Para quem nao sabe, BLOG é um diario online. Vida secreta de uma quarentona sem ataque de nervos. PS: Era quarentona, quando comecei. Agora, sou cinquentinha. * * * * Pomba Enamorada, é personagem-titulo de´conto/livro de Ligia Fagundes Telles, que dança uma vez com um sujeito em quem fica pensando durante 25 anos. ******* amanary@gmail.com
segunda-feira, abril 21, 2008
vitória e ajuda
Há muitos anos nossa grande amiga em comum, a Alice, me fala de vc. Sempre ressaltou a grande amizade que as une e também a sua inteligência e gênio fortes, características que, segundo ela, sao presentes em nós duas, até pelo fato de ambas sermos escorpianas. Outro ponto em comum em nós duas seria o nosso ceticismo, a descrença, o fato de sermos "atéias", coisa que eu já penso que nao sou mais. Eu me recordo de termos nos cumprimentado no enterro do pai dela... Vc usava um casaquinho multicolorido... Depois daquele dia, enfrentamos uma sucessão de momentos difíceis, tanto eu como ela.. e hoje eu sei que você também.
Neste momento, ... atrevo-me a lhe falar um pouco de minha experiência, na tentativa de ajudá-la de algum modo na recuperaçao de seu marido Milton.
Como vc já deve saber, eu vivi uma situaçao limite com meu marido... Foram 35 dis em coma, 60 na Uti e 4 meses e meio de hospitao. E uma das coisas que me confortou muito foi a apresentaçao de uma pessoa em situaçao semelhante a minha, feita por uma grande amiga, que mora no Rio de Janeiro. Lilian é minha amiga de infância e ela se lembrou que tinha uma colega dela cujo marido tb teve avc, 4 meses antes do meu. O relato de tudo que ela viveu me estimulou muito a seguir em frente.
Sei que problema do seu marido é outro, mas acho que a batalha é igual quando os médicos nos dizem que a situação é "grave". Imagino que vc, como mulher inteligente, faça até contas ds possibilidades ao escutar essa palavra. E eu já ouvi também as piores, que são "muito grave" e "gravíssimo", apontados pelos médicos como níveis em que as esperanças se aproximam de zero.
Sei também que nao é primeira vez que vc enfrenta tal situaçao pois já viveu experiências difíceis com seus pais. Foi também o meu caso, pois além dos meus pais, também perdi dois irmaos, ainda jovens. Um deles se matou e outro teve cãncer no estômago.
Minha mae morreu uma semana depois de fazer cirurgia no fêmur. Ainda hoje me culpo de muitas coisas. Mas agora mesmo uma amiga me disse "a gente nao pode se culpar por ter caído porque não aprendeu a andar". De fato, nas ocasiões anteriores, eu ainda nao sabia andar em relaçao a doenças. Agora, acho que dou bons passos, que aprendi a duras, duríssimas penas, neste um ano e dois meses em que estou cuidando do meu marido.
O que posso lhe dizer? Que na hora do desespero, decidi acreditar em Deus. Olhei pra cima, em volta.. Pedi ajuda a pessoas que tinham fé. Espíritas, evangélicos, católicos... aceitei a mão de quem me estendeu. Recorri a todos tratamentos. Aceitei orações de quem prenunciou "dom da cura", pessoas amigas ou voluntários desconhecidos. Confesso, sem nenhuma vergonha que só em tal situaçao aprendi a rezar. Não creio que tenha feito isso anteriormente, nem quando meus pais e ãorreram. Nas outras ocasioes, acho que rezei por rezar... mecanicamente, temerosamente.
Desta vez, pedi, implorei, rezei com fé. Desejei ardentemente que Deus exista de fato e que seja mesmo o ser onipresente, que tudo sabe e tudo pode. Pedi humildemente que me socorresse e me confortasse. Pedi, sobretudo, pela vida de meu marido, mesmo que eu, em toda minha descrença e vida de pecadora, nada mereça.
Também aprendi a ler a Bíblia e nela buscar conforto, respostas, tranquilidade.
