Depois de muito tempo, voltei a ver filmes brasileiros. Ontem assisti "A dona da história". Gostei. Minha filha até falou que eu pareço com a protagonista. Admito que tenho muito a ver, sim! Não são poucas vezes que me vejo conversando com outras "eus" que ficaram ao longo dos últimos trinta anos.
Gosto de rever cenas daquele tempo, embora eu seja de alguns anos depois. A personagem vivida por Maireta já estava no "segundo normal" em 68. Eu ainda terminava o grupo escolar.Foi naquele ano que tomei gosto pela literatura.Para enfrentar o exame de admissão, havia me matriculado num cursinho dado pela minha própria professora, a dona Maria Joana. Frequentei apenas um mês. A própria professora me dizia que não havia necessidade. Afinal, eu era a melhor aluna da classe. Mas, por precaução, meu pai e irmãos acharam melhor eu me preparar mais.Não pensei duas vezes. No mês seguinte resolvi dar destino mais interessante aos dez mil cruzeiros (a nota de Santos Dumont) que me davam pra pagar o curso. Com aquele dinheiro, poderia comer um belo sanduíche e tomar guaraná todos os dias! Um palmo de pão bengala com muita mortadela era o que comprava numa vendinha da periferia. Vez ou outra invdestia num doce "de geladeira" na Panificadora Copacabana, a mais chique de minha cidade.Outra coisa deliciosa era o danone de frutas. O de pêssego tinha um aroma inesquecível.Como dizia, tomei gosto pela literatura durante minhas fugas vespertinas. Passava pela biblioteca, pegava um livro e ficava embaixo do pontilhão, na passagem da ferrovia, acho que desativada naquele ano. A cada dois ou três dias, conseguia devorar um livro inteirinho. Meus preferidos eram de José Mauro de Vasconcelos. Já me considerava "muito grande" para Monteiro Lobato. Li também a série "Pollyana", "Diário de Anne Frank" e o fortíssimo "Diário de Ana Maria".
Passei no exame com nota que me permitiu ficar na rabeira da primeira turma: 8.8. Aos 11 anos, passei o ano todo de 69 na casa de minha irmã, que tinha dois filhos, de 9 e 6 anos. Nada vi dos movimentos estudantis de que tanto falam. Mas ao retornar a minha cidade, em 70, soube de "desaparecidos", "subversivos" e "comunistas". Subversivos eram os vilões, mais ou menos a imagem que fazem de traficantes às crianças de hoje.
No Carnaval de 71, ao som de "Eu te amo meu Brasil", conheci o salão de baile. Justamente um "subversivo" me arrastou para a folia. Ambos de calça jeans americana desbotada, de falsa boca-de-sino. Tenho a imagem fotográfica da camiseta regata marinho que eu usava e da camisa dele...
Tal qual no filme, me vejo muitas vezes conversando com aquela garota.
Para quem nao sabe, BLOG é um diario online. Vida secreta de uma quarentona sem ataque de nervos. PS: Era quarentona, quando comecei. Agora, sou cinquentinha. * * * * Pomba Enamorada, é personagem-titulo de´conto/livro de Ligia Fagundes Telles, que dança uma vez com um sujeito em quem fica pensando durante 25 anos. ******* amanary@gmail.com
domingo, setembro 04, 2005
quinta-feira, setembro 01, 2005
Todo mundo sumiu
Tenho a sensação de que todos meus supostos leitores andam muito ocupados. Ou vai ver que não escrevi mais nada que os motivasse a comentar...
De repente, o tempo virou na tarde de ontem e acordei de manhãzinha com barulho de chuva. A chuva me tranquliza, principalmente se tiver um friozinho. Nessas horas, queria ser gato, pra me deitar enroladinha em algum canto. Se pudesse, botaria as patinhas nos olhos e esqueceria o mundo...
-------------------
Anteontem, fui visitar um amigo com problemas no computador. Fiz isso, apesar de ter-me prometido que nao botaria as mãos na máquinha alheia. Foi legal pra botar conversa em dia. Faz falta papo furado. Mas o computador, não consegui diagnosticar. Abri a CPU e dei com a ventoinha caída. Fora colada diretamente no processador, sem presilhas. Coloquei a ventoinha em cima, com a CPU tombada. Mesmo assim, o computador ligava e desligava sozinho. Tentei remover os pentes de memória, mas por mais que tentasse, não consegui tirar do lugar Tive que entregar os pontos e chamar um homem! O carinha desmontou tudo, revirou e concluiu que era a fonte. Mais a ventoinha e a mão-de-obra ficaram em 100 reais.´Impressionante como esses mocinhos são preconceituosos! Tratam a gente feito imbecil, por causa da idade e por ser mulher! Bah!
De repente, o tempo virou na tarde de ontem e acordei de manhãzinha com barulho de chuva. A chuva me tranquliza, principalmente se tiver um friozinho. Nessas horas, queria ser gato, pra me deitar enroladinha em algum canto. Se pudesse, botaria as patinhas nos olhos e esqueceria o mundo...
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Anteontem, fui visitar um amigo com problemas no computador. Fiz isso, apesar de ter-me prometido que nao botaria as mãos na máquinha alheia. Foi legal pra botar conversa em dia. Faz falta papo furado. Mas o computador, não consegui diagnosticar. Abri a CPU e dei com a ventoinha caída. Fora colada diretamente no processador, sem presilhas. Coloquei a ventoinha em cima, com a CPU tombada. Mesmo assim, o computador ligava e desligava sozinho. Tentei remover os pentes de memória, mas por mais que tentasse, não consegui tirar do lugar Tive que entregar os pontos e chamar um homem! O carinha desmontou tudo, revirou e concluiu que era a fonte. Mais a ventoinha e a mão-de-obra ficaram em 100 reais.´Impressionante como esses mocinhos são preconceituosos! Tratam a gente feito imbecil, por causa da idade e por ser mulher! Bah!
quarta-feira, agosto 31, 2005
Não compreendo...
... as pessoas que recebem um e-mail pessoal e não se manifestam. Depois, têm coragem de dizer, por telefone, que leram. Não me refiro a pessoas com dificuldades de escrever e sim pessoas que trabalham com comunicação Vez ou outra podem ser dificuldades técnicas. Será que é tão difícil dar um reply, clicar em responder? Sinceramente, acho baita desconsideração!
Por falar em desconsideração, mais uma vez me enviaram o texto Idade de ser feliz creditado a Mário Quintana. Lembro-me de tê-lo recebido e encaminhado há uns dois ou três anos. Depois de dar o foward, senti algo estranho e fui conferir. Constatei outra paternidade, de um certo Geraldo Eustáquio, autor de livros de auto-ajuda. Desta vez, resolvi ir a fundo. Escrevi para a Casa de Cultura Mário Quintana e também para Betty Vidigal, da UBE, para darem seus atestados.
Parece implicância exagerada. Mas não sou única maluca. Temos de defender os direitos morais dos autores, principalmente escritores e poetas profissionais. É uma afronta muito grande. Depois das minhas broncas, quase pude visualizar aquele sorriso maroto de Quintana e lembrei-me de Érico Veríssimo dizendo que o poeta era na verdade um anjo disfarçado.
O "Apreciador"
A curiosidade não mata apenas o gato. Pombas são seres extremamente curiosos. Se o misterioso não enviar mais pistas, vou me depenar toda!
Hoje
Foi um dia de turbilhão de sentimentos. Altos e baixos. Alegrias e tristezas. Surpesa boa e decepção. Vai ver que a Lua está de ponta-cabeça em Escorpião!
Passa um pouco da meia-noite... o famigerado mês de agosto acabou.
Fazia algum tempo que não derramava lágrimas. Hoje escaparam. Com vontade. Acho que foi uma necessidade, diante da poluição.
Já é outro dia!
Por falar em desconsideração, mais uma vez me enviaram o texto Idade de ser feliz creditado a Mário Quintana. Lembro-me de tê-lo recebido e encaminhado há uns dois ou três anos. Depois de dar o foward, senti algo estranho e fui conferir. Constatei outra paternidade, de um certo Geraldo Eustáquio, autor de livros de auto-ajuda. Desta vez, resolvi ir a fundo. Escrevi para a Casa de Cultura Mário Quintana e também para Betty Vidigal, da UBE, para darem seus atestados.
Parece implicância exagerada. Mas não sou única maluca. Temos de defender os direitos morais dos autores, principalmente escritores e poetas profissionais. É uma afronta muito grande. Depois das minhas broncas, quase pude visualizar aquele sorriso maroto de Quintana e lembrei-me de Érico Veríssimo dizendo que o poeta era na verdade um anjo disfarçado.
O "Apreciador"
A curiosidade não mata apenas o gato. Pombas são seres extremamente curiosos. Se o misterioso não enviar mais pistas, vou me depenar toda!
Hoje
Foi um dia de turbilhão de sentimentos. Altos e baixos. Alegrias e tristezas. Surpesa boa e decepção. Vai ver que a Lua está de ponta-cabeça em Escorpião!
