Para quem nao sabe, BLOG é um diario online. Vida secreta de uma quarentona sem ataque de nervos. PS: Era quarentona, quando comecei. Agora, sou cinquentinha. * * * * Pomba Enamorada, é personagem-titulo de´conto/livro de Ligia Fagundes Telles, que dança uma vez com um sujeito em quem fica pensando durante 25 anos. ******* amanary@gmail.com
quinta-feira, novembro 03, 2005
Dizendo as mesmices
Acompanho sempre a vida do Luís, da Kate e da Raquel, cujos links estão aqui. Vejo o desenrolar da vida desses jovens e vivo suas conquistas, alegrias e desencantos.
Hoje fiquei muito chateada ao saber que Raquel deixou a faculdade... No meu aniversário ela me mandou um e-mail tão lindinho. Foi o mais bonito dos cumprimentos, a sensação de uma amizade verdadeira. Percebi que ela disse coisas engraçadas pois notou o quanto eu andei em parafuso, a ponto de estar prestes a mudar a chamada para "quase cinquentona com muitos ataques de nervos"... Entre outras coisas, ela me disse: "se a vida começa aos 40, você só tem 8 anos". Ao ler isso, sorri e relaxei Parece que meu dia ganhou novo colorido e pude comemorar, comendo muitos doces sem culpa!
Mais tarde, antes de dormir, aproveitei pra me lembrar dos meus 8 anos. Era final do primeiro ano do grupo escolar. Choveu muito naquele ano e a professora da escola rural faltou muitos dias. Mal terminamos a cartilha. Mas, embora precariamente, estava alfabetizada. Logo faríamos o temido exame final, enviado pela delegacia de ensino da cidade. Naquele tempo funcionava assim. E se não conseguíssemos a média 50, o ano estaria perdido.
A escolinha era fraca, meus coleguinhas eram quase todos filhos de bóias-frias. Éramos em uns 60 alunos, ocupando três fileiras de carteiras duplas, uma fileira para cada série. Quarto ano, só na cidade. Eu era uma das poucas meninas que iam calçadas para as aulas. Nos dias de chuva, usava chinelos de borracha, ainda antecessoras das havaianas. Chamava-se tyo-tyo. Pronunciávamos tio-tio. Só muito tempo depois me dei conta de que significa borboleta em japonês. Eram aquelas de borracha colorida e mal-cheirosa. Daí a razão das havaianas serem aquelas que não soltam cheiro.
Pouco depois de completar 8 anos, soube que no ano seguinte eu iría para a cidade. Rúbi, um menino de 12 anos que ainda cursava o terceiro ano, me falou: "Você vai virar dona Sílvia e nunca mais se lembrará de mim." Jurei que não o esqueceria. Não o esqueci, mas nunca mais o vi. Quando voltei ao sítio alguns anos depois, a casa em que eles moravam, na beira da estrada, havia sido demolida.
Na última eleiçao municipal, ao conferir os vereadores eleitos na pequena cidade (naquele tempo só tinha duas ruas e nem era município), vi um nome: Delza Evangelista. "A irmã de Rúbi! Com esse nome só pode ser ela!" - pensei. Nunca soube o sobrenome deles, mas esse nome... só podia ser ela! Procurei no guia de telefones e liguei. Cumprimentei-a pela eleição e perguntei se tinha um irmão... Tinha sim, mas nenhum Rubens, o Rúbi. Olhando no Google, descobri que há muitas Delzas Evangelistas... a minha coleguinha loira dos meus oito anos certamente está muito longe da Internet.
E daqui a 40 anos, quem estarei procurando? Por onde? Quem sabe, tentando sintonizar a frequência dos meus chips para me comunicar com Raquel, uma historiadora famosa, que se especializou em pesquisas cyberarqueológicas, restaurando caches de blogs. Também procuro retomar contato com Kate, que depois de ganhar o primeiro Nobel de Física para o Brasil, se mudou para Vênus. Será que terei pique para viajar até a Lua para, finalmente conhecer Luiz ao vivo, em sua empresa que edita poemas transcritos em raios que brilham nas noites de Minguante? O Professor de Literatura, que tem quase a mesma idade que eu, dirá que bom mesmo era ler na tela do computador. Legal era do Flash Gordon no papel...
terça-feira, novembro 01, 2005
Bola pra frente!
