante. Ou talvez isso seja normal. A gente é que está acostumada com seguranças de wk em quase todos os lugares...

Embora meu horóscopo diga que retomarei contato com "alguém do passado" , estou tentando ficar na minha. Por ora, tenho que dar um tempo ao coração.

sexta-feira, outubro 07, 2005

minha amiga mais antiga

Tantas diferenças, depois de 37 anos de amizade! De três coisas sobre as quais conversamos, Lúcia e eu discordamos em duas.

A gente se conheceu em 1969, quando vim fazer o ginásio em na capital. Eu morava com minha irmã e ela com uma tia. Pouco explicamos nossas situações. Inicialmente pensei até que ela tivesse perdido a mãe, uma vez que só comentava do pai. Muito tempo depois, soube que eram separados. Hoje eu vejo que o que nos aproximou foi a situação de suas ovelhas desgarradas e de origem oriental.
Ainda tenho nítidas na memória as cenas daquela época. Nós duas andando de bicicleta (emprestadas da minha sobrinha e do primo dela) . Ela tentando me ensinar a parar em cima dos patins, a gente fazendo groselha com gelo, na cozinha da tia dela...
Eu voltei pra minha cidade e ela continuou aqui até o penúltimo ano do colegial. Vi-a no verão de 1971 quando retornei para matar saudades da turma e na nossa despedida quando ela foi embora em definitivo para o Rio.
Depois, o contato se restabeleceu porque ambas estudamos Comunicações.
Durante vinte anos trocamos cartas. Houve fases mais intensas e outras esparsas. Intensificamos com a chegada da Internet. Situações em comum nos aproximaram novamente.

E agora? Há quase um ano contei meus sonhos com mamãe. E ela me disse que talvez eles sejam evocados por peso na consciência, pelo fato de não ter feito o que deveria enquanto ela estava viva. Foi um choque. Palavras duras, quebrando qualquer possibilidade mágica de meus sonhos. Frases jogadas ao vento, com lições de moral.

Acho que nunca fazemos o que uma mãe merece. Todos os dias me vejo conversando mentalmente com minha mãe. Dentro de minha estranha fé, existe a sensação de que ela me ouve compreende e perdoa. Eu também tendo compreendê-la. Ela e sua bipolaridade que nos deixava distantes de suas asas a maior parte do tempo. Na última semana em que passamos juntas, no hospital, tive a oportunidade de dirimir-me um pouco de tantos anos de ausência, eu mergulhada nos meus problemas...

Ontem enviei a Lúcia um pps do Dia das Bruxas. Mais uma daquelas correntes de Internet para fazermos nossos pedidos, uma espécie de simpatia cibernética. Quando um desses cai na minha mão, eu repasso sim. Repasso com os melhores fluidos para as pessoas a quem contemplo. Não é pra encher o saco e sim para descontrair, desejando que os amigos consigam resolver seus problemas. Lúcia viu a apresentação e comentou: "essa é do arco da velha, hein?" Eu pedi desculpas e não falamos o resto do dia.

Apesar de tantas mágoas, não consigo me desvencilhar dela. Depois de tanto tempo, encaro-a do mesmo jeito que minha irmã: uma pessoa a quem tenho de compreender e ajudar. Às vezes uma pedra no sapato. Tento entender por que ela me agride desse modo... ou por que eu me sinto assim machucada com cada comentário delas.

Outro dia falarei da minha irmã.

quinta-feira, outubro 06, 2005

"Que tempo louco!"
É a frase que mais se ouve em Sampa. Mas nunca vi um dia de tanta instabilidade como ontem. O Sol mostrou a cara e se escondeu meia dúzia de vezes. Calor, frio e chuva se intercalaram a relâmpagos.

Meu dia tinha quase tudo para ser triste. Dois telefonemas de amigos queridos impediram que a parte nebulosa tomasse conta dos meus pensamentos. A primeira ligaçao foi de Alice. Embora tenha sido para cancelar nossa ida ao cinema, foi legal conversarmos um pouco. Depois, foi a vez de Alberto. Ele vai submeter-se a uma cirurgia de catarata no sábado e para isso virá ao Servidor, em Sampa. Estava animado, apesar da série de contratempos de quem tem três meninos de menos de 8 anos. Muitos acidentes domésticos. Finalmente ele escutou as músicas que gravei pra ele há alguns anos, depois de baixar pelo napster. Agora que todos novos aparelhos rodam mp3, ele conseguiu um cd player comum. Presente da sogra.

