segunda-feira, agosto 28, 2006

oh, vida.. oh, dor!

Hoje tô triste, tô chata... Perdi o pudor, vou falar disso mesmo. Fazer o que?
Estava me preparando pra contar que morreu uma velha amiga, quando vou ao msn, e abordo a Lúcia. Pergunto se ela está bem. E ela: "mais ou menos". E em seguida: "tivemos uma perda na família..." Cinco infindáveis segundos de suspense... E ela me revela que quem morreu foi um primo dela, de 51 anos. Quase contemporâneo meu, passou pela mesma faculdadade que eu dois anos antes de mim. Eu o conheci há uns 15 anos, quando estava iniciando meu processo de informatizaçao. Ele era da turma do Ventura (lembram?) e tinha um birô de editoração bem ali no largo do Paissandu.

Não chegamos a ser amigos. Mas fiquei muito triste. Parecia um cara bacana. Solteiro, morou apenas alguns anos com uma mulher que já tinha 2 filhos crescidos...
A outra amiga, eu a conheci em 69, ano em que comecei meu curso ginasial... E ela era uma jovem mamãe, já com 3 filhos aos 26 anos. Era linda e os filhos eram lindos. O marido também. Morando no mesmo bairro que a minha irmã ao longo de mais de 40 anos, mantivemos sempre contatos nas ocasiões importantes... Tantos casamentos, aniversários, funerais...

Não chorei por eles... mas fiquei tristinha o dia todo e sem vontade ou coragem de falar desses acontecimentos pra ninguém. Ou melhor: tentei contar pra um amigo. Mas acho que ele nao estava muito interesado em me "ouvir", visto que ele mesmo já passou recentemente por situações bem mais tristes do que perdas de amigos distantes.

sábado, agosto 19, 2006

Preocupaçoes à toa


Quantas e quantas vezes me preocupei coom pessoas que penso que estao sozinhas e desprotegidas?

Não poucas vezes cheguei a telefonar para algumas delas diante do sumiço de alguns dias. Aí, de repente, eu fico na minha uns dias.. em silêncio, por nao terer nada muito especial a dizer e aí? Que acontece? Silêncio total, nem um e-mailzinho de igual preocupaçao me perguntando se está tudo bem comigo. Pois é... Chato isso, né?

Na verdade, meu distanciamento em relaçao a algumas pessoas ocorreu devido a desencontros, problemas de horário e também porque estou tratando de uns assuntos meio sigilosos em boa parte do meu tempo. Mas, droga! Eu bem que ficaria feliz se algumas pessoinhas que se dizem tao amigas se preocupassem comigo!

Bom.. Esses sao pensamentos de uma fria e chuvosa tarde de sábado. Sem programa interessante, sem um livro pra fazer e nem mesmo trabalho pra botar em ordem. Acho que vou dormir.

domingo, agosto 13, 2006

blog anônimo.

Kate disse: "Ando pensando seriamente em criar outro blog. Temo que o filtro desse esteja grande demais. Penso em escrever um monte de coisas e daí me dou conta de que não posso, não devo, poderia ser perigoso, etcetera. Mas duvido que eu conseguisse manter um blog anônimo, ou com pseudônimo."

Consegue sim, menina!
Mas não comece a revelar novo endereço para pessoas de quem vc vai falar e que não podem saber das suas idéias.. Aí, vai começar tudo de novo! eh, eh, eh!

5 anos

Pois é, eu também pensei muitas vezes em começar outro blog. Pensei em detonar este, pensei em salvar novamente tudo que tenho aqui.

Este blog fez cinco anos e eu nem me dei conta. Só depois que passou o dia, percebi. Mas aí, continuem com preguiça de escrever...
Problema é que na hora em que as idéias passam pela minha cabeça, estou longe do computador. Depois, quando venho pro pc, tenho montão de outras prioridades.

Também queria escrever sobre minhas últimas preocupações, mas aí a coisa é mais complicada.
Pior é que conto algumas dessas idéias pros amigos e também esses não me entendem... ou melhor, entendem tudo errado. Então, chego a pensar que o que eu escrever aqui também será mal-interpretado. Ou seja: estou em pleno auge da crise de comunicação!