"Com a Lua nova que acontece hoje, especialmente os que nasceram no primeiro decanato recebem uma chuva de bênçãos. Sensibilidade, poder de transformar, senso agudo de como reposicionar seu presente em prol de seus ideais ? tudo se anima e floresce com vigor na vida dos escorpinianos."
segunda-feira, outubro 31, 2005
Saudades
Completamente atrapalhada com outros problemas, quase me esqueci do aniversário de minha sobrinha de 11 anos, a caçula dessa geração. Ela é filha do segundo casamento de meu irmão número 4, que se foi há quatro anos. Sem saber o que comprar, dei a ela um Harry Potter. Fiquei de coração apertado quando soube que até hoje ela ainda não leu nenhum livro "de verdade". Só aqueles pequenos, infantis, muitos dos quais eu dei quando ela aprendeu a ler. Depois, nem me lembrei de presenteá-la com livros. Haviam necessidades mais urgentes: roupas, calçados, um kit do Boticário...
Lembrei-me da minha quinta série, a antiga primeira série ginasial, que cursei em Sampa, em 1969. O primeiro livro que mandaram ler: Iracema. Foi um horror. Não consegui fazer o resumo sozinha naquela "ficha de leitura". Errei algumas perguntas, tive uma nota sofrível. Acho que foi 6,0. Compensei no bimestre seguinte com adorável Música ao Longe (que tenho até hoje) e que se tornou o estopim de minha paixão por Érico Veríssimo. Foi só uma trégua, no semestre seguinte, vieram: O tronco do ipê e Helena.
Minha briga com Português teve rounds piores. No ano seguinte, de volta à minha cidade natal, no interior, uma matéria extra: Latim! Tive aulas de adaptação e tentei de todas as maneiras penetrar no mundo das declinações. Mas errava tudo: ablativo, genitivo, acusativo... Se fosse grego, não sei se seria pior. Ainda bem que as otas de Latim e Música não nos impediam de passar de ano... Nem fiquei traumatizada. Afinal de contas, o Brasil era tricampeão do mundo! Subíamos todos na carroceria da C-10 e íamos participar do corso: eu e meus três irmãos solteiros, que já eram adultos. Eu era muito feliz... e sabia! Tinha também a minha calça Lee americana e um secador SpamJet!
quinta-feira, outubro 27, 2005
outro blog
Mas eu ainda gosto da idéia de escrever aqui online, como quando estamos em chat. Depois, saio catando os erros mais graves.
quarta-feira, outubro 26, 2005
O mundo é uma ervilha!
Esta semana, minha amiga Rita me perguntou:
- Conhece Eduardo Valério que foi do Banrisul? ( como sempre, os nomes fictícios, preservando a primeira letra, para bons entendedores captarem).
Eu: - Não me lembro, acho que não...
Ela: - Acho que ele te conhece... trabalha numa empresa que é minha cliente
Eu: - O nome não é estranho... Mas não consigo lembrar quem é
Ela: - Eu estava lá com a Beth, na sexta, esperando outras pessoas pra uma reunião...
Daí, a Beth e eu começamos a conversar e não lembro por que eu disse: ?A Sylvia, aquela minha amiga japonesa, já fez isso?... Eu continuei: ?Você conhece ela, né, a Sylvia Fukumoto"... Daí o Eduardo: ?Sylvia? Como ela está, o que anda fazendo? "E eu: ?você conhece a Sylvia Fukumoto, jornalista??
Eu: - Vixe!!!
Ela : - Ele respondeu: ?sim, conheço!?...