Há alguns anos, no napster, encontrei muitas músicas japonesas do tipo enka. Garimpei muitos clássicos e velharias. Mas agora, o emule e shareaza parecem dominados por jovens.

Ontem comentei com Alice que faz um tempo que não tenho sonhos estranhos. Esta noite sonhei que estava em Campinas visitando Nica. Fui até a empresa onde o marido trabalha. Era numa região periférica e sinistra, njm terceiro andar sem elevador, onde nem tinha telefone comum. Só aquele sem fio da embratel. E o cara era a cara do Max Fivelinha, só que mais moreno. Havia uma reunião por lá e, de repente, ele reparou que eu estava de chinelos e meias. Comentou o meu descaso. Entre uma coisa e outra, eu estava lavando roupas, lidando com uma porção de máquinas, todas meia-boca. Uma não agitava, outra não centrifugava, outra nao segurava água direito. E eu ia passando as roupas de uma lavadora para outra para completar o serviço. Estávamos - Nica e eu - em um quintal que se assemelhava ao da última casa de minha mãe.
Esquisito, né?

quarta-feira, outubro 05, 2005

alergias

Deve ser a tal febre do feno... Estou pior que o normal. Crises de espirros, coceiras. Mas estou aguentando firme, sem antialérgicos. Se aguento uns minutos sem coçar o nariz, passa...

Acho que este ano nao conheci ao vivo nenhum amigo virtual. E então, Apreciador? Se habilita? Ou será que nós já nos vimos ao vivo? hummm...

Eu estou impaciente e ranzinza. Admito. Começo a conversar com alguém e bastam cinco minutos para iniciar a contagem regressiva para detonar. Às vezes o estopim pode ser simples exagero no uso de emoticons. Mas é dose agüentar alguém me chamar de "princesa", né? Ah sim.. tem aqueles que usam o mesmo discurso há anos com a variante roubada daquele filme: "bongiorno, principesca" (?).

Minha caixa postal vive lotada de campanhas contra o desarmamento. Eu parei de argumentar. Não dá pra debater esse tema com quem pensa diferente...

Fiz download, imprimi algumas páginas e comecei a ler Violetas na Janela.


"O amor forte e sincero de minha mãe acompanhava-me protegendo como sempre, dando-me coragem e alegria. Amor de mãe é como um farol a iluminar seus entes queridos e a perfumar suas existências. As violetas encantavam-me, não só enfeitariam a janela do meu quarto, mas a janela do mundo novo que defrontava a minha frente. Violetas na janela..."

A verdade é que não há como alguém que está aqui saber a verdade. A busca comprovada de todas as respostas enlouqueceria qualquer um. Acreditar, de vez em quando, em algumas dessas coisas que lemos, ajuda a trazer a paz, sim. Eu tenho dormido superbem com essas leituras. E parece que os gatos apreciam muito esses livros...


Amor


"Data estelar de hoje: Mercúrio e Júpiter em conjunção, Lua cresce no signo de Escorpião.
Nossa humanidade é instada a elevar seu conceito de amor, tirá-lo do meramente romântico para colocá-lo em seu devido lugar, o da prática. Amor que se espera receber é aquele que vem, mas também vai embora um dia, deixando a memória amarga da decepção. Por outro lado, amor que o humano pratica é aquele que resulta de sua decisão de oferecer seu melhor, sem poupar recursos mentais, emocionais ou físicos. Esse amor se transforma em tesouro adquirido, que não se perde mais, constituindo-se no verdadeiro enriquecimento que a alma anseia, mas que busca no lugar errado ao tentar convencer-se de o amor ser meramente um momento romântico. Amar não é sentir, amar é fazer o melhor." (Quiroga no Estadao de hoje)

ai, ai... (suspiros!)

terça-feira, outubro 04, 2005

Fora do ar

Embora estivesse disponível para leitura, o blogger não aceitou posts no final de semana. No domingo, o dia foi frio e chuvoso. Mergulhei no tricô.
Parece que os meus poucos prováveis leitores nem sentiram falta...
Acho que o Apreciador desencanou... ou será ele um tal que deu de mostar a cara no msn?

