Para quem nao sabe, BLOG é um diario online. Vida secreta de uma quarentona sem ataque de nervos. PS: Era quarentona, quando comecei. Agora, sou cinquentinha. * * * * Pomba Enamorada, é personagem-titulo de´conto/livro de Ligia Fagundes Telles, que dança uma vez com um sujeito em quem fica pensando durante 25 anos. ******* amanary@gmail.com
segunda-feira, agosto 28, 2006
oh, vida.. oh, dor!
Estava me preparando pra contar que morreu uma velha amiga, quando vou ao msn, e abordo a Lúcia. Pergunto se ela está bem. E ela: "mais ou menos". E em seguida: "tivemos uma perda na família..." Cinco infindáveis segundos de suspense... E ela me revela que quem morreu foi um primo dela, de 51 anos. Quase contemporâneo meu, passou pela mesma faculdadade que eu dois anos antes de mim. Eu o conheci há uns 15 anos, quando estava iniciando meu processo de informatizaçao. Ele era da turma do Ventura (lembram?) e tinha um birô de editoração bem ali no largo do Paissandu.
Não chegamos a ser amigos. Mas fiquei muito triste. Parecia um cara bacana. Solteiro, morou apenas alguns anos com uma mulher que já tinha 2 filhos crescidos...
A outra amiga, eu a conheci em 69, ano em que comecei meu curso ginasial... E ela era uma jovem mamãe, já com 3 filhos aos 26 anos. Era linda e os filhos eram lindos. O marido também. Morando no mesmo bairro que a minha irmã ao longo de mais de 40 anos, mantivemos sempre contatos nas ocasiões importantes... Tantos casamentos, aniversários, funerais...
Não chorei por eles... mas fiquei tristinha o dia todo e sem vontade ou coragem de falar desses acontecimentos pra ninguém. Ou melhor: tentei contar pra um amigo. Mas acho que ele nao estava muito interesado em me "ouvir", visto que ele mesmo já passou recentemente por situações bem mais tristes do que perdas de amigos distantes.
sábado, agosto 19, 2006
Preocupaçoes à toa
Quantas e quantas vezes me preocupei coom pessoas que penso que estao sozinhas e desprotegidas?Não poucas vezes cheguei a telefonar para algumas delas diante do sumiço de alguns dias. Aí, de repente, eu fico na minha uns dias.. em silêncio, por nao terer nada muito especial a dizer e aí? Que acontece? Silêncio total, nem um e-mailzinho de igual preocupaçao me perguntando se está tudo bem comigo. Pois é... Chato isso, né?
Na verdade, meu distanciamento em relaçao a algumas pessoas ocorreu devido a desencontros, problemas de horário e também porque estou tratando de uns assuntos meio sigilosos em boa parte do meu tempo. Mas, droga! Eu bem que ficaria feliz se algumas pessoinhas que se dizem tao amigas se preocupassem comigo!
Bom.. Esses sao pensamentos de uma fria e chuvosa tarde de sábado. Sem programa interessante, sem um livro pra fazer e nem mesmo trabalho pra botar em ordem. Acho que vou dormir.
domingo, agosto 13, 2006
blog anônimo.
Consegue sim, menina!
Mas não comece a revelar novo endereço para pessoas de quem vc vai falar e que não podem saber das suas idéias.. Aí, vai começar tudo de novo! eh, eh, eh!
5 anos
Pois é, eu também pensei muitas vezes em começar outro blog. Pensei em detonar este, pensei em salvar novamente tudo que tenho aqui.
Este blog fez cinco anos e eu nem me dei conta. Só depois que passou o dia, percebi. Mas aí, continuem com preguiça de escrever...
Problema é que na hora em que as idéias passam pela minha cabeça, estou longe do computador. Depois, quando venho pro pc, tenho montão de outras prioridades.
Também queria escrever sobre minhas últimas preocupações, mas aí a coisa é mais complicada.
Pior é que conto algumas dessas idéias pros amigos e também esses não me entendem... ou melhor, entendem tudo errado. Então, chego a pensar que o que eu escrever aqui também será mal-interpretado. Ou seja: estou em pleno auge da crise de comunicação!
