quarta-feira, março 29, 2006

s. longuinho, sto antônio, s pantaleao

Vivo fazendo promessas a todos eles. E continuo em dívida. Hoje parece que os santos das coisas perdidas resolveram me mandar um lembrete. Perdi contas pra pagar, perdi a conta do Professor, perdi e-mail que ele me enviou, perdi a paciência, perdi o bom humor. Também perdi a noção dos dias, confundi datas...

terça-feira, março 28, 2006

significados dos sonhos

Pelo msn, papo estranho com uma de minhas sobrinhas. Ela sonhou com alface. Tinha à mao um livro de significados de sonhos. Por pura falta de assunto, falei de meu sonho com Aurélio, Paulo Rónai , etc... Ela ligou o sonho à cenoura do bolo de cenoura e concluiu que meu sonho foi afortunado e o dela significaria confusão. Fiquei sem saber por que hoje ela resolveu puxar conversa. Estranha moça. Fico preocupada e nunca me sinto à vontade em falar com ela. Tudo porque meu irmao, pai dela, se suicidou. Vejo-a e logo me lembro dele. Talvez o mesmo ocorra com ela.

Baixinho de Taubaté disse que resolveu aderir ao msn por minha causa. Fiquei lisongeada. É uma pessoa de quem gosto e admiro, apesar do lado sacana dele. Pelo menos diz umas verdades com todas as letras. Como 99% dos homens, só me procura por aquele motivo... Melhor que nada, né? Pior seria ele me colocar na categoria: "comi porque tava ali". Risos

segunda-feira, março 27, 2006

outono?

O Professor retomou seu blog. Muito laconica e timidamente. Completamente impessoal... Quis falar-lhe disso, desde outro dia. Não deu certo. De repente, eu estou em outro mundo. No Alfa, Beta, Gama... ou será em Andrômeda?

Não sei se é o sono, se é o outono que chegou. Tardes mais fresquinhas me deixam assim, com outro astral. Também distante, com vontade que nao sei bem de que... e principalmente de não gostar de nada que eu mesma escrevo.

Suspiros...

Pelo menos umas 3 pessoas repararam que eu sumi do ar. Pois é... Não fiz igual a Raquel porque eu me apego a tudo que faço. Sou fiel a este blog. Afinal, são mais de quatro anos, mesmo com longas fases de nada dizer de interessante.

No último final de semana fui à minha terrinha. Sempre que faço isso, fico esquisita...

terça-feira, março 21, 2006

sonho com quem nunca vi

Novamente sonho com uma pessoa que nunca vi ao vivo. Já vi fotos e conheço-o mais pelo blog. Tô falando do Luiz. Não se assuste, Luiz... No meu sonho, fui à sua casa. Você morava em uma república, instalada em uma casa térrea. Só que estava instalado na parte que deveria ser a sala. Ocupava uma cama de casal, de madeira escura, revestida por um lençol turquesa. O sonho era mudo. Você foi atender à porta, tinha chegado visita pra outra moradora. Assim que as pessoas entraram, você as conduziu ao cômodo seguinte. Eu fiquei sentada na cama, observando. De repente, Luiz era amigo Alberto, que mora em Taboão da Serra. E eu tinha que vir embora, nao sabia como. Chegou a irmã do Luiz (não me lembro como era ela) que explicou que tinha um ônibus amarelo, atrás de uma igreja, no Butantã, que viria até o centro da cidade. Só lembro desse pedaço.

sexta-feira, março 17, 2006

Ainda o concurso

O Professor e eu trocamos os textos que enviamos.
Estou na maior expectativa e torcendo para que nós dois ganhemos o prêmio. Mas... 500 inscritos? É o Brasil todo... Tem muita gente boa e acredito que apareçam coisas de nível.
Dei uma espiada no que o meu amigo escreveu. Combinamos que a esta altura não faríamos mais críticas... rsrsrs... É melhor, né? Fiquei espantada com a produção dele, embora, assim como eu, o Professor tenha recorrido ao arquivo pessoal para completar o volume.
Eu fiquei animada. Ele me propôs um texto a quatro mãos. Acordei com uma idéia. Quem sabe...
Por falar em texto a quatro, preciso falar com Li, para retomarmos nossa "literatura"

quinta-feira, março 16, 2006

terminei!

