"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
Foi única frase que guardei de O pequeno príncipe.
Eu me lembro da frase toda vez que me vejo às voltas com uns amigos considerados "esquisitos". Às vezes eu mesma chego a ter raiva deles. Mas é raivinha mansa feito bronca com irmão ou filho. A gente fala e passa. O afeto continua, mesmo que a afinidade nem sempre seja grande.
É o que acontece com meu amigo Alfredo. Quando o conheci, ele era tradutor técnico, dirigia uma equipe especializada em uma multinacional. Aparecia de paletó e gravata na faculdade. Tinha camisa com monograma. Quinze anos mais velho do que eu, aos 35 anos, tinha a voz pausada e envelhecida, como se fosse um fumante inveterado. Passados mais 27 anos, quase nao mudou. Ao contrário, de barba e cabelo revoltos, tem um ar até mais jovial do que naquele tempo. Só os cabelos brancos denunciam a idade.
Pouco depois da faculdade, ele perdeu aquele emprego, depois de uma discussão. Foi acusado de racismo e custou a arrumar outro. Conseguiu. Entre ida ao Japao, como dekassegui e trabalho em uma estatal e revista religiosa, foram outros dois altos e baixos. Nesse interim, fui eternamente cativada quando ele deu meu nome à primeira filha. Mais dois casamentos e 4 filhos, lá está o meu amigo às voltas com uma cirurgia delicada, na coluna e na bacia. Não fala com a única irmã e a mãe vive em outro mundo, em uma casa de repouso. Parece coisa de novela. Não pensem que sao só desgraças. Tem uma jovem e dedicada esposa, mãe dos 3 últimos filhos, que cuida dele quase com veneração. Quem sabe, tudo muda na cabeça do meu amigo após a cirurgia. Para melhor.
Para quem nao sabe, BLOG é um diario online. Vida secreta de uma quarentona sem ataque de nervos. PS: Era quarentona, quando comecei. Agora, sou cinquentinha. * * * * Pomba Enamorada, é personagem-titulo de´conto/livro de Ligia Fagundes Telles, que dança uma vez com um sujeito em quem fica pensando durante 25 anos. ******* amanary@gmail.com
quinta-feira, junho 02, 2005
quarta-feira, junho 01, 2005
tirei o bode da sala
Ontem, minha jato de tinta nao ligava de modo algum. Fiquei na esperança de que fosse "apenas" a fonte. Teria de ir à caça, se confirmasse. Trouxe uma idêntica da empresa.. e nada! Dei a coitada por falecida e estava quase partindo para busca de uma substituta, quando resolvi dar um tratamento de choque com um estiletão na placa traseira. Milagre! A danada ressuscitou! Não sei até quando, mas foi um alívio. Não quero sair comprando qualquer coisa, no desespero.
Faço justiça, ressaltando que entre o meu seleto grupo de leitores constantes, esqueci de mencionar Raquel, Luís e Fernando. Há também mais alguns náufragos errantes que vez ou outra aportam nesta página. Sem falar nos esporádicos amigos reais.
Faço justiça, ressaltando que entre o meu seleto grupo de leitores constantes, esqueci de mencionar Raquel, Luís e Fernando. Há também mais alguns náufragos errantes que vez ou outra aportam nesta página. Sem falar nos esporádicos amigos reais.
terça-feira, maio 31, 2005
um superpost
Fechei o trabalho mensal antes do feriado e hoje, finalmente, posso dar-me ao luxo de colocar um "postão" aqui.
Ajudam-me os incentivos que recebi da Sula, Eduardo e Li. Ontem, tive uma conversa deliciosa com Li, que novamente me cobrou um livro.
Assim como nos jornais, as pessoas pouco falam de coisas boas. Boas notícias não vendem e nem chegam mesmo a ser notícias. Na verdade, tornam-se entediantes, repetitivas e geram desconfianças do tipo: "será que tudo são realmente flores mesmo"?.
O que aconteceu na Parada Gay foi o contrário. A mídia, de modo geral, descreveu como festa pacífica, quase sem incidentes, uma manifestação respeitosa, apenas com pontinha de de irreverência. Ai de quem se atrevesse a criticar. Perigava ser tachado de skin head, preconceituoso, racista.
Entretanto, a realidade dos bastidores não foi tão arco-íris. Houve maior confusão nos pronto-socorros da região, entre bêbados, drogados e escandalosos, que tumultuaram o atendimento da emergência. Tive a oportunidade de testemunhar uma dessas cenas ao encaminhar nosso porteiro à emergência da Santa Casa, com problema cardíaco-pulmonar.
Ando entre sonhos, devaneios e preocupações do mundo real. Entre o mundo das palavras, letras, transformações e coisas prosaicas, do dia-a-dia, como experimentar uma marca nova de arroz, fazer um prato diferente, passear pela feira. E tricô, muito tricô.Fujo da paranóia que às vezes baixa, diante de preocupações graves com ameaças sérias que nem posso descrever aqui. Mas penso, como meu irmao, sermos dotados de um escudo especial, armadura talvez herdada dos samurais antepassados. Felizmente... toc, toc, toc! Nunca fomos alvo de nada que nos atingisse fisicamente.
Ah! Claro que dou-me ao luxo de sonhar muito acordada... de curtir sentimentos que borbulham, intimidam ou encorajam...
Quanto aos sonhos que tive dormindo, transcrevo aqui um e-mail que mandei ontem pra uma amiga, a Titi, lá de Olinda:
"Tenho dormido bem... mas sonhado muito. Em particular com pessoas que morreram Ontem meu sonho foi com dona Dora, vizinha que morreu em julho do ano passado e com dona Wilma, mae de minha amiga Alice, que mora em Brasilia. Dona Dora era uma senhora judia que foi muito rica e fina. Estava doente há muito tempo e havia fraturado o fêmur direito há uns 10 anos.. e no ano passado, em abril, foi outro. Ela lia tarô, era muito intuitiva e fomos muito amigas. Nao se recuperou mais da fratura e morreu no começo de julho, de pneumonia. No meu sonho, ela apareceu bem velhinha, de pijama cor-de-rosa, numa cadeira de rodas. Muito, muito magrinha, embora de cabelos pintados. Eu fui visitá-la no apartamento onde morava e ela ficou me mostrando a cozinha, cuja reforma, feita há mais de 20 anos, deu tudo errado. Com isso, a cozinha estava desativada.( É mais ou menos o que aconteceu de verdade, só que nao sei a causa. Eles botaram o fogao na area de serviço e cozinhavam lá) Em outro flash, quase emendado ao sonho, eu visitava dona Wilma, que estava mais ou menos com a cara de há uns 20 anos. E ela tinha monte de gatos, cheinhos de pulgas. As netas brincavam com os gatos e eu as ensinei a tirar pulgas rapidinho, botando numa vasilha com água, pra nao ter que esmagá-las. ( Na vida real, dona Wilma tinha cachorro. Nunca soube que curtisse gatos, acho que os temia). Bom... a razao de eu lhe contar esse sonho agora, Titi... é que um dos gatinhos que surgiu no sonho era muito, muito parecido com o da Ana, que aparece no Orkut com o marido dela. Alias, quando acordei, eu até comentei com minha filha que nunca vi um gato daquela cor, meio "ruivo". Era um filhote de uns 3 meses, gordo e muito parecido com o da foto.
Eu andei sondando umas coisas sobre "conscienciologia", viagem astral e sonhos... Vi na tv um médico, Nubor O r l a n d o F a c u ri, que escreveu o livro "Muito alem dos neurônios", onde diz que o cérebro continua o trabalho durante o sono... é da editora Espirita e ele é neurologista, da Unicamp. Foi amigo de Chico Xavier. Nossa, quanta coisa falei ao mesmo tempo, Titi.. Mas acho que vc vai entender, ne? Enfim.. o que eu quero lhe dizer é que tenho a sensaçao de estar "viajando" muito, sonhando demais... em particular com falecidos. Que vc acha? Com a Ju e sua mãe, nunca sonhei..