Só isso.
Pelo menos acho que não é crise existencial.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Dia dos Pais

Essa data foi triste pra mim durante alguns anos. Depois, indiferente... Agora, encaro de um jeito diferente, sobretudo com lembranças de meu pai. Hoje, eu acho que esta é a melhor homenagem e presente. Rememorar as tantas coisas legais que tive com meu pai.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Mundo da arte

Fui hoje ao Masp. Especialmente para ver Degas.
Não sei quantas vezes estive lá, nas mais variadas companhias.
Sempre que retorno, penso em todas essas pessoas... Todas especiais para mim. Foi segundo passeio ali com a pessoa que me acompanhou hoje. Da outra vez, fomos ver Aldemir Martins, antes da sua morte. Ah, a mostra de Aldemir eu vi mais de uma vez, em companhias diferentes, com 15 dias de intervalo. Daquela vez, eu ainda não me sentia tão à vontade como hoje, para falar de todos assuntos do jeito que eu penso. Ainda bem que não foi a exposição de hoje, com aquelas loucuras de Picasso sobre o voyeurismo de Degas. Confesso que gostei especialmente daqueles rabiscos. Uns a lápis e outros nos inconfundíveis, geniai, ultrafinos e rapidíssimos traços a bico de pena.
Também penso em algumas pessoas que convidei e nunca foram ao Masp comigo... Sei lá porque aquele lugar me atrai tanto. Fora o prédio, os quadros e esculturas, gosto das pessoas que transitam por ali. Gosto do Trianon e também do vão livre. Fiquei relembrando as apresentações musicais. E também pensei no garoto que pulou dali para a eternidade, o estudante de Medicina.

agosto

Pelo menos nao teremos Sexta-Feira 13 neste mês. Menos mal. Mas, sai pralá, superstiçao e paranóias! Afinal, acontece de tudo em todos meses do ano. Teve 11 de setembro, o tsunami.. acho que foi em janeiro, e assim por diante!

Discutir certos temas, eu digo sempre: só com quem concorda com a gente! Falo daqueles tabus de sempre: futebol, religião e política. Como eu nao falo de futebol e religião é uma incógnita pra mim, resta a política. Ontem quase briguei com 2 pessoas por causa desse assunto. Estou estressada com os últimos acontecimentos. Mas uma coisa é certa: PT é f...! Não dá pra conversar com quem é desse partido. Sem exceçao. Assunto encerrado.

sábado, julho 29, 2006

Encontro das Estrelas

Hoje é o dia. Não sei se o dia exato, mas o que o comércio oriental de SP escolheu para celebrar o encontro das estrelas, no Festival Tanabata. Escrevemos nossos pedidos em tiras coloridos de papel, para serem pendurados nos bambus que adornam as ruas do bairro da Liberdade.
Este ano, levarei os papéis prontos de casa.
Quase sempre tenho os meus pedidos atendidos. Por isso, aproveitarei este ano para pedir muito pelos amigos. Sobretudo pela saúde das pessoas que vivem momentos de apreensão com seus familiares.
Ah! Mas não pensem que abdiquei dos meus pedidos feitos em tiras rosas e vermelhas. Claro que não faltarão papéis amarelos, verdes e brancos. Muitas coisas mudaram no último ano. Pedirei para que mudem mais e eu continue sonhando e acreditando no encontro das estelas!

sábado, julho 22, 2006

amigo virtual

Na quinta-feira me animei a ir conhecer uma pessoa com quem falava pela Internet. O cara parecia ter bom humor, presença de espírito e cultura. Era instigante e achei-o boa pinta. O que me escapou é que a foto era de 2002. Nossa, como 4 anos pesam depois dos 50!
Então, o encontro foi monótono, efadonho... completamente sem nexo! Perdi assim uma tarde, ingerindo calorias a mais, por conta de dois chopes fora de hora.
O que eu esperava? Me distrair em boa companhia.

O programa deve ter sido pior pro coitado, que percorreu 150km. Depois daquela tarde, mais nenhum sinal de vida. Chato.

segunda-feira, julho 17, 2006

Perdi o post de ontem

Que pena!
Contava mais um sonho estranho.
Tive quase a certeza de ter visto o texto postado, mas ao abrir hoje, vi que sumiu.

Como escrevi, consigo me lembrar de algumas coisas.