Ufa, consegui!
Maior sufoco, no último dia do prazo, enviei o conto pro tal concurso... Vi agora no site. Até há uma semana, tinha 500 inscritos... Bom, nao é tanta gente assim!
Todos obstáculos me atacaram: impressora engastalhou, disquete nao gravava de modo algum. Por fim, 101 páginas nao cabiam no envelope!
Fui a um cyber, envelopei tudo no correio e deu tudo certo.
Mas tem algo estranho com os disquetes. Tentei em 3 computadores aqui: 2 meus e um do vizinho. Depois, em mais 3 num cyber, até conseguir gravar. Em todos outros, dava como disquete não formatado. Será algum vírus? Pra garantir, mandei também um CD.

segunda-feira, março 13, 2006

COMECEI O CONTO

Depois do estranho sonho, senti-me como que cutucada de vez a entrar de sola no concurso literário do MEC. Gilberto Gil que me aguarde, que vou lá buscar um dos prêmios!
Já tenho tudo planejado. Quando for a Brasília, visitarei minha amiga Alice. Até lá a poeira terá assentado e vamos voltar a rir muito.
Conto com a torcida! Terminarei o texto amanhã e farei as cópias em xerox. Antes, preciso providenciar envelopes adequados, etiquetas e disquetes para enviar de acordo com as normas do concurso!
Estou entrando nessa por pura necessidade de grana. Mais ou menos como fez Érico Veríssimo ao escrever "Música ao Longe". Ele levou um mês para um livro inteiro. Então, posso fazer um continho de trinta laudas em dois dias, né? Hoje escrevi 22. O chato é que os 10% finais são os mais complicados. Mas vou conseguir.
E também já combinei com meu amigo Professor de Literatura que vamos viajar juntos a Brasília. Ainda não sei se vamos de avião ou de busão mesmo, aproveitando para botar nossos papos em dia. Afinal, o prêmio não é suficiente para tanto desperdício. São apenas dez mil reais, suficientes apenas para botar minhas contas em dia. Por via das dúvidas, acho que voltarei a fazer meus jogos na sena, quina, dupla sena, bicho e o que mais me lembrar!

domingo, março 12, 2006

sonho

No sonho de ontem, eu estava no Rio de Janeiro, em uma ampla casa de bairro. Rua cheia de árvores, muitos tapetes. Tudo indicava que era casa de Cora Rónai. Ali estavam também os falecidos Aurélio e Paulo. E eu fui me hospedar numa suíte nos fundos da casa, escritório onde os dois dicionaristas trabalhavam. Paredes cheias de livros e algumas escrivaninhas. Tinha também uma cama e uma tevê. Tudo em tons cor de vinho, até mesmo o tapete. Junto comigo estava também mais uma mulher, uma amiga minha da Globo. Cora passava vez ou outra por ali, apressadamente. . Estava sem empregada e uma velha senhora, amiga da mãe dela, quebrava o galho na cozinha Essa senhora havia feito um bolo delicioso, bem amarelo, com cobertura de chocolate. As pessoas comiam andando e as migalhas se espalhavam por cima dos tapetes felpudos. Eu e a tal amiga começamos uma faxina superficial, recolhendo as migalhas. Aurélio (que nem imagino como era fisicamente) era um senhor grisalho de bigodes, olhos iguais ao de Chico.

sexta-feira, março 10, 2006

Pequenas crises

Com um calor insuportável e a cabeça latejante, meu dia ontem foi dureza. Parece que houve um alerta nesse sentido, em um dos horóscopos que li. Foi daqueles avisos que cutucaram. Estava com estranho pressentimento. Não sei se consciente ou inconscientemente, acabei atendendo um telefonema de Julius. Aí já viu, né? Foi aquela m... Não briguei, nao discuti, nao retruquei, nao bronqueei. Só me chateei por ficar assim abalada. Não deveria. Mas quem controla os sentimentos?
Viram que avalanche de "nãos"?