Eu : - Puxa... realmente o nome parece conhecido, mas não sei de onde.
Ela: - Ele não disse de onde (hihi)....e não deu pra perguntar pois chegaram as outras pessoas e a reunião começou.
Eu: - É um baixinho grisalho?
Ela: - Baixinho não, estatura mediana... moreno, levemente grisalho, usa óculos.. É bonitinho, muito simpático, .bem modelito executivo
Eu: - Me lembro de um de mais ou menos 1,70, da área de tecnologia E era Eduardo... Não me disse que se chamava Valério, esse nome teria gravado. Vai ver que eu tava de salto alto... rsrsrs..
Ela: - É a área dele!
Eu: - Sei quem é... da net mesmo. É o Centurião!!!
Ela: - ahahahahahahahahahahah!
terça-feira, outubro 25, 2005
de volta a causos virtuais
Pra retomar o ritmo, vou começar a contar um "causo". Não é com aquela mineirice do "seu" Ismael, nem com o jeito profissional de Mauro, do Taxitramas (em breve colocarei o link pro blog dele aqui).
Há uns dois anos, depois de um único dia de conversa pelo msn fui conhecer uma pessoa. Antes, trocarmos fotos e nos acharmos aceitáveis. Quando cheguei ao metrô, lá estava ele: charmoso, elegante e sorridente, me estendendo o braço feito cavalheiro à moda antiga. Perdi um ponto na chegada pois ele estava lá antes de mim. Geralmente chego antes pra poder fugir se necessário... eheheh. Pelo menos ele não fugiu de mim.
Fomos tomar um café e aí começou aquela bateria de perguntas. Vocês sabem, no estilo entrevista para emprego: "Onde você nasceu? Trabalha em quê? Estudou onde?"
Inicialmente fui reticente. Mas aí, aquele bichinho maroto e raivoso que mora dentro de mim foi tomando conta. Resolvi destravar a língua. Disse que sou professora, já pressupondo que não se enquadraria dentro da profissional de sucesso que o tipo buscava. E ele, com aquela cara de "Ah, coitada", mandou: "E você dá aulas no estado ou na prefeitura?" E eu: "no estado..." E ele: "que matéria?" E eu: "Semiologia" (lembrei-me da professora que era alvo de gozação da turma, a quem chamávamos Mary Help). E ele: "desculpe, mas você pode explicar o que é?" Aí, desembestei falar de Saussure, Rolam Barthes, Humberto Eco tudo que consegui lembrar de Lingüística e quejandos. E o tipo erguendo as sobrancelhas admirado. Aí falei que nem dava mais aulas em classe, só atendia meia dúzia de alunos do doutorado, orientando umas pesquisas, etc e tal. Onde eu me formei? Na Unicamp, com mestrado e doutorado em Coimbra. E atualmente tocava umas pesquisas sobre "comunicação não verbal pela internet" (pode? ahahah claro que pode, com a webam!. Só olhando sites de fotografias, né?)
Ele falou que trabalhava em uma empresa que desenvolvia softwares para mainframes (Aí eu é que nem sei se existe ou se tem esse nome. Sei de programadores, analistas para implantar sistemas, etc. Mas ele disse softwares mesmo. ). Até aí, estávamos zero a zero. Ele não se aproximou de mim, não deu passo pra nenhuma intimidade. Nem eu.
Parei numa barraca pra ver uns filminhos piratas. E ele falou que podia estragar o dvd. Que era o que acontecia com cds piratas. E eu: "Hã? como? o aparelho? Pode, quando muito, trazer um virus, danar o sistema. Me explica como... por reflexo nos feixes de laser? Você deve entender mais de detalhes técnicos... é engenheiro? Vai, me fala.. eu quero saber. No caso de fitas, pode haver dano físico nos cabeçotes, mas cd? Só se estiver quebrado na borda. Máximo que pode acontecer é travar com um cd queimado por erro de gravaçao. E vai estragar como? Explica!". Minha paciência foi se esgotando conforme aumentava o calor naquela tarde de inverno. O tempo esquentando, até que fechou completamente, cheio de nuvens escuras.