Uma de minhas vizinhas, a Therezinha (ela é leiloeira rural e vive viajando pros lados do MA) veio com um recado e um cartão. Quem mandou foi meu amigo Li, que está agora no Tocantins, em expedição de férias pelo Araguaia. No sonho, ele me mandou um cartao de visitas com foto dele, dizendo pra eu lhe telefonar pois estava num hotel 5 estrelas, com opçao de receber ligaçoes pelo 0800. O número terminava com vinal 45 (será que é melhor eu jogar no bicho? Na dúvida, vou fazer isso na quarta). Nesse cartao, ele vestia uma camisa cor de beterraba. Sei que telefonei em seguida, mas nao me lembro o que conversamos.
Em outro flash, tratei de vender uns utensílios velhos da minha cozinha pra essa vizinha. Tinha panelas bem velhinhas, de fundo queimado, etc.. Mas ela quis levar assim mesmo.


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Acabei não contando um lance esquisito que me aconteceu na minha ida à 25.
Depois que saímos do pedaço (eu e mina amiga Alice), tomávamos água num bar do Anhangabaú quando fui olhar as horas no meu celular e percebi uma ligaçao perdida. Curiosa que sou, não pude deixar de retornar. Achei que era um velho amigo da minha cidade, que ficara de vir a SP naquela sexta (depois falo dele).
A voz feminina que atendeu disse-me que foi ela quem ligou, à procura do próprio aparelho que perdera na sala onde estava. Perguntou meu número e disse que o dela era parecido. Acrescentou que era do Shopping Oriental (nome oficial do shopping maior da 25), de um "escritório de representação". Porém, nao soube repetir o próprio número. Parecia natural ao perguntar às pessoas em volta. Antes da resposta, a ligaçao caiu.
Em tempos de paranóia, fiquei muito encucada com essa incrível coincidência. Como é que alguém liga pro meu celular - por engano - bem de um lugar em que estivera há poucos minutos?

sábado, julho 15, 2006

Inverno quente

Muitos dos meus amigos com quem converso bastante pelo msn e troco e-mails com frequência saíram de férias agora. Sorte deles, que podem aproveitar este calor que já se torna rotina no inverno paulista.

Ontem, embaixo de sol, tempo seco e calor, fui novamente encarar a 25 de março. Desta vez, atrás de botões pras minhas blusas de lã. Descobri um quarteirão onde nunca estive nos últimos anos. Tem vários bares e restaurantes que vendem comidas árabes e muuuitas casas de aviamentos. Botões em especial. De todos os tipos, cores e formas. Optei por uma loja pequena que permitia comprar quantos quisesse, colocando em minicestas semelhantes as que usamos em supermercados.

Naquele mercado persa, não há como nos concentrarmos apenas no que a gente foi comprar. É por isso que só me aventuro a ir lá quando disponho de tempo. Valeu o "passeio". Me distraí e cansei bastante, sem exagerar no consumo. Mas fiquei tentada com minieletrodomésticos que vi perto da Pagé. Processadores, jarras elétricas, mixers, ferros de passar, entre outras coisas. Tudo muito barato. De quebra, parei numa loja da Bauducco, no metrô S Bento e me abasteci de guloseimas.

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Dormi à tarde e tive um sonho diretamente ligado com os últimos acontecimentos. Pouco antes, havia comentado sobre uma de minhas sobrinhas, que está grávida. Eu ainda não a vi de barrigão. No meu sonho, ela apareceu aqui em casa, bem barriguda, vestindo um macacão de jeans clarinho. Vieram também meu irmão, pai dela, minha cunhada e outros irmãos dela. Fui acender a luz da sala e não acendeu. Tentei outra e nada. Meu irmão comentou que era comum isso acontecer na casa dele: várias lâmpadas se queimarem uma atrás da outra. De início achei que era algum problema na instalação elétrica. O computador estava ligado à Internet e funcionando normalmente. De repente, olho pela janela e vi que a cidade estava às escuras. Era o blecaute ameaçado pelo PCC. Mas, vejam só... Eu tinha um no-break e fiquei acompanhando as notícias pela Internet. Sem luz e sem tv, sem possibilidade de descer 14 andares pelas escadas, fui buscar cobertores pro pessoal tirar um cochilo na sala. Fazia muito frio.

sábado, julho 08, 2006

Acabou...

...a novela!

Que droga, que sensação de frustração!
A melhor parte é sempre a expectativa.
Isso acontece em várias outras coisas...