Só isso.
Pelo menos acho que não é crise existencial.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Dia dos Pais
quinta-feira, agosto 10, 2006
Mundo da arte
Não sei quantas vezes estive lá, nas mais variadas companhias.
Sempre que retorno, penso em todas essas pessoas... Todas especiais para mim. Foi segundo passeio ali com a pessoa que me acompanhou hoje. Da outra vez, fomos ver Aldemir Martins, antes da sua morte. Ah, a mostra de Aldemir eu vi mais de uma vez, em companhias diferentes, com 15 dias de intervalo. Daquela vez, eu ainda não me sentia tão à vontade como hoje, para falar de todos assuntos do jeito que eu penso. Ainda bem que não foi a exposição de hoje, com aquelas loucuras de Picasso sobre o voyeurismo de Degas. Confesso que gostei especialmente daqueles rabiscos. Uns a lápis e outros nos inconfundíveis, geniai, ultrafinos e rapidíssimos traços a bico de pena.
Também penso em algumas pessoas que convidei e nunca foram ao Masp comigo... Sei lá porque aquele lugar me atrai tanto. Fora o prédio, os quadros e esculturas, gosto das pessoas que transitam por ali. Gosto do Trianon e também do vão livre. Fiquei relembrando as apresentações musicais. E também pensei no garoto que pulou dali para a eternidade, o estudante de Medicina.
agosto
Discutir certos temas, eu digo sempre: só com quem concorda com a gente! Falo daqueles tabus de sempre: futebol, religião e política. Como eu nao falo de futebol e religião é uma incógnita pra mim, resta a política. Ontem quase briguei com 2 pessoas por causa desse assunto. Estou estressada com os últimos acontecimentos. Mas uma coisa é certa: PT é f...! Não dá pra conversar com quem é desse partido. Sem exceçao. Assunto encerrado.
terça-feira, agosto 08, 2006
sábado, julho 29, 2006
Encontro das Estrelas
Este ano, levarei os papéis prontos de casa.
Quase sempre tenho os meus pedidos atendidos. Por isso, aproveitarei este ano para pedir muito pelos amigos. Sobretudo pela saúde das pessoas que vivem momentos de apreensão com seus familiares.
Ah! Mas não pensem que abdiquei dos meus pedidos feitos em tiras rosas e vermelhas. Claro que não faltarão papéis amarelos, verdes e brancos. Muitas coisas mudaram no último ano. Pedirei para que mudem mais e eu continue sonhando e acreditando no encontro das estelas!
sábado, julho 22, 2006
amigo virtual
Então, o encontro foi monótono, efadonho... completamente sem nexo! Perdi assim uma tarde, ingerindo calorias a mais, por conta de dois chopes fora de hora.
O que eu esperava? Me distrair em boa companhia.
O programa deve ter sido pior pro coitado, que percorreu 150km. Depois daquela tarde, mais nenhum sinal de vida. Chato.
segunda-feira, julho 17, 2006
Perdi o post de ontem
Contava mais um sonho estranho.
Tive quase a certeza de ter visto o texto postado, mas ao abrir hoje, vi que sumiu.
Como escrevi, consigo me lembrar de algumas coisas.
Uma de minhas vizinhas, a Therezinha (ela é leiloeira rural e vive viajando pros lados do MA) veio com um recado e um cartão. Quem mandou foi meu amigo Li, que está agora no Tocantins, em expedição de férias pelo Araguaia. No sonho, ele me mandou um cartao de visitas com foto dele, dizendo pra eu lhe telefonar pois estava num hotel 5 estrelas, com opçao de receber ligaçoes pelo 0800. O número terminava com vinal 45 (será que é melhor eu jogar no bicho? Na dúvida, vou fazer isso na quarta). Nesse cartao, ele vestia uma camisa cor de beterraba. Sei que telefonei em seguida, mas nao me lembro o que conversamos.
Em outro flash, tratei de vender uns utensílios velhos da minha cozinha pra essa vizinha. Tinha panelas bem velhinhas, de fundo queimado, etc.. Mas ela quis levar assim mesmo.