------------------------
Será que meu cérebro esgotou tanto, tá tão lotado que sai tudo pelo ladrão e preciso dormir demais e sonhar desse modo? Claro que os tantos acontecimentos que vivi pesam... Ontem, além de aniversário da minha filha, fez 4 anos que meu irmao morreu (o de câncer). Na semana passada, sonhei com ele... Dentro do meu agnosticismo e pouca informação psicológica, psiquiátrica, esotérica ou espiritual, sei que vivo um momento especial, sei que nem tudo é concreto, esmiuçável... Tento gerenciar isso...buscando a tranquilidade nos meus bichanos, lãs e agulhas... e em amigos que me "escutam" muito. Fora o trabalho, que é meu remédio principal, no qual sou viciada.
Ajudam-me os incentivos que recebi da Sula, Eduardo e Li. Ontem, tive uma conversa deliciosa com Li, que novamente me cobrou um livro.
Assim como nos jornais, as pessoas pouco falam de coisas boas. Boas notícias não vendem e nem chegam mesmo a ser notícias. Na verdade, tornam-se entediantes, repetitivas e geram desconfianças do tipo: "será que tudo são realmente flores mesmo"?.
O que aconteceu na Parada Gay foi o contrário. A mídia, de modo geral, descreveu como festa pacífica, quase sem incidentes, uma manifestação respeitosa, apenas com pontinha de de irreverência. Ai de quem se atrevesse a criticar. Perigava ser tachado de skin head, preconceituoso, racista.
Entretanto, a realidade dos bastidores não foi tão arco-íris. Houve maior confusão nos pronto-socorros da região, entre bêbados, drogados e escandalosos, que tumultuaram o atendimento da emergência. Tive a oportunidade de testemunhar uma dessas cenas ao encaminhar nosso porteiro à emergência da Santa Casa, com problema cardíaco-pulmonar.
Ando entre sonhos, devaneios e preocupações do mundo real. Entre o mundo das palavras, letras, transformações e coisas prosaicas, do dia-a-dia, como experimentar uma marca nova de arroz, fazer um prato diferente, passear pela feira. E tricô, muito tricô.Fujo da paranóia que às vezes baixa, diante de preocupações graves com ameaças sérias que nem posso descrever aqui. Mas penso, como meu irmao, sermos dotados de um escudo especial, armadura talvez herdada dos samurais antepassados. Felizmente... toc, toc, toc! Nunca fomos alvo de nada que nos atingisse fisicamente.
Ah! Claro que dou-me ao luxo de sonhar muito acordada... de curtir sentimentos que borbulham, intimidam ou encorajam...
Quanto aos sonhos que tive dormindo, transcrevo aqui um e-mail que mandei ontem pra uma amiga, a Titi, lá de Olinda:
"Tenho dormido bem... mas sonhado muito. Em particular com pessoas que morreram Ontem meu sonho foi com dona Dora, vizinha que morreu em julho do ano passado e com dona Wilma, mae de minha amiga Alice, que mora em Brasilia. Dona Dora era uma senhora judia que foi muito rica e fina. Estava doente há muito tempo e havia fraturado o fêmur direito há uns 10 anos.. e no ano passado, em abril, foi outro. Ela lia tarô, era muito intuitiva e fomos muito amigas. Nao se recuperou mais da fratura e morreu no começo de julho, de pneumonia. No meu sonho, ela apareceu bem velhinha, de pijama cor-de-rosa, numa cadeira de rodas. Muito, muito magrinha, embora de cabelos pintados. Eu fui visitá-la no apartamento onde morava e ela ficou me mostrando a cozinha, cuja reforma, feita há mais de 20 anos, deu tudo errado. Com isso, a cozinha estava desativada.( É mais ou menos o que aconteceu de verdade, só que nao sei a causa. Eles botaram o fogao na area de serviço e cozinhavam lá) Em outro flash, quase emendado ao sonho, eu visitava dona Wilma, que estava mais ou menos com a cara de há uns 20 anos. E ela tinha monte de gatos, cheinhos de pulgas. As netas brincavam com os gatos e eu as ensinei a tirar pulgas rapidinho, botando numa vasilha com água, pra nao ter que esmagá-las. ( Na vida real, dona Wilma tinha cachorro. Nunca soube que curtisse gatos, acho que os temia). Bom... a razao de eu lhe contar esse sonho agora, Titi... é que um dos gatinhos que surgiu no sonho era muito, muito parecido com o da Ana, que aparece no Orkut com o marido dela. Alias, quando acordei, eu até comentei com minha filha que nunca vi um gato daquela cor, meio "ruivo". Era um filhote de uns 3 meses, gordo e muito parecido com o da foto.
Eu andei sondando umas coisas sobre "conscienciologia", viagem astral e sonhos... Vi na tv um médico, Nubor O r l a n d o F a c u ri, que escreveu o livro "Muito alem dos neurônios", onde diz que o cérebro continua o trabalho durante o sono... é da editora Espirita e ele é neurologista, da Unicamp. Foi amigo de Chico Xavier. Nossa, quanta coisa falei ao mesmo tempo, Titi.. Mas acho que vc vai entender, ne? Enfim.. o que eu quero lhe dizer é que tenho a sensaçao de estar "viajando" muito, sonhando demais... em particular com falecidos. Que vc acha? Com a Ju e sua mãe, nunca sonhei..
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Será que meu cérebro esgotou tanto, tá tão lotado que sai tudo pelo ladrão e preciso dormir demais e sonhar desse modo? Claro que os tantos acontecimentos que vivi pesam... Ontem, além de aniversário da minha filha, fez 4 anos que meu irmao morreu (o de câncer). Na semana passada, sonhei com ele... Dentro do meu agnosticismo e pouca informação psicológica, psiquiátrica, esotérica ou espiritual, sei que vivo um momento especial, sei que nem tudo é concreto, esmiuçável... Tento gerenciar isso...buscando a tranquilidade nos meus bichanos, lãs e agulhas... e em amigos que me "escutam" muito. Fora o trabalho, que é meu remédio principal, no qual sou viciada.
segunda-feira, maio 30, 2005
niver
Minha filha faz 20 anos hoje. Primeira vez que não passamos esse dia juntos. Snif!
Não, nao estou triste...
Tenho mais é que comemorar que está dando tudo certo, que ela criou asas. Tem folga mas nao virá pra casa.
Parafraseando minha amiga Sula, "parece que foi ontem"!
Ontem, domingo, pretendia fazer uma surpresa com bolinho matinal, uma vez que ela teve um plantao noturno. Não acordei e quando saí do quarto, nao é que ela estava já fazendo faxina? Fiquei boba... Bolo ficou pra depois. Foi pequeno, mas delicioso. E ela, correndo entre tantas turmas pra comemorar. Fiquei melancólica e me lembrei muito dos meus 20 anos... de como queríamos voar logo!
Não, nao estou triste...
Tenho mais é que comemorar que está dando tudo certo, que ela criou asas. Tem folga mas nao virá pra casa.
Parafraseando minha amiga Sula, "parece que foi ontem"!
Ontem, domingo, pretendia fazer uma surpresa com bolinho matinal, uma vez que ela teve um plantao noturno. Não acordei e quando saí do quarto, nao é que ela estava já fazendo faxina? Fiquei boba... Bolo ficou pra depois. Foi pequeno, mas delicioso. E ela, correndo entre tantas turmas pra comemorar. Fiquei melancólica e me lembrei muito dos meus 20 anos... de como queríamos voar logo!
quinta-feira, maio 26, 2005
Che e eu
Ontem, uma pessoa me mandou a música "Hasta siempre comandante Che Guevara", de Carlos Puebla.. Transcrevo aqui o e-mail que enviei ao amigo remetente:
"Adorei a música, nem tanto pela voz, mas pelo tema...Confesso que tinha aquele famoso pôster do Che pregado no armário de meu quarto... E sempre achei-o uma figura e tanto.. diria "arrepiante". Quando trabalhava na Ed. A bril, um desses caras que passavam pelas redações vendendo de tudo, surgiu com o pôster. Lembro-me de que veio dentro de um canudo e paguei uma nota. Fui ler a respeito de Che Guevara depois disso.Tendo passado minha adolescência ao som de "Eu te amo meu Brasil", no"milagre econômico", só lia Folha de SP e nem fazia idéia de uma porção de coisas. Não sei se te falei de um "fã" que tive em S. Carlos de quem acabei fugindo por puro medo. Todos diziam, lá na minha cidade, que ele era"subversivo" pois teve um amigo desaparecido em 68..."