Este inverno seco e quente tá me deixando cansada, de nariz seco.
Ontem, andei de meio-dia até seis da tarde, sem parar. Ui, minhas pernas! Ajudando minha filha a fazer compras. Adoro isso: comprar, gastar!

segunda-feira, julho 03, 2006

futebol e etc

Nunca fui de ligar muito para futebol, embora tenha crescido em uma família de muitos irmãos, cuja casa até sediava times. Tínhamos campo improvisado no sítio e cheguei a participar de algumas partidas quando criança. Joguei na linha alguams vezes, mas quase sempre, me deixavam no gol.rsrsr...
Unica vez que vibrei foi na Copa de 70. Naquele ano, ao som de "Eu te amo, meu Brasil", saímos em "corso" pela minha cidade. Acho que tivemos uma boa safra pois haviaalguns veículos zero em casa. Aproveitamos para desfilar com eles muitas vezes.

Com o passar do anos, entretanto, fui me acostumando a ver outros aspectos dos jogos. O que se passava ao redor do campo... Pelos sinais, já imaginava que a seleção do Brasil não chegaria à final. Pensei que disputássemos pelo menos a semifinal. Mas a apatia, a empáfia, a soberba, a falta de envolvimento, comprometimento, acabaram por falar mais alto que os 180 milhões de eiros. Ou não? Será que Juca Kfouri é que falou certo? Não interessava à CBF...

Sei lá o que houve. Só sei que fiquei triste. Tenho pena, sobretudo, dos camelôs. Há umas 2 semanas estive na 25 de março e fiquei espantada com tanto entusiasmo. Agora... aqueles tecidos verde-amarelos nem pra pano de chão servirão! E o prejuízo, a esperança de alguns trocados a mais. Que tristeza...



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Não contei da festa junina da semana passada. Justamente porque ainda nao me recuperei. Ui, minhas costas, ui, minhas pernas, ui minhas bochechas! Ah.. as bochechas ficaram assadas, nao sei se da fogueira ou do frio lá do alto da Cantareira.

sábado, julho 01, 2006

sonho com sosia do ministro

Estava com visita em casa. A família de uma amiga, aquela que está há quase dois anos na China. Só que no sonho, ela ainda tinha criançaspequenas, mais ou menos como há uns 10 anos. Eu havia preparado uma bacalhoada, do jeito que ela adora. Mas era só de bacalhau, cebola, batatas e cenoura. Saí para procurar pimentões e mais algum outro prato pronto pra complementar nosso almoço. Fui procurar uma rotisserie. Depois da compra, quando retornava para casa, encontrei um conhecido carregando muitos livros e revistas. Era a cara de um sujeito cuja foto vi na Internet há alguns anos, e que nunca o vi pessoalmente.Não me lembro do nome dele, mas me recordo bem das circunstâncias do nosso papo. Ele trabalhava na região do Anhangabaú. No sonho, ele me falou que estava numa pior e iria vender aquelas publicações, numa tal"operação verão". Me pediu ajuda. Precisava falar sobre aquelas obras de arte e não tinha menor idéia. Folheei os livros, na verdade, álbuns. Eram em papel com textura e alguns tinham traços a lápis que pareciam originais, iguais aos de um desenhista alemão muito conhecido, mas que esqueci o nome agora. De repente, olho para trás e vejo um japonês de vasta cabeleira e olhos muito pequenos, vestido de terno cinza. Era a cara do Koizumi. Dirigi-me a ele em japonês, meio sem graça porque ele me viu de papo estranho com o vendedor de livros. Expliquei a ele do que se tratava e que o rapaz passava por necessidades. Em seguida, complementei a explicação dizendo que fiquei olhando para ele pois se parecia muito com um de meus irmãos. Aliás, sempre achei que meu irmão lembra vagamente o ministro, de longe, o mesmo tipo físico e os cabelos quase brancos. O sujeito se interessou, examinou os livros e comprou-os quase todos. Fez as contas e um cheque, perguntando antes qual banco o vendedor preferia. Eu o ajudava a se comunicar, traduzindo. Mas, de repente, descobri que ele era nissei e até conhecia um ex-chefe meu, também nissei. Aí ficamos fofocando sobre o cara. E ele me mostrou a conta: total de R$3,999,oo. O valor estava escrito a lápis na página de um dos livros. Acho que o sonho parou por aí...