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Acabei não contando um lance esquisito que me aconteceu na minha ida à 25.
Depois que saímos do pedaço (eu e mina amiga Alice), tomávamos água num bar do Anhangabaú quando fui olhar as horas no meu celular e percebi uma ligaçao perdida. Curiosa que sou, não pude deixar de retornar. Achei que era um velho amigo da minha cidade, que ficara de vir a SP naquela sexta (depois falo dele).
A voz feminina que atendeu disse-me que foi ela quem ligou, à procura do próprio aparelho que perdera na sala onde estava. Perguntou meu número e disse que o dela era parecido. Acrescentou que era do Shopping Oriental (nome oficial do shopping maior da 25), de um "escritório de representação". Porém, nao soube repetir o próprio número. Parecia natural ao perguntar às pessoas em volta. Antes da resposta, a ligaçao caiu.
Em tempos de paranóia, fiquei muito encucada com essa incrível coincidência. Como é que alguém liga pro meu celular - por engano - bem de um lugar em que estivera há poucos minutos?
sábado, julho 15, 2006
Inverno quente
Ontem, embaixo de sol, tempo seco e calor, fui novamente encarar a 25 de março. Desta vez, atrás de botões pras minhas blusas de lã. Descobri um quarteirão onde nunca estive nos últimos anos. Tem vários bares e restaurantes que vendem comidas árabes e muuuitas casas de aviamentos. Botões em especial. De todos os tipos, cores e formas. Optei por uma loja pequena que permitia comprar quantos quisesse, colocando em minicestas semelhantes as que usamos em supermercados.
Naquele mercado persa, não há como nos concentrarmos apenas no que a gente foi comprar. É por isso que só me aventuro a ir lá quando disponho de tempo. Valeu o "passeio". Me distraí e cansei bastante, sem exagerar no consumo. Mas fiquei tentada com minieletrodomésticos que vi perto da Pagé. Processadores, jarras elétricas, mixers, ferros de passar, entre outras coisas. Tudo muito barato. De quebra, parei numa loja da Bauducco, no metrô S Bento e me abasteci de guloseimas.
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Dormi à tarde e tive um sonho diretamente ligado com os últimos acontecimentos. Pouco antes, havia comentado sobre uma de minhas sobrinhas, que está grávida. Eu ainda não a vi de barrigão. No meu sonho, ela apareceu aqui em casa, bem barriguda, vestindo um macacão de jeans clarinho. Vieram também meu irmão, pai dela, minha cunhada e outros irmãos dela. Fui acender a luz da sala e não acendeu. Tentei outra e nada. Meu irmão comentou que era comum isso acontecer na casa dele: várias lâmpadas se queimarem uma atrás da outra. De início achei que era algum problema na instalação elétrica. O computador estava ligado à Internet e funcionando normalmente. De repente, olho pela janela e vi que a cidade estava às escuras. Era o blecaute ameaçado pelo PCC. Mas, vejam só... Eu tinha um no-break e fiquei acompanhando as notícias pela Internet. Sem luz e sem tv, sem possibilidade de descer 14 andares pelas escadas, fui buscar cobertores pro pessoal tirar um cochilo na sala. Fazia muito frio.
sábado, julho 08, 2006
Acabou...
Que droga, que sensação de frustração!
A melhor parte é sempre a expectativa.
Isso acontece em várias outras coisas...
Este inverno seco e quente tá me deixando cansada, de nariz seco.
Ontem, andei de meio-dia até seis da tarde, sem parar. Ui, minhas pernas! Ajudando minha filha a fazer compras. Adoro isso: comprar, gastar!
segunda-feira, julho 03, 2006
futebol e etc
Unica vez que vibrei foi na Copa de 70. Naquele ano, ao som de "Eu te amo, meu Brasil", saímos em "corso" pela minha cidade. Acho que tivemos uma boa safra pois haviaalguns veículos zero em casa. Aproveitamos para desfilar com eles muitas vezes.