Mais um sonho
Registro aqui, enquanto tá fresquinho na minha memória. São 9 horas e acabei de acordar.
Havia uma grande festa em minha cidade, pareciam dias de carnaval. Eu vestia uma calça florida, estampada de rosas, que comprei ano passado. Queria me trocar e fui procurar algo no meio da bagunça na casa de minha mãe. Havia uma pilha de roupas por passar na cozinha de nossa casa. Catei uma roupa idêntica a que eu usava, só que com flores lilás. No meio da bagunça havia também uma blusa que combinava, no mesmo tom, só que com flores bem miúdas. Em seguida, estávamos todos na minha cidade, fazendo caminhadas pelo bairro onde hoje mora a maior parte de minha família, entre os jardins América e Europa, mas que há trinta ou quarenta anos pertenciam à fazenda Vieira. No sonho, ainda era tudo mato, parte da fazenda. Caminhávamos pelos morros, meu sobrinho mais velho (filho de minha irmão e eu). Eu tirava fotos das paisagens com a máquina digital, que carregava em uma pochete presa à cintura. Antes de retornarmos a SP, teríamos a segunda parte de uma festa a comparecer . Meu sobrinho desceu por um lado do morro e eu decidi contorná-lo e ir direto a tal festa. Entretanto, me perdi pois saí do outro lado do lago. Tentei passar por cima de um trenzinho que fica ali estacionado, mas o trenzinho afundou entre nénufares. Consegui caminhar por cima das flores e cheguei ao outro lado. Ali estava meu irmão. Parecia já meio adoentado, muito magro, mas não como esteve no fim da vida. Ele se ofereceu pra me levar. Foi falar com um conhecido, um outro japonês, com barba por fazer.Eu disse a ele que não precisava pois pegaria um táxi. Meu irmão insistiu. Pensei que pegaria o carro emprestado do tal sujeito. Mas pediu dinheiro: 40 reais pro táxi. Insisti que eu mesma pagaria, bastava parar um carro. Fomos os dois caminhando enquanto aguardávamos o carro. Nisso, avistamos o salão onde transcorria a festa.
"Adorei a música, nem tanto pela voz, mas pelo tema...Confesso que tinha aquele famoso pôster do Che pregado no armário de meu quarto... E sempre achei-o uma figura e tanto.. diria "arrepiante". Quando trabalhava na Ed. A bril, um desses caras que passavam pelas redações vendendo de tudo, surgiu com o pôster. Lembro-me de que veio dentro de um canudo e paguei uma nota. Fui ler a respeito de Che Guevara depois disso.Tendo passado minha adolescência ao som de "Eu te amo meu Brasil", no"milagre econômico", só lia Folha de SP e nem fazia idéia de uma porção de coisas. Não sei se te falei de um "fã" que tive em S. Carlos de quem acabei fugindo por puro medo. Todos diziam, lá na minha cidade, que ele era"subversivo" pois teve um amigo desaparecido em 68..."
Mais um sonho
Registro aqui, enquanto tá fresquinho na minha memória. São 9 horas e acabei de acordar.
Havia uma grande festa em minha cidade, pareciam dias de carnaval. Eu vestia uma calça florida, estampada de rosas, que comprei ano passado. Queria me trocar e fui procurar algo no meio da bagunça na casa de minha mãe. Havia uma pilha de roupas por passar na cozinha de nossa casa. Catei uma roupa idêntica a que eu usava, só que com flores lilás. No meio da bagunça havia também uma blusa que combinava, no mesmo tom, só que com flores bem miúdas. Em seguida, estávamos todos na minha cidade, fazendo caminhadas pelo bairro onde hoje mora a maior parte de minha família, entre os jardins América e Europa, mas que há trinta ou quarenta anos pertenciam à fazenda Vieira. No sonho, ainda era tudo mato, parte da fazenda. Caminhávamos pelos morros, meu sobrinho mais velho (filho de minha irmão e eu). Eu tirava fotos das paisagens com a máquina digital, que carregava em uma pochete presa à cintura. Antes de retornarmos a SP, teríamos a segunda parte de uma festa a comparecer . Meu sobrinho desceu por um lado do morro e eu decidi contorná-lo e ir direto a tal festa. Entretanto, me perdi pois saí do outro lado do lago. Tentei passar por cima de um trenzinho que fica ali estacionado, mas o trenzinho afundou entre nénufares. Consegui caminhar por cima das flores e cheguei ao outro lado. Ali estava meu irmão. Parecia já meio adoentado, muito magro, mas não como esteve no fim da vida. Ele se ofereceu pra me levar. Foi falar com um conhecido, um outro japonês, com barba por fazer.Eu disse a ele que não precisava pois pegaria um táxi. Meu irmão insistiu. Pensei que pegaria o carro emprestado do tal sujeito. Mas pediu dinheiro: 40 reais pro táxi. Insisti que eu mesma pagaria, bastava parar um carro. Fomos os dois caminhando enquanto aguardávamos o carro. Nisso, avistamos o salão onde transcorria a festa.
quarta-feira, maio 25, 2005
susto e sonho
Tava no meio de um sono delicioso quando escutei o telefone tocar. Nenhuma palavra e só chiados. A linha ficou presa. Não sei se era alguém tentando ligar de orelhã, simples engano, grampo ou estavam mexendo nos fios. Mais parecia esta última hipótese. De qualquer forma, o susto me tirou o sono por mais de uma hora. Que raiva! Tornei a dormir e só acordei por volta de 9h30. Outro susto e muita correria.
Não sei em que momento desta noite, sonhei que voltava para morar no prédio próximo ao mercado municipal onde me instalei com minha falecida prima, quando cheguei a Sampa. Minha irmã e meu cunhado me levaram para lá. Tanto eles como eu tínhamos a idade daquela época: 1976. Só que o prédio era imenso, com muitos e muitos elevadores, além de um vão circular. O tempo havia transcorrido, a construção era bem moderna, até mais futurista do que hoje. Sabíamos que minha prima havia falecido e lá estava uma das antigas amigas que dividiam o apartamento. (Marie é o nome real dela. Soube que se casou e teve dois filhos. Outro dia me lembrei dela porque meu sobrinho trabalha agora na cidade dela, no noroeste paulista. Junta conosco tinha outra garota, mais velha que minha prima, e que acabou solteira. Minha prima tinha 34 anos, quando morreu em 1979). Enfim, no sonho, voltei pra morar com Marie. O apartamento era bem diferente. Eu já estava instalada lá, na cama que fora de minha prima, mas não conseguia achar o caminho, perdida por tantos corredores e elevadores. Muita gente transitava por ali. Retornamos à portaria (onde estava a mesma mulher daquela época, a esposa do zelador, um daqueles "seu" Zés. Alguns transeuntes nos ajudaram. Achamos o caminho, chegamos ao apartamento, onde guardei minhas coisas. Em seguida, saí no vale do Anhangabaú, por onde passava um imenso desfile, misto de carnaval com parada militar. Era muita gente,, que ocupava o trajeto desde o obelisco, no Ibirapuera, até a av. Tiradentes.