PS: O desenhista autor do livro do sonho era Steinberg. O cara não é alemão. É norte-americano nascido na Romênia, segundo Wikipédia. Será?

quarta-feira, junho 28, 2006

Frio

Todo ano é a mesma coisa. A gente sabe que ele vai chegar certo dia. Mas nunca estamos suficientemente preparados. Aí, justamente quando esfria, descobrimos que não temos nenhuma roupa adequada pra um programa especial. Que nada nos serve! Vou aproveitar para separar mais algumas roupas pra campanha do agasalho, que parece que está completamente órfã este ano. Pelo jeito, nao temos uma primeira-dama, entre outras coisas... Brrr!

Ontem comprei novas lãs. Fui a uma casa na rua da Graça, chamada PortFio. Fiquei babando com os lançamentos do ano, sem falar nos fios importados da Argentina, Itália e Uruguai. Estou tentada a buscar um que vi só depois que tinha feito a escolha, optando pela Botoné, da Pingouin. Tô com maior coceira de aprender a mexer com tear. É que acho aquele treco maior trambolho... Mas vi uns trabalhos prontos e gostei. Droga! Devia ter começado antes. Se tivesse, estaria com algumas novidades prontas! Tinha desistido, mas agora deu tb vontade de fazer um bolero. Tô bolando como vou fazer com opçao pra esticar depois, quando passar a modinha.


* * * *

Esta noite dormi pouco e tive um porção de sonhos estranhos. Ou melhor, como o sonho foi picado, me lembro de vários flashs. Um deles foi com Ariranha, um carinha que conheci há uns 5 anos pela net e que deletei há uns meses do msn. Por que o deletei? Porque ele tá sempre on e toda vez que falo com ele, tá ocupado. E toda vez que ele fala comigo é pra me pedir um favor. Pois no meu sonho, ele tinha descobrerto que eu o apaguei. rssr.
O último sonho foi com minha mãe. Eu era adolescente e briguei com ela porque cheguei em casa e ela estava doente, de cama. Não me recordo das palavras, mas no sonho sei que fui muito dura com ela. Acordei e fiquei aliviada ao constatar que não foi nada disso.
A volta desses pensamentos tem tudo a ver com minha conversa com Alice sobre a mãe dela...

* * * * *

Nossa, foi muito estranho. Retomei ontem contato com um passado que pareceu muito, muito distante. Recebi e-mail do Carioca. Respondi sem mágoas, numa boa. Gostei da conversa. Falamos de nossas vidas, sem trocar farpas. Aí, baixou curiosidade de saber mais coisas que não perguntei pra ele. Nada como o orkut e as pistas que ele nos dá. Levei um susto ao olhar fotos de pessoas da família dele. Aproveitei pra espionar famílias de outras pessoas conhecidas. Incrível a visão "oficial" que apresentam e a realidade! Só conferindo aquelas que conhecemos.

segunda-feira, junho 26, 2006

travessuras

Peguei outra gripe. Terceira da temporada. Não sei a causa da minha queda de resistência. Ou melhor, nem sei se é gripe ou rinite.
No sábado, resolvi desentocar assim mesmo.
Acordei meio febril, o nariz fechado. Mandei um benegripe + descon + afrin... e fui pra farra!
Aceitei a proposta de um amigo para comemorarmos a vitória do Brasil. Topei o desafio de me vestir de verde e amarelo para umas brincadeiras na rua. A pé e no trânsito. O dia começou com jeitao de inverno, mas logo o sol subiu firme e forte. E eu de blusinha de lã amarela, saia de couro verde (garrafa) e botinha. Tentei agasalhar as pernas com uma meia presa a uma cinta-liga, mas nao deu certo. As meias, de tamanho médio, ficavam marcando minha coxa e ameaçavam deslizar canela abaixo. Em uma loja onde meu amigo foi comprar uns componentes eletrônicos, percebi pelo menos um olhar intrigado. Confesso que fiquei tentada a desviar a programação, mas resolvi nao mudar o script original. Seguimos em frente, com travessuras no meio da rua, com eventuais apalpadas. Como sempre, ele já havia escolhido o roteiro e os cenários seguintes. Fico impressionada com pessoas que estudam o mapa. Depois de uma rápida tomada pela marquês de S Vicente, concluímos a performance num ambiente pretensamente tailandês. Os móveis eram de bambu, com detalhes em sisal e/ou juta. Dois andares, lembrando cabana do Tarzan. Tinha colchão d´água e cama comum, um em cada andar. Mas nem experimentamos. O banquete foi na mesa mesmo. Meio frio e dolorido. Mas valeu a pena a degustação... Dali, resolvemos esticar para um restaurante grego, saborear aquele pratinho tao divulgado na novela global. Aí, de repente, um contratempo. Não é que os tais componentes ficaram lá no meio dos bambus? Provavelmente caíram do bolso na hora em que as vestes foram jogadas de qualquer jeito sobre um vaso. Retomamos aos cenários do encontro matinal. Ruas completamente tomadas por compradores de final de semana. Mal dava para transitarmos a pé. Desviando da multidão, acompanhei aquele paulistano em meio ao rush, correndo contra o relógio. Sol forte, calor e eu de blusa de lã. Me perdi apenas umas duas vezes e acabamos a manhã com chopes e bolinhos de bacalhau lá no bar do Leo, um point badalado ali do pedaço. Ah! A performance na mesa tailandesa rendeu algumas fotos interessantes. Pela primeira vez me vi de um novo ângulo. Até que a visão não é tao ruim a ponto de me constranger. Confesso que gostei do resultado. rsrsrs.

