sexta-feira, setembro 16, 2005

Decepções

Nossa... Confundi tudo. Novamente, desejei que a aquela pessoa que pensei que fosse a Esfinge fosse o Apreciador. Acho que caí do burro... ou do camelo... ou de um elefante! Que porcaria!
Sabem duma coisa? Lembrei-me daquelas Leis de Murph para Mulheres. O final é assim: O homem ideal é gay!"

quinta-feira, setembro 15, 2005

Nada a cumprir

Minhas preces não foram atendidas. O lado bom é que não terei de ser boazinha com o mundo. Não vou ser deletada ou jogada na lixeira se for rancorosa e fizer maldades.
Que droga!
Pelo menos o tempo melhorou em Sampa.


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Três cariocas desaparecidos mostraram - pelo menos virtualmente - nesta semana. Um deles, o meu quase xará no msn virá trabalhar por aqui, no ABC. Nos conhecemos devido a confusões de e-mails meus que ele recebeu por engano do remetente. Paralelamente, meu amigo Fábio também teve seus e-mails enviados para um quase homônimo, na Alemanha. Saudades daquele tempo em que ríamos muito dessas confusões.
Em conversa virtual com o Carioca, botei assuntos em dia e contei das confusões com o portuga a quem chamei certa feita de Joaquim, aqui neste blog. O gajo se ofendeu e me deu mais tamancadas ainda. Hoje rio de tudo. Mas relembro que deu pra chorar.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Promessas de uma desesperada

Fica aqui meu apelo ao Sto Isidoro, protetor dos internautas. E também ao meu velho amigo Sto Antônio do Vale dos Silícios para que o computador ache a impressora. Registro aqui o meu pedido, com a promessa de que não iludirei mais os amigos virtuais e nem os invocarei em vão. Só em caso de desespero e extrema necessidade. Prometo espalhar apenas a alegria e bom humor nos meus e-mails e blogs. Valha-me!

terça-feira, setembro 13, 2005

Ó devorador

Agora o Apreciador diz que lambe os bigodes... Hummm.... Se esse leitor for que nem a Esfinge, vou ter que tomar uma atitude drástica!
Pra quem aprecia penas, recomendo: http://community.webtv.net/Velpics/HUM
Quem chama beija-flor de colibri se equipara a denominar pomba de columba, certo?
Viram como estou captando? Acho que estou na pista certa!
Será o Apreciador mais voraz que a Esfinge? Aguardem...


Impacientemente, rogo ao Apreciador que pare de despistar e diga logo como prefere devorar a Pomba. Será que essa criatura só aprecia degustações virtuais? Será um grande caçador, como alguns felinos que acima de tudo apreciam essa arte, antes de ser uma arma para saciar a fome?

Buraco no peito

Assim que terminei o parágrafo anterior, li no Nelblog sobre o buraco no peito... A notícia desse furo me atingiu de modo impactante. Um engasgo que me fez chorar... Me fez, sobretudo, lembrar da importância da solidariedade, da amizade. Não aquela fingida, mas a verdadeira, que talvez possa aquecer, ajudar a suavizar a queda ou a cicatrizar a ferida... A amenizar o tombo ou ajudar a se levantar. Doeu em mim esse buraco...

Links

Repararam que consegui colocar um link, aqui do lado direito? Minha primeira homenagem é ao Professor, apreciador de colibris.

Finalmente venci a preguiça e queimei um pouco das minhas plumas pra entender esse emaranhado de códigos. Afinal de contas, se relembrar de tudo que fiz em formatação no escuro, nas épocas pré-Windows, essa coisa de html é fichinha! Problema é que a gente se acomoda e quer só usar programas "inteligentes".

Aos poucos, acrescentarei outros blogs que gosto de ler. Aguardem!

Emoções a flor da pele

Ainda não li o horóscopo, mas acho que os astros andam esquisitos de ontem pra hoje. Meus felinos fizeram maior festa à noite e eu nem escutei. Dormi cedo e acordei supertarde. Diria que estou com a sensibilidade à flor da pele. E nem estou de tpm! É bom explicar, pois ultimamente, atribuem tudo que altera o comportamento à tpm ou à menopausa.

Na noite aparentemente tranqüila, enquanto os gatos traquinavam, sonhei. No sonho, eu e minha filha éramos amigas. Eu tinha a idade dela e ambas resolvemos fazer uma aventura no Rio de Janeiro. Iríamos de carona, sem nenhuma grana. Minha mãe, com a idade que ela tinha quando eu tinha vinte anos, estava acamada. Porém deu a nós vinte reais, para que não passássemos tanto aperto. Felizes com aquele dinheirinho no bolso, fomos pra estrada. Ficamos na Dutra, pensando em fazer sinal para um caminhão. De repente, num outro flash, estávamos no centro da capital carioca, nas proximidades do Banco Central. Foi só.




segunda-feira, setembro 12, 2005

O amor é lindo...

O amor é lindo e nos faz perder o senso do ridículo. A gente sai por aí contando pra todo mundo tudo que envolva a pessoa. Porque ela interessa pra gente, acha que os outros estão interessados em ouvir. Pena que tudo passa e a gente fica tremendamente arrependida.