Com o passar do anos, entretanto, fui me acostumando a ver outros aspectos dos jogos. O que se passava ao redor do campo... Pelos sinais, já imaginava que a seleção do Brasil não chegaria à final. Pensei que disputássemos pelo menos a semifinal. Mas a apatia, a empáfia, a soberba, a falta de envolvimento, comprometimento, acabaram por falar mais alto que os 180 milhões de eiros. Ou não? Será que Juca Kfouri é que falou certo? Não interessava à CBF...
Sei lá o que houve. Só sei que fiquei triste. Tenho pena, sobretudo, dos camelôs. Há umas 2 semanas estive na 25 de março e fiquei espantada com tanto entusiasmo. Agora... aqueles tecidos verde-amarelos nem pra pano de chão servirão! E o prejuízo, a esperança de alguns trocados a mais. Que tristeza...
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Não contei da festa junina da semana passada. Justamente porque ainda nao me recuperei. Ui, minhas costas, ui, minhas pernas, ui minhas bochechas! Ah.. as bochechas ficaram assadas, nao sei se da fogueira ou do frio lá do alto da Cantareira.
sábado, julho 01, 2006
sonho com sosia do ministro
PS: O desenhista autor do livro do sonho era Steinberg. O cara não é alemão. É norte-americano nascido na Romênia, segundo Wikipédia. Será?
quarta-feira, junho 28, 2006
Frio
Ontem comprei novas lãs. Fui a uma casa na rua da Graça, chamada PortFio. Fiquei babando com os lançamentos do ano, sem falar nos fios importados da Argentina, Itália e Uruguai. Estou tentada a buscar um que vi só depois que tinha feito a escolha, optando pela Botoné, da Pingouin. Tô com maior coceira de aprender a mexer com tear. É que acho aquele treco maior trambolho... Mas vi uns trabalhos prontos e gostei. Droga! Devia ter começado antes. Se tivesse, estaria com algumas novidades prontas! Tinha desistido, mas agora deu tb vontade de fazer um bolero. Tô bolando como vou fazer com opçao pra esticar depois, quando passar a modinha.
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Esta noite dormi pouco e tive um porção de sonhos estranhos. Ou melhor, como o sonho foi picado, me lembro de vários flashs. Um deles foi com Ariranha, um carinha que conheci há uns 5 anos pela net e que deletei há uns meses do msn. Por que o deletei? Porque ele tá sempre on e toda vez que falo com ele, tá ocupado. E toda vez que ele fala comigo é pra me pedir um favor. Pois no meu sonho, ele tinha descobrerto que eu o apaguei. rssr.
O último sonho foi com minha mãe. Eu era adolescente e briguei com ela porque cheguei em casa e ela estava doente, de cama. Não me recordo das palavras, mas no sonho sei que fui muito dura com ela. Acordei e fiquei aliviada ao constatar que não foi nada disso.
A volta desses pensamentos tem tudo a ver com minha conversa com Alice sobre a mãe dela...
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Nossa, foi muito estranho. Retomei ontem contato com um passado que pareceu muito, muito distante. Recebi e-mail do Carioca. Respondi sem mágoas, numa boa. Gostei da conversa. Falamos de nossas vidas, sem trocar farpas. Aí, baixou curiosidade de saber mais coisas que não perguntei pra ele. Nada como o orkut e as pistas que ele nos dá. Levei um susto ao olhar fotos de pessoas da família dele. Aproveitei pra espionar famílias de outras pessoas conhecidas. Incrível a visão "oficial" que apresentam e a realidade! Só conferindo aquelas que conhecemos.
segunda-feira, junho 26, 2006
travessuras
No sábado, resolvi desentocar assim mesmo.
Acordei meio febril, o nariz fechado. Mandei um benegripe + descon + afrin... e fui pra farra!