Paralelamente, nao deixei de lutar com todas as armas, conversando, perguntando, insistindo com médicos... e enchendo Paulo de todas energias positivas que minhas forças possam permitir.
Amiga (permita-me chamá-la assim, pois assim te considero), hoje, considero-me praticamente vitoriosa pois embora meu marido ainda não ande, está longe do risco de vida, já consegue comer com próprias maos. Ainda batalho entre momentos de infinita gratidão e tendência a revolta, cansaço e desespero. Mas os momentos de esperança sao bem maiores.
O que digo pra vc neste momento?
Que respire fundo.. que encha sua barriga de ar.... esvazie completamente o peito. Faça isso dez, vinte, trinta vezes e feche os olhos por dez minutos sempre que a agonia tomar conta de você.
Nao tenha vergonha de abaixar a cabeça, se humilhar... não tenha vergonha de estar sempre presente, firme e esperançosa ao lado de seu marido. Não tenha vergonha de ser você sempre... mas se dê ao luxo de chorar e pedir ajuda. Entre em um templo, uma igreja qualquer, e se pergunte: "por que tantas pessoas vêm aqui? por que tanta gente se conforta neste lugar? Se é assim, senhor Meu Deus, me dê tal conforto também."
Então.. acredite... Seja lá de onde for, você se fortalecerá.. e conseguirá, do mesmo jeito que eu : vencer um dia depois do outro!
segunda-feira, março 24, 2008
continuo emotiva
em dias em que minha paciência se esgota. Evito falar de coisas negativas. Tem dias em que até as boas nos remetem às ruins... Deve ser algo esquisito que paira no ar... Não há de ser nada!
Esse tempão todo sem postar... Ao voltar, a grata surpresa de saber que pelo menos 5 amigos estiveram em vigília aguardando este dia. Fiquei muito feliz em saber do interesse deles! Paralelamente, tento entender 3 de meus grandes amigos que não querem ler isto aqui de jeito nenhum! Um deles, até entendo, confessa, com ar maroto, que "tem meda!" rsrsrsr..
Páscoa
Mas nao posso me queixar do último Natal, Ano Novo... e muito menos da Páscoa! Tudo tem sido muito positivo. Isso não significa que as lágrimas teimem ainda em escorrer. Mas nem sempre são em razão de tristeza ou desespero. São simplesmente emoções.
Amigos e meus parentes me carregam e empurram "com as duas mãos e pés", como diria minha sobrinha Dani.
No último sábado recebi visita de meu irmao mais velho com a família. Trouxeram presentes que o outro irmão, lá de Minas, me mandou. Fiquei imensamente feliz. Até com uma coisa tão boba que foi um avental de brinde. Vermelho, enorme, de brim. Adorei, principalmente pelo lado prático nesses meus dias de jornada quádrupla. A vida de "cuidadora" exige bolsos enormes e estar com fones e celulares nos bolsos, além de tesoura, fita crepe, etc!
domingo, março 16, 2008
melancolia
Semana passada foi muito legal. Recebi visita de uma grande amiga, que mora há uns 15 anos em NY. Estudamos juntas durante 7 anos. Ela veio ao Brasil, passou por Sp e de repente estava aqui em casa. Foi muito, muito bom. Muito alto astral, sensaçao de que nos separamos ontem!
De repente, uma noite, ela mostrou a cara no gmail, passei o endereço, trocamos fones. Dia seguinte, a esperei com salgadinhos quentinhos. Vieram ela e a irmã. Essa irmã é voluntária dos Doutores da Alegria em minha cidade. Penúltima vez que a vi foi no hospital, com minha mae. Última, foi no velório... Estranho e até engraçado é que, após 3 anos, ela nao se lembrava que minha mãe já não está mais por aqui. Claro que isso foi um esquecimento repentino. Mesmo assim, fiquei encafifada...
domingo, março 09, 2008
Dia da Mulher e etc
Nao sei se tá tudo bem ou não.
Tem coisas que quero contar, mas nao dá coragem.