sábado, outubro 01, 2005

Dores de cabeça

Tô sentindo a cabeça meio oca. Depois de muito tempo, tive enxaqueca esta semana. Diferença é que, desta vez, fiquei mais preocupada que o normal. Isto porque duas pessoas conhecidas que sofriam de dores de cabeça apresentaram problemas mais graves. A primeira, secretária de meu amigo Eduardo, foi diagnosticada com tumor no cérebro. A outra é empregada de um dos meus irmãos. Depois de um AVC, enquanto aguardava cirurgia, não resistiu. Com morte cerebral, aguarda definiçao sobre doação de órgaos por parte da família.

sexta-feira, setembro 30, 2005

sumiço justo

Estive ausente por variados motivos. Um deles é que ganhei a coleçao completa da série "A Feiticeira". São 36 episódios deliciosos". Tudo porque fiquei protestando feito criança pelo fato de Eduardo não querer me emprestar os DVDs. eh, eh, eh! Nem consegui brigar com minha filha, depois dessa...

terça-feira, setembro 27, 2005

A Esfinge e O Apreciador

Preciso falar de O Apreciador para A Esfinge e também contar para O Apreciador sobre A Esfinge. Ué... que tal vocês se entenderem diretamente, hein?
A não ser que sejam duas faces de um mesmo ser.
Ou serão, talvez, almas gêmeas?

Eu estou com as mãos cheias de machucados. Parece que uma ferida leva a
outra. Primeiro, furei a palma esquerda com a ponta da faca, ao tentar separar dois
pães de queijo congelados. Aí, com a mão machucada, toda desengonçada, acabei queimando
a outra, em dois lugares, ao manusear cola quente. Neste frio, tudo dói pra caramba. Ainda bem que não pegou nenhum dedo que prejudique a digitação. Quando isso acontece, eu digo que me sinto g-g..gaga!

segunda-feira, setembro 26, 2005

Anotando idéias

Profissionalmente ou não, acho que passei poucos dias dos meus últimos trinta anos sem escrever, sem registrar um pensamento, uma consideração sobre as coisas. Maior parte desses pensamentos, anotados em bordas de agendas, cadernos de endereços, guardanapos, restos de cadernos escolares, foram pro lixo. Agora, pelo menos quando tenho um computador por perto, venho postar aqui. Muitas vezes faço isso de outros lugares, não necessariamente do meu computador. No centro de São Paulo, em cada esquina há uma plaquinha de "acesso rápido à internet". Preço mínimo: R$ 1,00 por meia hora. Há também opçoes de acesso grátis nas agências dos correios, telefonica, infocentros, poupatempo... Ainda bem. Assim, não sofro de crise de abstinência em caso de problemas com meu computador. Acho que nos próximos dias vou desmontar o meu velho mmx que está há anos como reserva, para subsitutuir a máquina de escrever, cd player e o velho fax pela linha discada.

Na semana passada, baixei o Firefox, animada por uma matéria no caderno de Informática da FSP, do final de agosto. No começo fiquei meio com pé atrás. Mas agora, com alguns dias de adestramento, esse navegador tá tinindo. A velocidade é incomparável. Recomendo.

Fiquei feliz com o retorno da Esfinge. Pensei que ela tivesse me abandonado de vez, talvez enciumada com a chegada de O Apreciador.

Hoje estou inquieta. Acho que, apesar da chuvinha, vou fazer a minha caminhada básica.

Paz e harmonia!

De repente, no meio da tarde sombria, fria e chuvosa, o telefone toca. Uma voz diz: "Paz e harmonia!" Que delícia. Senti que a paz e a harmonia vieram para mim com aquela voz, recém-chegada de Recife. Era minha querida amiga Titi. O dia, além de tranquilo, ficou mais iluminado depois de conversar com ela. É daquelas pessoas que me fazem crer em algo além. Ela e toda a família dela. Bateu uma saudade imensa de Ju e dona Joana. Mas uma saudade boa, de lembranças ótimas.

A Feiticeira

A reboque do filme que estreará na sexta, o seriado da bruxinha Samantha foi o tema da conversa dos saudositas. E Eduardo tem a coragem de me contar que comprou os dvds com todos episódios da série, incluindo alguns ainda inéditos no Brasil.
Diante do meu "Ohhhhh!", ele apenas deu as dicas para aquisição, pelo Submarino
Grrr! Tá certo ele... É até capaz de me dar de presente. Mas emprestar, jamais!
Por ora, me contentarei em pegar na locadora...