Depois dessa, saímos pisando duro. De volta à internet, detonei o sujeito. Apaguei e bloqueei. Amanhã conto a segunda parte dessa historinha!
segunda-feira, outubro 24, 2005
ainda o computador
Sei que fiz tudo errado. Mas precisava adiantar um trabalho e também deixar o computador livre pra minha filha, já que o outro tá desligado da rede. Não aprendo nunca, né? Mas todos leigos que se metem a fazer arrumações por contta sabem que as coisas são assim mesmo.
Esta será a minha terapia laborial de hoje... eh, eh, eh!
quinta-feira, outubro 20, 2005
Falta gente pra conversar
Tudo era novidade, tão poético...
Ainda me lembro da primeira vez que conversei com um ser do exterior, no velho e bom Freetel.
O nome dele era Juan. Fiquei emocionada. Era um eletricista autônomo, de Madri, e tinha uma namorada no México.
E Juan me percuntou:
"Tienes micro"?
Eu pensei que fosse microcomputador e respondi:
"Evidente que si!"
E ele:
"Tienes un rato"?
E eu, achando que se referia ao mouse:
"Mas é claro... por que me fazes essas perguntas?"
Parece piadinha. Mas juro que rolou esse papo mesmo.
Faz um bocado de tempo que não conheço alguém pela internet. Ontem fui a um daqueles sites de amigos virtuais e achei mais de 100 mensagens. Espiei uns 50 e perdi a paciência.
quarta-feira, outubro 19, 2005
Sem crises?
Acho que, apesar de tudo, estou contornando bem minhas crises. Gerenciando-as melhor sem remédios químicos. Meu nível de tolerância baixa a cada dia. Mesmo assim, continuo eterna Pollyana. Otimista sim. Alguma coisa boa há de acontecer. Os contratempos do mês são por conta da minha quarentena astral. Tudo há de melhorar. E há de ser em breve!
Minha filha foi assaltada na quinta após o feriado. Confesso que fiquei um tanto abalada. Não nos conscientizamos do perigo, dos riscos, até que aconteça com alguém próximo da gente. Em quase 30 anos de Sampa nunca fui vítima de assaltos. Só duas vezes fui atacada por trombadinhas que tentaram surrupiar a mesma bijuteria. A correntinha vagabunda rebentou e o ladrão não levou nada. Estar cara a cara com alguém nos ameaçando é assustador. Mesmo quando se trata de uma criança de não mais de doze anos. Foi uma pivete franzina quem abordou minha filha pouco antes das seis da manhã. Felizmente a vítima manteve a calma e se saiu bem. Entregou apenas o dinheiro.
Procurei tranquilizar minha filha, mas temi que o acontecimento desse maior nó na cabecinha dela. Felizmente isso não aconteceu. Só embaralhou a minha cabeça. De repente fui tomada por uma paranóia que nunca tive. Só mesmo o tempo pra me resgatar a tranqüilidade.
Situação irônica, né? Pois é... Policiais são vítimas de assaltos do mesmo modo que médicos ficam doentes.
Sonhos com gente desconhecida
Ruth (nome fictício, como sempre), que só me conhece pela Internet, sonhou comigo. No sonho, a gente se encontrou num lugar semelhante ao Centro Cultural Banco do Brasil e eu dei a ela minha senha para que fizesse alterações no meu blog. Eu também já sonhei com pessoas que nunca vi ao vivo. E já acertei na minha construção da personagem. Acho isso muito legal, embora minha crença em sonhos fuja às convenções.
terça-feira, outubro 18, 2005
Contratempos
Depois de levar um susto, na quinta-feira cedo, fui à tarde ver uma minissérie japonesa. Saí da sala de exibição e detonei uma baita enxaqueca que me deixou zonza. Quando voltei e liguei o computador, ele começou a aprontar. Tentei arrumar um sistema com a cabeça latejando. Imaginem o que aconteceu, né? Danou tudo! Resultado: fiquei sexta o dia todo reconfigurando tudo. Terminei à noite e... nada de acertar a maldita placa de rede! Entrei com outro computador, mas não tive saco de blogar.