Não, nem sempre sou verdadeira...
Tõ inquieta... Quase sempre, me priorizando em último lugar. Não, disso não reclamo. Nem sei se sou feliz ou nao. Acho que sou!
Ontem, Dia da Mulher, resolvi escrever mandar mensagem comemorativa pras amigas. Saiu isto:
Muita gente acha besteira celebrarmos este dia. Mas eu, do mesmo jeito que aprovo todas novas datas comemorativas, como Dia do Amigo, Dia do Vizinho, Dia da Vovó, da Sogra, etc, vejo razões especiais para festejarmos o dia de hoje!
Feliz Dia Internacional da Mulher!
Para vc,
Para mim,
Para todas grandes mulheres!
Vamos aproveitar para relembrar todas nossas conquistas! Nós, que acompanhamos tantas mudanças e estamos tendo a oportunidade de conviver entre o melhor da mulher de antigamente e da nova mulher!
A nós, desta geraçao, que perdemos a vergonha de ir comprar modess na farmácia, tendo acompanhado aqueles anúncios nas revistas de fotonovelas. Lembram? "Adeus, toalhinhas laváveis!"
A nós, que ousamos experimentar o OB e tantas outras coisinhas!
A nós, que brincamos de intelectuais e hoje podemos assumir gostar de telenovelas!
A nós, que começamos com sutiã de bojo pontudo, ousamos usar camisetas sem nada e agora encaramos modelitos que levantam tudo!
A nós, que fomos à luta, empurradas pelas mães que, invejavam nossas oportunidades!
A nós, que invejamos a moleza de nossas avós e mães!
A nós, que invejamos a moleza de nossas filhas!
A nós, que podemos nos orgulhar de tudo!
A nós, que começamos fazendo curso de "dactilografia", "estenografia" , passamos até pelo código morse (eu , sim.. juro!) e estamos aqui, sobrevivendo à era da informática!
A nós!
domingo, fevereiro 10, 2008
para dar sorte
Em seu discurso de posse, a nova diretora do curso de G e s tão de P olíticas Pú blicas, relembrou sua primeira ida ao campus da U s p leste, ainda um lugar desconhecido. Era o ano de 2008. Foi com dificuldade que ela chegou a aquele descampado em seu carrinho de segunda mão, ainda sonolenta do plantão noturno como aspirante-a-oficial.
No momento em que se torna a primeira m i litar a dirigir a faculdade, mencionou os preconceitos que enfrentou entre os colegas dos dois grupos: os estudantes da maior universidade do país e os seus colegas de c a s erna.
Com os olhos marejados de lágrimas, a capitão rememorou a luta vitoriosa pela recuperação da saúde de seu pai, convalescendo então de um avc gravíssimo que o deixou mais de um ano na cadeira de rodas. Foi justamente o exemplo dele, com a guinada que deu para voltar a andar que a estimulou a redobrar esforços nos estudos e no trabalho.
A cerimônia foi concorrida devido à presença de seu primo, ministro da J u stiça e do tio, que veio de N. York, onde coordena o novo organismo da On u, encarregado da recuperacao dos detentos em todo o planeta. A doutora, que acumulará a funçao com o subcomando da área central da capital, pretende conciliar o rigor militar com a liberdade de um ambiente humanista. Para isso, contará com o apoio do marido, figura igualmente polivalente, que divide as atividades de físi co e filó sofo, também na u s p.
Kell está certa!Muito bom voltar a escrever! Agora vou me especializar em sonhos premonitórios!
escrevi no carnaval
Domingo de Carnaval. Estou trabalhando às 20h, como estive muitas vezes, como estaria também no ano passado, nao fosse o que aconteceu.
Então, neste momento, penso: "Que bom que posso trabalhar".
ão domingo de Carnaval do ano passado (que caiu no dia 18), estava aflita, aguardando naquele corredor assustador da Santa Casa por onde passava pela primeira vez em minha vida. Nos meses seguintes, me familiarizaria muito com aquele chao de cerâmica vermelha tão limpo e bem encerado, cercado por paredes antigas de tijolos a vista. Gatos passeando pelos corredores.