Passa um pouco da meia-noite... o famigerado mês de agosto acabou.
Fazia algum tempo que não derramava lágrimas. Hoje escaparam. Com vontade. Acho que foi uma necessidade, diante da poluição.
Já é outro dia!
terça-feira, agosto 30, 2005
Não se confunda!
Assim como a garota que usou seu fotolog de gatos para manifestar a dor pela perda do pai, as mensagens deste espaço mudaram de tônica nos últimos meses. É um reflexo da alteração de valores na minha vida.
O mais sensato é dizer "sim" no dia 23 de outubro.
Se isso vai mudar alguma coisa? Vai diminuir a violência? Reduzirá os assaltos?
Não sabemos.
O que podemos ter certeza é de que certamente morrerão menos pessoas. Inocentes ou não. Criminosos ou não.
Com mensagens do tipo: "Proteja sua família, vote não"; "Preserve sua liberdade, vote não"; "A história mostra que o governo abusa do monopólio das armas" , circula por aí uma propaganda muito bem bolada contra o desarmamento. Sim, muito bem bolada pois o objetivo é confundir as pessoas. Mesmo quem for contra o uso de armas poderá ser levado a dizer não ao desarmamento, que significará sim ao comércio livre de armas.
Transcrevo aqui uma resposta que enviei a uma pessoa que me repassou um desses e-mails, com 20 "cartazes" invocando as pessoas a votarem não no dia 23 de outubro.
"Se vc me repassou este e-mail conscientemente, espero que tenha sido por má interpretação da mensagem, que é favorável às armas. Essa mensagem tem o objetivo de nos confundir quanto à forma de votar.Todo mundo que é contra a violência, balas perdidas e morte injusta deve votar SIM ao Desarmamento, pelo fim do comércio de armas e revólveres em casa.
Se eu não tivesse vivido o que vivi, certamente votaria por uma alternativa ou outra, sem pensar direito. Mas, como alguém que perdeu um irmão, que se matou com um tiro no ouvido. Um único e fulminante tiro, que entrou por um lado e saiu pelo outro, num único segundo impensado, tenho que defender o SIM ao desarmamento!
Fatalidade ou não, se ele tivesse que sair de casa, procurar uma ponte ou edifício alto pra saltar ou mesmo sair tresloucadamente de carro, o ímpeto poderia ter esfriado. Poderia ter conversado com alguém, poderia ter olhado para os filhos, pensado nas consequências e a vontade de morrer teria passado. Do mesmo modo, num instante de grande tristeza, desalento ou raiva, qualquer um de nós pode ser impulsionado a pegar uma arma e mirar contra a própria vida. Num impulso raivoso, pode atirar em quem está por perto, amigo, inimigo ou mesmo pai, filho ou irmão, num gesto semelhante ao que nos leva a bater em alguém, gritar ou mesmo virar um copo de uísque...
Mensagens como a que você me enviou podem levar pessoas inconsequentes a ter gestos equivocadas na hora doreferendo. Mesmo gesto impensado que pode levar a apertar um gatilho."
A seguir, texto de um amigo meu, oficial da PM, da reserva:
Desarmamento
Circula pela internet nos últimos dias um e-mail intitulado "Desarmamento: a alegria do crime". A autoria dessa matéria "cultura e informativa" só pode ser de alguém ligado à indústria das armas. Os dados citados, mesmo que sejam verdadeiros (não disponho de informações suficientes para confirmá-los nem negá-los), procuram levar o cidadão leigo e de boa-fé a acreditar que estará mais seguro se tiver uma arma de fogo em casa. Os números mostrados parecem querer demonstrar a necessidade de a população ordeira estar armada. Mas... será que são verdadeiros? Se forem, não haveria outros fatores a contribuir para a alegada mudança do quadro estatístico?Curiosamente, mas não por coincidência, nada foi citado a respeito do Japão, onde até a polícia trabalha desarmada (exceto as tropas de choque e os efetivos ligados à criminalidade mais pesada), e são inexpressivos os índices de crimes provocados por armas de fogo.Trabalhei durante vinte e seis anos na Polícia Militar paulista e nunca utilizei arma de fogo, exceto quando me encontrava em serviço. Sem falsa modéstia, sempre fui um dos melhores atiradores em todos os lugares onde trabalhei. Assim mesmo, agora que me encontro na inatividade, nem quero pensar em ter arma em casa, pois não tenho a menor dúvida de que, ao ser surpreendido por um ladrão armado, dificilmente uma pessoa dispõe de tempo para sacar a arma e defender-se, por mais à mão que ela se encontre.Questionar por que os policiais, juízes e promotores poderão continuar utilizando armas de fogo é uma asneira sem tamanho: todos sabemos que esses profissionais estão diuturnamente lidando contra o crime e precisam, no desempenho de suas funções, estar protegidos. Lembremos, uma vez mais, que quase nunca é possível utilizar a arma de fogo quando se é pego de surpresa pelo criminoso, mesmo se se tratar de um desses profissionais.Você tem arma de fogo em casa? Bem, se você não possui arma de fogo, que motivos terá para ser contra o desarmamento?O autor da mensagem a que me refiro usa de má-fé ao dizer que nos países citados foi desarmada a população ordeira e o mesmo quer nosso Governo Federal. O que se fez foi retirar de circulação armas de fogo que cairiam em mãos criminosas, o que também acontece no Brasil em grande escala, pois as pessoas que possuem armas de fogo em casa, em sua maioria, não sabem sequer guardá-las em locais seguros e, por isso, elas acabam abastecendo ainda mais os infratoes da lei e da ordem.O comércio de armas de fogo no Brasil rende muitos dividendos aos fabricantes. Rende até impostos aos cofres públicos, mas ao mesmo tempo provocam tragédias que só quem as viveu ou presenciou é capaz de imaginar o quando são doloridas.Portar arma de fogo exige preparo (técnico e, principalmente, psicológico). Usá-la, então, exige muito mais do que o preparo: exige a necessidade de seu uso, mas isto vez por outra é desprezado até por quem tem o dever legal de conhecer. Se não fosse assim, não teríamos disparos indevidos de armas de fogo por policiais em serviço. A linha que divide o permitido do proibido é muito tênue, podendo ser rompida com facilidade e, quando isto acontece, as conseqüências são nefastas.Não tenho e não quero ter arma de fogo, pois sei que não tenho necessidade dela. Quem acredita que é melhor uma arma na mão do que um policial ao telefone está tão desinformado que precisa consultar melhor as estatísticas. Uma coisa é ter a arma na mão; outra, bem diferente, é saber e poder utizá-la no momento certo e sem prejuízo para si mesmo e para outros inocentes.Afirmar que "com armas, somos cidadãos e sem armas, somos súditos" é outra falácia. Com armas, temos uma falsa sensação de segurança; quando elas nos são roubadas pelos criminosos, estamos mais inseguros e eles estão ainda mais armados.O fato de os criminosos estarem armados não é justificativa para que as pessoas comuns do povo -- ordeiras e sensatas -- também estejam. Se os bandidos estão armados, nós, cidadãos, temos o direito de exigir que os governantes cumpram seu dever de equipar os órgãos policiais para que os desarmem. Que se aumente a fiscalização nas fronteiras, nas vias de transporte (aérea, rodoviária, marítima, fluvial), nas estações de embarque e desembarque de passageiros em geral (aeroportos, portos, estações rodoviárias, ferroviárias), nos bares, nos morros, nas favelas... Enfim, onde se possa encontrar uma arma de fogo, lá deverá estar a polícia e desarmando quem quer que seja. E que promotores e juízes também cumpram seu papel e mantenham confinados os criminosos presos pelas polícias em geral.Crianças morrem de fome, gestantes não têm um acompanhamento pré-natal satisfatório, famílias passam necessidade, a educação e a cidadania não chegam às pessoas mais carentes... Enquanto isso ocorre à nossa frente, nossos governantes gastam anualmente milhões e milhões de reais nos hospitais públicos -- ou seja, nosso dinheiro -- por causa das malditas armas de fogo.Se você votou errado nas últimas eleições, certamente lhe veio o arrependimento; isto, porém, tem conserto: pense melhor nas próximas eleições. Mas, no dia 23 de outubro deste ano, o seu voto valerá muito mais: se votar errado, poderá sofrer as conseqüências de seu ato impensado. Portanto, vote SIM à pergunta sobre o desarmamento.
Lembre-se: a vida não tem segunda via; a morte não está sujeita a impeachment. N.B.S - Major da Res erva da PM - Gra duando em Letras na U nesp - Ara raquara - SP
O mais sensato é dizer "sim" no dia 23 de outubro.
Se isso vai mudar alguma coisa? Vai diminuir a violência? Reduzirá os assaltos?
Não sabemos.
O que podemos ter certeza é de que certamente morrerão menos pessoas. Inocentes ou não. Criminosos ou não.