Não sei em que momento desta noite, sonhei que voltava para morar no prédio próximo ao mercado municipal onde me instalei com minha falecida prima, quando cheguei a Sampa. Minha irmã e meu cunhado me levaram para lá. Tanto eles como eu tínhamos a idade daquela época: 1976. Só que o prédio era imenso, com muitos e muitos elevadores, além de um vão circular. O tempo havia transcorrido, a construção era bem moderna, até mais futurista do que hoje. Sabíamos que minha prima havia falecido e lá estava uma das antigas amigas que dividiam o apartamento. (Marie é o nome real dela. Soube que se casou e teve dois filhos. Outro dia me lembrei dela porque meu sobrinho trabalha agora na cidade dela, no noroeste paulista. Junta conosco tinha outra garota, mais velha que minha prima, e que acabou solteira. Minha prima tinha 34 anos, quando morreu em 1979). Enfim, no sonho, voltei pra morar com Marie. O apartamento era bem diferente. Eu já estava instalada lá, na cama que fora de minha prima, mas não conseguia achar o caminho, perdida por tantos corredores e elevadores. Muita gente transitava por ali. Retornamos à portaria (onde estava a mesma mulher daquela época, a esposa do zelador, um daqueles "seu" Zés. Alguns transeuntes nos ajudaram. Achamos o caminho, chegamos ao apartamento, onde guardei minhas coisas. Em seguida, saí no vale do Anhangabaú, por onde passava um imenso desfile, misto de carnaval com parada militar. Era muita gente,, que ocupava o trajeto desde o obelisco, no Ibirapuera, até a av. Tiradentes.
domingo, maio 22, 2005
sonho gostoso
Esta noite tive daqueles sonhos gostosos que parecem durar a noite inteira. Ou melhor, acordei e quis voltar a dormir para continuar. Nos momentos em que despertei, tentei fixar o episódio para relatar depois, mas a maior parte dos detalhes escapou.
Na primeira parte do sonho, telefonei para Luís, no celular. Ao me reconhecer, pediu pra fazer nova ligação em 15 minutos pois estava atarantado. Engraçado é que eu o vi atendender ao telefone. Estava em um escritório, com móveis antigos, aquelas mesas de aço cinza. Usava camisa vermelha e calça cinza-azulado. Estranhei que, embora tivesse discado para celular, ele falava em telefone fixo. "Transferiu a chamada" - pensei.
Dali a pouco, telefonei novamente. Atendeu animado. Disse-me que estava na Holanda e que retornaria ao Brasil na semana que vem. E eu comentei:"Nossa... Holanda? Tem tudo a ver com seu trabalho". Isto porque, no sonho, ele era agrônomo, em vez de engenheiro mecânico.
Voltei a dormir e tornei a sonhar com ele. Desta vez recebi um e-mail com uma declaração de amor. Revelava um sentimento platônico. O que eu vi no sonho foi a tela do computador. Engraçado é que tenho na memória as letras,a forma que o texto ocupava no monitor.. Letra pequena, corpo 10 a 12. Frases curtas em cada linha. Fiquei numa felicidade só. Mas sou incapaz de reproduzir aqui o conteúdo. Tentava disfarçar o sentimento de meus pais. Nesse sonho, estavam ambos como eram por volta de 1975. A casa em que estávamos era diferente de onde moramos. Ambos me observavam com o rabo dos olhos.
Detalhe: Na manhã de hoje, às 9h26, chegou um e-mail do amigo com quem sonhei. Quando mandei a resposta, relatei apenas a primeira parte do sonho. Eh, eh, eh. Acho que faz tempo que ele não vem espiar o blog, desde a fase da "Esfinge". Se por acaso ler, azar! Ou sorte! Eh, eh, eh!
Na primeira parte do sonho, telefonei para Luís, no celular. Ao me reconhecer, pediu pra fazer nova ligação em 15 minutos pois estava atarantado. Engraçado é que eu o vi atendender ao telefone. Estava em um escritório, com móveis antigos, aquelas mesas de aço cinza. Usava camisa vermelha e calça cinza-azulado. Estranhei que, embora tivesse discado para celular, ele falava em telefone fixo. "Transferiu a chamada" - pensei.
Dali a pouco, telefonei novamente. Atendeu animado. Disse-me que estava na Holanda e que retornaria ao Brasil na semana que vem. E eu comentei:"Nossa... Holanda? Tem tudo a ver com seu trabalho". Isto porque, no sonho, ele era agrônomo, em vez de engenheiro mecânico.
Voltei a dormir e tornei a sonhar com ele. Desta vez recebi um e-mail com uma declaração de amor. Revelava um sentimento platônico. O que eu vi no sonho foi a tela do computador. Engraçado é que tenho na memória as letras,a forma que o texto ocupava no monitor.. Letra pequena, corpo 10 a 12. Frases curtas em cada linha. Fiquei numa felicidade só. Mas sou incapaz de reproduzir aqui o conteúdo. Tentava disfarçar o sentimento de meus pais. Nesse sonho, estavam ambos como eram por volta de 1975. A casa em que estávamos era diferente de onde moramos. Ambos me observavam com o rabo dos olhos.
Detalhe: Na manhã de hoje, às 9h26, chegou um e-mail do amigo com quem sonhei. Quando mandei a resposta, relatei apenas a primeira parte do sonho. Eh, eh, eh. Acho que faz tempo que ele não vem espiar o blog, desde a fase da "Esfinge". Se por acaso ler, azar! Ou sorte! Eh, eh, eh!
quarta-feira, maio 18, 2005
Reencontros
Hoje recebi novo e-mail daquela amiga que não vejo há 30 anos. Ela me contou que se casou em 77, se separou dois anos depois e tem um filho de 27 anos (que foi colega de uma das minhas sobrinhas, descobri isso também pelo orkut, através do sobrenome do pai dele).
Amanhã, o irmão dela, que foi um dos meus melhores amigos na adolescência, virá a SP. Nossa, me deu um frio na barriga... Pareceu daquelas coisas do tipo: "nada acontece por acaso". Ainda mais que o currículo da mulher é impressionante: licenciatura em filosofia, história, teologia e parapsicologia, entre outras coisas!
Mas não pensem que todos reencontros são agradáveis.
Há algum tempo entrei na comunidade de uma BBS que freqüentei por volta de 92, 93. Fiquei animadinha quando um moço me mandou um scrap. Logo passamos a torcar e-mails e dali a uns dias, estávamos no msn. Falei de meu trabalho e... adivinha só! Disse que tinha uma pauta excelente! E pimba! Me mandou um release de divulgação de um treco que ele vende. Sabe aquele papo de "vai interessar a todos os empresários"? O papo acabou aí. Que droga!
Teve também um coleguinha que chamei pra matar saudades online e mal me cumprimentou, me encheu de críticas à empresa pro qual trabalho. Só "escutei". Adiantava brigar? Parece até que eu tenho culpa.
Amanhã, o irmão dela, que foi um dos meus melhores amigos na adolescência, virá a SP. Nossa, me deu um frio na barriga... Pareceu daquelas coisas do tipo: "nada acontece por acaso". Ainda mais que o currículo da mulher é impressionante: licenciatura em filosofia, história, teologia e parapsicologia, entre outras coisas!
Mas não pensem que todos reencontros são agradáveis.
Há algum tempo entrei na comunidade de uma BBS que freqüentei por volta de 92, 93. Fiquei animadinha quando um moço me mandou um scrap. Logo passamos a torcar e-mails e dali a uns dias, estávamos no msn. Falei de meu trabalho e... adivinha só! Disse que tinha uma pauta excelente! E pimba! Me mandou um release de divulgação de um treco que ele vende. Sabe aquele papo de "vai interessar a todos os empresários"? O papo acabou aí. Que droga!
Teve também um coleguinha que chamei pra matar saudades online e mal me cumprimentou, me encheu de críticas à empresa pro qual trabalho. Só "escutei". Adiantava brigar? Parece até que eu tenho culpa.
terça-feira, maio 17, 2005
Mais eu
Preciso voltar a ser mais eu. Confesso que ando meio bloqueada. Acho que isso aconteceu desde que abri espaço para comentários, recebi e-mails e fui me aproximando dos leitores que antes eram completamente anônimos, à exceção de 3 que certa vez me escreveram.
Ao saber que há mais de três pessoas que me lêem e voltam aqui pra ver se escrevi alguma novidade, veio o bloqueio. E também o medo. Que coisa estranha! E pior é que essa preocupação é com pessoas que nem me conhecem de verdade , apenas virtualmente. Nem têm certeza se eu existo de fato, se tenho a idade que declaro ter e tampouco podem conferir outros detalhes. Enfim, verdade ou mentira? Verdade é o que eu declaro, não é?