Aceitei a proposta de um amigo para comemorarmos a vitória do Brasil. Topei o desafio de me vestir de verde e amarelo para umas brincadeiras na rua. A pé e no trânsito. O dia começou com jeitao de inverno, mas logo o sol subiu firme e forte. E eu de blusinha de lã amarela, saia de couro verde (garrafa) e botinha. Tentei agasalhar as pernas com uma meia presa a uma cinta-liga, mas nao deu certo. As meias, de tamanho médio, ficavam marcando minha coxa e ameaçavam deslizar canela abaixo. Em uma loja onde meu amigo foi comprar uns componentes eletrônicos, percebi pelo menos um olhar intrigado. Confesso que fiquei tentada a desviar a programação, mas resolvi nao mudar o script original. Seguimos em frente, com travessuras no meio da rua, com eventuais apalpadas. Como sempre, ele já havia escolhido o roteiro e os cenários seguintes. Fico impressionada com pessoas que estudam o mapa. Depois de uma rápida tomada pela marquês de S Vicente, concluímos a performance num ambiente pretensamente tailandês. Os móveis eram de bambu, com detalhes em sisal e/ou juta. Dois andares, lembrando cabana do Tarzan. Tinha colchão d´água e cama comum, um em cada andar. Mas nem experimentamos. O banquete foi na mesa mesmo. Meio frio e dolorido. Mas valeu a pena a degustação... Dali, resolvemos esticar para um restaurante grego, saborear aquele pratinho tao divulgado na novela global. Aí, de repente, um contratempo. Não é que os tais componentes ficaram lá no meio dos bambus? Provavelmente caíram do bolso na hora em que as vestes foram jogadas de qualquer jeito sobre um vaso. Retomamos aos cenários do encontro matinal. Ruas completamente tomadas por compradores de final de semana. Mal dava para transitarmos a pé. Desviando da multidão, acompanhei aquele paulistano em meio ao rush, correndo contra o relógio. Sol forte, calor e eu de blusa de lã. Me perdi apenas umas duas vezes e acabamos a manhã com chopes e bolinhos de bacalhau lá no bar do Leo, um point badalado ali do pedaço. Ah! A performance na mesa tailandesa rendeu algumas fotos interessantes. Pela primeira vez me vi de um novo ângulo. Até que a visão não é tao ruim a ponto de me constranger. Confesso que gostei do resultado. rsrsrs.
segunda-feira, junho 19, 2006
Sabia....
O motivo de minha ausência poderia ser aquele que alego vez em sempre: para evitar choros, lamúrias, tristezas. Não que isso seja ruim. Confesso que algumas lamentações me deixam bem. De repente, leio aquele rosário e penso que eu sou de fato uma pessoa feliz. Sim, eu sou mesmo! Mas desta vez, só não escrevi porque estou entretida com outros afazeres e não acho nada engraçado para registrar.
Estou às voltas com minhas terapias de inverno: tricô e costura! Depois de me aventurar pela 25 de Março, passei o feriado trocando capas das almofadas. Usei a MiniSinger e o resto, fiz a mão. Me animei a costurar depois que visitei a mostra de roupas de minha amiga de Muzambinho. Incrível como uma roupinha bem costurada a mão pode ficar graciosa. Fiquei encantada com os pespontos regulares e bordados que ela projeta. Simples costuras. Agulhadas certeiras em material adequado. Também me lembrei dos trabalhos da minha mãe, do quimono que ela me deu na véspera de sua partida. Pontos minúsculos, completamente invisíveis. Difícil de acreditar que tenham sido a mão. Mas eram assim as delicadas vestes de seda de antigamente. E minhas almofadas em matelassé de cetim ficaram perfeitas!
Saudosa, me recordo novamente de minha mãe... No início da década de 70, quando nos mudamos para a cidade, ela foi fazer corte e costura. Quem dava aulas era uma freira, a irmã Brigite. Às vezes acompanhava minha mãe, meio contrariada. E acabava me entretendo com novos pontos de tricô e também a ajudava a montar amostras de acabamento. Nosso "caderninho" de amostras foi o mais perfeito. Desde aquela fase, tive maior aversão por costura. Entretanto, agora me descubro com incrível habilidade para essa arte. Deve ser a idade...
terça-feira, junho 06, 2006
Quase 5 anos de blog!
segunda-feira, maio 29, 2006
Um novo dia
Estes e-mails resumem o que eu passei nas últimas semanas.