Com mensagens do tipo: "Proteja sua família, vote não"; "Preserve sua liberdade, vote não"; "A história mostra que o governo abusa do monopólio das armas" , circula por aí uma propaganda muito bem bolada contra o desarmamento. Sim, muito bem bolada pois o objetivo é confundir as pessoas. Mesmo quem for contra o uso de armas poderá ser levado a dizer não ao desarmamento, que significará sim ao comércio livre de armas.
Transcrevo aqui uma resposta que enviei a uma pessoa que me repassou um desses e-mails, com 20 "cartazes" invocando as pessoas a votarem não no dia 23 de outubro.
"Se vc me repassou este e-mail conscientemente, espero que tenha sido por má interpretação da mensagem, que é favorável às armas. Essa mensagem tem o objetivo de nos confundir quanto à forma de votar.Todo mundo que é contra a violência, balas perdidas e morte injusta deve votar SIM ao Desarmamento, pelo fim do comércio de armas e revólveres em casa.
Se eu não tivesse vivido o que vivi, certamente votaria por uma alternativa ou outra, sem pensar direito. Mas, como alguém que perdeu um irmão, que se matou com um tiro no ouvido. Um único e fulminante tiro, que entrou por um lado e saiu pelo outro, num único segundo impensado, tenho que defender o SIM ao desarmamento!
Fatalidade ou não, se ele tivesse que sair de casa, procurar uma ponte ou edifício alto pra saltar ou mesmo sair tresloucadamente de carro, o ímpeto poderia ter esfriado. Poderia ter conversado com alguém, poderia ter olhado para os filhos, pensado nas consequências e a vontade de morrer teria passado. Do mesmo modo, num instante de grande tristeza, desalento ou raiva, qualquer um de nós pode ser impulsionado a pegar uma arma e mirar contra a própria vida. Num impulso raivoso, pode atirar em quem está por perto, amigo, inimigo ou mesmo pai, filho ou irmão, num gesto semelhante ao que nos leva a bater em alguém, gritar ou mesmo virar um copo de uísque...
Mensagens como a que você me enviou podem levar pessoas inconsequentes a ter gestos equivocadas na hora doreferendo. Mesmo gesto impensado que pode levar a apertar um gatilho."
A seguir, texto de um amigo meu, oficial da PM, da reserva:
Desarmamento
Circula pela internet nos últimos dias um e-mail intitulado "Desarmamento: a alegria do crime". A autoria dessa matéria "cultura e informativa" só pode ser de alguém ligado à indústria das armas. Os dados citados, mesmo que sejam verdadeiros (não disponho de informações suficientes para confirmá-los nem negá-los), procuram levar o cidadão leigo e de boa-fé a acreditar que estará mais seguro se tiver uma arma de fogo em casa. Os números mostrados parecem querer demonstrar a necessidade de a população ordeira estar armada. Mas... será que são verdadeiros? Se forem, não haveria outros fatores a contribuir para a alegada mudança do quadro estatístico?Curiosamente, mas não por coincidência, nada foi citado a respeito do Japão, onde até a polícia trabalha desarmada (exceto as tropas de choque e os efetivos ligados à criminalidade mais pesada), e são inexpressivos os índices de crimes provocados por armas de fogo.Trabalhei durante vinte e seis anos na Polícia Militar paulista e nunca utilizei arma de fogo, exceto quando me encontrava em serviço. Sem falsa modéstia, sempre fui um dos melhores atiradores em todos os lugares onde trabalhei. Assim mesmo, agora que me encontro na inatividade, nem quero pensar em ter arma em casa, pois não tenho a menor dúvida de que, ao ser surpreendido por um ladrão armado, dificilmente uma pessoa dispõe de tempo para sacar a arma e defender-se, por mais à mão que ela se encontre.Questionar por que os policiais, juízes e promotores poderão continuar utilizando armas de fogo é uma asneira sem tamanho: todos sabemos que esses profissionais estão diuturnamente lidando contra o crime e precisam, no desempenho de suas funções, estar protegidos. Lembremos, uma vez mais, que quase nunca é possível utilizar a arma de fogo quando se é pego de surpresa pelo criminoso, mesmo se se tratar de um desses profissionais.Você tem arma de fogo em casa? Bem, se você não possui arma de fogo, que motivos terá para ser contra o desarmamento?O autor da mensagem a que me refiro usa de má-fé ao dizer que nos países citados foi desarmada a população ordeira e o mesmo quer nosso Governo Federal. O que se fez foi retirar de circulação armas de fogo que cairiam em mãos criminosas, o que também acontece no Brasil em grande escala, pois as pessoas que possuem armas de fogo em casa, em sua maioria, não sabem sequer guardá-las em locais seguros e, por isso, elas acabam abastecendo ainda mais os infratoes da lei e da ordem.O comércio de armas de fogo no Brasil rende muitos dividendos aos fabricantes. Rende até impostos aos cofres públicos, mas ao mesmo tempo provocam tragédias que só quem as viveu ou presenciou é capaz de imaginar o quando são doloridas.Portar arma de fogo exige preparo (técnico e, principalmente, psicológico). Usá-la, então, exige muito mais do que o preparo: exige a necessidade de seu uso, mas isto vez por outra é desprezado até por quem tem o dever legal de conhecer. Se não fosse assim, não teríamos disparos indevidos de armas de fogo por policiais em serviço. A linha que divide o permitido do proibido é muito tênue, podendo ser rompida com facilidade e, quando isto acontece, as conseqüências são nefastas.Não tenho e não quero ter arma de fogo, pois sei que não tenho necessidade dela. Quem acredita que é melhor uma arma na mão do que um policial ao telefone está tão desinformado que precisa consultar melhor as estatísticas. Uma coisa é ter a arma na mão; outra, bem diferente, é saber e poder utizá-la no momento certo e sem prejuízo para si mesmo e para outros inocentes.Afirmar que "com armas, somos cidadãos e sem armas, somos súditos" é outra falácia. Com armas, temos uma falsa sensação de segurança; quando elas nos são roubadas pelos criminosos, estamos mais inseguros e eles estão ainda mais armados.O fato de os criminosos estarem armados não é justificativa para que as pessoas comuns do povo -- ordeiras e sensatas -- também estejam. Se os bandidos estão armados, nós, cidadãos, temos o direito de exigir que os governantes cumpram seu dever de equipar os órgãos policiais para que os desarmem. Que se aumente a fiscalização nas fronteiras, nas vias de transporte (aérea, rodoviária, marítima, fluvial), nas estações de embarque e desembarque de passageiros em geral (aeroportos, portos, estações rodoviárias, ferroviárias), nos bares, nos morros, nas favelas... Enfim, onde se possa encontrar uma arma de fogo, lá deverá estar a polícia e desarmando quem quer que seja. E que promotores e juízes também cumpram seu papel e mantenham confinados os criminosos presos pelas polícias em geral.Crianças morrem de fome, gestantes não têm um acompanhamento pré-natal satisfatório, famílias passam necessidade, a educação e a cidadania não chegam às pessoas mais carentes... Enquanto isso ocorre à nossa frente, nossos governantes gastam anualmente milhões e milhões de reais nos hospitais públicos -- ou seja, nosso dinheiro -- por causa das malditas armas de fogo.Se você votou errado nas últimas eleições, certamente lhe veio o arrependimento; isto, porém, tem conserto: pense melhor nas próximas eleições. Mas, no dia 23 de outubro deste ano, o seu voto valerá muito mais: se votar errado, poderá sofrer as conseqüências de seu ato impensado. Portanto, vote SIM à pergunta sobre o desarmamento.
Lembre-se: a vida não tem segunda via; a morte não está sujeita a impeachment. N.B.S - Major da Res erva da PM - Gra duando em Letras na U nesp - Ara raquara - SP
segunda-feira, agosto 29, 2005
Razão dos nomes
Hoje, em plena segundona, parei pra dois dedos de prosa no Msn. Falamos sobre nomes, Lúcia e eu. Mais especificamente sobre alguns nomes que os descendentes de japoneses mais ganham no Brasil. Érica (semelhança com Eriko), Lilian, Líria (a flor lírio ou lis), Jorge (Jooji)
A conversa me fez lembrar de outro nome: Mercedes.
Triste lembrança pois vi ontem o nome de minha amiga de infância na necrologia do jornal online de minha cidade. Moreninha, filha de japoneses, ela virou alvo de gozação por ter nome de caminhão. E ela esbravejava e explicava que o nome feminino existia antes do caminhão e que ganhara esse nome em homenagem a uma tia. Ambas nasceram em Marília. E eu pensava: "Mas que coisa estranha. Além de tudo, a menina com nome de caminhão nasceu numa cidade com nome de gente!" E o nome daquela cidade veio de Marília de Dirceu. Tudo porque a próxima estação de trem deveria começar com a letra "m". E Dirceu? Antes era um nome poético, que remetia ao poeta inconfidente... Depois, a referência passou a ser um professor que tive. Mais tarde, o Dirceu Borboleta, da novela global. Agora, só nos lembra essa figura política, que de herói passou a vilão... ou será bufão?