segunda-feira, outubro 10, 2005
Bruxas
Final de semana fiquei por conta de Antonio, aquele meu amigo que fez cirurgia complicada da coluna há três meses. Desta vez, deram uma geral na vista. Estava com catarata, em consequência dos remédios que tomou muitos anos pra controlar a artrite. Ele fez o implante do cristalino no sábado cedo e teve um retorno na tarde de ontem. Foi tudo supertranquilo, no Hospital do Servidor Estadual. Assim como da outra vez, achei o tratamento vip. Nem parecia hospital público, a não ser pela ausência de recepcionistas sorridentes e exigência de identificação. É... essa parte do trânsito livre pelos corredores e até mesmo quartos, achei estranho e preocupante. Ou talvez isso seja normal. A gente é que está acostumada com seguranças de wk em quase todos os lugares...
Embora meu horóscopo diga que retomarei contato com "alguém do passado" , estou tentando ficar na minha. Por ora, tenho que dar um tempo ao coração.
sexta-feira, outubro 07, 2005
minha amiga mais antiga
A gente se conheceu em 1969, quando vim fazer o ginásio em na capital. Eu morava com minha irmã e ela com uma tia. Pouco explicamos nossas situações. Inicialmente pensei até que ela tivesse perdido a mãe, uma vez que só comentava do pai. Muito tempo depois, soube que eram separados. Hoje eu vejo que o que nos aproximou foi a situação de suas ovelhas desgarradas e de origem oriental.
Ainda tenho nítidas na memória as cenas daquela época. Nós duas andando de bicicleta (emprestadas da minha sobrinha e do primo dela) . Ela tentando me ensinar a parar em cima dos patins, a gente fazendo groselha com gelo, na cozinha da tia dela...
Eu voltei pra minha cidade e ela continuou aqui até o penúltimo ano do colegial. Vi-a no verão de 1971 quando retornei para matar saudades da turma e na nossa despedida quando ela foi embora em definitivo para o Rio.
Depois, o contato se restabeleceu porque ambas estudamos Comunicações.
Durante vinte anos trocamos cartas. Houve fases mais intensas e outras esparsas. Intensificamos com a chegada da Internet. Situações em comum nos aproximaram novamente.
E agora? Há quase um ano contei meus sonhos com mamãe. E ela me disse que talvez eles sejam evocados por peso na consciência, pelo fato de não ter feito o que deveria enquanto ela estava viva. Foi um choque. Palavras duras, quebrando qualquer possibilidade mágica de meus sonhos. Frases jogadas ao vento, com lições de moral.
Acho que nunca fazemos o que uma mãe merece. Todos os dias me vejo conversando mentalmente com minha mãe. Dentro de minha estranha fé, existe a sensação de que ela me ouve compreende e perdoa. Eu também tendo compreendê-la. Ela e sua bipolaridade que nos deixava distantes de suas asas a maior parte do tempo. Na última semana em que passamos juntas, no hospital, tive a oportunidade de dirimir-me um pouco de tantos anos de ausência, eu mergulhada nos meus problemas...
Ontem enviei a Lúcia um pps do Dia das Bruxas. Mais uma daquelas correntes de Internet para fazermos nossos pedidos, uma espécie de simpatia cibernética. Quando um desses cai na minha mão, eu repasso sim. Repasso com os melhores fluidos para as pessoas a quem contemplo. Não é pra encher o saco e sim para descontrair, desejando que os amigos consigam resolver seus problemas. Lúcia viu a apresentação e comentou: "essa é do arco da velha, hein?" Eu pedi desculpas e não falamos o resto do dia.