Afinal de contas, quem é a "Pomba Enamorada"? Tem que ser aquela que soumaiseu, que diz o que vem à cabeça, o que sente!
Voltarei a relatar causos pitorescos dos internautas, sim! Me aguardem!
Ao saber que há mais de três pessoas que me lêem e voltam aqui pra ver se escrevi alguma novidade, veio o bloqueio. E também o medo. Que coisa estranha! E pior é que essa preocupação é com pessoas que nem me conhecem de verdade , apenas virtualmente. Nem têm certeza se eu existo de fato, se tenho a idade que declaro ter e tampouco podem conferir outros detalhes. Enfim, verdade ou mentira? Verdade é o que eu declaro, não é?
Afinal de contas, quem é a "Pomba Enamorada"? Tem que ser aquela que soumaiseu, que diz o que vem à cabeça, o que sente!
Voltarei a relatar causos pitorescos dos internautas, sim! Me aguardem!
segunda-feira, maio 16, 2005
madrugando na segundona
Duro é sair da cama. Duro é resistir pra não voltar pra baixo das cobertas. Mas comecei meu dia de trabalho antes das 6h, aproveitando que tive de despachar a filhota cedinho. Ela não foi embora na noite de domingo por causa do segundo episódio de Star Wars na Record.
Com toda correria que foi meu final de semana e preocupações que surgem por conta de novas missões familiares, nem posso reclamar. De repente, temos "missões" a cumprir nesta sociedade maluca. Vamos ver o que acontece esta semana. Eu continuo nos bastidores.
Com toda correria que foi meu final de semana e preocupações que surgem por conta de novas missões familiares, nem posso reclamar. De repente, temos "missões" a cumprir nesta sociedade maluca. Vamos ver o que acontece esta semana. Eu continuo nos bastidores.
maravilhas do orkut
De repente, na lista de um dos tantos primos em segundo grau, vi um sobrenome familiar. Uma jovem professora universitária de Psicologia de uma cidade próxima ao lugar onde eu nasci. Perguntei: "Vc é filha de quem?" Em três scraps descobri que ela é sobrinha de uma velha amiga minha, a quem não vejo há exatos trinta anos! Mais dois scraps e já estou botando assuntos em dia com a tal amiga de adolescência. Historinha comum, como milhares de outras desde que o Orkut nos atacou. Fantástico, né?
quinta-feira, maio 12, 2005
Melhorando
Às vezes coloco aqui umas coisas que me incomodam e fica a sensação de que sou uma pessoa rancorosa. É só pra registrar meu protesto publicamente, embora sem coragem de dizer às pessoas na cara dura. Pode não resolver pois o problema continua, mas ajuda bem. Mas depois de entrar em contato com a tal "conscienciologia", estou trabalhando melhor esse aspecto.
Após um longo sumiço, o Professor reapareceu ontem na Internet. Fiquei aliviada em vê-lo. Pensava até em telefonar ou mandar torpedo. Entretanto, a alegria despencou quando ele apenas pediu uma informação e explicou que seu computador pifou e está sem internet, uma vez que deixou o emprego vespertino.
Aí, pensei em falar um monte. Mas refleti e concluí que estaria sendo muito injusta. O homem tá enrolado, sobrecarregado e essa história de "pedir ajuda" às vezes é um pretexto para retomar o papo. Mesmo porque a orientação que me pediu, qualquer outra pessoa poderia dar...
Após um longo sumiço, o Professor reapareceu ontem na Internet. Fiquei aliviada em vê-lo. Pensava até em telefonar ou mandar torpedo. Entretanto, a alegria despencou quando ele apenas pediu uma informação e explicou que seu computador pifou e está sem internet, uma vez que deixou o emprego vespertino.
Aí, pensei em falar um monte. Mas refleti e concluí que estaria sendo muito injusta. O homem tá enrolado, sobrecarregado e essa história de "pedir ajuda" às vezes é um pretexto para retomar o papo. Mesmo porque a orientação que me pediu, qualquer outra pessoa poderia dar...
quarta-feira, maio 11, 2005
Tolerância
Faço de tudo para aumentar o meu nível de tolerância.
Penso: "bem-aventurados os pobres de espírito".
Quando sou bombardeada por perguntas, penso: "Quanta ignorância!"
E também penso nas tantas vezes em que fui socorrida, no tanto que aprendi graças à internet.
Dai-me paciência!
Mesmo assim, é duro agüentar gente que pensa falando... ou pior: pensa teclando. Em vez de dar um f5, tentar novamente, lá vem o comentário: "Quero ler a Veja e a página não carrega(sic)".
Por que a criatura nao diz: "Você pode fazer o favor de pegar o artigo tal e me enviar por e-mail?". Seria tão simples...
Penso: "bem-aventurados os pobres de espírito".
Quando sou bombardeada por perguntas, penso: "Quanta ignorância!"
E também penso nas tantas vezes em que fui socorrida, no tanto que aprendi graças à internet.
Dai-me paciência!
Mesmo assim, é duro agüentar gente que pensa falando... ou pior: pensa teclando. Em vez de dar um f5, tentar novamente, lá vem o comentário: "Quero ler a Veja e a página não carrega(sic)".
Por que a criatura nao diz: "Você pode fazer o favor de pegar o artigo tal e me enviar por e-mail?". Seria tão simples...
sábado, maio 07, 2005
Dia das Mães
É sempre aquele drama. Não adianta falar que abrimos mão do presente. Tampouco adianta escolher uma alternativa mesmo assim. Chega uma hora em que nos tratam feito crianças esperando o Papai Noel. E a gente acaba se comportando assim. Tanto é que, na semana posterior, ao Grande Dia, todas mães se telefonam perguntando: "O que você ganhou? Eu ganhei isso..."
Eu também tento me segurar.... eh, eh, eh! Mas confesso que, mesmo brava, naquele esquema "não devia ter gastado tudo isso comigo", fiquei radiante com meus presentes. Eh, eh, eh! E feito criança, abri antes do dia!
Eu também tento me segurar.... eh, eh, eh! Mas confesso que, mesmo brava, naquele esquema "não devia ter gastado tudo isso comigo", fiquei radiante com meus presentes. Eh, eh, eh! E feito criança, abri antes do dia!
sexta-feira, maio 06, 2005
Conscienciologia
Fiz um programa diferente hoje. Aceitei convite do Zé Luíz, vizinho que conheci pela internet, e fui ver uma palestra sobre "Conscienciologia".
Ele me convenceu dizendo: ""vc é extremamente talentosa e inteligente pra se limitar a apenas ser culta e carismática".
Culta e carismática? Eu, hein?
De fato, talvez tenham dado um clique na minha cosciência. Vou pensar um pouco sobre o assunto.
Ele me convenceu dizendo: ""vc é extremamente talentosa e inteligente pra se limitar a apenas ser culta e carismática".
Culta e carismática? Eu, hein?
De fato, talvez tenham dado um clique na minha cosciência. Vou pensar um pouco sobre o assunto.
quinta-feira, maio 05, 2005
Ainda tricotando
Terminei o poncho. Ficou lindo. Maravilhoso mesmo. Macio e radiante! Já comecei um gorro da mesma lã, clareando um pouco o tom com misturas de branco. Comprei também outro novelo do mesmo estilo pra um cachecol em tons roxo/lilás. Pretendo intercalar com umas sobras de lã cintilante rosa que tenho guardado há mais de dez anos. Mas resisti aos apelos da minha filha para que fizesse uma blusa pra uma amiga dela. Isso não tem preço. Mas no ano passado consegui dar presentes exclusivos pra algumas pessoas especiais. Neste ano, pretendo contemplar outras amigas.
Adoro trabalhar com lãs e linhas mescladas, devido a efeitos surpreendentes, conforme o ponto e o tamanho. Uma puxadinha no canto às vezes muda completamente o desenho que se forma. Fico com o tricô no colo, para os momentos em que o computador trava.
Adoro trabalhar com lãs e linhas mescladas, devido a efeitos surpreendentes, conforme o ponto e o tamanho. Uma puxadinha no canto às vezes muda completamente o desenho que se forma. Fico com o tricô no colo, para os momentos em que o computador trava.
terça-feira, maio 03, 2005
Nem todos os dias temos algo interessante para postar.