Para quebrar essa sensação, larguei tudo e fui almoçar com Lúcia. Vagamos por aí e falamos de nada, depois de um desencontro ridículo no metrô Luz, em que fiquei andando em círculos entre catracas.

Sabe o que eu sinto? Sinto falta de um colinho. Buááááá!
Passa...

quinta-feira, março 09, 2006

tudo certo comigo!

Não precisam se preocupar. Eu ando meio sumida pois estou ocupadíssima com meu orkut secreto..rsrsrsr... Mas, aguardem, que em breve volto a postar sobre mim mesma...rsrsr

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Novo sonho

Depois de muitos meses, tornei a sonhar com minha mãe. Daqueles sonhos que acontecem no momento presente e a gente acorda com a sensação de que aquilo aconteceu. Sempre que preciso madrugar, acordo várias vezes antes do despertador. No sonho, minha mãe acordou para me chamar, como é costume de muitas mães, inclusive eu, que iria acordar pra chamar minha filha e arrumar o café dela. Ela me ajudou a preparar o lanche, desmanchando o queijo frescatini em cima do pão de forma. Dizia a ela que não precisava, frisei que nunca perdi a hora. E ela ali, ao meu lado, fazendo companhia, embrulhando os sanduíches no papel-aluínio. Foi chato acordar e constatar que foi tudo um sonho apenas. Mesmo assim, foi bom revê-la, escutar a voz... Depois que minha filha saiu, as lágrimas começaram a escorrer direto...


Sexta feira foi aquela confusão. Um telefonema estranho de uma das ex-colegas da minha filha, do tempo do ginásio. Passo o recado e dali a pouco tenho o retorno: uma das meninas foi presa. Acusação: tentativa de ex torsão. Foi um choque. Nunca esperamos que alguém próximo à gente se envolva com crimes. Muito menos que vá presa... Fiquei pensando todos esses dias na minha filha e na amiga. Muito chato...

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

surpresa boa

Ontem, quase 23h, um telefonema estranho, um nome desconhecido. Demorou cair a ficha. Era o Baixinho, agora em Blumenau. Disse que estava voltando de um jantar e se lembrou de mim. Desbocado como sempre. Mas fiquei feliz. Muito legal ser lembrada depois de tantos anos. De repente, me deu vontade de chorar outra vez. Pensei na "escolha" que acabei fazendo entre ele e Julius. Eu e minha idéia antiga de que não posso dividir meu coração. Taí, escolhi errado. Ou não? Se tivesse "ficado" com o Baixinho, talvez não fôssemos hoje amigos. Ontem, apareceu o Carioca no msn. Também fiquei feliz em refê-lo. Agora, sem ressentimento algum. E compreendo-o com menos preconceitos. Não foi por acaso que tive aquela paixão por ele... Mas não se preocupem, nao terei recaídas. Vou olhar pra frente!


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E-mail que enviei esta manhã a Eduardo:


"Espero que esteja tudo em paz por aí, com este ar fresquinho. E os pássaros? Como se portam hoje? Lembrei de você e dos pássaros da usp ao ler uma nota na revista Época sobre os pássaros que habitam o Ibirapuera.
Um novo dia, que já vai se gastando sem que a gente se dê conta. Quando acordo meio agoniada, me lembro da Ju, de como ela falava de um novo dia, de que o Sol nunca deixou de despontar um dia sequer, mesmo por trás da mais escura nuvem, mesmo no dilúvio. Está aí a esperança, a certeza da vida. Será a eternidade, a renovação constante?
Confesso que ainda estou em dívida com Santo Antonio. Depois de ter madrugado ontem, depois do almoço me deu maior preguiça, me enchi de pretextos de que seria um dia produtivo para escrever. Não fiz nada, mas consegui descansar à tarde. Dormi um bocado. Meu corpo e alma precisavam de um tempo, com certeza.
Ainda estou com nó na garganta. Está claro que sentimentos de pessoas próximas são partilhados. Se eu tenho uma grande amiga que vive um momento difícil, acabo captando. Continuo sendo uma parabólica de alto alcance. Mas, a esta altura, nao me vejo no direito de lamentar por ser assim. Ao contrário, é hora de tentar canalizar este dom para meu próprio bem-estar...
O que aconteceu que mexeu comigo agora? Pois é... Foi-se o ex-marido da Alice, de Bsb. Estava previsto que isso aconteceria e, diante desse prenúncio, até evitava contatá-la. Quis manter meus ouvidos afastados dessa história. Mas no domingo foi inevitável. E ela voltou a falar na suspeita que alguns dos amigos levantaram quando ela marcou casamento. Falo de suspeitas quanto à opçao sexual do moço. Sem preconceitos, eu penso hoje que estava no direito dele ser bissexual, ser bígamo, polígamo até. O que não estava no direito era ser falso, hipócrita...Martirizar pessoas que gostavam dele. Mesmo assim, desejo, de coraçao que ele tenha descanso e a alma dele tenha se aperfeiçoado depois desta curta e atribulada passagem por aqui. Desejo, sobretudo, que os descendentes que aqui deixou, dois filhos, sejam pessoas de bem. Que os ares de Brasília nao contaminem essas crianças..."