Estou falando de minha amiga Lúcia. Hoje, do nada, ao meu bom-dia, ela respondeu contando que o namorado foi para o Nordeste e voltará apenas na quinta. Eu tive vontade de dizer: "E eu com isso?" Mas comentei: "Que bom que você continua tão apaixonada que a três por dois se lembre de falar dele em situações mais estranhas". Foi uma alfinetada gratuita, eu admito. Mas fiquei sem resposta. Eu tava de saco cheio, principalmente porque foi segunda dose de bobeira em menos de uma semana. Outro dia, ela me mandou fotos de uma família nos States. Depois, comentou: " É a filha mais velha dele, mais o genro e a neta. Não sao lindos?"
Tá... algumas pessoas dirão que eu estou me mordendo de inveja. Tsc, tsc, tsc... Às vezes tenho saudades disso, sim! Puxa vida, como nós, mulheres, somos idiotas!

Depois de ver uma linda florada de ipê amarelo, lá em Tocantins, onde está Fábio, escrevi para meu amigo "virtual" mais antigo. Digo virtual mas essa amizade não começou com a Internet. É só porque nunca o vi pessoalmente. Ele foi meu primeiro correspondente, quando eu tinha apenas doze anos. (Menti um pouco, aumentei uns dois anos pois ele tinha dezessete). Nos correspondemos por mais ou menos um ano, depois de contatarmos pela revista Melodias. Naquele tempo, a gente escrevia: "Caro desconhecido amigo..." No ano passado, achei o nome dele, de origem alemã, casualmente, na Internet e mandei um e-mail. Ele se lembrou da revista e daquela fase. Mas não se lembrava de mim! Que decepção! Mas não fiquei triste, acabei fazendo um novo amigo, que me mostrou lindas flores de ipê branco, lá da praça da cidade dele. Lembrei-me então de que ele comentou para que eu não sumisse por mais 35 anos.

Como vêem, desde muito antes da Internet, adorava conhecer pessoas novas, trocar idéias com gente que nunca vi. E memorizei muitos nomes por inteiro. Infelizmente a maioria de minha geração está desconectada.


Jogo do bicho

Antes que me esqueça:
Quando contei do sonho para o sr José, disse a ele de cara:
"Sonhei com você, que bicho eu jogo?"
E ele, com aquela risada do Pateta:
"Iac, iac, iac! No porco!"
Pra não ficar encanada, fiz um joguinho no porco. Só R$ 1,00. Ganhei R$ 32,00. E o bicheiro:
"Quando tem palpite bom assim, tem que jogar pelo menos R$ 100,00!"
Pois é.. se... se SE tivesse jogado na cabeça e não no grupo.... Pois é... SE!!!

sábado, setembro 10, 2005

Mais um sonho

Antes que me esqueça, registro aqui mais um sonho esquisito.
Desta vez foi com sr José, um senhor que foi tradutor de HQ na Ab r il. Foi ele a primeira pessoa que conheci naquela editora, justamente no dia em que fui fazer meu teste na empresa. Lembro-me até hoje daquela cena. Um velhinho careca e de óculos, com uma risada peculiar (que depois descobri que sãio reproduções de Iac, Iac, Iac do Pateta e Huá, huá, huá do João Bafo-de-Onça - sons que ele grafou pela primeira vez em português). Se naquele tempo o achava "velhinho", imagina hoje... Que nada... Ele é daquelas pessoas que não mudaram de semblante nos últimos 40 anos, desde que abandonou a vasta cabeleira dos tempos de estudante.
No meu sonho, encontrei o sr José na parte mais elevada da av sen Queirós, ali perto da Tiradentes. Ele conduzia uma garotinha mirrada de uns três anos, para quem iria mandar confeccionar um poncho de lã, em tricô ou crochê. A descrição do poncho que ele queria dar à menina era semelhante a um que eu tive quando criança: na cor azul royal, com longas franjas. Diferença é que esse tinha uma espécie de pala rendada na parte das costas. Conforme o homem descrevia, eu construía fotograficamente o tal poncho. Então, expliquei a ele o número de novelos que teria de adquirir ali na 25 de março, tomando cuidado com o tamanho dos novelos da lã Família, que é apresentado em 40 e 50g (acho que isso não é verdade).
O sonho foi de anteontem pra ontem. Na tarde de ontem, telefonei pro meu amigo. Acho que não nos falávamos desde a virada do ano. Fiquei feliz com a alegria dele ao me ouvir.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Suposições

O que fazem as pessoas quando não gostam de algo? Muitas preferem ficar caladas pra não ofender o autor. Falo genericamente. Isso pode tanto acontecer com um texto, obra de arte ou um prato. Pois é... Alice finalmente deu uma passadinha por este blog.

Comentário dela: "Deve ser terapêutico escrever diariamente sobre diversas situações." Das duas uma: ou ela não gostou do que leu, está com a cabeça em outra dimensão ou não teve saco pra ler. Ou nem achou a página! Se ela voltar aqui, ficará sabendo o que eu penso. Eh, eh, eh! Não é possível que tenha se esquecido do meu amigo mineiro. Fomos juntas ver um show que ele organizou por aqui.