segunda-feira, junho 19, 2006

Sabia....

...que a qualquer momento, ao clicar no link ao lado, daria com um "no found". Ele há havia avisado. Mas juro que pensei que desta vez pudesse ser um blefe. Pena. Depois de tantas vezes, ainda não compreendo por que ele faz isso! Do mesmo modo, Luiz não deve entender como eu posso ficar aqui, do mesmo jeito, no mesmo endereço, depois de tanto tempo! Principalmente com tão longos períodos em nada de interessante para escrever...

O motivo de minha ausência poderia ser aquele que alego vez em sempre: para evitar choros, lamúrias, tristezas. Não que isso seja ruim. Confesso que algumas lamentações me deixam bem. De repente, leio aquele rosário e penso que eu sou de fato uma pessoa feliz. Sim, eu sou mesmo! Mas desta vez, só não escrevi porque estou entretida com outros afazeres e não acho nada engraçado para registrar.
Estou às voltas com minhas terapias de inverno: tricô e costura! Depois de me aventurar pela 25 de Março, passei o feriado trocando capas das almofadas. Usei a MiniSinger e o resto, fiz a mão. Me animei a costurar depois que visitei a mostra de roupas de minha amiga de Muzambinho. Incrível como uma roupinha bem costurada a mão pode ficar graciosa. Fiquei encantada com os pespontos regulares e bordados que ela projeta. Simples costuras. Agulhadas certeiras em material adequado. Também me lembrei dos trabalhos da minha mãe, do quimono que ela me deu na véspera de sua partida. Pontos minúsculos, completamente invisíveis. Difícil de acreditar que tenham sido a mão. Mas eram assim as delicadas vestes de seda de antigamente. E minhas almofadas em matelassé de cetim ficaram perfeitas!
Saudosa, me recordo novamente de minha mãe... No início da década de 70, quando nos mudamos para a cidade, ela foi fazer corte e costura. Quem dava aulas era uma freira, a irmã Brigite. Às vezes acompanhava minha mãe, meio contrariada. E acabava me entretendo com novos pontos de tricô e também a ajudava a montar amostras de acabamento. Nosso "caderninho" de amostras foi o mais perfeito. Desde aquela fase, tive maior aversão por costura. Entretanto, agora me descubro com incrível habilidade para essa arte. Deve ser a idade...

terça-feira, junho 06, 2006

Quase 5 anos de blog!

Só agora, quando vi que Luiz está prestes a detonar novamente o blog dele, o Esquindolelê, me dei conta de que no final de julho, o Soumaiseu fará 5 anos. Tá certo que tenho longos períodos de inércia e esses períodos andam muito longos, mas... Não sei por que, nuncam e deu vontade de sumir com tudo que tenho aqui. Confesso que de vez em quando abro algum post aleatório, lá atrás, e às vezes é difícil acreditar que fui eu mesma que escrevi. Mas acho isso interessante. Maluquice? Na certa que sim. Afinal, eu escrevo aqui pra mim mesma, acima de qualquer coisa!

segunda-feira, maio 29, 2006

Um novo dia

Respirar fundo e seguir em frente. Ficarei bem!

Estes e-mails resumem o que eu passei nas últimas semanas.