A conversa me fez lembrar de outro nome: Mercedes.
Triste lembrança pois vi ontem o nome de minha amiga de infância na necrologia do jornal online de minha cidade. Moreninha, filha de japoneses, ela virou alvo de gozação por ter nome de caminhão. E ela esbravejava e explicava que o nome feminino existia antes do caminhão e que ganhara esse nome em homenagem a uma tia. Ambas nasceram em Marília. E eu pensava: "Mas que coisa estranha. Além de tudo, a menina com nome de caminhão nasceu numa cidade com nome de gente!" E o nome daquela cidade veio de Marília de Dirceu. Tudo porque a próxima estação de trem deveria começar com a letra "m". E Dirceu? Antes era um nome poético, que remetia ao poeta inconfidente... Depois, a referência passou a ser um professor que tive. Mais tarde, o Dirceu Borboleta, da novela global. Agora, só nos lembra essa figura política, que de herói passou a vilão... ou será bufão?
domingo, agosto 28, 2005
Roseiras e rosas
Outro dia, recebi o texto abaixo. Repassei a algumas pessoas, entre as quais, minha amiga Alice. Alguma coisa mexeu comigo, claro. Fiquei refletindo a respeito de amizades, sobre tantas que ficaram pelo caminho... E sobre o que Alice me escreveu, em resposta.
"Velhas Roseiras"
Eu já tive milhares de companheiros e colegas.Dentre eles, fiz centenas de bons amigos.Mas nem todas as amizades duraram.Algumas pareciam sólidas como rochas, mas não resistiram aos tempos e às circunstâncias. Assim sobraram poucos amigos de infância pouquíssimos amigos de escola, poucos amigos de adolescência, poucos amigos de juventude.
E pensar que a gente brincava todos os dias, via-se todos os dias e não saia da casa um do outro...
De repente, outros afetos, outros amigos, outros interesses, outro tipo de vida longos anos de distância e mil preocupações da vida nos afastaram totalmente.
Agora não sei onde andam e os que vejo aqui e acolá são amigos de "Bom dia"...
Mas nada acontece.
A gente se respeita e se admira, mas a amizade de infância, de juventude não volta.
Mudaram eles ou mudei eu?
Ou foi a vida que nos mudou a todos?
Restam algumas amizades fiéis.
O que sei é que fiz muitos amigos e não conservei aquelas amizades.
De bons amigos que éramos, somos hoje bons conhecidos que se saúdam de passagem e se respeitam.
Às vezes nem isso.
Crescemos e nossa amizade ficou lá no passado.
E eu digo a mim mesmo:
"Feliz o homem que sabe cultivar sua roseira!
Talvez não seja tarde...
Roseiras velhas também produzem rosas lindas e viçosas.
Basta recultivá-las..."
Comentário da Alice:
Quanto à roseira, não sei quanto dura seu ciclo de vida, mas dura anos porque tenho uma roseira há uns 20 anos na outra casa. Foi minha madrinha quem me deu. Tudo depende do cuidado, do carinho com a plantinha, muito mais que adubo. Bem, sou suspeita em falar em plantas. Sem ser pessimista, chata, lamuriosa, ingrata, o que mais me agrada e me faz feliz é preparar a terra, arrancar as ervas daninhas e plantar. Colher, seja uma flor ou algumas folhas de rúcula, um punhadinho de hortelã, é gratificante e divino. Você se lembra que uma vez fomos à Bienal do Livro e, num estande de "presentinhos", havia camisetas, vestidinhos (você até havia gostado de um) e uma cortina tipo rolô pintada com umas palmeiras e um verso de Fernando Pessoa (lembro-me que copiei esse verso que falava sobre natureza, mas não sei onde guardei a tal folha escrita). Queria tanto recuperar esse verso, porque pretendia escrevê-lo no muro da minha casa que dá para a viela, onde plantei mudas diversas, desde sansão do campo (uma arvorezinha com folhas delicadas, mas bem sacana porque por trás de sua folhagem há espinhos), que é própria para cerca, algumas roseiras (recém-plantadas), hibíscos laranjas, antúrios, lírio da paz, bela-emília (um arbusto com flores miudinhas da cor azul-lilás), entre outras que não sei o nome. Tenho vontade mesmo, onde há falhas nesse corredor da viela, de plantar árvore frutífera, aliás tenho um pé de amora. Queria mesmo era ter um bosque, pequeno que fosse mas com uma jabuticabeira. Pois é, sou uma roceira metida a urbana. Hoje, me sinto melhor porque resolvi regar os canteiros de verduras da casa da Arlete. Ela havia pedido, há algum tempo, para o guarda da rua deixar a mangueira, com um chafariz vagabundo, aberta por uns 10 minutos todos os dias. Ela reclamou comigo, dizendo que ele não regou nada. Aí, hoje resolvi eu mesma pôr a mão na terra, aproveitei e replantei algumas mudas de cravos, procedentes do terreno do meu pai. Um pedacinho de nada que mexi, e ficou lindinho. Quanto à horta do meu primo, me ative a somente regar, pois ele pode não gostar de eu mexer. Sabe como é, ultimamente só tenho levado na cabeça.
Resumindo (será que consigo ser concisa?), uma roseira pode durar a vida toda de quem a plantou e, se tiver sorte, ser cuidada por outras pessoas e continuar a perfumar a vida de tantas outras pessoas. Vai depender do respeito e carinho que receber, mais do que adubo. Assim acontece com a amizade. Um amigo sobrevive se houver respeito, compreensão e carinho. Como na natureza, a amizade está sujeita a temporal ou a seca, mas há sempre uma mudinha que fica. Assim, mantêm-se vivas a natureza e uma grande amizade.
"Velhas Roseiras"
Eu já tive milhares de companheiros e colegas.Dentre eles, fiz centenas de bons amigos.Mas nem todas as amizades duraram.Algumas pareciam sólidas como rochas, mas não resistiram aos tempos e às circunstâncias. Assim sobraram poucos amigos de infância pouquíssimos amigos de escola, poucos amigos de adolescência, poucos amigos de juventude.
E pensar que a gente brincava todos os dias, via-se todos os dias e não saia da casa um do outro...
De repente, outros afetos, outros amigos, outros interesses, outro tipo de vida longos anos de distância e mil preocupações da vida nos afastaram totalmente.
Agora não sei onde andam e os que vejo aqui e acolá são amigos de "Bom dia"...
Mas nada acontece.
A gente se respeita e se admira, mas a amizade de infância, de juventude não volta.
Mudaram eles ou mudei eu?
Ou foi a vida que nos mudou a todos?
Restam algumas amizades fiéis.
O que sei é que fiz muitos amigos e não conservei aquelas amizades.
De bons amigos que éramos, somos hoje bons conhecidos que se saúdam de passagem e se respeitam.
Às vezes nem isso.
Crescemos e nossa amizade ficou lá no passado.
E eu digo a mim mesmo:
"Feliz o homem que sabe cultivar sua roseira!
Talvez não seja tarde...
Roseiras velhas também produzem rosas lindas e viçosas.
Basta recultivá-las..."
Comentário da Alice:
Quanto à roseira, não sei quanto dura seu ciclo de vida, mas dura anos porque tenho uma roseira há uns 20 anos na outra casa. Foi minha madrinha quem me deu. Tudo depende do cuidado, do carinho com a plantinha, muito mais que adubo. Bem, sou suspeita em falar em plantas. Sem ser pessimista, chata, lamuriosa, ingrata, o que mais me agrada e me faz feliz é preparar a terra, arrancar as ervas daninhas e plantar. Colher, seja uma flor ou algumas folhas de rúcula, um punhadinho de hortelã, é gratificante e divino. Você se lembra que uma vez fomos à Bienal do Livro e, num estande de "presentinhos", havia camisetas, vestidinhos (você até havia gostado de um) e uma cortina tipo rolô pintada com umas palmeiras e um verso de Fernando Pessoa (lembro-me que copiei esse verso que falava sobre natureza, mas não sei onde guardei a tal folha escrita). Queria tanto recuperar esse verso, porque pretendia escrevê-lo no muro da minha casa que dá para a viela, onde plantei mudas diversas, desde sansão do campo (uma arvorezinha com folhas delicadas, mas bem sacana porque por trás de sua folhagem há espinhos), que é própria para cerca, algumas roseiras (recém-plantadas), hibíscos laranjas, antúrios, lírio da paz, bela-emília (um arbusto com flores miudinhas da cor azul-lilás), entre outras que não sei o nome. Tenho vontade mesmo, onde há falhas nesse corredor da viela, de plantar árvore frutífera, aliás tenho um pé de amora. Queria mesmo era ter um bosque, pequeno que fosse mas com uma jabuticabeira. Pois é, sou uma roceira metida a urbana. Hoje, me sinto melhor porque resolvi regar os canteiros de verduras da casa da Arlete. Ela havia pedido, há algum tempo, para o guarda da rua deixar a mangueira, com um chafariz vagabundo, aberta por uns 10 minutos todos os dias. Ela reclamou comigo, dizendo que ele não regou nada. Aí, hoje resolvi eu mesma pôr a mão na terra, aproveitei e replantei algumas mudas de cravos, procedentes do terreno do meu pai. Um pedacinho de nada que mexi, e ficou lindinho. Quanto à horta do meu primo, me ative a somente regar, pois ele pode não gostar de eu mexer. Sabe como é, ultimamente só tenho levado na cabeça.