Chove lá fora e já lavei montanhas de roupas hoje. Toda vez que lavo roupas, me lembro muito de minha mãe. Especialmente num domingo. Quando ela esteve aqui em casa, lavando as fraldas da minha filha, comentava como era tudo muito fácil só pelo fato de ter água encanada e poder esquentar água em fogão a gás, bastando pra isso girar um botão.Também ficou toda invejosa do meu tanque de cerâmica branca. Ela dizia isso lembrando-se dos primeiros anos como imigrante, quando depois de doze horas no cafezal ainda tinha de tirar água do poço, puxando um balde com corda. Água para o banho de ofurô e para lavar a roupa, além de fazer comida e lavar a louça. Para aquecer a água, fogo a lenha. E quando chovia por muitos dias? Lenha molhada e muita fumaça...
São essas reminiscências que me enchem de coragem. Quando vou cuidar do P P, me lembro de minha avó... Passou uns cinco anos dependente, num tempo em que nem existiam fraldas descartáveis ou mesmo folhas de plástico pra forrar a cama... E minha mãe ainda costurava e lavava roupas de dez pessoas enquanto cuidava dela. Sem máquina de lavar, sem água encanada, sem energia elétrica, sem fogão a gás...
Então, eu penso: Nao posso chorar! Mas as lágrimas correm...
vencendo o a v c
"Nao fica aborrecido, esta situaçao é por pouco tempo, vc vai superar, logo vai estar fazendo essas coisas sozinho. Vc é um vitorioso. Sabia que vc venceu a luta mais difícil?"
Ele:
"Eu sei, eu venci a morte"
Eu:
"Entao... Agora, qualquer coisa que vc tiver de vencer, é fichinha"
Ele:
"E vc vai escrever sobre isso?"
"Sim... vou, ainda estou pensando num best seller"
"Vai ser na S e l e c o e s? E eu vou sair na quarta capa... Vou sair sem camisa?"
"Nao, vc vai sair bonitao, bem vestido e sem cadeira de rodas."
"Vencendo o A V C... Eu venci o A V C. Tem cara de artigo de Selecoes..."
Essa é uma mostra de mais um dia em que tenho de respirar fundo para vencer as lágrimas. Elas novamente jorraram, aos borbotoes.
Lembrei entao de que a primeira vez que enfrentei situaçao parecida foi quando minha mae operou o fêmur. Pela primeira vez ela se viu dependende de uma filha, precisando de ajuda para fazer cocô, tomar banho. Estava tao travada que nao conseguia evacuar. Ficou tudo empedrado. E também tinha vergonha de ir ao banho com ajuda da auxiliar de enfermagem. Depois de insistir muito, concordou que eu a levasse na cadeira de banho. ..
Hoje fiquei pensando em como tudo seria tao diferente se naquela ocasiao eu tivesse a vivência hospitalar e a destreza que tenho hoje. Digo, com toda certeza, que nao tem ninguém com a prática e agilidade que adquiri neste ano, em especial nos 8 meses como "c u idadora"... Dificil, muito dificil, mas compensador, sem dúvida.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
um ano?
- Sim, pelo calendário lunar, já completei um ano de meu sumiço daqui. Era Carnaval e era Ano-Novo chinês. Foi quando minha vida virou de cabeça pra baixo.
- Então devo começar dizendo que metade de mim "nao sou mais eu". Ou melhor: não é mais eu!"
- Finalmente, me disponho a contar esta história que parece muito longa, apesar de um ano nao ser um tempo tão extenso.
- Entretanto, foi um ano intenso, em que vivi situaçao inesperada.
- Começarei revelando uma parte da minha vida que ficou de fora deste blog. Essa parte, eu havia resolvido excluir da minha vida afetiva, virtual e lúdica pois há muito se tornara um apêndice inerte e incômodo. Por isso, nunca participou de meus relatos aqui. Preferia nao falar do tema para nao ser criticada, para nao ter de tomar atitudes... Tanto é que creio que jamais cheguei a citá-lo aqui.