Escrevi pra minha amiga de infância:

"Você foi discreta e continuou presente com sua presença amiga. Quero ressaltar que isso foi muito importante para mim. Não imagina o quanto me estressei e me aborreci com os inconvenientes de plantão... Teve uns amigos de toda hora que de repente sumiram. Me ligavam todos os dias ou conversavam pelo MSN.. De repente, ficaram em silêncio. Teve também pessoas que nao me contatavam há anos e inventaram de ligar como quem nao quer nada. Tudo me encheu... Independentemente dos acontecimentos, minha principal preocupaçao nesses momentos foi com o bem-estar de todos, a tranquilidade, o equilíbrio e a manutenção da integridade física, moral e psicológica. Situaçao difícil quando temos tantas pessoas da mesma família envolvidas com tema tao complexo."


E ela:

"... bem que imaginei a gde confusao que ia ficar com tudo que acompanhei pelo noticiario, nao citarei nada via e-mail, nem por tel. pq eu nao confio em nenhum tipo de comunicação. Nao se preocupe pq graças a Deus mesmo sem o diploma universitario e pertencente a classe (povo) nao sou hipocrita e nao acredito na midia manipulada, e ja tirei todas as conclusoes possiveis e impossiveis espero de coração que o teu irmao tenha muita força p/poder passar por cima de tudo e sei que ele vai conseguir mesmo sabendo que nao é facil , mas ainda temos a lei Divina, e qto a tua filha entrega nas maos de Deus pq nao adianta vc ficar preocupada as criancas crescem e vao seguindo seu proprio caminho e vc queira ou nao tera que deixar ela tomar seu proprio rumo. E outra coisinha , mesmo sem nos ver há quase 40 anos eu os carrego dentro do coração . "

quarta-feira, maio 24, 2006

Finalmente...

..criei coragem e cortei o cabelo.

Tá completamente repicado... Curto em cima e, nas laterais, na altura da orelha. Na nuca tem um rabicho de um palmo. Gostei do resultado!

Fomos ontem, Alice eu, no salao da Galvao Bueno, na Liberdade. Depois, passei no Ikesaki e comprei henna, creme e xampu, pra fazer manutençao no novo visual. Almoçamos naquela casa de lámen, na mesma rua e fuçamos as lojas de quinquilharias domésticas. Como estava em clima de gastança, fiz a extravagância de investir 99 reais numa garrafinha térmica de aço escovado, pra viagem. Muito boa a garrafa. Já testei de ontem pra hoje. Eu nao sou muito ligada em garrafas térmicas. Prefiro esquentar café ou chá na hora, no microondas. A garrafa é pra minha filha.

Fazia um bocado de tempo que nao me dava direito a comprar uma inutilidade pra ela. Ao ler o blog da minha amiga Mitia, ou melhor, o que ela escreve sobre as travessuras e descobertas da filha dela, de 5 meses, me lembro daquela minha fase. Vinte anos se passaram! Aí, me lembro também de quando minha irmã e meu cunhado foram ao Japão com a mãe de meu cunhado. Na época, ele tinha uns 60 anos e a mãe dele, perto de 90. E ainda ela dava broncas e fazia recomendações, como se ainda fosse criança. A gente se cansa de ouvir esse papo, de que para as mães os fihos serão eternamente crianças, mas custamos às vezes a perceber o quanto às vezes somos ridículos!

Acho que já falei aqui que eu só me senti passando para o outro lado, o das mães, depois que minha mãe morreu... Acho que é assim mesmo. Enquanto elas estão perto da gente, ficamos no papel de filha. Aí, de repente, já passada da idade, me vejo obrigada a ser finalmente adulta! Será que consigo?


Trecho de e-mail que recebi hoje de uma amiga que mora em Mu zam binho:

"voce diz do coracao apertado.....e o que venho sentindo constantemente com a situacao politica, social, educacional, cultural, ambiental...do nosso pais as vezes acho que o problema sou eu, ja que fiquei quinze anos ausente daqui...fico indignada com a falta de palavra, respeito, responsabilidade das pessoas
aqui em Mu zam binho estou há pouco mais de 2 anos e meio para exatamente sentir de perto uma das facetas de artesaos... tem sido uma grande experiencia de vida, ao mesmo tempo em que entendo por que o Brasil e esse pais sem planejamento....às vezes as lagrimas rolam sem parar ao ver tanta ignorancia, mentira, materialismo..."

Também tenho dias em que lágrimas rolam sozinho. Mesmo assim, continuo otimista e esperançosa!