Uma amiga contou:
"Foi por causa do seriado que escolhi o curso de Publicidade"
E eu:
"Pois acho que escolhi Jornalismo por causa de Gisele/Brigite Monfort!"

(E depois a gente critica quem dá nomes de personagens de novelas aos filhos...)

quinta-feira, setembro 22, 2005

Lei de Murph

Um bocado de tempo que não me ausento a tarde toda e desligo o celular. Justamente quando fiz isso, uma amiga que não vejo há anos veio me visitar. Deu com a porta na cara. Também o Professor mostrou a cara e até me mandou e-mail.

Quanto à amiga... Não sei por que, nos tempos de hoje, ainda tem gente que esquece que existe telefone. Odeio imprevistos do tipo visita-surpresa. Ainda bem que eu não estava pra atendê-la... Fosse num dia de fechamento de revista, teria entrado em parafuso. Aliás, no sábado, tive outra surpresinha do mesmo tipo. E dessa não consegui escapar. Por conta disso, acabei perdendo o lançamento do livro de uma amiga. Pior é que quando explicar o motivo, ela vai achar que é pretexto.

O filme que fui ver (Gaijin, ama-me como sou) tem mais falhas do que eu imaginaria em uma produção tão badalada, mas foi emocionante. Vi a versão em língua japonesa. Deu pra notar o público enxugando lágrimas discretas. Os descendentes podem se ver nas personagens. Tal qual em Rapsódia em agosto, de Kurosawa, as entrelinhas só podem ser lidas por quem está muito familiarizado com a cultura japonesa. Percebemos nitidamente a mudança e a maturidade da cineasta, em relação ao primeiro filme sobre o tema. Tudo tem a ver com a história do Brasil e dela mesma. As piadinhas são fracas.

terça-feira, setembro 20, 2005

ainda o desarmamento

É um tema que não dá pra começar a discutir, sob o risco de brigar pra valer. E é complicado brigar com quem defende o uso de armas de fogo.
Será que eu e o Major Nelson estamos sozinhos com nosso ponto de vista?
A mensagem deturpada de Denise Frossard continua circulando... Cada um entende como quer.

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Enquanto isso... Tô ocupada com meu briquedo novo: uma impressora pra fotos. Comprei papéis especiais. Delícia!

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Outra imperdível, de Farabella em "A Lua me Disse":

Amén - Associação das Mulheres que Enjoaram dos Maridos.

Pena que Débora Bloch (Madô) jamais entará para esse grupo.

Recado para O Apreciador:
Quem disse que é pro senhor vestir aquela carapuça? Ah...

segunda-feira, setembro 19, 2005

Novas penas

A realidadade é pouco poética, dependendo dos nossos olhos... Enquanto não descubro quem me aprecia de fato, vou sonhando.

Não aprendo mesmo.
Não podemos fazer favores e gentilezas esperando retribuição na mesma moeda. Há muito tempo, venho dando um jeito de fazer cadastros pra conseguir acesso gratuito para ler certo jornal pela internet. Tem duas semanas que meus e-mails e endereços não colam. Tentei conseguir com uma pessoa que garante continuar acessando há meses com a mesma modalidade de assinatura.

Ele:
Continuo, sim. e sem usar login nem senha... esqueceram de cancelar."
Eu:
E como consegue sem login? deve estar entrando automaticamente com login
Ele:

Não conferi isto... eu sei que entro: agora mesmo, já que vc falou, estou diante dos editoriais de hoje e das cartas dos leitores.

Depois, silêncio total

Bela maneira de dizer que não vai me dar a senha...

Não tive coragem de dizer tudo que penso. Se por acaso essa pessoa um dia precisar, mostrarei a ela esta página onde registrei meu protesto. E certamente precisará ainda de muitos favores meus.

Infelizmente continuarei usando essas artimanhas para ler o jornal concorrente ao do meu provedor. Meu orçamento não tem brecha para mais despesas. Porém, o jornal mais verde sempre é o do vizinho...

Consegui mais um mês de acesso grátis. Ufa!