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Quando falo dessa Alice, me lembro de certa vez que a levei à minha casa no interior, quando estudávamos juntas no cursinho. Na estação rodoviária (ainda na praça princesa Isabel), um senhor japonês a abordou, olhou para as mãos dela e disse: "Mãos de solteirona. Qual o seu nome?" Quando ela respondeu, o sujeito apresentou um cartão de visitas e sentenciou: "Se você quer mudar seu destinho, deve mudar seu nome. Me procure". Não preciso dizer que ela ficou impressionadíssima, mas nunca o procurou.
Toda vez que sei de coisas que deram errado na vida da Alice, me lembro daquela cena...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Dias nublados...

.. são melhores pra trabalhar!

E eu preciso pagar minha dívida com Santo Antônio!

Não, não esqueci, viu, Santo Antônio! Em Lisboa ou Pádua, você continua dos meus favoritos e poderosos! Sem aquela urgência de Santo Expedito ou desespero de São Judas. Não sei se meus pedidos a você são mais simples ou se minha fé é maior mesmo! Em breve irei à igreja do Pari...

domingo, fevereiro 12, 2006

Ciúmes

Confesso que ontem tive um chilique, uma crise de ciúmes!
Feio, ne?
Não... apenas coisa de mulher!
Bem que meu horóscopo me disse, em algum dia da semana, que não deveria revelar certos segredos
Pois é... Não soube seguir o conselho e me estrepei!

Por que isso tudo ocorre? Não é preciso ser psicólogo ou estudioso no assunto pra entender ou explicar... Diria que homens aparentam gerenciar melhor esse sentimento desde meninos. Ou melhor, não demonstram. Desde cedo, mesmo que se remoendo, dividem seus brinquedos favoritos com os colegas. São quase sempre politicamente corretos.
Já as meninas... certamente não deixarão as amigas mexerem nos brinquedos de que mais gosta. Mesmo com dezenas de bonecas, logo dará falta se alguma sumir. E se descobrir um de seus brinquedos na casa de uma amiguinha, jamais a perdoará! E nem a si mesma por ter sido tão descuidada.
Qual a diferença entre meninos e meninas?
Somos mais egoístas?
Não! Apenas mais autênticas, verdadeiras!

Minha próxima leitura: "Por que os homens mentem e as mulheres choram."

Que óóóóóóóóóóóódio!!!!

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E a Raquel achou que isso era coisa de gente insegura.
Pois eu sou muito insegura sim!

Pudera... com o tanto de homens que existe na cidade de São Paulo, não tenho bom motivo pra ser insegura? Tá difícil, viu? Estamos em grande desvantagem, além de enfrentarmos concorrência desleal e tudo o mais!

Mas admito que poderia ser pior. Muito pior!

Soube hoje, pouco depois do almoço, que morreu o ex da minha amiga Alice de Brasília. Depois de 48 dias em coma. Chato. Não era uma pessoa admirável, nem merecia que chorássemos. Era veado, com certeza. Ou bi? Não sei... Tenho dúvidas se existem homens bis...






sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Novo brinquedo...

virtual, internético, mais interativo e emocionante tem me deixado longe deste blog.