- Entretanto, os acontecimentos deste ano que passei me mostraram que se trata de uma parte muito, muito importante. Trata-se do pai de minha única filha. E a ele dediquei os últimos 360 dias, desde que sofreu um AVCH, acidente vascular celebral hemorrágico.
- P P sofreu uma hemorragia muito extensa e repentina, provavelmente resultante de um aneurisma congênito. Levado ao hospital, foi operado e ele passou 35 dias em coma, mais de 60 dias na uti e4 meses e meio internado.
- Minha vida virou do avesso e hoje sou metade outra pessoa. A partir de hoje, este blog vai mudar de foco pois minhas impressões girarão em torno dos temas: saúde, dedicaçao, amor ao próximo, solidariedade, perseverança, esperança...
quarta-feira, julho 18, 2007
domingo, maio 27, 2007
sábado, março 10, 2007
de ponta-cabeça
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
De volta para o passado
Eu: - Enquanto eu estava em clima de Anos Incríveis, recebi ontem e-mail de meu irmão, falando de um reencontro do pessoal do ginásio onde estudamos (cursei a quela escola por 7 anos... dos 12 aos a partir da 6a série, antiga segunda do ginásio)... E alguém inventou de passar uma lista, em excel, com dados do pessoal.
Esse alguém foi líder do Movimento Estudantil, esteve preso... Embora eu seja de outra geraçao, meu irmão me mandou e-mail perguntando se conhecia alguém. Aí... Adivinha! Estava lá um nominho de uma pessoa especial... rsrsrs
Ele: - Hummmmmm...
Eu: - Num impulso de momento, escrevi pra ele! E depois, me arrependi profundamente... Mas já era tarde. Havia passado meu msn e tudo.
Ele: - E agora?
Eu: - Em 5 minutos, ele respondeu ao e-mail... E mais... 3 longos minutos.. E estávamos nós dois online!
Ele: - Nossa... ihihihhii
Eu: - Ele foi meu fã por muitos anos.. aquele das rosas nos meus 15 anos... Eu passei maior vergonha pois ele mandou um buquê no meio da aula... Se quis ser inesquecível, conseguiu.
Ele: - Sei...
Eu: -É uns 8 anos mais velho do que eu.
Ele: - Deve estar arrebentadão (ciuminho).
Eu: O papo inicial foi monossilábico.. Um fingindo nao ligar muito pro outro... Eu fiquei muito nervosa... E de repente, ele fala:" vc mora nos Ca m p os Elís i os? Que nada.. ele tá ótimo.. Esteve na casa do meu irmão, vi foto dele há uns 3 anos.. Tem uma esposa nova, 20 anos mais jovem.
Ele: - Então está muito bem..rsss
Eu: - É engenheiro em uma estatal, trabalhou mais de 20 anos aí e se mudou recentemente pro Nordeste, provavelmente promovido... Enfim.. conversa fiada.. papos furados.. E ele perguntou se eu morava na rua Tal... Aí, eu fiquei muda. E eu: - "Sabe onde é?" Ele: "Sim, passei muitas vezes aí.. minha filha estudou na Sta C a s a..."
Eu: - Mais conversa fiada... e ele:" há uns anos achei 3 e-mails seus na internet e escrevi.. mas os 3 voltaram" Devia ter pedido pro seu irmao, mas fiquei cheio de dedos..."
Ele: - hummmmmmm
Eu: - Entao, falei: "Nao teria problema algum..." E Ele: "Perdemos uns anos de boa conversa!"
E eu disse: "Há alguns anos, conheci uma pessoa que conhecia vc, o Fulano de Tal... E entao, ele me deu seu telefone, pensei em ligar, mas nao tive coragem... E Ele: "Quando?" Eu: "Há uns 6 anos..." Ele: "Devia ter ligado, eu estava divorciado...
Ele: - Eh, eh, eh...