Resumindo (será que consigo ser concisa?), uma roseira pode durar a vida toda de quem a plantou e, se tiver sorte, ser cuidada por outras pessoas e continuar a perfumar a vida de tantas outras pessoas. Vai depender do respeito e carinho que receber, mais do que adubo. Assim acontece com a amizade. Um amigo sobrevive se houver respeito, compreensão e carinho. Como na natureza, a amizade está sujeita a temporal ou a seca, mas há sempre uma mudinha que fica. Assim, mantêm-se vivas a natureza e uma grande amizade.
Pela primeira vez em muitos meses, estou supertranqüila! Tomara que a fase dure um tanto. Preciso!
sexta-feira, agosto 26, 2005
Hay brujas?
Trecho do e-mail do Professor sobre o sonho de ontem:
"Por incrível que pareça, realmente ontem acordei às 6h e me conectei. Achei que seria mais fácil encaminhar os e-mails de provas. É que os professores todos enviam as provas para mim, para tirar cópias. Como não estou na escola, preciso reenviar. Cedinho é mais fácil, com essa lerdeza aqui".
Quem acompanha este blog deve ter notado o quanto sou ligada em sonhos...
É estranho como sonhamos repetidas vezes com certas pessoas. Não signficando por isso que sejamos mais ligados a elas.
"Por incrível que pareça, realmente ontem acordei às 6h e me conectei. Achei que seria mais fácil encaminhar os e-mails de provas. É que os professores todos enviam as provas para mim, para tirar cópias. Como não estou na escola, preciso reenviar. Cedinho é mais fácil, com essa lerdeza aqui".
Quem acompanha este blog deve ter notado o quanto sou ligada em sonhos...
É estranho como sonhamos repetidas vezes com certas pessoas. Não signficando por isso que sejamos mais ligados a elas.
quinta-feira, agosto 25, 2005
Terminei!
Com todas extravagâncias da última semana e preguiça de ontem, conluí o meu mês de trabalho 5 dias antes do prazo! Que delícia!
Ontem à noite mergulhei no "Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Presente e recomendação de minha amiga Alice. Sonolenta, o que mais me chamou a atenção foi o capítulo referente à emancipação da alma, ou seja, o sono e os sonhos. Entre os temas abordados estão visitas espíritas entre as pessoas vivas e transmissão oculta do pensamento.
Hoje cedo, sonhei que o Professor ligava seu computador, apoiando a perna esquerda, com a panturrilha distendida, num banquinho. De camisa vermelha, checou seus e-mails. Encontrou os meus: dois com duas linhas cada e fez aquela cara de decepcionado.
Olhei o relógio: 7h. Pensei: "preciso dormir mais um pouco". Dei água pros gatos e voltei pra cama. Quando acordei, já eram 8h30. Vim até o computador e escrevi para o Professor, contando meu sonho.
Mais acordada, fiquei com uma sensação estranha...
Ontem à noite mergulhei no "Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Presente e recomendação de minha amiga Alice. Sonolenta, o que mais me chamou a atenção foi o capítulo referente à emancipação da alma, ou seja, o sono e os sonhos. Entre os temas abordados estão visitas espíritas entre as pessoas vivas e transmissão oculta do pensamento.
Hoje cedo, sonhei que o Professor ligava seu computador, apoiando a perna esquerda, com a panturrilha distendida, num banquinho. De camisa vermelha, checou seus e-mails. Encontrou os meus: dois com duas linhas cada e fez aquela cara de decepcionado.
Olhei o relógio: 7h. Pensei: "preciso dormir mais um pouco". Dei água pros gatos e voltei pra cama. Quando acordei, já eram 8h30. Vim até o computador e escrevi para o Professor, contando meu sonho.
Mais acordada, fiquei com uma sensação estranha...
quarta-feira, agosto 24, 2005
O show
Sim, confesso! No show de ontem, fiquei mais emocionada do que imaginava. Pensando bem, gostei muito de "RC pra sempre". O meu convidado adorou e eu fiquei feliz por ver alguém tão animado. Disse que era a primeira vez que saía à noite este ano.Meio constrangedor foi emprestar meu braço e ombros pra ele... eh, eh, eh! Maior parte do público era bem homogêneo: baixinhas de cabelos curtos, com idade entre 55/60 anos. Só vi um homem oriental. Mulher, apenas eu.
Hoje, pra contrabalançar, fui ver uma exposição de arte com Li. Não consegui convencê-lo a assistir "2 Filhos de Francisco". Mas pelo menos acho que vai gostar do livro de poesias de Florbela que levei pra ele...
Falando em poemas, na Paulista, Li pegou um folheto: "Flores desorientadas", que traz:
Registrei aqui o texto pra constar que acabei de encontrar o poema em um blog. O autor é o próprio: Antonio Luiz Junior! Pena que só está no cache. O blog foi removido. Provavelmene a blogueira também deparou com o poeta e gostou do mesmo poema que eu.
E eu fiz a busca imaginando que podia ter sido copiado... Mundo pequeno, né?
Admiro as pessoas que têm coragem de vender seus trabalhos de mão em mão. Lembrei-me de Plínio Marcos. Foi com ele a primeira entrevista de minha vida. Fui visitá-lo num amplo apartamento perto da 9 de julho. Levei um "rádio-gravador" e eu tremia feito vara verde. Meus joelhos pareciam bater tão alto que tinha medo que ele escutasse... A segunda e última vez que o vi foi numa papelaria do meu bairro. Levava pilhas de recortes de jornal em pastas, para serem xerocadas. Depois de alguns meses, soube que ele morreu. Naquele dia, papelaria, tive vontade de dizer a Plínio: "Oi, lembra de mim? Sou aquela estudante que foi procurá-lo para uma entrevista, em sua casa..." Mas não tive coragem de falar nada. Estranhei que ele ficou me olhando como se me conhecesse... Vai ver que se lembrou, ou ficou pensando: " De onde conheço essa daí?"
Hoje, pra contrabalançar, fui ver uma exposição de arte com Li. Não consegui convencê-lo a assistir "2 Filhos de Francisco". Mas pelo menos acho que vai gostar do livro de poesias de Florbela que levei pra ele...
Falando em poemas, na Paulista, Li pegou um folheto: "Flores desorientadas", que traz:
'O nome da flor
Perto de uma flor sem nome,
Vi outras flores sem nome.
Não ter nomes, eu sabia.
Era apeans não ter nomes.
Eu não sabia o nome do nome,
Não sei os nomes do homem,
Assim não importam os nomes
Das flores que eu sabia"
O poeta era simpático, disse que estava em campanha para publicar. Li deu a ele uma moeda. Penso que foi de 1 real. Se ele conseguir o mesmo de 30 pessoas por dia... Humm... Quantos meses pra lançar um livro de verdade? Se a grana for só pra essa finalidade, não demorará muito, dependendo da edição.
Registrei aqui o texto pra constar que acabei de encontrar o poema em um blog. O autor é o próprio: Antonio Luiz Junior! Pena que só está no cache. O blog foi removido. Provavelmene a blogueira também deparou com o poeta e gostou do mesmo poema que eu.
E eu fiz a busca imaginando que podia ter sido copiado... Mundo pequeno, né?
Admiro as pessoas que têm coragem de vender seus trabalhos de mão em mão. Lembrei-me de Plínio Marcos. Foi com ele a primeira entrevista de minha vida. Fui visitá-lo num amplo apartamento perto da 9 de julho. Levei um "rádio-gravador" e eu tremia feito vara verde. Meus joelhos pareciam bater tão alto que tinha medo que ele escutasse... A segunda e última vez que o vi foi numa papelaria do meu bairro. Levava pilhas de recortes de jornal em pastas, para serem xerocadas. Depois de alguns meses, soube que ele morreu. Naquele dia, papelaria, tive vontade de dizer a Plínio: "Oi, lembra de mim? Sou aquela estudante que foi procurá-lo para uma entrevista, em sua casa..." Mas não tive coragem de falar nada. Estranhei que ele ficou me olhando como se me conhecesse... Vai ver que se lembrou, ou ficou pensando: " De onde conheço essa daí?"
terça-feira, agosto 23, 2005
Atchim!
Procurando uma blusa desaparecida, espirrei sem parar. E os gatos me ajudando a fuçar as coisas. Mas quem resiste a tanta solidariedade? (Atchim!)... Claro, eles queriam me mostrar que a blusa caiu atrás da gaveta, nos fundos da cômoda. Há um tempão que eles insistiam em entrar ali. Fazer o que se os coitadinhos não têm dedos pra apontar, né?