Apesar de tantas mágoas, não consigo me desvencilhar dela. Depois de tanto tempo, encaro-a do mesmo jeito que minha irmã: uma pessoa a quem tenho de compreender e ajudar. Às vezes uma pedra no sapato. Tento entender por que ela me agride desse modo... ou por que eu me sinto assim machucada com cada comentário delas.
Outro dia falarei da minha irmã.
quinta-feira, outubro 06, 2005
É a frase que mais se ouve em Sampa. Mas nunca vi um dia de tanta instabilidade como ontem. O Sol mostrou a cara e se escondeu meia dúzia de vezes. Calor, frio e chuva se intercalaram a relâmpagos.
Meu dia tinha quase tudo para ser triste. Dois telefonemas de amigos queridos impediram que a parte nebulosa tomasse conta dos meus pensamentos. A primeira ligaçao foi de Alice. Embora tenha sido para cancelar nossa ida ao cinema, foi legal conversarmos um pouco. Depois, foi a vez de Alberto. Ele vai submeter-se a uma cirurgia de catarata no sábado e para isso virá ao Servidor, em Sampa. Estava animado, apesar da série de contratempos de quem tem três meninos de menos de 8 anos. Muitos acidentes domésticos. Finalmente ele escutou as músicas que gravei pra ele há alguns anos, depois de baixar pelo napster. Agora que todos novos aparelhos rodam mp3, ele conseguiu um cd player comum. Presente da sogra.
Há alguns anos, no napster, encontrei muitas músicas japonesas do tipo enka. Garimpei muitos clássicos e velharias. Mas agora, o emule e shareaza parecem dominados por jovens.
Ontem comentei com Alice que faz um tempo que não tenho sonhos estranhos. Esta noite sonhei que estava em Campinas visitando Nica. Fui até a empresa onde o marido trabalha. Era numa região periférica e sinistra, njm terceiro andar sem elevador, onde nem tinha telefone comum. Só aquele sem fio da embratel. E o cara era a cara do Max Fivelinha, só que mais moreno. Havia uma reunião por lá e, de repente, ele reparou que eu estava de chinelos e meias. Comentou o meu descaso. Entre uma coisa e outra, eu estava lavando roupas, lidando com uma porção de máquinas, todas meia-boca. Uma não agitava, outra não centrifugava, outra nao segurava água direito. E eu ia passando as roupas de uma lavadora para outra para completar o serviço. Estávamos - Nica e eu - em um quintal que se assemelhava ao da última casa de minha mãe.
Esquisito, né?
quarta-feira, outubro 05, 2005
alergias
Acho que este ano nao conheci ao vivo nenhum amigo virtual. E então, Apreciador? Se habilita? Ou será que nós já nos vimos ao vivo? hummm...
Eu estou impaciente e ranzinza. Admito. Começo a conversar com alguém e bastam cinco minutos para iniciar a contagem regressiva para detonar. Às vezes o estopim pode ser simples exagero no uso de emoticons. Mas é dose agüentar alguém me chamar de "princesa", né? Ah sim.. tem aqueles que usam o mesmo discurso há anos com a variante roubada daquele filme: "bongiorno, principesca" (?).
Minha caixa postal vive lotada de campanhas contra o desarmamento. Eu parei de argumentar. Não dá pra debater esse tema com quem pensa diferente...
Fiz download, imprimi algumas páginas e comecei a ler Violetas na Janela.
"O amor forte e sincero de minha mãe acompanhava-me protegendo como sempre, dando-me coragem e alegria. Amor de mãe é como um farol a iluminar seus entes queridos e a perfumar suas existências. As violetas encantavam-me, não só enfeitariam a janela do meu quarto, mas a janela do mundo novo que defrontava a minha frente. Violetas na janela..."
A verdade é que não há como alguém que está aqui saber a verdade. A busca comprovada de todas as respostas enlouqueceria qualquer um. Acreditar, de vez em quando, em algumas dessas coisas que lemos, ajuda a trazer a paz, sim. Eu tenho dormido superbem com essas leituras. E parece que os gatos apreciam muito esses livros...