Depois de mais uma longa pausa, o Professor mostrou o nariz na Internet ontem. Sinto falta das conversas que tínhamos nas tardes em que ele trabalhava na rádio. Mudei eu ou mudou ele? Acho que ambos.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Reencontros

Depois de séculos e muita busca, reencontrei amigos com os quais lamentei perder contato depois que debandamos do Icq.

Um deles, o Huguinho, de BH, agora virou Zezinho. Com metade do peso de antigamente, continua puto, como se audodefine. Foi muito legal retomarmos o papo, agora pelo Msn. Ele é um dos remanescentes do velho e bom Freetel, coisa de nosso jardim da infância virtual. Lembro-me até hoje da noite em que atendi a um chamado dele. "Huguinho? Só pode ser referência a Disney", pensei. E não é que acertei? Foi a partir daí a nossa identificação. Tantas coisas diferentes e ao mesmo tempo tão em comum! Muito bom rever gente assim!

Outro delicioso reencontro foi com Seawonan, minha colega de faculdade. Está linda, jovial e muito feliz com sua alma gêmea, que só localizou depois dos 60. O exemplo dela me enche de alegria e esperanças! Há quase 30 anos, aquela mulher que voltou à faculdade depois de criar os quatro filhos já era para mim um modelo a ser admirado e seguido. Só muitos anos depois, soube que boa parte daquela aparente alegria era bem superficial.
Por que demoramos tanto a nos libertarmos das amarras de um porto seguro para ir de encontro a um fantástico cruzeiro? Cada um de nós tem a sua resposta íntima. Exemplos podem inspirar, encorajar, mas nem sempre são suficientes para nos levar à decisao...

Por falar em gente interessante, finalmente Raquel resolveu mostrar a carinha. Muito diferente do que eu imaginei! Pra melhor! Só não entendo a ligaçao com Marcie...

terça-feira, setembro 06, 2005

Vida paulistana

Adoro dias de frio, desde que não sejam muitos. A garoinha também faz parte do meu cotidiano. Pequenas gotas lavando minhas janelas me dão mais tranquilidade do que Sol forte demais. Coisa de paulista, de quem aprendeu a ser paulistana. Até poluição parece nos fazer falta quando baixa. Sem falar no trânsito e barulho. Aprendemos a conviver e a amar tudo isso. Estranho, né? Mas nao tem como renegar. Aliás, é esse tempo feio que nos motiva a trabalhar em cima de um computador! Fico pensando: "ainda bem que não preciso enfrentar essa chuva e esse trânsito de véspera de feriado!"

O feed back é muito importante para quem escreve, sim! Um e-mail surpresa então... nem se fala! Um leitor inesperado, que surge do nada é o maior estímulo dos blogueiros. Principalmente para quem mantém na internet este diário secreto, atrás de um pseudônimo. Ontem resisti bravamente a nao me desvendar pra uns e outros em seus respectivos blogs.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Semana da Pátria

Sete de setembro também lembra minha infância.
Ainda tenho guardado o macaquinho amarelo que usei quando fui baliza em um desfile.
Cantávamos e comemorávamos a semana toda, usando fitinhas verde-amarelo no bolso do uniforme.
Eu gostava de desfilar nas paradas.
Não sei quando aquilo tudo acabou...
Acho que foi antes do fim da era dos militares.

Frase do dia

Samovar pra Geórgia:

"Sua panela de cozinhar homem velho já furou faz muito tempo!"

E eu preciso jogar fora a minha! Ah, ah, ah, ah!


domingo, setembro 04, 2005

A dona da história

Depois de muito tempo, voltei a ver filmes brasileiros. Ontem assisti "A dona da história". Gostei. Minha filha até falou que eu pareço com a protagonista. Admito que tenho muito a ver, sim! Não são poucas vezes que me vejo conversando com outras "eus" que ficaram ao longo dos últimos trinta anos.
Gosto de rever cenas daquele tempo, embora eu seja de alguns anos depois. A personagem vivida por Maireta já estava no "segundo normal" em 68. Eu ainda terminava o grupo escolar.Foi naquele ano que tomei gosto pela literatura.Para enfrentar o exame de admissão, havia me matriculado num cursinho dado pela minha própria professora, a dona Maria Joana. Frequentei apenas um mês. A própria professora me dizia que não havia necessidade. Afinal, eu era a melhor aluna da classe. Mas, por precaução, meu pai e irmãos acharam melhor eu me preparar mais.Não pensei duas vezes. No mês seguinte resolvi dar destino mais interessante aos dez mil cruzeiros (a nota de Santos Dumont) que me davam pra pagar o curso. Com aquele dinheiro, poderia comer um belo sanduíche e tomar guaraná todos os dias! Um palmo de pão bengala com muita mortadela era o que comprava numa vendinha da periferia. Vez ou outra invdestia num doce "de geladeira" na Panificadora Copacabana, a mais chique de minha cidade.Outra coisa deliciosa era o danone de frutas. O de pêssego tinha um aroma inesquecível.Como dizia, tomei gosto pela literatura durante minhas fugas vespertinas. Passava pela biblioteca, pegava um livro e ficava embaixo do pontilhão, na passagem da ferrovia, acho que desativada naquele ano. A cada dois ou três dias, conseguia devorar um livro inteirinho. Meus preferidos eram de José Mauro de Vasconcelos. Já me considerava "muito grande" para Monteiro Lobato. Li também a série "Pollyana", "Diário de Anne Frank" e o fortíssimo "Diário de Ana Maria".