Hoje vou ver o Rei! Arrumei boa companhia, aquele moço do anelzinho no mindinho. Eh, eh, eh! Afinal de contas, breguice é só um ponto de vista, né? E vou assistir " 2 Filhos de Francisco" também. E daí? Sou caipira mesmo!
Uma colunista da FSP disse que RC escreveu Detalhes para uma garota que disputou com Tarso. E pelo jeito a musa preferiu o jornalista. É... a escolha deve ter sido complicada, né? Quem será a moça de gosto tão eclético?
Confesso que essa mesma música me lembra o namoro mais marcante de minha adolescência, um romance entre tapas e beijos que durou quase quatro anos. Por causa dessa história, tinha raiva da música.
Ele dizia: "você vai lembrar, você vai lembrar..." E não tem como não lembrar. Na verdade, me lembro de todos os cabeludos! E não é que, muito recentemente estive às voltas com um cabeludo romântico? Ufa... Ainda bem que essa raça acabou, pelo menos entre os que cruzam a minha frente. Agora a maioria tem bem pouco cabelo... ahahaha!
Sim, depois de ter desdenhado a primeira vez, a idéia foi amadurecendo, crescendo... e concluí que vale ir ao show. Sem dúvida, RC e suas músicas remetem muitas gerações a lembranças antagônicas e antológicas!
Hoje vou ver o Rei! Arrumei boa companhia, aquele moço do anelzinho no mindinho. Eh, eh, eh! Afinal de contas, breguice é só um ponto de vista, né? E vou assistir " 2 Filhos de Francisco" também. E daí? Sou caipira mesmo!
Uma colunista da FSP disse que RC escreveu Detalhes para uma garota que disputou com Tarso. E pelo jeito a musa preferiu o jornalista. É... a escolha deve ter sido complicada, né? Quem será a moça de gosto tão eclético?
Confesso que essa mesma música me lembra o namoro mais marcante de minha adolescência, um romance entre tapas e beijos que durou quase quatro anos. Por causa dessa história, tinha raiva da música.
Ele dizia: "você vai lembrar, você vai lembrar..." E não tem como não lembrar. Na verdade, me lembro de todos os cabeludos! E não é que, muito recentemente estive às voltas com um cabeludo romântico? Ufa... Ainda bem que essa raça acabou, pelo menos entre os que cruzam a minha frente. Agora a maioria tem bem pouco cabelo... ahahaha!
Sim, depois de ter desdenhado a primeira vez, a idéia foi amadurecendo, crescendo... e concluí que vale ir ao show. Sem dúvida, RC e suas músicas remetem muitas gerações a lembranças antagônicas e antológicas!
segunda-feira, agosto 22, 2005
Primavera
Caro "Apreciador":
Ah! Motivo de minha felicidade deve ser a primavera chegando! Pólem no ar! eh, eh, eh! Falta um mês! Tudo se renova, inclusive desejos!
Ah! Motivo de minha felicidade deve ser a primavera chegando! Pólem no ar! eh, eh, eh! Falta um mês! Tudo se renova, inclusive desejos!
sexta-feira, agosto 19, 2005
Felicidade?
Ontem tive uma ilustre visita, devidamente registrada com gentil comentário. Fiquei trifeliz! Quem mostrou os bigodes aqui foi o Mauro Castro, de http://www.taxitramas.blogger.com.br/ Bacana, né?
Não sou gaúcha, mas, quando crescer, quero aprender a contar causos que nem ele!
Não entendi o que o Apreciador quer saber...
Pra mim, as opções de felicidade são infinitas!
Sabe o que descobri? O mais importante: a palavra "feliz" dá ibope!
Não sou gaúcha, mas, quando crescer, quero aprender a contar causos que nem ele!
Não entendi o que o Apreciador quer saber...
Pra mim, as opções de felicidade são infinitas!
Sabe o que descobri? O mais importante: a palavra "feliz" dá ibope!
quinta-feira, agosto 18, 2005
Ó Santo...
Conhecido meu me contou pela quinta vez que terá sua aposentadoria revista pelo Estado e receberá aquela grana por conta de ter sido preso político. Que nem o Cony, sabem? O duro é que tento interromper o homem, avisar que ele já me contou detalhadamente os acontecimentos daquela época... E ele pára de falar? Que nada... Mas o engraçado é que ele não se lembra de certos "passarinhos" e vai mudando a narrativa. Acho que devo agradecer aos céus enquanto eu detecto essas diferenças...
Uma das coisas tristes da velhice é a chatice que toma conta das pessoas... Ninguém está livre disso. Varia apenas o grau e quando somos contagiados.
Até lá, eu espero ter paciência... muita paciência!
Detalhe... Toda hora escuto: "Mãe, você já contou isso!"
Uma das coisas tristes da velhice é a chatice que toma conta das pessoas... Ninguém está livre disso. Varia apenas o grau e quando somos contagiados.
Até lá, eu espero ter paciência... muita paciência!
Detalhe... Toda hora escuto: "Mãe, você já contou isso!"
Estou feliz!
Basta tão pouco pra isso me acontecer...
Ai, ai, ai... (suspiros)
Mistério...
É agosto, o mês que antecede a primavera.
***************************
Meu mantra de hoje:
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
Mantra da semana:
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Um dos primeiros fascínios que eu tive a respeito de blogs foi descobrir que pessoas desconhecidas liam as coisas escritas apenas por afinidade, sem qualquer outro tipo de interesse ou conhecimento prévio da minha vida. Achava formidável que uma pessoa qualquer se levantasse, fizesse todas suas atividades cotidianas e ainda digitasse o endereço do blog para saber se escrevi algo. Por que eu, afinal?Mas minha imaginação ia além. Pensava ainda que essa pessoa leria o que escrevi e saberia rapidamente se eu estava bem ou mal, sem nunca ter me visto antes. Ela nunca se manifestaria porque perceberia também, só de ler os textos, que estímulos ocos são o que eu menos preciso em dias de mau humor. Essa pessoa torceria em silêncio para que eu melhorasse e não desaparecesse. Alguém elegante como ela logo notaria que minha tristeza é aquela que nasce e morre sozinha, sem que haja interferência de ninguém ? há quem prefira hurras e gritos de coragem!, mas não eu.Escrevo para essa pessoa utópica e inexistente que lê o blog."
Sumiu a formatação elegante, mas roubei esse pedaço de post do Luiz, o ex-Zuil. Ele me ensinou a fazer links e montão de outras coisas... Mas perdi a cola e tenho preguiça de pensar no assunto. Quebraria a cabeça e perderia horas até dar certo. Pra mim, é mais prático "dizer" que neste momento, o moço está em: http://esquindolele.blogspot.com/.
* * *
Entrei pra comunidade dos Pioneteiros da Web!
Saudades do Netscape... Será que ainda existe? Nunca mais tive notícias dele.
E o Freetel então? Nossa, como era bom!
Ai, ai, ai... (suspiros)
Mistério...
É agosto, o mês que antecede a primavera.
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Meu mantra de hoje:
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
"Não sou Nina!"
Mantra da semana:
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Chega de Julius!"
"Um dos primeiros fascínios que eu tive a respeito de blogs foi descobrir que pessoas desconhecidas liam as coisas escritas apenas por afinidade, sem qualquer outro tipo de interesse ou conhecimento prévio da minha vida. Achava formidável que uma pessoa qualquer se levantasse, fizesse todas suas atividades cotidianas e ainda digitasse o endereço do blog para saber se escrevi algo. Por que eu, afinal?Mas minha imaginação ia além. Pensava ainda que essa pessoa leria o que escrevi e saberia rapidamente se eu estava bem ou mal, sem nunca ter me visto antes. Ela nunca se manifestaria porque perceberia também, só de ler os textos, que estímulos ocos são o que eu menos preciso em dias de mau humor. Essa pessoa torceria em silêncio para que eu melhorasse e não desaparecesse. Alguém elegante como ela logo notaria que minha tristeza é aquela que nasce e morre sozinha, sem que haja interferência de ninguém ? há quem prefira hurras e gritos de coragem!, mas não eu.Escrevo para essa pessoa utópica e inexistente que lê o blog."
Sumiu a formatação elegante, mas roubei esse pedaço de post do Luiz, o ex-Zuil. Ele me ensinou a fazer links e montão de outras coisas... Mas perdi a cola e tenho preguiça de pensar no assunto. Quebraria a cabeça e perderia horas até dar certo. Pra mim, é mais prático "dizer" que neste momento, o moço está em: http://esquindolele.blogspot.com/.
* * *
Entrei pra comunidade dos Pioneteiros da Web!
Saudades do Netscape... Será que ainda existe? Nunca mais tive notícias dele.
E o Freetel então? Nossa, como era bom!
quarta-feira, agosto 17, 2005
Curiosidade...