Amor
"Data estelar de hoje: Mercúrio e Júpiter em conjunção, Lua cresce no signo de Escorpião.
Nossa humanidade é instada a elevar seu conceito de amor, tirá-lo do meramente romântico para colocá-lo em seu devido lugar, o da prática. Amor que se espera receber é aquele que vem, mas também vai embora um dia, deixando a memória amarga da decepção. Por outro lado, amor que o humano pratica é aquele que resulta de sua decisão de oferecer seu melhor, sem poupar recursos mentais, emocionais ou físicos. Esse amor se transforma em tesouro adquirido, que não se perde mais, constituindo-se no verdadeiro enriquecimento que a alma anseia, mas que busca no lugar errado ao tentar convencer-se de o amor ser meramente um momento romântico. Amar não é sentir, amar é fazer o melhor." (Quiroga no Estadao de hoje)
ai, ai... (suspiros!)
terça-feira, outubro 04, 2005
Fora do ar
Parece que os meus poucos prováveis leitores nem sentiram falta...
Acho que o Apreciador desencanou... ou será ele um tal que deu de mostar a cara no msn?
sábado, outubro 01, 2005
Dores de cabeça
sexta-feira, setembro 30, 2005
sumiço justo
terça-feira, setembro 27, 2005
A Esfinge e O Apreciador
A não ser que sejam duas faces de um mesmo ser.
Ou serão, talvez, almas gêmeas?
Eu estou com as mãos cheias de machucados. Parece que uma ferida leva a
outra. Primeiro, furei a palma esquerda com a ponta da faca, ao tentar separar dois
pães de queijo congelados. Aí, com a mão machucada, toda desengonçada, acabei queimando
a outra, em dois lugares, ao manusear cola quente. Neste frio, tudo dói pra caramba. Ainda bem que não pegou nenhum dedo que prejudique a digitação. Quando isso acontece, eu digo que me sinto g-g..gaga!
segunda-feira, setembro 26, 2005
Anotando idéias
Na semana passada, baixei o Firefox, animada por uma matéria no caderno de Informática da FSP, do final de agosto. No começo fiquei meio com pé atrás. Mas agora, com alguns dias de adestramento, esse navegador tá tinindo. A velocidade é incomparável. Recomendo.
Fiquei feliz com o retorno da Esfinge. Pensei que ela tivesse me abandonado de vez, talvez enciumada com a chegada de O Apreciador.
Hoje estou inquieta. Acho que, apesar da chuvinha, vou fazer a minha caminhada básica.
Paz e harmonia!
De repente, no meio da tarde sombria, fria e chuvosa, o telefone toca. Uma voz diz: "Paz e harmonia!" Que delícia. Senti que a paz e a harmonia vieram para mim com aquela voz, recém-chegada de Recife. Era minha querida amiga Titi. O dia, além de tranquilo, ficou mais iluminado depois de conversar com ela. É daquelas pessoas que me fazem crer em algo além. Ela e toda a família dela. Bateu uma saudade imensa de Ju e dona Joana. Mas uma saudade boa, de lembranças ótimas.
A Feiticeira
A reboque do filme que estreará na sexta, o seriado da bruxinha Samantha foi o tema da conversa dos saudositas. E Eduardo tem a coragem de me contar que comprou os dvds com todos episódios da série, incluindo alguns ainda inéditos no Brasil.
Diante do meu "Ohhhhh!", ele apenas deu as dicas para aquisição, pelo Submarino
Grrr! Tá certo ele... É até capaz de me dar de presente. Mas emprestar, jamais!
Por ora, me contentarei em pegar na locadora...
Uma amiga contou:
"Foi por causa do seriado que escolhi o curso de Publicidade"
E eu:
"Pois acho que escolhi Jornalismo por causa de Gisele/Brigite Monfort!"
(E depois a gente critica quem dá nomes de personagens de novelas aos filhos...)