Escrevi pra minha amiga de infância:
"Você foi discreta e continuou presente com sua presença amiga. Quero ressaltar que isso foi muito importante para mim. Não imagina o quanto me estressei e me aborreci com os inconvenientes de plantão... Teve uns amigos de toda hora que de repente sumiram. Me ligavam todos os dias ou conversavam pelo MSN.. De repente, ficaram em silêncio. Teve também pessoas que nao me contatavam há anos e inventaram de ligar como quem nao quer nada. Tudo me encheu... Independentemente dos acontecimentos, minha principal preocupaçao nesses momentos foi com o bem-estar de todos, a tranquilidade, o equilíbrio e a manutenção da integridade física, moral e psicológica. Situaçao difícil quando temos tantas pessoas da mesma família envolvidas com tema tao complexo."
E ela:
"... bem que imaginei a gde confusao que ia ficar com tudo que acompanhei pelo noticiario, nao citarei nada via e-mail, nem por tel. pq eu nao confio em nenhum tipo de comunicação. Nao se preocupe pq graças a Deus mesmo sem o diploma universitario e pertencente a classe (povo) nao sou hipocrita e nao acredito na midia manipulada, e ja tirei todas as conclusoes possiveis e impossiveis espero de coração que o teu irmao tenha muita força p/poder passar por cima de tudo e sei que ele vai conseguir mesmo sabendo que nao é facil , mas ainda temos a lei Divina, e qto a tua filha entrega nas maos de Deus pq nao adianta vc ficar preocupada as criancas crescem e vao seguindo seu proprio caminho e vc queira ou nao tera que deixar ela tomar seu proprio rumo. E outra coisinha , mesmo sem nos ver há quase 40 anos eu os carrego dentro do coração . "
quarta-feira, maio 24, 2006
Finalmente...
Tá completamente repicado... Curto em cima e, nas laterais, na altura da orelha. Na nuca tem um rabicho de um palmo. Gostei do resultado!
Fomos ontem, Alice eu, no salao da Galvao Bueno, na Liberdade. Depois, passei no Ikesaki e comprei henna, creme e xampu, pra fazer manutençao no novo visual. Almoçamos naquela casa de lámen, na mesma rua e fuçamos as lojas de quinquilharias domésticas. Como estava em clima de gastança, fiz a extravagância de investir 99 reais numa garrafinha térmica de aço escovado, pra viagem. Muito boa a garrafa. Já testei de ontem pra hoje. Eu nao sou muito ligada em garrafas térmicas. Prefiro esquentar café ou chá na hora, no microondas. A garrafa é pra minha filha.
Fazia um bocado de tempo que nao me dava direito a comprar uma inutilidade pra ela. Ao ler o blog da minha amiga Mitia, ou melhor, o que ela escreve sobre as travessuras e descobertas da filha dela, de 5 meses, me lembro daquela minha fase. Vinte anos se passaram! Aí, me lembro também de quando minha irmã e meu cunhado foram ao Japão com a mãe de meu cunhado. Na época, ele tinha uns 60 anos e a mãe dele, perto de 90. E ainda ela dava broncas e fazia recomendações, como se ainda fosse criança. A gente se cansa de ouvir esse papo, de que para as mães os fihos serão eternamente crianças, mas custamos às vezes a perceber o quanto às vezes somos ridículos!
Acho que já falei aqui que eu só me senti passando para o outro lado, o das mães, depois que minha mãe morreu... Acho que é assim mesmo. Enquanto elas estão perto da gente, ficamos no papel de filha. Aí, de repente, já passada da idade, me vejo obrigada a ser finalmente adulta! Será que consigo?
Trecho de e-mail que recebi hoje de uma amiga que mora em Mu zam binho:
"voce diz do coracao apertado.....e o que venho sentindo constantemente com a situacao politica, social, educacional, cultural, ambiental...do nosso pais as vezes acho que o problema sou eu, ja que fiquei quinze anos ausente daqui...fico indignada com a falta de palavra, respeito, responsabilidade das pessoas
Também tenho dias em que lágrimas rolam sozinho. Mesmo assim, continuo otimista e esperançosa!