Eu: - Aí.. perdi a coragem e disse a ele que precisava sair, e o bloqueei1
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Nossa... balancei!
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Em Cabul
Quando comecei a leitura, não tinha menor idéia do que se tratava. Pena... Como sempre, jornalistas continuam a preparar críticas sem ler os livros. Vão de cola na orelha ou nos releases das editoras.
Agora estou mergulhada em Os Anos Incríveis. Examinei cada um dos 18 dvds e cheguei a ficar triste ao nao localizar o que seria o último episódio. É que ele está no 17º dvd, com título de Independência, sendo o segundo a segunda parte de um episódio mais longo.
Como disse alguém lá da comunidade do Orkut: "é uma história verdadeira. Aconteceu comigo, com vc, com cada um de nós". E o clima me remeteu a muitas lembranças.
Na noite de sábado, sonhei com D i mas, meu primeiro namoro firme. Parece que durou todo o tempo dos meus anos mais incríveis, dos 13 aos 17... Só que, em muitas vezes que forcei minha memória visual pra formar o rosto dele, nunca consegui. E no sonho, ele apareceu nítido, mostrando muitos detalhes. Até o jeito de andar. O tempo que havia transcorrido desde a última vez em que conversamos correspondia ao real. Entretanto, nenhum de nós havia envelhecido. O encontro foi em São Paulo, na parte mais elevada da rua da Consolaçao. Eu passei por ali a caminho da Usp, de busão. E ele estava lá, com uma caixa de isopor a tiracolo. No meio da conversa, o carinha falou que estava com pressa. Ia ao jóquei vender coxinhas!
Vai entender...
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
ANOS INCRIVEIS
Esta noite, quando acordei de madrugada, de repente, pareceu que escutei o telefone tocar de madrugada. Sensaçao de que era a minha mae ligando cedo demais. Me esforcei pra levantar, ir atender. Acordei e me dei conta de que ela não está mais aqui entre nós. Deu vontade de chorar. Senti-me feito criancinha desprotegida, sem ela pra me ajudar. Voltei a dormir e sonhei com ela. Voltávamos juntas de feira como fizemos algumas vezes, arrastando pesadas sacolas pelas ladeiras de minha cidade. No alto, perto de onde se realizava a feira, paramos para escolher flores. Íamos fazer uma cerimônia em homenagem aos falecidos. Pelo que entendi, já havíamos perdido meu pai. Paramos, olhamos as rosas e compramos apenas "mosquitinhos" brancos. A gente nao tem costume de oferecer rosas aos falecidos. Nao pelos espinhos, mas por parecer uma flor extravagante, alegre. Minha mae tinha os cabelos ainda bem pretinhos e, como sempre acontece nos meus sonhos, tinha por volta de 60 anos...
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Ler e não escrever
Por conta da imperatriz chinesa revi "Mulher Imperial" , enquanto "O Súdito" me remeteu a "Corações Sujos". E a bronca por Fernando Moraes me remeteu a "Olga".
Pronto! Tá explicado o meu sumiço... Também precisei correr novamente contra o tempo, brigando contra o marasmo depois das festas e a falta de inspiraçao para pequenas coisas.
Tenho alguns livros de estimaçao que já reli incontáveis vezes, em variadas fases da minha vida. Um deles é esse, da Pearl Buck, cuja primeira leitura acho que fiz quando tinha menos de 12 anos. Quem comprou esse livro foi meu irmao mais velho, já falecido. Agora me dou conta de que é essa uma das poucas lembranças que tenho dele. Me apossei desse livro porque quando ele se casou, deixou-o em casa. Nunca soube se ele chegou a ler esse livro...
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Susto
Devo estar hipersensível. Tanto os comentários ou a falta deles mexeram muito comigo.
Sábado, pela primeira vez em mais de dez anos, fui a um encontro de um grupo de internautas. Me diverti. Graças ao Major Nelson, que insistiu e quase me obrigou a ir. Graças a Renata, que apesar de tantos problemas, se mostrou com ótimo astral. Foi bom.