Enquanto isso, só pra não ficar uma lacuna, fica aqui comentário de um amigo sobre tricô:
"Deve ser realmente muito prazeiroso sentir o fio macio da lã entre os dedos a tramar caminhos e nós. Acho fascinante e um mistério para não iniciados. Não consegido compreender como o fio vai se transformando em uma peça e quais insondáveis cálculos passam pela cabeça e pelos dedos da artista. Sim, porque também é uma arte e toda arte vai um dia nos redimir! "
Enquanto isso, só pra não ficar uma lacuna, fica aqui comentário de um amigo sobre tricô:
"Deve ser realmente muito prazeiroso sentir o fio macio da lã entre os dedos a tramar caminhos e nós. Acho fascinante e um mistério para não iniciados. Não consegido compreender como o fio vai se transformando em uma peça e quais insondáveis cálculos passam pela cabeça e pelos dedos da artista. Sim, porque também é uma arte e toda arte vai um dia nos redimir! "
segunda-feira, maio 02, 2005
Novo ataque...
... dos diparadores de fowards!
Haja! Acreditem: teve um que me mandou 37 e-mails no final de semana. Com filminhos, psp, pps e piadinhas velhas com musiquinha irritante. Quase certeza que esses pensam que só podem se livrar duma mensagem passando adiante. Acho que não conhecem lixeira!
Pelo menos redirecionei todos eles pro Gmail.
Sono
... muito sono! É o que senti na última semana. Dias ótimos pra nada pensar. Só em projetos de tricô e comidinha gostosa!
Depois de uma dica de minha amiga Nika, lá de Campinas, visitei a nova página de Olivier Anquier. Assisti a um filminho e fui correndo fazer preparar um lanchinho que ele ensinou, um tal de croque monsieur.
Depois de ver o moço mostrar a receita, acho que qualquer coisa fica parecendo mais apetitosa! Confesso que é das poucas pessoas que me fizeram suar frio.
Vou repetir aqui o episódio que relatei ontem, resumidamente, pra minha amiga Sula, pelo msn.
Sei que já contei essa historinha antes, aqui no blog, mas não sei onde nem quando.
Em um dia friorento em que fui ao Pão de Açúcar Angélica, há uns dois anos.
Ele estava ali, parado na fila do caixa, escutando uns impropérios de uma perua ali do bairro, que gesticulava e falava alto, solicitando a interferência do moço junto ao Abílio (Você fala sempre com o pessoal, não fala?) para que providenciassem tomates secos diet. (Afinal, onde já se viu um supemercado daquele porte não ter uma coisinha básica como essa?)
Constrangido, o moço solicitava à madame que fizesse sua reinvindicação por e-mail ou carta, uma vez que seu departamento era outro, etc, etc...
As garotas do caixa sorriam estranhamente e todo mundo parava pra olhar. E eu, pensando: "Que é que tá acontecendo aqui?"
Aí, chegou a minha vez de ser atendida... E eu, sem saber quem era aquela figura de moletom, à minha frente.
Então, de repente, ele olhou pra mim!
Abriu o sorriso mais lindo do mundo e falou: "Desculpe, estava obstruindo a passagem"
E eu: "Ah.. hã.. é.. não foi nada."
Fiquei vermelha, me atrapalhei toda, voltei pra pegar um pacote de croassant, peguei minha sacola e voltei pra casa... com a cabeça no mundo da Lua.
De volta ao meu lar, tentava enfiar as compras no freezer (tinha ido buscar hambúrguer de picanha, do Bassi), quando o telefone tocou. Uma voz estranha me disse: "É fulana? A senhora está com seu celular?"
E eu, acordando do sonho, e com baita mau humor: "Não, o senhor ligou pro telefone fixo de minha casa. O que deseja?"
E a voz: "Aqui é Olivier Anquier. A senhora esteve no Pão de Açúcar Angélica há pouco.. e deixou cair seu celular. Tomei a liberdade de ligar pro número escrito casa na agenda, imaginei que fosse a casa da senhora..."
E eu, com vontade de dizer: "Que senhora, o quê? Me chama de você..."
Mas fiquei muda.. agradeci e fui correndinho buscar, antes que ele se mandasse, deixando o aparelho com outra pessoa.
Ai, ai, ai... E no caminho, mil pensamentos. Mas só gaguejei e fiquei vermelha. Agradeci e, quando ele sugeriu visitar a "panificadora", saí esbarrando em tudo e catei um pacote de pão de forma e mais algumas coisinhas, sem nem olhar o preço.
Nossa... um homem daquele e que ainda cozinha! É tudo que eu queria! E também 99% das mulheres que frequentam aquele estabelecimento carésimo... eh, eh, eh... Acho que mais tarde darei um pulo lá, pra ver se agora tem tomates secos diet... e digo: "Ah, fiz o croque... só que sem o seu pão não é mesma coisa, então vim buscar. Mas, você poderia me explicar tudinho de novo..." Será que se eu deixar cair outro celular pega mal?
Ontem, dia 1º de maio, foi níver da Alice de Brasília. Mas ensaiei o dia todo e não liguei pra ela. Não deu vontade. Chato, né?
Sei que fiz mal. E foi por maldade, sim.
Todos os anos, poucos dias antes da data, essa amiga me telefona, como que pra relembrar: "olha, vou fazer aniversário, viu?"
Só de pirraça, não liguei. Mas me arrependi e, na hora do almoço, enviei meus cumprimentos atrasados. Não foi a mesma coisa, eu sei...
Mas é isso... Não somos amigas apenas de pessoas a quem aprovamos e admiramos. Nem apenas de pessoas cujas idéias batem com a nossa.
Além de Alice, tem também o Alberto, o Alfredo e Lúcia... São meus desafetos de estimação!
Haja! Acreditem: teve um que me mandou 37 e-mails no final de semana. Com filminhos, psp, pps e piadinhas velhas com musiquinha irritante. Quase certeza que esses pensam que só podem se livrar duma mensagem passando adiante. Acho que não conhecem lixeira!
Pelo menos redirecionei todos eles pro Gmail.
Sono
... muito sono! É o que senti na última semana. Dias ótimos pra nada pensar. Só em projetos de tricô e comidinha gostosa!
Depois de uma dica de minha amiga Nika, lá de Campinas, visitei a nova página de Olivier Anquier. Assisti a um filminho e fui correndo fazer preparar um lanchinho que ele ensinou, um tal de croque monsieur.
Depois de ver o moço mostrar a receita, acho que qualquer coisa fica parecendo mais apetitosa! Confesso que é das poucas pessoas que me fizeram suar frio.
Vou repetir aqui o episódio que relatei ontem, resumidamente, pra minha amiga Sula, pelo msn.
Sei que já contei essa historinha antes, aqui no blog, mas não sei onde nem quando.
Em um dia friorento em que fui ao Pão de Açúcar Angélica, há uns dois anos.
Ele estava ali, parado na fila do caixa, escutando uns impropérios de uma perua ali do bairro, que gesticulava e falava alto, solicitando a interferência do moço junto ao Abílio (Você fala sempre com o pessoal, não fala?) para que providenciassem tomates secos diet. (Afinal, onde já se viu um supemercado daquele porte não ter uma coisinha básica como essa?)
Constrangido, o moço solicitava à madame que fizesse sua reinvindicação por e-mail ou carta, uma vez que seu departamento era outro, etc, etc...
As garotas do caixa sorriam estranhamente e todo mundo parava pra olhar. E eu, pensando: "Que é que tá acontecendo aqui?"
Aí, chegou a minha vez de ser atendida... E eu, sem saber quem era aquela figura de moletom, à minha frente.
Então, de repente, ele olhou pra mim!
Abriu o sorriso mais lindo do mundo e falou: "Desculpe, estava obstruindo a passagem"
E eu: "Ah.. hã.. é.. não foi nada."
Fiquei vermelha, me atrapalhei toda, voltei pra pegar um pacote de croassant, peguei minha sacola e voltei pra casa... com a cabeça no mundo da Lua.