Passei no exame com nota que me permitiu ficar na rabeira da primeira turma: 8.8. Aos 11 anos, passei o ano todo de 69 na casa de minha irmã, que tinha dois filhos, de 9 e 6 anos. Nada vi dos movimentos estudantis de que tanto falam. Mas ao retornar a minha cidade, em 70, soube de "desaparecidos", "subversivos" e "comunistas". Subversivos eram os vilões, mais ou menos a imagem que fazem de traficantes às crianças de hoje.
No Carnaval de 71, ao som de "Eu te amo meu Brasil", conheci o salão de baile. Justamente um "subversivo" me arrastou para a folia. Ambos de calça jeans americana desbotada, de falsa boca-de-sino. Tenho a imagem fotográfica da camiseta regata marinho que eu usava e da camisa dele...
Tal qual no filme, me vejo muitas vezes conversando com aquela garota.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Todo mundo sumiu

Tenho a sensação de que todos meus supostos leitores andam muito ocupados. Ou vai ver que não escrevi mais nada que os motivasse a comentar...

De repente, o tempo virou na tarde de ontem e acordei de manhãzinha com barulho de chuva. A chuva me tranquliza, principalmente se tiver um friozinho. Nessas horas, queria ser gato, pra me deitar enroladinha em algum canto. Se pudesse, botaria as patinhas nos olhos e esqueceria o mundo...

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Anteontem, fui visitar um amigo com problemas no computador. Fiz isso, apesar de ter-me prometido que nao botaria as mãos na máquinha alheia. Foi legal pra botar conversa em dia. Faz falta papo furado. Mas o computador, não consegui diagnosticar. Abri a CPU e dei com a ventoinha caída. Fora colada diretamente no processador, sem presilhas. Coloquei a ventoinha em cima, com a CPU tombada. Mesmo assim, o computador ligava e desligava sozinho. Tentei remover os pentes de memória, mas por mais que tentasse, não consegui tirar do lugar Tive que entregar os pontos e chamar um homem! O carinha desmontou tudo, revirou e concluiu que era a fonte. Mais a ventoinha e a mão-de-obra ficaram em 100 reais.´Impressionante como esses mocinhos são preconceituosos! Tratam a gente feito imbecil, por causa da idade e por ser mulher! Bah!

quarta-feira, agosto 31, 2005

Não compreendo...

... as pessoas que recebem um e-mail pessoal e não se manifestam. Depois, têm coragem de dizer, por telefone, que leram. Não me refiro a pessoas com dificuldades de escrever e sim pessoas que trabalham com comunicação Vez ou outra podem ser dificuldades técnicas. Será que é tão difícil dar um reply, clicar em responder? Sinceramente, acho baita desconsideração!

Por falar em desconsideração, mais uma vez me enviaram o texto Idade de ser feliz creditado a Mário Quintana. Lembro-me de tê-lo recebido e encaminhado há uns dois ou três anos. Depois de dar o foward, senti algo estranho e fui conferir. Constatei outra paternidade, de um certo Geraldo Eustáquio, autor de livros de auto-ajuda. Desta vez, resolvi ir a fundo. Escrevi para a Casa de Cultura Mário Quintana e também para Betty Vidigal, da UBE, para darem seus atestados.
Parece implicância exagerada. Mas não sou única maluca. Temos de defender os direitos morais dos autores, principalmente escritores e poetas profissionais. É uma afronta muito grande. Depois das minhas broncas, quase pude visualizar aquele sorriso maroto de Quintana e lembrei-me de Érico Veríssimo dizendo que o poeta era na verdade um anjo disfarçado.

O "Apreciador"

A curiosidade não mata apenas o gato. Pombas são seres extremamente curiosos. Se o misterioso não enviar mais pistas, vou me depenar toda!

Hoje

Foi um dia de turbilhão de sentimentos. Altos e baixos. Alegrias e tristezas. Surpesa boa e decepção. Vai ver que a Lua está de ponta-cabeça em Escorpião!
Passa um pouco da meia-noite... o famigerado mês de agosto acabou.
Fazia algum tempo que não derramava lágrimas. Hoje escaparam. Com vontade. Acho que foi uma necessidade, diante da poluição.
Já é outro dia!

terça-feira, agosto 30, 2005

Não se confunda!

Assim como a garota que usou seu fotolog de gatos para manifestar a dor pela perda do pai, as mensagens deste espaço mudaram de tônica nos últimos meses. É um reflexo da alteração de valores na minha vida.

O mais sensato é dizer "sim" no dia 23 de outubro.

Se isso vai mudar alguma coisa? Vai diminuir a violência? Reduzirá os assaltos?