Mas nao fiquem desapontados, leitores! Em breve, prometo contar tudinho pra vocês, aqui ou em outro blog!

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Calooooor

Dormir cedo e madrugar. É o único jeito de contornar este calor insuportável, sem ar-condicionado. Por que não tenho ar-condicionado? Por dois bons motivos: porque sairia caro e por causa dos gatos que não suportam! Sem falar na minha velha e fiel enxaqueca que dispara quando saio de um ambiente refrigerado e enfrento o calor natural. Assim, o jeito é convier com o suor e as brotoejas. Este ano resolvi usar toalha umedecida bem gelada e talco mentolado. Pelo menos não fico melecada e não estou cheia de feridas.
Por falar em enxaqueca, resolvi aderir a um remédio preventivo. Não posso mais dar-me ao luxo de parar o trabalho nas crises.

Esqueci de contar...

No sábado, foi o maior estresse aqui em casa porque minha filha perdeu a carteirinha de estudante. E justo na semana de comprar ingressos para o show do U2. Nisso, acabei fazendo promessa para Santo Antônio. Não é que em poucas horas ele me atendeu? A carteirinha estava ali, espetada entre os livros da estante, com a pontinha de fora. Certamente fui eu que coloquei lá, sim! Mas não sei em que momento. Deve ter sido um gesto automático. Prometi que iria à igreja do Pari... a pé! O que uma mãe torturada não faz, né? Bom, Santo Antônio... Eu não disse quando. Então, por favor, espera um pouco até o calor diminuir, tá? Assim que o outono der sinal, cumprirei o prometido!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Pagando mico

Na quinta-feira, conversando à noite com um novo amigo virtual, ele me falou: "Quando vamos nos conhecer pessoalmente?" E eu: "Que tal amanhã?" A sugestão foi casual, naquele momento, mas quando ele me disse que estaria a poucas quadras de onde eu estou, acreditei que o encontro talvez estivesse programado pelo destino. Combinamos para o almoço de sexta. Sob sol escaldante e ardido, decidi caminhar até a famosa esquina da S João com a Ipiranga, onde "tudo acontece". Quase chegando lá, rebentou uma tira da minha sandália. Encostei numa casa de artigos para surfistas e ajeitei um remendo com sylver tape. Deu pra caminhar até uma loja de calçados, na Ipiranga, onde comprei uma havaiana preta da Giselle. Não era a melhor opção, mas pelo menos era meu número e custava 18 reais. Voltei ao local combinado e apertei os olhos para localizar um moreno-claro (assim mesmo, com hífen) de 1,80, cabelos e olhos castanhos, que fosse atlético. De repente, uma pessoa, que nao era exatamente morena-clara, se aproximou de mim e se apresentou. Devo ter arregalado os olhos espantada. Nem consegui sorrir ou brincar. Ou melhor, tentei. Mas o gelo não se quebrou. Não poderia dizer que ele mentiu. Talvez o problema ali fosse semântico, sintagmático, morfológico ou antropológico. Tudo uma questão de conceitos. Mas tentei afastar os preconceitos e ser politicamente correta. Entramos no bar da moda e vasculhamos o cardápio do dia. Ele havia me dito que não comia carnes nem aves. Ah, sim! Confesso que me animei em conhecê-lo impressionada com o texto conciso, elegante e rápido, além do fato de ele ter se apresentado como médico. Disse que veio a Sampa fazer uma pós em saúde pública. O fato de ele ser médico carioca, sem óculos, barba ou bigode, me pareceram descrições suficientes, a ponto de nem pensar em questionar maiores detalhes. Desajeitada no meu novo calçado, acelerei os passos para acompanhar o meu atlético amigo até outro restaurante, à procura de uma refeição a base de peixes. Embora eu quisesse seguir até um japonês na Vieira de Carvalho, meu amigo insistiu em optarmos pelo bufê de um hotel tradicional, onde também não havia peixes incluídos. Ele conversou com o maitre, que foi providenciar um salmão grelhado, sem cobrança extra. Nada demais, considerando o que cobravam. O bufê era extremamente pobre, mas pelo menos as folhas pareciam fresquinhas e a beterraba estava cozida no ponto. Os molhos eram razoáveis e a batata souté era saborosa. Foram únicas coisas que comi pois o filé ao molho madeira me pareceu uma outra carne maquiada com papaína demais. Tentei ser simpática. Puxei papo sobre o trabalho dele, mudanças, instalações de apartamento, etc. A tudo, vieram respostas corretas, porém monossilábicas, nos intervalos entre garfadas. Pudera... ele devorou três pratos e duas sobremesas! Quando minha filha tocou o celular e eu sugeri a ela que procurasse 5 a Sec para cuidar das fardas, ele se interessou pelo assunto, me perguntando como funcionava o sistema. Disse que ainda não comprou tábua para passar e enfrentava problemas com roupas. Além disso, precisava adquirir eletrodomésticos, monitor para PC, etc, para equipar a nova moradia. Estranhei que ele cuidasse pessoalmente da roupa bem passada que trajava. A calça social era bem vincada e até mesmo a camisa pólo dava impressão de ser engomada. Intrigada com a estranha transferência de cidades, perguntei a ele se era funcionário federal. Só então, me contou que era do exército. Oficial médico. Terminado o almoço, ele me disse que pretendia ir ao Ponto Frio. E eu: "Então, vai por aquela rua que chega lá. Eu vou pra aquele outro lado!" Do mesmo modo que nos cumprimentamos, nos despedimos. Com um aperto de mão e beijinho distante no rosto.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Leitura sem reply