De volta ao meu lar, tentava enfiar as compras no freezer (tinha ido buscar hambúrguer de picanha, do Bassi), quando o telefone tocou. Uma voz estranha me disse: "É fulana? A senhora está com seu celular?"
E eu, acordando do sonho, e com baita mau humor: "Não, o senhor ligou pro telefone fixo de minha casa. O que deseja?"
E a voz: "Aqui é Olivier Anquier. A senhora esteve no Pão de Açúcar Angélica há pouco.. e deixou cair seu celular. Tomei a liberdade de ligar pro número escrito casa na agenda, imaginei que fosse a casa da senhora..."
E eu, com vontade de dizer: "Que senhora, o quê? Me chama de você..."
Mas fiquei muda.. agradeci e fui correndinho buscar, antes que ele se mandasse, deixando o aparelho com outra pessoa.
Ai, ai, ai... E no caminho, mil pensamentos. Mas só gaguejei e fiquei vermelha. Agradeci e, quando ele sugeriu visitar a "panificadora", saí esbarrando em tudo e catei um pacote de pão de forma e mais algumas coisinhas, sem nem olhar o preço.
Nossa... um homem daquele e que ainda cozinha! É tudo que eu queria! E também 99% das mulheres que frequentam aquele estabelecimento carésimo... eh, eh, eh... Acho que mais tarde darei um pulo lá, pra ver se agora tem tomates secos diet... e digo: "Ah, fiz o croque... só que sem o seu pão não é mesma coisa, então vim buscar. Mas, você poderia me explicar tudinho de novo..." Será que se eu deixar cair outro celular pega mal?
Ontem, dia 1º de maio, foi níver da Alice de Brasília. Mas ensaiei o dia todo e não liguei pra ela. Não deu vontade. Chato, né?
Sei que fiz mal. E foi por maldade, sim.
Todos os anos, poucos dias antes da data, essa amiga me telefona, como que pra relembrar: "olha, vou fazer aniversário, viu?"
Só de pirraça, não liguei. Mas me arrependi e, na hora do almoço, enviei meus cumprimentos atrasados. Não foi a mesma coisa, eu sei...
Mas é isso... Não somos amigas apenas de pessoas a quem aprovamos e admiramos. Nem apenas de pessoas cujas idéias batem com a nossa.
Além de Alice, tem também o Alberto, o Alfredo e Lúcia... São meus desafetos de estimação!
sábado, abril 30, 2005
Humpf!
Depois das broncas, veio este recado:
"Penso muito em você e como queria ser mais presente e mais amigo.. a vida no entanto me cobra outras posturas e outras atividades... sempre te desejei,desejei o melhor, e ainda desejo."
Repito: não adianta esperar de quem não tem pra oferecer. Uma pena, mas já virei a página. Claro que, de vez em quando, não resito a olhar pra trás, folhear o que ficou pra trás. Ainda dói, sim... Talvez mais porque associo a outra cenas doloridas.
----------------------
Comecei a tricotar um poncho. Em lã marrakesh, são apenas dois retângulos que se entrelaçam, enviesados. Estou gostando do resultado. Ainda não sei se será meu, caso não consiga finalizar dois até julho, quando minha filha vai pra Campos de Jordão.
Não falo com tristeza. Mas, enquanto tricoto, é inevitável a lembrança de minha mãe, principalmente em relação ao colete que fiz pra ela no Dia das Mães do ano passado. Ficou tão lindo e ela nem usou. Era cinza azulado, em lã sedificada. Digo que era, porque, pra mim, tudo que era dela se desintegrou. Entretanto, é impressionante como tenho todas as imagens na minha memória: as cores, estampas, texturas de roupas. E como eu adoro lãs e linhas, acho que fixei essas coisas em algum lugar especial da memória...
Mas não são apenas roupas da mamãe. Ainda me lembro nitidamente da primeira blusa que fiz, por volta de 1973. Em amarelo, com decote "u". Tanto eu queria uma blusa nova, que fiz rapidinho. Foi na época do "boom" das Lanofix, quando abriram lojas onde vendiam fios por quilo, em minha cidade, que fica a meio caminho de Monte Sião e Serra Negra, cidades famosas pelos trabalhos tricotados.
-----------------------------------
Acrescentei esta "emenda" no dia 08/08, meses depois do sonho. Isto é porque minha amiga estava relendo os e-mails e me perguntou se eu tinha tudo arquivado. Como não tenho nada além dos e-mails, resolvi deixar registrado aqui também.
Espero que lhe dê um clique de ir checar seus e-mails, que este texto chegue em momento oportuno.
Pois é, Alice.. Hoje fui na base de ?faça o que eu digo... ? Tinha escrito um montão pra você, num e-mail e perdi tudo porque o computador travou. Pena. Eu acho que sempre o primeiro texto é o melhor, mais espontâneo. Ainda mais quando se trata de narrar um sonho.
Pra variar, sonhei com você. Foram dois ?takes?.
No primeiro, a gente estava num carro grande, dirigido pelo Carlos. Era tipo van, da cor azul-marinho. A gente estava no banco de trás, conversando. De repente, eu me lembrei de lhe mostrar uma revista, do tipo Playboy, em que você aparecia peladinha. Não, não se preocupe, a foto era muito boa, com luzes, do tipo artístico e era bem sutil. Você estava saradinha, branquinha, magrinha, jeitinho de ninfeta. Bicos dos seios muito claros, quase transparentes. Eram umas 4 páginas. Os cabelos estavam bem aloirados, arrepiados, que nem do Plínio o filho da Do Carmo na novela passada. A foto devia ter algum tempo, pois vc olhou com cara de ?nem me lembrava?. E comentou que fora Carlos quem a fotografou. Acrescentou que ele tinha câmera e equipamentos fotográficos muito bons, que precisavam ser atualizados pra versão digital. Embora a foto não tivesse nada censurável, a gente espiava a revista dentro de uma bolsa grande, preta, que eu carregava. Em uma das poses, você deixava ver que estava depilada ?lá?. Era muito sutil, parecia uma criança. Carlos dirigia a van, silenciosamente. Havia umas 4 ou 5 pessoas anônimas à nossa volta.
Em outro episódio, estávamos na feira. Você usava um chapéu de palha, calça marrom e blusa de algodão branca, que eu já vi uma vez. Andava comprando tudo, inclusive umas couve-flor com aquelas folhas laterais e tudo. Encheu o carrinho, que era de lona..Uma pessoa desconhecida iria lhe dar carona e você insistia que bastava leva-la até o metrô Ana Rosa, que de lá você ?caminharia numa boa? até sua casa. Eu apenas assistia, feito um filme.
Nem imagino o que significam esses sonhos... Devo pensar que são fruto de minha admiração por você. Achei-a bem da última vez em que nos vimos. Continua magrinha, mas parece saudável, jovial.
Eu continuo parecendo que vou sarar da gripe. Mas de manhã é sempre mais difícil. Já tomei café, comi uma banana. Espero estar bem em breve
"Penso muito em você e como queria ser mais presente e mais amigo.. a vida no entanto me cobra outras posturas e outras atividades... sempre te desejei,desejei o melhor, e ainda desejo."
Repito: não adianta esperar de quem não tem pra oferecer. Uma pena, mas já virei a página. Claro que, de vez em quando, não resito a olhar pra trás, folhear o que ficou pra trás. Ainda dói, sim... Talvez mais porque associo a outra cenas doloridas.
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Comecei a tricotar um poncho. Em lã marrakesh, são apenas dois retângulos que se entrelaçam, enviesados. Estou gostando do resultado. Ainda não sei se será meu, caso não consiga finalizar dois até julho, quando minha filha vai pra Campos de Jordão.
Não falo com tristeza. Mas, enquanto tricoto, é inevitável a lembrança de minha mãe, principalmente em relação ao colete que fiz pra ela no Dia das Mães do ano passado. Ficou tão lindo e ela nem usou. Era cinza azulado, em lã sedificada. Digo que era, porque, pra mim, tudo que era dela se desintegrou. Entretanto, é impressionante como tenho todas as imagens na minha memória: as cores, estampas, texturas de roupas. E como eu adoro lãs e linhas, acho que fixei essas coisas em algum lugar especial da memória...