Não sabemos.

O que podemos ter certeza é de que certamente morrerão menos pessoas. Inocentes ou não. Criminosos ou não.


Com mensagens do tipo: "Proteja sua família, vote não"; "Preserve sua liberdade, vote não"; "A história mostra que o governo abusa do monopólio das armas" , circula por aí uma propaganda muito bem bolada contra o desarmamento. Sim, muito bem bolada pois o objetivo é confundir as pessoas. Mesmo quem for contra o uso de armas poderá ser levado a dizer não ao desarmamento, que significará sim ao comércio livre de armas.

Transcrevo aqui uma resposta que enviei a uma pessoa que me repassou um desses e-mails, com 20 "cartazes" invocando as pessoas a votarem não no dia 23 de outubro.

"Se vc me repassou este e-mail conscientemente, espero que tenha sido por má interpretação da mensagem, que é favorável às armas. Essa mensagem tem o objetivo de nos confundir quanto à forma de votar.Todo mundo que é contra a violência, balas perdidas e morte injusta deve votar SIM ao Desarmamento, pelo fim do comércio de armas e revólveres em casa.
Se eu não tivesse vivido o que vivi, certamente votaria por uma alternativa ou outra, sem pensar direito. Mas, como alguém que perdeu um irmão, que se matou com um tiro no ouvido. Um único e fulminante tiro, que entrou por um lado e saiu pelo outro, num único segundo impensado, tenho que defender o SIM ao desarmamento!
Fatalidade ou não, se ele tivesse que sair de casa, procurar uma ponte ou edifício alto pra saltar ou mesmo sair tresloucadamente de carro, o ímpeto poderia ter esfriado. Poderia ter conversado com alguém, poderia ter olhado para os filhos, pensado nas consequências e a vontade de morrer teria passado. Do mesmo modo, num instante de grande tristeza, desalento ou raiva, qualquer um de nós pode ser impulsionado a pegar uma arma e mirar contra a própria vida. Num impulso raivoso, pode atirar em quem está por perto, amigo, inimigo ou mesmo pai, filho ou irmão, num gesto semelhante ao que nos leva a bater em alguém, gritar ou mesmo virar um copo de uísque...
Mensagens como a que você me enviou podem levar pessoas inconsequentes a ter gestos equivocadas na hora doreferendo. Mesmo gesto impensado que pode levar a apertar um gatilho."


A seguir, texto de um amigo meu, oficial da PM, da reserva:

Desarmamento
Circula pela internet nos últimos dias um e-mail intitulado "Desarmamento: a alegria do crime". A autoria dessa matéria "cultura e informativa" só pode ser de alguém ligado à indústria das armas. Os dados citados, mesmo que sejam verdadeiros (não disponho de informações suficientes para confirmá-los nem negá-los), procuram levar o cidadão leigo e de boa-fé a acreditar que estará mais seguro se tiver uma arma de fogo em casa. Os números mostrados parecem querer demonstrar a necessidade de a população ordeira estar armada. Mas... será que são verdadeiros? Se forem, não haveria outros fatores a contribuir para a alegada mudança do quadro estatístico?Curiosamente, mas não por coincidência, nada foi citado a respeito do Japão, onde até a polícia trabalha desarmada (exceto as tropas de choque e os efetivos ligados à criminalidade mais pesada), e são inexpressivos os índices de crimes provocados por armas de fogo.Trabalhei durante vinte e seis anos na Polícia Militar paulista e nunca utilizei arma de fogo, exceto quando me encontrava em serviço. Sem falsa modéstia, sempre fui um dos melhores atiradores em todos os lugares onde trabalhei. Assim mesmo, agora que me encontro na inatividade, nem quero pensar em ter arma em casa, pois não tenho a menor dúvida de que, ao ser surpreendido por um ladrão armado, dificilmente uma pessoa dispõe de tempo para sacar a arma e defender-se, por mais à mão que ela se encontre.Questionar por que os policiais, juízes e promotores poderão continuar utilizando armas de fogo é uma asneira sem tamanho: todos sabemos que esses profissionais estão diuturnamente lidando contra o crime e precisam, no desempenho de suas funções, estar protegidos. Lembremos, uma vez mais, que quase nunca é possível utilizar a arma de fogo quando se é pego de surpresa pelo criminoso, mesmo se se tratar de um desses profissionais.Você tem arma de fogo em casa? Bem, se você não possui arma de fogo, que motivos terá para ser contra o desarmamento?O autor da mensagem a que me refiro usa de má-fé ao dizer que nos países citados foi desarmada a população ordeira e o mesmo quer nosso Governo Federal. O que se fez foi retirar de circulação armas de fogo que cairiam em mãos criminosas, o que também acontece no Brasil em grande escala, pois as pessoas que possuem armas de fogo em casa, em sua maioria, não sabem sequer guardá-las em locais seguros e, por isso, elas acabam abastecendo ainda mais os infratoes da lei e da ordem.O comércio de armas de fogo no Brasil rende muitos dividendos aos fabricantes. Rende até impostos aos cofres públicos, mas ao mesmo tempo provocam tragédias que só quem as viveu ou presenciou é capaz de imaginar o quando são doloridas.Portar arma de fogo exige preparo (técnico e, principalmente, psicológico). Usá-la, então, exige muito mais do que o preparo: exige a necessidade de seu uso, mas isto vez por outra é desprezado até por quem tem o dever legal de conhecer. Se não fosse assim, não teríamos disparos indevidos de armas de fogo por policiais em serviço. A linha que divide o permitido do proibido é muito tênue, podendo ser rompida com facilidade e, quando isto acontece, as conseqüências são nefastas.Não tenho e não quero ter arma de fogo, pois sei que não tenho necessidade dela. Quem acredita que é melhor uma arma na mão do que um policial ao telefone está tão desinformado que precisa consultar melhor as estatísticas. Uma coisa é ter a arma na mão; outra, bem diferente, é saber e poder utizá-la no momento certo e sem prejuízo para si mesmo e para outros inocentes.Afirmar que "com armas, somos cidadãos e sem armas, somos súditos" é outra falácia. Com armas, temos uma falsa sensação de segurança; quando elas nos são roubadas pelos criminosos, estamos mais inseguros e eles estão ainda mais armados.O fato de os criminosos estarem armados não é justificativa para que as pessoas comuns do povo -- ordeiras e sensatas -- também estejam. Se os bandidos estão armados, nós, cidadãos, temos o direito de exigir que os governantes cumpram seu dever de equipar os órgãos policiais para que os desarmem. Que se aumente a fiscalização nas fronteiras, nas vias de transporte (aérea, rodoviária, marítima, fluvial), nas estações de embarque e desembarque de passageiros em geral (aeroportos, portos, estações rodoviárias, ferroviárias), nos bares, nos morros, nas favelas... Enfim, onde se possa encontrar uma arma de fogo, lá deverá estar a polícia e desarmando quem quer que seja. E que promotores e juízes também cumpram seu papel e mantenham confinados os criminosos presos pelas polícias em geral.Crianças morrem de fome, gestantes não têm um acompanhamento pré-natal satisfatório, famílias passam necessidade, a educação e a cidadania não chegam às pessoas mais carentes... Enquanto isso ocorre à nossa frente, nossos governantes gastam anualmente milhões e milhões de reais nos hospitais públicos -- ou seja, nosso dinheiro -- por causa das malditas armas de fogo.Se você votou errado nas últimas eleições, certamente lhe veio o arrependimento; isto, porém, tem conserto: pense melhor nas próximas eleições. Mas, no dia 23 de outubro deste ano, o seu voto valerá muito mais: se votar errado, poderá sofrer as conseqüências de seu ato impensado. Portanto, vote SIM à pergunta sobre o desarmamento.
Lembre-se: a vida não tem segunda via; a morte não está sujeita a impeachment. N.B.S - Major da Res erva da PM - Gra duando em Letras na U nesp - Ara raquara - SP



segunda-feira, agosto 29, 2005

Razão dos nomes

Hoje, em plena segundona, parei pra dois dedos de prosa no Msn. Falamos sobre nomes, Lúcia e eu. Mais especificamente sobre alguns nomes que os descendentes de japoneses mais ganham no Brasil. Érica (semelhança com Eriko), Lilian, Líria (a flor lírio ou lis), Jorge (Jooji)

A conversa me fez lembrar de outro nome: Mercedes.
Triste lembrança pois vi ontem o nome de minha amiga de infância na necrologia do jornal online de minha cidade. Moreninha, filha de japoneses, ela virou alvo de gozação por ter nome de caminhão. E ela esbravejava e explicava que o nome feminino existia antes do caminhão e que ganhara esse nome em homenagem a uma tia. Ambas nasceram em Marília. E eu pensava: "Mas que coisa estranha. Além de tudo, a menina com nome de caminhão nasceu numa cidade com nome de gente!" E o nome daquela cidade veio de Marília de Dirceu. Tudo porque a próxima estação de trem deveria começar com a letra "m". E Dirceu? Antes era um nome poético, que remetia ao poeta inconfidente... Depois, a referência passou a ser um professor que tive. Mais tarde, o Dirceu Borboleta, da novela global. Agora, só nos lembra essa figura política, que de herói passou a vilão... ou será bufão?

domingo, agosto 28, 2005

Roseiras e rosas

Outro dia, recebi o texto abaixo. Repassei a algumas pessoas, entre as quais, minha amiga Alice. Alguma coisa mexeu comigo, claro. Fiquei refletindo a respeito de amizades, sobre tantas que ficaram pelo caminho... E sobre o que Alice me escreveu, em resposta.