Esse é meu grande tormento, a mesma arma que me deixou nas garras da Esfinge e de outros leitores misteriosos... Ai, ai, ai...
Quem será esse "Apreciador"?
O enigmático poeta que passou casualmente por aqui? O sempre suspeito Professor? O meu amigo do instituto de pesquisas? Novo ataque da decifrada Esfinge? Ou será aquela pessoa que lê escondidinha e finge que nunca leu? Ou talvez uma daquelas pessoinhas que ficaram sem saber a identidade secreta da Esfinge?
"Coincidência" que pega: a simultânea reaparição do Professor e da Esfinge no Msn... E ambos nada comentam deste blog... mas os posts deles ños próprios blogs são um tanto reveladores...
"Seu Soié", na sua mineirice, me ensinou que o segredo do sucesso para uma leitura instigante está em certa dose de mistério e bombons! Por falar nisso... Cadê minha caixa, "Seu Soié"? Quero bonbons caseiros da dona Aparecida e não docinhos virtuais, viu?
Oh, dúvida...
O que me deixa mais feliz atualmente?
Pelo menos parei de chorar. Parei de correr atrás de quem não liga pra mim. Parei de passar rodo sobre leite derramado. Será que ficarei parada?
Preciso rever conceitos e valores.
Preciso voltar a ser desencucada.
Preciso resgatar meu jeito de ser.
Tá na hora, né?
=============================
Ontem, o Professor retomou o blog. Tema: PT. Fiquei decepcionada. Pensei que fosse falar do Dia dos Pais, de passarinhos (em vários sentidos), do novo trabalho ou até mesmo de um novo amor! O texto, como sempre, é impecável, mas não consegui penetrar nele.
=============================
Sinto falta de boas conversas. Muita... De dividir meus pensamentos com quem possa entender um pouquinho. De ter com quem falar de literatura, de arte, de vida, de morte, de sexo, de amor, ou simplesmente do tempo. As pessoas interessantes estão todas muito ocupadas. Mas não estou triste. Estou feliz, sentindo apenas essa lacuna. Voltou-me a vontade de escrever. Muito.
*********************************
Novos leitores me estimulam muito. Me intrigam também... Eita curiosidade!
*********************************
Recado para "Barão":
Escrevi hoje pra você. O e-mail voltou. Deve ter mudado de empresa novamente, suponho. Aguardo notícias suas...
*********************************
Rita tá certa. Deus me livre de ser Lurdinha! Dentro de uns anos estaria com um velho caquético!!! Melhor ser a Viúva Neuta!
Quem será esse "Apreciador"?
O enigmático poeta que passou casualmente por aqui? O sempre suspeito Professor? O meu amigo do instituto de pesquisas? Novo ataque da decifrada Esfinge? Ou será aquela pessoa que lê escondidinha e finge que nunca leu? Ou talvez uma daquelas pessoinhas que ficaram sem saber a identidade secreta da Esfinge?
"Coincidência" que pega: a simultânea reaparição do Professor e da Esfinge no Msn... E ambos nada comentam deste blog... mas os posts deles ños próprios blogs são um tanto reveladores...
"Seu Soié", na sua mineirice, me ensinou que o segredo do sucesso para uma leitura instigante está em certa dose de mistério e bombons! Por falar nisso... Cadê minha caixa, "Seu Soié"? Quero bonbons caseiros da dona Aparecida e não docinhos virtuais, viu?
Oh, dúvida...
O que me deixa mais feliz atualmente?
- Rever um velho amigo?
- Ter um encontro fulminante com novo amigo?
- Amor ou sexo selvagem?
Pelo menos parei de chorar. Parei de correr atrás de quem não liga pra mim. Parei de passar rodo sobre leite derramado. Será que ficarei parada?
Preciso rever conceitos e valores.
Preciso voltar a ser desencucada.
Preciso resgatar meu jeito de ser.
Tá na hora, né?
=============================
Ontem, o Professor retomou o blog. Tema: PT. Fiquei decepcionada. Pensei que fosse falar do Dia dos Pais, de passarinhos (em vários sentidos), do novo trabalho ou até mesmo de um novo amor! O texto, como sempre, é impecável, mas não consegui penetrar nele.
=============================
Sinto falta de boas conversas. Muita... De dividir meus pensamentos com quem possa entender um pouquinho. De ter com quem falar de literatura, de arte, de vida, de morte, de sexo, de amor, ou simplesmente do tempo. As pessoas interessantes estão todas muito ocupadas. Mas não estou triste. Estou feliz, sentindo apenas essa lacuna. Voltou-me a vontade de escrever. Muito.
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Novos leitores me estimulam muito. Me intrigam também... Eita curiosidade!
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Recado para "Barão":
Escrevi hoje pra você. O e-mail voltou. Deve ter mudado de empresa novamente, suponho. Aguardo notícias suas...
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Rita tá certa. Deus me livre de ser Lurdinha! Dentro de uns anos estaria com um velho caquético!!! Melhor ser a Viúva Neuta!
terça-feira, agosto 16, 2005
Aconteceu outra vez.
Pedi uma informação cujo caminho das pedras eu sabia que o cara tinha. E ele enrola, enrola, nao responde. Ainda por cima nega minha suspeita. Depois que mostro a resposta e o ovo de colombo, ele diz:
"Li, sim, eu devia ter usado o comando Tracert* para ver onde ia dar, mas com a cabeça em outra coisa, nem me liguei que um Tracert me levaria a lista de servidores por onde o IP ia respondendo."
Que adianta? Tenho que aprender, de uma vez por todas, que certas pessoas não conseguem falar com objetividade. Não sei se porque não querem ou simplesmente porque não conseguem!
* Tracert é um comando que se dá pelo DOS, escrevendo exatamente isso no prompt, seguido do IP em questão.
(explicação incluída posteriormente, depois da visita de O Apreciador, pra nao dizerem que euzinha tb explico mal)
********************
Tem dias que eu não sei se sou Nina ou Haydée... Mas queria ser Lurdinha, viu? Neste mundo cheio de Glaucos...
Podem dizer o que forem de Glória Perez. Algumas personagens são mais verdadeiras que as reais! Não falo de Tião nem de Sol, é claro...
Pedi uma informação cujo caminho das pedras eu sabia que o cara tinha. E ele enrola, enrola, nao responde. Ainda por cima nega minha suspeita. Depois que mostro a resposta e o ovo de colombo, ele diz:
"Li, sim, eu devia ter usado o comando Tracert* para ver onde ia dar, mas com a cabeça em outra coisa, nem me liguei que um Tracert me levaria a lista de servidores por onde o IP ia respondendo."
Que adianta? Tenho que aprender, de uma vez por todas, que certas pessoas não conseguem falar com objetividade. Não sei se porque não querem ou simplesmente porque não conseguem!
* Tracert é um comando que se dá pelo DOS, escrevendo exatamente isso no prompt, seguido do IP em questão.
(explicação incluída posteriormente, depois da visita de O Apreciador, pra nao dizerem que euzinha tb explico mal)
********************
Tem dias que eu não sei se sou Nina ou Haydée... Mas queria ser Lurdinha, viu? Neste mundo cheio de Glaucos...
Podem dizer o que forem de Glória Perez. Algumas personagens são mais verdadeiras que as reais! Não falo de Tião nem de Sol, é claro...
domingo, agosto 14, 2005
Dia dos Pais
Tendo ou não pai vivo, tendo ou não filhos, todos podemos tentar um Dia dos Pais Feliz!
Sempre que chega esse dia, penso em escrever algo para meu pai. Tantas histórias que gostaria de deixar registrado... Imagino que, se ele pudesse ler e entender, talvez ficasse feliz...
Uma das cenas que me lembro é ele reclamando de como esse dia era pouco valorizado em relação ao Dia das Mães. A queixa ciumenta vinha tanto no Dia das Mães como no Dia dos Pais. Falo de 30 anos atrás. Naquele tempo, este dia era bem menos comercial. Mas, nos últimos anos da vida dele, com muitos netos pequenos, creio que tenha sido homenageado à altura. Que saudade!
Sempre que chega esse dia, penso em escrever algo para meu pai. Tantas histórias que gostaria de deixar registrado... Imagino que, se ele pudesse ler e entender, talvez ficasse feliz...
Uma das cenas que me lembro é ele reclamando de como esse dia era pouco valorizado em relação ao Dia das Mães. A queixa ciumenta vinha tanto no Dia das Mães como no Dia dos Pais. Falo de 30 anos atrás. Naquele tempo, este dia era bem menos comercial. Mas, nos últimos anos da vida dele, com muitos netos pequenos, creio que tenha sido homenageado à altura. Que saudade!
quinta-feira, agosto 11, 2005
Dia daqueles
Hoje fiquei zanzando sem fazer nada produtivo. Comecei me estressando com o suporte do Terra. Tudo porque minha filha entrou numa daquelas promoçoes de acesso grátis. É o esquema em que se nao cancela no devido tempo, está aceitando pagar a partir de certa data. Devido a dificuldades que ela tem para telefonar de aparelho fixo, resolvi ajudar. E digito as opções, etc, etc.. .tentando chegar a um ser humano. Problema é que, nesse caso, as opções nunca levam a uma pessoa. Fica rodando em círculos. Manda acessar o site... Do site vai ao e-mail. O e-mail retorna pedindo pra ligar em certo número, no horário comercial. Como a assinatura dela foi feita em outra cidade, telefono e dá opção inválida. É de enlouquecer!