Definitivamente, não posso compreender pessoas que recebem e-mails e não se dão ao trabalho de escrever ao menos uma linha!
Ontem perdi a paciência e quase me descontrolei com a Alice. Tadinha... Tenho de ser mais compreensiva, tolerante...

Em compensação, senti-me às boas em relação à Lúcia. Finalmente ela se tocou que tem que cair fora do namoro com o coroa problemático. Senti-me aliviada por conseguir expressar minha opinião a respeito dessa relação sugadora. A simples menção do nome dele me causava mal-estar. Esquisito, né?

Falando novamente da ervilha que é este mundo... Ontem, comecei a conversar com um advogado que estudou em minha cidade natal. Engraçado ouvi-lo citar as "autoridades" que lá conheceu. Isso foi depois de mencionar que nasci lá. Foi a única informação que passei a ele ainda mais quando revelou que ia ver um cliente no cdp B e l ém... Eu, hein? Vai que seja advogado do Pcc. Já imaginaram?

Conheci também um "filósofo". A certa altura, percebi que quis me escandalizar falando de sua paixão por Marquês de Sade e outros autores "eróticos". Ah, ah, ah... E ele justificando que não se trata de erotismo vulgarizado. A figura nem imagina o que eu conheço nesse plano. Incrível o preconceito que as pessoas têm contra o que se chama de pornografia. E também a postura masculina diante de nossas colocações. Poucos conseguem ser honestos.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Em frente!

"A esperança é irmã do desejo."

Frase brilhante de Cláudio Costa, do Pras Cabeças

Desde ontem, quase que sou atacada pelo desânimo e aquele friozinho na barriga. Levanto, sacudo e vou em frente. "Cair sete vezes, levantar-se oito" - é outra frase do qual procuro me abastecer.

Nada como um bom texto, uma boa música, belas fotos que os amigos nos enviam para levantar o astral!


domingo, janeiro 29, 2006

Ah, os astros...

Rita (que nasceu na cúspide) achou enigmático o nosso horóscopo:

"É ai dentro, no centro do seu corpo, e na interioridade da sua casa, na intimidade de suas emoções, no osso da sua alma que se desenrolará, a partir de hoje, um cenário cósmico, que revelará informações preciosas. È Aquário, que alavanca mudança interna; algo se romperá dentro, para atar lá fora."

O que será que vai acontecer?

Estou me sentindo esquisita...