Mas não são apenas roupas da mamãe. Ainda me lembro nitidamente da primeira blusa que fiz, por volta de 1973. Em amarelo, com decote "u". Tanto eu queria uma blusa nova, que fiz rapidinho. Foi na época do "boom" das Lanofix, quando abriram lojas onde vendiam fios por quilo, em minha cidade, que fica a meio caminho de Monte Sião e Serra Negra, cidades famosas pelos trabalhos tricotados.
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Acrescentei esta "emenda" no dia 08/08, meses depois do sonho. Isto é porque minha amiga estava relendo os e-mails e me perguntou se eu tinha tudo arquivado. Como não tenho nada além dos e-mails, resolvi deixar registrado aqui também.
Espero que lhe dê um clique de ir checar seus e-mails, que este texto chegue em momento oportuno.
Pois é, Alice.. Hoje fui na base de ?faça o que eu digo... ? Tinha escrito um montão pra você, num e-mail e perdi tudo porque o computador travou. Pena. Eu acho que sempre o primeiro texto é o melhor, mais espontâneo. Ainda mais quando se trata de narrar um sonho.
Pra variar, sonhei com você. Foram dois ?takes?.
No primeiro, a gente estava num carro grande, dirigido pelo Carlos. Era tipo van, da cor azul-marinho. A gente estava no banco de trás, conversando. De repente, eu me lembrei de lhe mostrar uma revista, do tipo Playboy, em que você aparecia peladinha. Não, não se preocupe, a foto era muito boa, com luzes, do tipo artístico e era bem sutil. Você estava saradinha, branquinha, magrinha, jeitinho de ninfeta. Bicos dos seios muito claros, quase transparentes. Eram umas 4 páginas. Os cabelos estavam bem aloirados, arrepiados, que nem do Plínio o filho da Do Carmo na novela passada. A foto devia ter algum tempo, pois vc olhou com cara de ?nem me lembrava?. E comentou que fora Carlos quem a fotografou. Acrescentou que ele tinha câmera e equipamentos fotográficos muito bons, que precisavam ser atualizados pra versão digital. Embora a foto não tivesse nada censurável, a gente espiava a revista dentro de uma bolsa grande, preta, que eu carregava. Em uma das poses, você deixava ver que estava depilada ?lá?. Era muito sutil, parecia uma criança. Carlos dirigia a van, silenciosamente. Havia umas 4 ou 5 pessoas anônimas à nossa volta.
Em outro episódio, estávamos na feira. Você usava um chapéu de palha, calça marrom e blusa de algodão branca, que eu já vi uma vez. Andava comprando tudo, inclusive umas couve-flor com aquelas folhas laterais e tudo. Encheu o carrinho, que era de lona..Uma pessoa desconhecida iria lhe dar carona e você insistia que bastava leva-la até o metrô Ana Rosa, que de lá você ?caminharia numa boa? até sua casa. Eu apenas assistia, feito um filme.
Nem imagino o que significam esses sonhos... Devo pensar que são fruto de minha admiração por você. Achei-a bem da última vez em que nos vimos. Continua magrinha, mas parece saudável, jovial.
Eu continuo parecendo que vou sarar da gripe. Mas de manhã é sempre mais difícil. Já tomei café, comi uma banana. Espero estar bem em breve
quinta-feira, abril 28, 2005
cena paulistana
Posto hoje texto que recebi de Edu, que descreve muito bem o dia de hoje. Eu assinaria embaixo!
Soube ontem mesmo do falecimento do deputado. Pensei em ligar para você mas não houve possibilidade. Compartilho do sentimento de perda. Era um dos poucos políticos que sentia mais próximo. Desde o cursinho pré-vestibular no Objetivo, acostumei-me em vê-lo nas campanhas. De uma forma quase onipresente, ele parecia acompanhar minha vida. Lembro das campanhas na Liberdade, de seu comitê próximo à Estação Ana Rosa, há pouco mais de três anos. Mas, como você comentou, ele deveria estar muito diferente da imagem que dele guardei. Fui pego quase de surpresa pelo protesto dos motoristas de ônibus e vans, que deixaram de circular da meia-noite às 6 da manhã. Precavido, deixei para ir ao trabalho mais tarde. Tomei café tranqüilamente com minha mãe e sai de casa, milagre, à luz do dia. Um dia maravilhosamente nublado e levemente úmido. Apanhei uma van praticamente vazia, em direção à estação Vila Matilde do Metro e deixei-me observar o percurso com uma confortável sensação de paz e nostalgia. Banhadas por uma luz difusa, as casas e suas donas pareciam surgir de um mundo esquecido pela turbulência dos dias modernos. Cachorros bocejavam nas calçadas, estudantes em burburinho caminhavam estridentes para as escolas, rapazes bem barbeados e cheirosos em seus ternos deixavam entrever a rebeldia (ou a entrega à moda) nos anéis e nos brincos. E os jardins? Aquelas plantinhas esparsas e esquecidas, rosas antigas, arbustos sem poda e árvores de um verde escuro contrastando contra o céu branco. Como adorei aqueles momentos de vida provinciana, com tempo espaçado, com desejo de aconchego, cobertor e bolinho de chuva. Vivo me questionando se não é isso que desejo: uma vida absolutamente anônima, provinciana, esquecida nos remotos pontos da capital paulista. Sem medos e sem ansiedades. E tempo a passar, levando as esperanças e os desejos da juventude. Ainda apanhei uma garoa fina e tudo parecia tranqüilo no Metro até a Estação Vila Madalena. No caminho pensei: " Por que não descer na Liberdade e comprar alguns salgadinhos? Aproveitar mais essa pretensa liberdade?" Mas que nada, vim como um torpedo teleguiado ao trabalho, já com atraso de algumas horas. Horas...
Soube ontem mesmo do falecimento do deputado. Pensei em ligar para você mas não houve possibilidade. Compartilho do sentimento de perda. Era um dos poucos políticos que sentia mais próximo. Desde o cursinho pré-vestibular no Objetivo, acostumei-me em vê-lo nas campanhas. De uma forma quase onipresente, ele parecia acompanhar minha vida. Lembro das campanhas na Liberdade, de seu comitê próximo à Estação Ana Rosa, há pouco mais de três anos. Mas, como você comentou, ele deveria estar muito diferente da imagem que dele guardei. Fui pego quase de surpresa pelo protesto dos motoristas de ônibus e vans, que deixaram de circular da meia-noite às 6 da manhã. Precavido, deixei para ir ao trabalho mais tarde. Tomei café tranqüilamente com minha mãe e sai de casa, milagre, à luz do dia. Um dia maravilhosamente nublado e levemente úmido. Apanhei uma van praticamente vazia, em direção à estação Vila Matilde do Metro e deixei-me observar o percurso com uma confortável sensação de paz e nostalgia. Banhadas por uma luz difusa, as casas e suas donas pareciam surgir de um mundo esquecido pela turbulência dos dias modernos. Cachorros bocejavam nas calçadas, estudantes em burburinho caminhavam estridentes para as escolas, rapazes bem barbeados e cheirosos em seus ternos deixavam entrever a rebeldia (ou a entrega à moda) nos anéis e nos brincos. E os jardins? Aquelas plantinhas esparsas e esquecidas, rosas antigas, arbustos sem poda e árvores de um verde escuro contrastando contra o céu branco. Como adorei aqueles momentos de vida provinciana, com tempo espaçado, com desejo de aconchego, cobertor e bolinho de chuva. Vivo me questionando se não é isso que desejo: uma vida absolutamente anônima, provinciana, esquecida nos remotos pontos da capital paulista. Sem medos e sem ansiedades. E tempo a passar, levando as esperanças e os desejos da juventude. Ainda apanhei uma garoa fina e tudo parecia tranqüilo no Metro até a Estação Vila Madalena. No caminho pensei: " Por que não descer na Liberdade e comprar alguns salgadinhos? Aproveitar mais essa pretensa liberdade?" Mas que nada, vim como um torpedo teleguiado ao trabalho, já com atraso de algumas horas. Horas...