Aí, resolvi desencanar esses e outros enroscos, tentando fazer algo útil e espairecedor. Deu tudo errado! Pra completar, no caminho, dei por falta do meu RG. Tento relembrar quando vi pela última vez. Quase certeza de que foi ontem, na bolsa, quando fui ao supermercado. Vira, revira... vejo todos compartimentos de outras bolsas. Checo bolsos das roupas que usei na semana... e nadá. Decido ir pro meu compromisso sem RG mesmo. Paciência, nao irei precisar. E não precisei mesmo. Só que minha cabeça estava direto no documento perdido. Pensando se deveria registrar extravio ou simplesmente esquecer o problema, pegando outro que tenho de reserva, na gaveta. Mas o problema não é eu ter outro RG e sim a possibilidade de alguma outra pessoa estar de posse do meu RG. Resolvo meus compromissos externos, volto atarantada e começo a fuçar gavetas, revirar as coisas. Vejo outras bolsas, até mesmo as térmicas. Gatos ficam alvoroçados. Felizes da vida. De repente olho e.. .não é que um dos danados fez xixi dentro de minha bolsa térmica? Conto até dez, não brigo com eles (senão a vingança poderia ser pior), lavo rapidamente a bolsa (ainda bem que é impermeável), tento acessar Internet e... vejo uma das luzinhas cor de laranja! Descubro que na pressa de revirar tudo despluguei um dos fios, ao puxar a mesinha onde está o modem. Arrasto móvel, refaço a emenda... e uuuufa! Que alívio! Lá está meu RG, encaixadinho num bloco de notas, em cima da minha mesa onde fica o computador! Antigamente eu carregava tudo organizadinho, num porta-documentos, até o dia em que perdi tudo! Desde então, passei a deixar tudo separado, espalhado na bolsa. Hoje, o RG escorregou pra dentro do bloco. Bom.. agora estou alividada. Tirei o bode do meio da minha sala! E os gatos estão felizes, me olhando com a cara de: "tentei avisar!"
*******************
Síndromes
Tudo hoje é classificado como síndrome ou transtorno. Às vezes tenho a sensação de estar com a tal Síndrome da Perda. Tipo:
Estou aqui e não estou lá
Enquanto faço isso, não posso fazer aquilo.
Vejo isto, mas gostaria de estar vendo outra coisa.
Uma escolha implica sempre em descartar outra opção. Não podemos lamentar o que deixamos de lado. Mas, ás vezes é difícil, né?
Nisso, os amigos mais compreensivos sempre acabam ficando para segundo plano. Do mesmo jeito que pais sacrificam os filhos considerados mais fortes, privilegiando e beneficiando os menos dotados. Nessa escala, Li e Alice acabam sempre na rabeira.. Preciso corrigir isso!
Aí, resolvi desencanar esses e outros enroscos, tentando fazer algo útil e espairecedor. Deu tudo errado! Pra completar, no caminho, dei por falta do meu RG. Tento relembrar quando vi pela última vez. Quase certeza de que foi ontem, na bolsa, quando fui ao supermercado. Vira, revira... vejo todos compartimentos de outras bolsas. Checo bolsos das roupas que usei na semana... e nadá. Decido ir pro meu compromisso sem RG mesmo. Paciência, nao irei precisar. E não precisei mesmo. Só que minha cabeça estava direto no documento perdido. Pensando se deveria registrar extravio ou simplesmente esquecer o problema, pegando outro que tenho de reserva, na gaveta. Mas o problema não é eu ter outro RG e sim a possibilidade de alguma outra pessoa estar de posse do meu RG. Resolvo meus compromissos externos, volto atarantada e começo a fuçar gavetas, revirar as coisas. Vejo outras bolsas, até mesmo as térmicas. Gatos ficam alvoroçados. Felizes da vida. De repente olho e.. .não é que um dos danados fez xixi dentro de minha bolsa térmica? Conto até dez, não brigo com eles (senão a vingança poderia ser pior), lavo rapidamente a bolsa (ainda bem que é impermeável), tento acessar Internet e... vejo uma das luzinhas cor de laranja! Descubro que na pressa de revirar tudo despluguei um dos fios, ao puxar a mesinha onde está o modem. Arrasto móvel, refaço a emenda... e uuuufa! Que alívio! Lá está meu RG, encaixadinho num bloco de notas, em cima da minha mesa onde fica o computador! Antigamente eu carregava tudo organizadinho, num porta-documentos, até o dia em que perdi tudo! Desde então, passei a deixar tudo separado, espalhado na bolsa. Hoje, o RG escorregou pra dentro do bloco. Bom.. agora estou alividada. Tirei o bode do meio da minha sala! E os gatos estão felizes, me olhando com a cara de: "tentei avisar!"
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Síndromes
Tudo hoje é classificado como síndrome ou transtorno. Às vezes tenho a sensação de estar com a tal Síndrome da Perda. Tipo:
Estou aqui e não estou lá
Enquanto faço isso, não posso fazer aquilo.
Vejo isto, mas gostaria de estar vendo outra coisa.
Uma escolha implica sempre em descartar outra opção. Não podemos lamentar o que deixamos de lado. Mas, ás vezes é difícil, né?
Nisso, os amigos mais compreensivos sempre acabam ficando para segundo plano. Do mesmo jeito que pais sacrificam os filhos considerados mais fortes, privilegiando e beneficiando os menos dotados. Nessa escala, Li e Alice acabam sempre na rabeira.. Preciso corrigir isso!
quarta-feira, agosto 10, 2005
Só podem ser astros.
Tem dias em que parece que monte de gente que anda afastado resolve nos procurar. De repente, do nada, me telefonaram várias pessoas que nao davam notícias há uma data. Tudo nesta semana. Algumas delas se sentem desatualizadas por nao darem conta de se comunicar direito pela Internet. E até de desculpam por essa "falha". Por aí podemos confirmar que e-mails e formas de comunicação online já se mostram como mecanismos mais confiáveis e práticos do que o telefone. Além de mais barato. Pena que tudo ainda pareça um bicho de sete cabeças para muitos. E muitos de minha geraçao ainda estão entre os desconectados.
Agora, vou desacelerar um pouco e resolver urgências não virtuais e desinformatizadas.
Agora, vou desacelerar um pouco e resolver urgências não virtuais e desinformatizadas.
segunda-feira, agosto 08, 2005
Me enganei...
O Professor não detonou o blog. Devia ser falha no Blogger. Ainda bem... agora vou salvar uns textos de lá antes que isso aconteça acidentalmente..rsrsrs..
Hoje ele reapareceu e conversamos. Foi legal. Eu estava com saudades e também muito preocupada. Nessas horas, intercalo preocupação e um pouco de raiva também. Mais ou menos do jeito que acontece com minha filha. Eu fico louca da vida porque ela nao manda notícias quando tudo está bem. Foi o que aconteceu com o Professor... Mesmo assim, fiquei aliviada ao saber que ele tinha novidades boas, com nova opçao de trabalho.
Finalmente, depois de umas 3 semanas enrolando, respondi à carta da Alice. Manualmente, com caneta. Depois, fui a pé até o correio, onde colei o envelope com aquela goma... e botei na caixinha. Tudo à moda antiga. Também enviei carta pra amiga da China e um livrinho de ponto cruz pra sobrinha grávida, em Minas. Tentarei escrever mais cartas à maneira tradicional, desenhando as palavras letra por letra. É um bom exercício, tão tranquilizante quanto tricô. Aqui, parecemos seres apostando corrida em meio a um engarrafamento.
Hoje ele reapareceu e conversamos. Foi legal. Eu estava com saudades e também muito preocupada. Nessas horas, intercalo preocupação e um pouco de raiva também. Mais ou menos do jeito que acontece com minha filha. Eu fico louca da vida porque ela nao manda notícias quando tudo está bem. Foi o que aconteceu com o Professor... Mesmo assim, fiquei aliviada ao saber que ele tinha novidades boas, com nova opçao de trabalho.
Finalmente, depois de umas 3 semanas enrolando, respondi à carta da Alice. Manualmente, com caneta. Depois, fui a pé até o correio, onde colei o envelope com aquela goma... e botei na caixinha. Tudo à moda antiga. Também enviei carta pra amiga da China e um livrinho de ponto cruz pra sobrinha grávida, em Minas. Tentarei escrever mais cartas à maneira tradicional, desenhando as palavras letra por letra. É um bom exercício, tão tranquilizante quanto tricô. Aqui, parecemos seres apostando corrida em meio a um engarrafamento.