"Velhas Roseiras"

Eu já tive milhares de companheiros e colegas.Dentre eles, fiz centenas de bons amigos.Mas nem todas as amizades duraram.Algumas pareciam sólidas como rochas, mas não resistiram aos tempos e às circunstâncias. Assim sobraram poucos amigos de infância pouquíssimos amigos de escola, poucos amigos de adolescência, poucos amigos de juventude.
E pensar que a gente brincava todos os dias, via-se todos os dias e não saia da casa um do outro...
De repente, outros afetos, outros amigos, outros interesses, outro tipo de vida longos anos de distância e mil preocupações da vida nos afastaram totalmente.
Agora não sei onde andam e os que vejo aqui e acolá são amigos de "Bom dia"...
Mas nada acontece.
A gente se respeita e se admira, mas a amizade de infância, de juventude não volta.
Mudaram eles ou mudei eu?
Ou foi a vida que nos mudou a todos?
Restam algumas amizades fiéis.
O que sei é que fiz muitos amigos e não conservei aquelas amizades.
De bons amigos que éramos, somos hoje bons conhecidos que se saúdam de passagem e se respeitam.
Às vezes nem isso.
Crescemos e nossa amizade ficou lá no passado.
E eu digo a mim mesmo:
"Feliz o homem que sabe cultivar sua roseira!
Talvez não seja tarde...
Roseiras velhas também produzem rosas lindas e viçosas.
Basta recultivá-las..."

Comentário da Alice:

Quanto à roseira, não sei quanto dura seu ciclo de vida, mas dura anos porque tenho uma roseira há uns 20 anos na outra casa. Foi minha madrinha quem me deu. Tudo depende do cuidado, do carinho com a plantinha, muito mais que adubo. Bem, sou suspeita em falar em plantas. Sem ser pessimista, chata, lamuriosa, ingrata, o que mais me agrada e me faz feliz é preparar a terra, arrancar as ervas daninhas e plantar. Colher, seja uma flor ou algumas folhas de rúcula, um punhadinho de hortelã, é gratificante e divino. Você se lembra que uma vez fomos à Bienal do Livro e, num estande de "presentinhos", havia camisetas, vestidinhos (você até havia gostado de um) e uma cortina tipo rolô pintada com umas palmeiras e um verso de Fernando Pessoa (lembro-me que copiei esse verso que falava sobre natureza, mas não sei onde guardei a tal folha escrita). Queria tanto recuperar esse verso, porque pretendia escrevê-lo no muro da minha casa que dá para a viela, onde plantei mudas diversas, desde sansão do campo (uma arvorezinha com folhas delicadas, mas bem sacana porque por trás de sua folhagem há espinhos), que é própria para cerca, algumas roseiras (recém-plantadas), hibíscos laranjas, antúrios, lírio da paz, bela-emília (um arbusto com flores miudinhas da cor azul-lilás), entre outras que não sei o nome. Tenho vontade mesmo, onde há falhas nesse corredor da viela, de plantar árvore frutífera, aliás tenho um pé de amora. Queria mesmo era ter um bosque, pequeno que fosse mas com uma jabuticabeira. Pois é, sou uma roceira metida a urbana. Hoje, me sinto melhor porque resolvi regar os canteiros de verduras da casa da Arlete. Ela havia pedido, há algum tempo, para o guarda da rua deixar a mangueira, com um chafariz vagabundo, aberta por uns 10 minutos todos os dias. Ela reclamou comigo, dizendo que ele não regou nada. Aí, hoje resolvi eu mesma pôr a mão na terra, aproveitei e replantei algumas mudas de cravos, procedentes do terreno do meu pai. Um pedacinho de nada que mexi, e ficou lindinho. Quanto à horta do meu primo, me ative a somente regar, pois ele pode não gostar de eu mexer. Sabe como é, ultimamente só tenho levado na cabeça.
Resumindo (será que consigo ser concisa?), uma roseira pode durar a vida toda de quem a plantou e, se tiver sorte, ser cuidada por outras pessoas e continuar a perfumar a vida de tantas outras pessoas. Vai depender do respeito e carinho que receber, mais do que adubo. Assim acontece com a amizade. Um amigo sobrevive se houver respeito, compreensão e carinho. Como na natureza, a amizade está sujeita a temporal ou a seca, mas há sempre uma mudinha que fica. Assim, mantêm-se vivas a natureza e uma grande amizade.

Pela primeira vez em muitos meses, estou supertranqüila! Tomara que a fase dure um tanto. Preciso!

sexta-feira, agosto 26, 2005

Hay brujas?

Trecho do e-mail do Professor sobre o sonho de ontem:

"Por incrível que pareça, realmente ontem acordei às 6h e me conectei. Achei que seria mais fácil encaminhar os e-mails de provas. É que os professores todos enviam as provas para mim, para tirar cópias. Como não estou na escola, preciso reenviar. Cedinho é mais fácil, com essa lerdeza aqui".

Quem acompanha este blog deve ter notado o quanto sou ligada em sonhos...

É estranho como sonhamos repetidas vezes com certas pessoas. Não signficando por isso que sejamos mais ligados a elas.




quinta-feira, agosto 25, 2005

Terminei!

Com todas extravagâncias da última semana e preguiça de ontem, conluí o meu mês de trabalho 5 dias antes do prazo! Que delícia!

Ontem à noite mergulhei no "Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Presente e recomendação de minha amiga Alice. Sonolenta, o que mais me chamou a atenção foi o capítulo referente à emancipação da alma, ou seja, o sono e os sonhos. Entre os temas abordados estão visitas espíritas entre as pessoas vivas e transmissão oculta do pensamento.

Hoje cedo, sonhei que o Professor ligava seu computador, apoiando a perna esquerda, com a panturrilha distendida, num banquinho. De camisa vermelha, checou seus e-mails. Encontrou os meus: dois com duas linhas cada e fez aquela cara de decepcionado.
Olhei o relógio: 7h. Pensei: "preciso dormir mais um pouco". Dei água pros gatos e voltei pra cama. Quando acordei, já eram 8h30. Vim até o computador e escrevi para o Professor, contando meu sonho.

Mais acordada, fiquei com uma sensação estranha...

quarta-feira, agosto 24, 2005

O show

Sim, confesso! No show de ontem, fiquei mais emocionada do que imaginava. Pensando bem, gostei muito de "RC pra sempre". O meu convidado adorou e eu fiquei feliz por ver alguém tão animado. Disse que era a primeira vez que saía à noite este ano.Meio constrangedor foi emprestar meu braço e ombros pra ele... eh, eh, eh! Maior parte do público era bem homogêneo: baixinhas de cabelos curtos, com idade entre 55/60 anos. Só vi um homem oriental. Mulher, apenas eu.

Hoje, pra contrabalançar, fui ver uma exposição de arte com Li. Não consegui convencê-lo a assistir "2 Filhos de Francisco". Mas pelo menos acho que vai gostar do livro de poesias de Florbela que levei pra ele...

Falando em poemas, na Paulista, Li pegou um folheto: "Flores desorientadas", que traz:


'O nome da flor
Perto de uma flor sem nome,
Vi outras flores sem nome.
Não ter nomes, eu sabia.
Era apeans não ter nomes.
Eu não sabia o nome do nome,
Não sei os nomes do homem,
Assim não importam os nomes
Das flores que eu sabia"
O poeta era simpático, disse que estava em campanha para publicar. Li deu a ele uma moeda. Penso que foi de 1 real. Se ele conseguir o mesmo de 30 pessoas por dia... Humm... Quantos meses pra lançar um livro de verdade? Se a grana for só pra essa finalidade, não demorará muito, dependendo da edição.
Registrei aqui o texto pra constar que acabei de encontrar o poema em um blog. O autor é o próprio: Antonio Luiz Junior! Pena que só está no cache. O blog foi removido. Provavelmene a blogueira também deparou com o poeta e gostou do mesmo poema que eu.

E eu fiz a busca imaginando que podia ter sido copiado... Mundo pequeno, né?

Admiro as pessoas que têm coragem de vender seus trabalhos de mão em mão. Lembrei-me de Plínio Marcos. Foi com ele a primeira entrevista de minha vida. Fui visitá-lo num amplo apartamento perto da 9 de julho. Levei um "rádio-gravador" e eu tremia feito vara verde. Meus joelhos pareciam bater tão alto que tinha medo que ele escutasse... A segunda e última vez que o vi foi numa papelaria do meu bairro. Levava pilhas de recortes de jornal em pastas, para serem xerocadas. Depois de alguns meses, soube que ele morreu. Naquele dia, papelaria, tive vontade de dizer a Plínio: "Oi, lembra de mim? Sou aquela estudante que foi procurá-lo para uma entrevista, em sua casa..." Mas não tive coragem de falar nada. Estranhei que ele ficou me olhando como se me conhecesse... Vai ver que se lembrou, ou ficou pensando: " De onde conheço essa daí?"

terça-feira, agosto 23, 2005

Atchim!

Procurando uma blusa desaparecida, espirrei sem parar. E os gatos me ajudando a fuçar as coisas. Mas quem resiste a tanta solidariedade? (Atchim!)... Claro, eles queriam me mostrar que a blusa caiu atrás da gaveta, nos fundos da cômoda. Há um tempão que eles insistiam em entrar ali. Fazer o que se os coitadinhos não têm dedos pra apontar, né?

Hoje vou ver o Rei! Arrumei boa companhia, aquele moço do anelzinho no mindinho. Eh, eh, eh! Afinal de contas, breguice é só um ponto de vista, né? E vou assistir " 2 Filhos de Francisco" também. E daí? Sou caipira mesmo!

Uma colunista da FSP disse que RC escreveu Detalhes para uma garota que disputou com Tarso. E pelo jeito a musa preferiu o jornalista. É... a escolha deve ter sido complicada, né? Quem será a moça de gosto tão eclético?
Confesso que essa mesma música me lembra o namoro mais marcante de minha adolescência, um romance entre tapas e beijos que durou quase quatro anos. Por causa dessa história, tinha raiva da música.
Ele dizia: "você vai lembrar, você vai lembrar..." E não tem como não lembrar. Na verdade, me lembro de todos os cabeludos! E não é que, muito recentemente estive às voltas com um cabeludo romântico? Ufa... Ainda bem que essa raça acabou, pelo menos entre os que cruzam a minha frente. Agora a maioria tem bem pouco cabelo... ahahaha!
Sim, depois de ter desdenhado a primeira vez, a idéia foi amadurecendo, crescendo... e concluí que vale ir ao show. Sem dúvida, RC e suas músicas remetem muitas gerações a lembranças antagônicas e antológicas!